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estudante. às vezes, escrevo.
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A Coleção Brasileiras, organizada por @_joseliaaguiar, vai publicar retratos de mulheres que construíram, expandiram e transformaram seus campos de atuação no país – das artes à ciência, do meio ambiente à política.

Escritos numa variedade de estilos no conjunto do que chamamos não ficção literária, os volumes da coleção possuem abordagem autoral distinta, indo do mais jornalístico ao histórico, com o objetivo de retratar grandes brasileiras que merecem ter o conhecimento de um público mais amplo.

No primeiro volume, que já está em pré-venda, encontramos a arqueóloga Niéde Guidon em sua intimidade e trajetória nas palavras da jornalista e escritora Adriana Abujamra (@adriana_abujamra). 

Os outros cinco volumes já previstos e em andamento são: 

📖 1. Bárbara de Alencar, por Socorro Acioli (@socorroacioli);

📖 2. Conceição Evaristo (@conceicaoevaristooficial), por Yasmin Santos (@yasminsmp);

📖 3. Lélia Gonzalez, por Semayat Oliveira (@semayatoliveira);

📖 4. Nara Leão, por Heloisa Starling;

📖 5. Patrícia Galvão - Pagu, por Maria Valéria Rezende (@mariavaleria.rezende).

Acompanhe a @EditoraRosadosTempos para mais notícias sobre a coleção.

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Niéde Guidon – Uma arqueóloga no sertão, de Adriana Abujamra @adriana_abujamra abre a Coleção Brasileiras, que eu organizo e contei no post do dia 8. Neste post de hoje, conto mais sobre o projeto inteiro, que nasce de duas constatações: 1 - essas grandes brasileiras a serem retratadas merecem ter o conhecimento de um público mais amplo. 2 -autoras brasileiras de não ficção também precisam ocupar espaço –o que já temos visto acontecer, nos últimos cinco anos, sobretudo na ficção e na poesia.
Escritos numa variedade de estilos no conjunto do que chamamos não ficção literária, os volumes possuem abordagem autoral distinta, indo do mais jornalístico ao histórico, entre a narração, a crônica e o ensaio, como resultado de procedimentos múltiplos, como a observação atenta, a busca em arquivos, o trabalho de repórter, a interpretação sensível, as entrevistas in loco, a reflexão histórica, a memória pessoal.
Convido tod@s a lerem este primeiro volume que a Adriana Abujamra escreveu com tanta paixão – ao mesmo tempo em que encontramos Niéde em sua intimidade e trajetória, temos os bastidores das pesquisas arqueológicas e dos debates científicos, e ainda o dia-a-dia dos sertanejos no entorno do Parque Nacional Serra da Capivara.
Os outros cinco volumes já previstos e em andamento são os seguintes: Bárbara de Alencar, por Socorro Acioli @socorroacioli, Conceição Evaristo @conceicaoevaristooficial, por Yasmin Santos @yasminsmp,  Lélia Gonzalez, por Semayat Oliveira @semayatoliveira , Nara Leão, por Heloisa Starling, Patrícia Galvão -  Pagu, por Maria Valéria Rezende @mariavaleria.rezende 
Agradeço a todas que toparam vir comigo nesta jornada. Agradeço especialmente a Livia Vianna @livia__vianna editora responsável na @editorarosadostempos @grupoeditorialrecord pelo entusiasmo e parceria, tendo ao seu lado a equipe gloriosa que inclui @feresferoz e Thadeu Santos @thadeucsantos A arte da capa, para nossa alegria e honra, é da Hana Luzia @hana_luzia
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Ficções e fabulações
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O nome do evento era “Ficções e fabulações afro-atlânticas” e reuniu duas mulheres maravilhosas: a professora estadunidense Saidiya Hartman, de Literatura Comparada na Universidade de Columbia - Nova Iorque - e a jornalista e escritora Eliana Alves Cruz, recém laureada com um @premiojabuti . Conversa mediada de forma brilhante pela também jornalista e escritora Yasmin Santos.
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Boa parte da conversa costurou as experiências da Saidiya e da Eliana no mergulho sobre seus passados familiares e as relações que tiveram com fotos e arquivos pra tecerem suas “fabulações críticas”, termo cunhado por Saidiya em 2008. Significa, grosso modo, preencher e dar alguma sentido aos silêncios, às lacunas e às entrelinhas dos arquivos históricos oficiais. Uma maneira de “resgatar” do esquecimento e da invisibilidade as histórias que sempre estiveram ali para além dos registros formais. Pra isso, tudo é insumo: fotografias, histórias orais de família, percepções… e fabulações.
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A mais emblemático fabulação crítica da Saidiya talvez esteja em “Perder a Mãe - Uma jornada pela rota atlântica da escravidão”, primeiro livro dela publicado aqui no Brasil (@bazardotempo ). Justamente a mistura de autobiografia e busca pelas origens, que a levou até o Gana.
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Eliana seguiu essa mesma linha com “Água de Barrela” (a estreia dela, pela @editoramale ), resgate de histórias familiares, através de certidões de casamento e nascimento, da oralidade e de fotografias saídas dos baús das tias. Virou também uma fabulação crítica que começou na região entre os reinos de Oió (atual Nigéria) e do Daomé (atual, Benim), passou pelo interior da Bahia e terminou (terminou?) no Rio de Janeiro.
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A conversa foi uma grande aula sobre “preencher lacunas” e a importância desse ato. Como disse a Saidiya, os europeus documentaram apenas a violência, sem descrever os seres humanos, nos mais de três séculos de escravidão. E a Eliana lembra que já passou da hora de apenas ver, é preciso enxergar. Ou, como dizia o poeta Manoel de Barros, de “transver”.
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Foi uma noite transgressora. E em boas companhias.
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