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Diário visual dos últimos dias. ♥︎ 
Muita história pra contar, muito pra dividir ainda, cada detalhe e trajetória desse projeto - marco - tão significativo, tão especial. 

Tenho preparado com cuidado os detalhes para, logo mais, estender o convite que fiz (através da exposição) a cada mulher presente em Copenhague a cada um e cada uma de vocês aqui também. 

Por enquanto ficamos por aqui com alguns registros. 

Celebro o atrevimento, o amor, os sonhos, a toda coragem. Foi bonito.
—
“Blackbird singing in the dead of night
Take these broken wings and learn to fly
All your life
You were only waiting for this moment to arise”
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Muito do meu trabalho é sobre ver, perceber, enxergar o outro e, de alguma maneira, ser veículo para que ele se enxergue também. Para que cada mulher se tenha, se ocupe de si mesma. Como um catalisador. Esse projeto, essa exposição, foi exatamente sobre isso.

O que eu não antecipei é que ao fazê-lo eu me ocuparia de mim, também. E me sentiria vista, inteirinha. De uma forma intensa, avassaladora, mas também divertida (muito). E eu não precisei estar nas fotos, retratada, pra isso. Tudo ali falava sobre mim, de mim. Em cada nuance. 

Ficou claro pra mim que cuidar com seriedade e capricho do que faz não significa abrir mão de se divertir (e muito), ter atenção ao detalhes, buscar o melhor possível pode andar junto do “não se levar tão a sério assim”, especialmente diante dos perrengues, desafios e erros que todo caminho possui.

Foi desse exato lugar que esses dias foram vividos, e que transbordaram o que já estava no nosso coração.

Por isso que começo essa história trazendo à tona essas duas: Amanda e Katia. Temos uma relação — pessoal e profissional — de longa data, mas sinto que o que vivemos juntas na construção e na vivência desses dias nos levou para um outro lugar. Teve um tanto de amor, entrega e confiança envolvidos. E força. E coragem. Vulnerabilidade, segurança. Atrevimento. Teve resgate. 

Obrigada, Amanda, pelo convite em primeiro lugar. Eu não estaria em Copenhague, dentro da BCG, empresa que você faz parte, expondo a minha fotografia e contando a história dessas mulheres, se não fosse o seu convite corajoso. E a sua vontade irrefreável de fazer o Esferas acontecer — permitindo que eu estivesse ao seu lado construindo desde o comecinho, quando tudo era só uma ideia. O Esferas existe e é como é por sua causa, sua dedicação e sua competência. Orgulhe-se muito. 

Ka, nossos encontros e trocas são, com certa frequência, explosivos e transformadores. Obrigada por confiar em mim, por permanecer há anos, por se permitir ser vista. Você tem um propósito lindo. Que alegria te sentir tão apropriada dele. 

Esse vídeo traduz muito da maneira que decidimos atravessar esses dias. E o que pode acontecer quando juntas. 

Obrigada por me enxergarem de volta.
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[NÓS, Para dar nome].
Eu ainda não sei, mas tô tentando acomodar angústia, explorar as possibilidades e descobrir. 

Neste capítulo, abri um espaço de honestidade com você: falo sobre ter atravessado um momento pessoal difícil que impactou o meu ritmo de entrega, e uso essa vivência como ponto de partida para refletir sobre a tensão entre tempo interno e tempo externo — entre o ritmo do mercado e o ritmo dos processos criativos e emocionais.

Cá entre Nós diz respeito à tudo que toca uma construção de repertório da vida prática.
Como faz? Quais processos? Como busca? Seja nos meus projetos, seja nos projetos e caminhos alheios, a minha proposta é abrir conversas onde possamos discutir sobre nossos fazeres intelectuais, profissionais, e artísticos.

Repertório não é apenas sobre jeitos-de-ver. Falo sobre o que consumimos e vemos a nível de estudo, obra, arte; mas também histórias, nossas e alheias, comportamentos, nossos e alheios, e todos os possíveis jeitos-de-fazer. 

Neste em específico, compartilho sobre um momento de pausa na entrega de maio e junho, e o que eu fiz com isso.

Você pode fazer parte dessa comunidade-clube de repertório clicando no link da bio. Tem alguma dúvida? Me manda uma mensagem :)

Com amor e respeito,
Beatriz.​
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Venho pensando à beça sobre como a gente consome o mundo hoje. A velocidade com que passamos de uma coisa para outra. A quantidade de estímulos que recebemos sem o hiato necessário para processar, consolidar, digerir. 

Como terceirizamos a nossa atenção.

Isso tem causado não só cansaço e ansiedade. Mas um empobrecimento do olhar.  Estamos coletivamente perdendo a capacidade de observar, de pensar criticamente, de construir um repertório que seja realmente nosso. Não apenas o que o algoritmo sugeriu. Mas aquilo para onde a nossa curiosidade apontou. O que intriga. Incomoda. Brilha os olhos. O que traz mais perguntas que respostas.

Apesar do acúmulo, a sensação é de que falta algo. Continua faltando. O que?

Enquanto o algoritmo decide o que vemos, a IA está decidindo como dizemos. E se utilizados de maneira arbitrária, podem nos afastar de uma construção genuína de repertório e voz. Da linguagem ao formato, das palavras utilizadas ao jeito de ocupar os espaços, começamos a soar tão... genéricos. 

Eu tô entediada, incomodada. Das tantas reproduções que todo mundo parece fazer. Da superficialidade que vai se instalando, de tantos desinteresses. Ando sedenta e curiosa por outros-jeitos-de-ver. Tenho me dedicado a manter acesa a minha busca. E tentado incentivar quem me cerca a se manter cultivando-a também. 

Essa história toda começou em 2024, quando decidi sair das redes sociais por um período. O contraste foi absurdo. Foi aqui, dessa minha inquietude, que nasceu o NÓS. 

(Continua).
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