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Me. de Saberes (MCI)
Historiador, Me. em Estudos da Linguagem (UFOP)
Produtor musical e artista multidisciplinar
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Uma mulher, atriz, indígena do Povo Puri, em destaque no caderno ELA, Jornal O Globo passando no seu feed sim
Porque todos os dias são nossos, das nossas existências e das nossas vitórias #diversidade #respeito #igualdade #oportunidade #atrizbrasileira #atrizindigena #povopuri #arte
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POÉTICAS INDÍGENAS

"Tentaram negar aos artistas indígenas o direito à subjetividade", disse Yacunã Tuxá em entrevista recente. Prova disso é que até muito recentemente, o 19 de abril era o dia do "índio". Essa classificação redutiva que coloca diversos povos numa leitura homogênea é o contrário do que os artistas indígenas que você conhecerá agora estão fazendo.

Xipu Puri, por exemplo, transita entre pesquisa, dramaturgia, música e artes visuais. Tudo isso num único artista que apresenta diversas faces de seu pensamento artístico. Puri foi um dos compositores da música do espetáculo "Ideias para adiar o fim do mundo" (inspirado na obra de Krenak) e tem feito curadorias de ocupações artísticas em diversos lugares do país. Escrever uma minibio deste artista, e de todos os que estão aqui, foi tarefa dificílima. 

Isso porque todos eles estão em trânsito. Na palavra, no audiovisual, na performance, fotografia e figurino. Tudo está interligado na criação de diferentes estéticas. Apesar de todos eles serem indígenas, todos são diferentes, embora com pontos de encontro. 

Ao conhecer um pouco de cada uma dessas artes, você perceberá que existe um trabalho de excelência que vem da arte indígena, mas que é pouco conhecida.

Por que será?

Para finalizar:
Demarcação das terras indígenas já!
Não ao marco temporal!
Brasil terra indígena!
Brasil nem existe.

📸 FOTOS:
Foto Xipu Puri: Ypituna Pankararu
Foto Yacunã Tuxá: Marcus Leoni (Itaú Cultural)
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IDEIAS PARA ADIAR O FIM DO MUNDO 📍

Espetáculo protagonizado por Yumo Apurinã, com direção de João Bernardo Caldeira, chega à CAIXA Cultural São Paulo para temporada gratuita de 9 a 12 de abril, sempre às 19h. 

A apresentação integra a programação do Abril Indígena, mês dedicado à luta e à visibilidade dos povos originários no Brasil, e contará ainda com bate-papo com o público, oficina de atuação e sessão em Libras.

Inspirado no best-seller e outras pesquisas e livros de Ailton Krenak, a obra leva ao teatro reflexões sobre as ficções que sustentam as ideias de humanidade e de Brasil. 

Após temporadas no Rio de Janeiro, a montagem inicia sua circulação nacional por São Paulo.

Tem Patrocínio CAIXA, tem Governo do Brasil
@caixaculturalsp e @govbr 

#PraTodosVerem: Reels com cenas em close do espetáculo teatral “Ideias Para Adiar o Fim do Mundo”. Em luz baixa, um ator indígena ocupa o palco com presença intensa. Seu rosto, o olhar firme e a respiração conduzem a cena entre pausas e movimentos carregados de significado.

Fragmentos de fala atravessam o vídeo como ecos: “Pra eu fazer essa peça, eu perguntei pra outros parentes sobre Tsura…”, “Mas você é índio de verdade?” e “Eu quero estar em casa”, revelando reflexões sobre identidade, pertencimento e memória. Em outro momento, surge a ideia do criador de todas as coisas - dos mundos, dos seres visíveis e invisíveis, ampliando a cena para algo maior que o humano.

O clima é sensível e provocador, com olhares diretos para o público e gestos carregados de emoção. O tempo parece desacelerar entre silêncios e gestos. O vídeo termina com o título do espetáculo e informações: de 9 a 12 de abril, às 19h, entrada gratuita, na CAIXA Cultural São Paulo, seguido da logomarca da CAIXA Cultural.

#caixaculturalsp #GovernodoBrasil #gratuito #oquefazeremsp

Ficha Técnica completa do espetáculo nos comentários👇🏾
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UM ANO DE “ALDEIAS URBANAS” 🧡
Um ano do meu primeiro longa-metragem autoral, que em breve estará disponível de forma gratuita e digital!

Em “Aldeias Urbanas” o longa-metragem Documental, mergulha nos movimentos de etnogênese, retomada e resistência de territórios e culturas indígenas nas periferias metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro. 

O filme explora a urgência da preservação ambiental, etnocultural e do patrimônio indígena nas grandes cidades, a partir de diversas perspectivas de lideranças e especialistas indígenas, como Cacique Urutau Guajajara da Aldeia Marakanã @tekohawmarakana, Cacique Werá da Tekoha Itakupe @mateus.wera, além de Caynã Pankararu @kora_cay, Xipu Puri @xipupuri e Gabi Kariri @gabikariri. Além de contar com poéticas simbólicas como a performance de @abipoty e o vídeo-arte de @taynauraz 🏹
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Quantos dramaturgos indígenas você conhece?🏹

Publicado em parceria com a n-1 edições, o livro "Caixa de Dramaturgias Indígenas" compila 11 dramaturgias criadas nos últimos anos por artistas indígenas, ou produzidas de forma compartilhada entre parceiros indígenas e não indígenas, sendo de autores de vários locais do Brasil, além de Chile e Argentina.

São obras que, para além de posicionar a afirmação da própria existência, abordam questões como ancestralidade, identidade de gênero e retomada territorial.

🔗Saiba mais em: https://www.outramargem.art/caixasdedramaturgias 

#DramaturgiaIndígena #TeatroIndígena #ArteAnticolonial #RetomadaTerritorial #Ancestralidade #IdentidadeDeGênero #EpistemologiasIndígenas
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Xamum Orun é uma organização de indígenas Puri focada em ações no Estado do Espírito Santo, mas com integrantes residindo também nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Realizamos encontros presenciais para fortalecimento da cultura e idioma Puri, fazemos ações educativas em escolas e outros espaços dando visibilidade à cultura puri e articulamos com coletivos Puri de outros estados na luta pelos nossos direitos.

A história do povo puri no estado do Espírito Santo sofre um profundo apagamento, fruto do violento processo de genocídio e etnocidio que o nosso povo viveu. Hoje, lutamos para mostrar que resistimos aqui, que temos cultura, língua e história.

A grande xamun (cobra) nos guia enquanto re-existimos sob o asfalto e zonas rurais. Retomar nossas raízes é afirmar que nossa identidade nunca foi extinta! Resistimos à escravidão e a tentativa de nos extinguir e agora travamos a luta pelo direito à terra, à cultura e às tradições.

Puri bay! Pañike koya, taheantah kaxate! (Puri vive! Nós falamos, o ancestral escuta)

 ES é terra indígena! ES é terra Puri!
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