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São 22 anos de amizade e todas as possíveis fases de uma vida atravessada juntas até aqui. Dilemas de adolescência e juventude, viagens em família, em grupo de amigas, em competição de dança. Festas de 15 anos, primeiras bebedeiras, primeiros namorados e primeiros términos. Fé compartilhada. Crises familiares. Processos terapêuticos. Vestibular, faculdade, primeiros trabalhos, estádio, emprego. Transição de carreira. Mudança de cidade. Todo o processo de se perder e então se reencontrar. A Ju sempre esteve lá. Como uma irmã briguenta, das mais leais, que não poupa palavras pra te defender, mas também não passa a mão na cabeça pra te acusar e responsabilizar quando necessário. Nossa amizade sempre sustentou qualquer distância e qualquer diferença (de ponto de vista, de opinião, de escolha).

Jubi foi a minha primeira melhor amiga que casou. E não lembro se já comentei com eles, mas foi ali naquela cerimônia que eu pensei que talvez também quisesse viver aquilo um dia (até então, nunca havia sido um sonho meu me vestir de noiva e celebrar numa festa). Foi um dos dias mais felizes que vivi. Lembro do sentimento transbordante de alegria e de amor. 

Cá estamos em mais uma primeira vez: Ju carrega a Maju na barriga. e eu tive a sorte e o privilégio de retratar esse momento dela e da família que vem construindo há uns anos (e eu tenho como uma extensão minha, e os tenho como meus). 

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Amiga, é lindo ver que mesmo com a vida atribulada que você tem, faz questão de me fazer sentir parte e pertencente de qualquer fase que está vivendo. Mesmo eu não sendo a amiga experiente com filhos, me puxa pra perto e divide tudo como se fosse, porque quer eu esteja junto e que a Maju saiba quem é a Tia Bia que vai incentivar ela ir pro mundo (e que a minha família seja dela também). Isso diz muito sobre quem você é, e diz mais ainda sobre a nossa amizade.

Eu amo vocês três demais (e o luke também!). E amo poder te assistir se tornando mãe. Bora pra mais uma etapa dessa vidoca. Eu não tenho dúvidas de que a gente vai até o fim. 

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Curiosa e sedenta por outros jeitos-de-ver.
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Raiza Souto.
Niterói, 2025.

Acervo Bia Brito @ Trace
Todos os direitos reservados. 

“Eu sempre fui uma mulher que sente com o corpo todo — e cada parte de mim precisa caber no que eu construo.” (Raiza Souto)

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Dizem que nada como as amizades de infância que atravessam uma vida ao seu lado e te conhecem desde que você nem se entendia como gente. Mas tem algo de raro, único e muito especial em se encontrar em amigas na vida adulta, com personalidade já sólida, e o entendimento — de quem se é — já formado (ou, pelo menos, um bom caminho dele). Rai acredita e defende que a vida é composição. E se tem uma coisa que eu levo como verdade é a aproximação (e cultivo) de laços que conectam de maneira tão honesta. Pura afinidade, torcida, crescimento mútuo. Escuta e incentivo. Nossa relação começou pela via profissional (e assim segue! com uma entrega e dedicação continuas), mas transbordou para muito além dela, e é isso que acho tão precioso: quando rompemos as barreiras e levamos pra vida. Que massa te retratar mais uma vez “no seu lugar”, seu quintal de casa. Que privilégio fazer parte da sua jornada desde 2023 — e poder contribuir com ela. Que honra sustentar a sua confiança e ter a sua lealdade. Bonito te chamar também de amiga. 

Por trás desse sorriso há uma força tremenda.
Vejo e aprecio.
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