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O voto é secreto…
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COLUNA SEGURANÇA E JUSTIÇA | A violência nas escolas é um problema grave e demanda uma grande intervenção. No Brasil, a maior parte dos estudantes matriculados, desde a educação infantil até o ensino médio, frequenta escolas públicas, em sua maioria estaduais. Por isso, esse é um desafio de política pública, que deveria ser contemplado pelos candidatos ao governo de Minas Gerais. 

A surpresa é constatar, ao ler os planos de governo, que, qualquer que seja o nosso futuro governador, ele fala muito pouco sobre isso. Na verdade, em geral, fala pouco sobre quase tudo. Na educação, o foco passa longe da segurança e do bem-estar de adultos, crianças e adolescentes em unidades de ensino.

A intervenção sobre diferentes formas de violência na escola depende de uma boa gestão da educação em outras frentes. Ou seja, mesmo que o plano de governo fosse enxuto e organizado em tópicos, como a maioria dos apresentados pelos candidatos, é preciso que haja uma lista mais ampla do que a apresentada por eles.

Algumas formas de lidar com a questão passam por reativar sistemas de registro de violências e outros problemas de convivência nas escolas estaduais. Nem todo problema da escola vira registro policial, e sem informação é mais difícil saber como intervir. É preciso também fortalecer as parcerias com os órgãos de segurança pública e de justiça para o atendimento e a investigação dos crimes e atos infracionais ocorridos nas escolas.

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✏️ : Valéria Oliveira /pesquisadoras da Rede FEMJUSP
📸: Imagem produzida com auxílio da IA 

#bh #escolas
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A UFMG vai receber no dia 28 de setembro, às 19 horas, no Auditório da Reitoria, a Ministra das Mulheres, Márcia Lopes.

Numa parceria do NEPEM UFMG, coordenado pela Professora Marlise Matos (DCP/UFMG) e da Rede FEMJUSP, coordenado pela Professora Ludmila Ribeiro (DCP/UFMG), a Ministra irá debater as articulações, desafios e avanços em torno o do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio.

Contaremos com a presença também do Reitor da UFMG, Professor Alessandro Fernandes Moreira, recepcionando a nossa Ministra das Mulheres.

Será um prazer ter você conosco nessa importante discussão. Coloca ai na agenda e vem! É gratuito!

Nos vemos lá.

#MinistraMulheresNaUFMG
#Nepem
#RedeFEMJUSP
#FeminicídioZero
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COLUNA SEGURANÇA E JUSTIÇA | Historicamente, mulheres trans foram encarceradas em unidades masculinas e, nas últimas décadas, passaram a ser separadas em celas, pavilhões ou alas específicas para a população LGBT, ainda dentro dessas unidades. No entanto, o caso da Colmeia,  Penitenciária Feminina do Distrito Federal,  expõe uma discussão mais ampla sobre a presença delas em presídios femininos.

Quatro detentas denunciaram, por meio de uma carta, situações de violênci@ e intimid@ções atribuídas a homens presos que teriam se autodeclarado como mulheres trans para obter transferência para a unidade.

A transferência para prisões femininas, como ocorre no Distrito Federal, representa uma medida recente e ainda relativamente incomum. Na Colmeia, a suspeita de fraude na autodeclaração passou a ser mobilizada como prova de que a presença trans representaria risco às mulheres cis custodiadas, produzindo uma inversão: da travesti em risco à travesti como risco.

A Defensoria Pública do Distrito Federal trata a situação como uma questão de segurança institucional e gestão de uma política pública. Em resolução, prevê mecanismos de apuração de fraude na autodeclaração de identidade de gênero na prisão, diante de possíveis riscos tanto para mulheres cis quanto para mulheres trans e travestis privadas de liberdade.

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✏️ : Maíra Marques e Vanessa Sander /pesquisadoras da Rede FEMJUSP
📸: G.Dettmar/CNJ
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SEGURANÇA PÚBLICA | No apagar das luzes de 2019, surge no campo da segurança pública uma nova força policial: a Polícia Penal. Essa criação não representou apenas a transformação de uma carreira, mas, principalmente, consolidou um processo de aproximação da burocracia prisional com as polícias Civil e Militar. Assim, em um cenário já marcado por disputas institucionais, sobreposição de funções e baixa cooperação entre as corporações, um novo ator emerge para tensioná-lo, produzindo novas fronteiras de competição por recursos, prestígio e atribuições.

De dentro dos muros, a Polícia Penal passou a incorporar atribuições historicamente associadas às duas corporações e, mais recentemente, vem avançando também sobre atividades externas, como patrulhamento, recaptura de foragidos e investigação. Diante de um campo da segurança pública cada vez mais ocupado por corporações que reivindicam funções policiais, e de uma nova força que já nasce superlativa, cabe acompanhar os desdobramentos dessas disputas: estaremos diante de uma reprodutibilidade institucional que se aproxima da usurpação de responsabilidades, contribuindo para novos conflitos entre as forças, ou de uma efetiva inovação no campo da segurança pública?

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✏️ : Natália Martino e Isabela Araújo /pesquisadoras da Rede FEMJUSP
📸: Thiago Ciccarini
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COLUNA JUSTIÇA E SEGURANÇA | A Lei de Alienação Parental foi criada sob o argumento de proteger crianças e adolescentes em disputas familiares, mas sua aplicação nos tribunais tem revelado um efeito preocupante: a transformação da maternidade em objeto de vigilância judicial. Em processos de guarda e convivência, denúncias de violência doméstica e contra crianças e adolescentes, bem como medidas protetivas e até a resistência de crianças ao contato paterno podem ser reinterpretadas como sinais de manipulação materna.

O conceito de maternidade vigiada busca nomear o padrão observado em decisões judiciais sobre alienação parental: a mãe é colocada sob uma lupa permanente. Sua fala, seus medos, escolhas, denúncias, bem como sua forma de cuidar e até sua resistência à convivência da criança com o pai passam a ser (re)interpretados como possíveis sinais de manipulação.

Com base na análise de 1.854 acórdãos dos tribunais estaduais brasileiros, o artigo discute como a categoria “alienação parental” pode deslocar o foco da investigação sobre a violência para a suspeita sobre a mãe. O problema não está em negar a existência de conflitos familiares, mas em afirmar que proteger crianças significa preservar vínculos a qualquer custo. Antes de perguntar se uma mãe aliena, o sistema de justiça precisa perguntar se ela e seus filhos estão seguros.

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✏️ : Alessandra Abrahão Costa /pesquisadoras da Rede FEMJUSP
📸: Freepik 

#lei #justiça #maternidade
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