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Entre a comunicação imposta pela globalização e a que nasce da favela, existe um caminho de reinvenção.

No artigo, a partir do pensamento de Milton Santos, refletimos sobre o “período popular da história” como algo que já se constrói no cotidiano — nas margens, nas brechas, nas estratégias de sobrevivência e criação. A “mecnologia” aparece como expressão dessa potência: tecnologia feita com o que se tem, transformada em linguagem, resistência e futuro.

Do Complexo do Alemão emergem narrativas que desafiam o centro, reposicionam o local e mostram que comunicar também é disputar o mundo.

Produzir, narrar, compartilhar: práticas que constroem outras globalizações possíveis.

✨ Leia o artigo completo no nosso site: commbne.org

#ComunicaçãoAntirracista #Globalização #MiltonSantos #Favela #Mecnologia #Narrativas #AméfricaLadina by @tathivitorino
0
4 months ago
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Ontem, no slam, eu não vi só poesia.

Eu vi circulação de ideias, estética, linguagem.
Eu vi diferentes territórios da periferia carioca produzindo conhecimento.

Por muito tempo, ensinaram que globalização vinha de cima: mercado, mídia, tecnologia, capital, grandes centros.
Mas e quando é a favela que cria, conecta e espalha?

Foi aí que eu voltei em Milton Santos.
Quando ele fala de uma outra globalização, ele também abre caminho pra gente enxergar isso:
o mundo sendo explicado a partir dos nossos territórios.

100 anos depois, talvez a pergunta não seja quem foi Milton Santos. Mas por que ele continua sendo urgente.

Talvez, 100 anos depois, o desafio seja esse:
aprender a ler o mundo a partir daqui, do nosso lugar.

Isso faz sentido pra você? Me diz nos comentários.

#território #educaçãopopular #geografia 
#miltonsantos #outraglobalização by @tathivitorino
6
3 months ago
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2026 marca o centenário de Milton Santos.

Eu não cheguei até ele pela teoria.
Cheguei pela necessidade de entender o mundo que eu já vivia.

Antes do nome, vieram as perguntas.
Antes dos conceitos, vieram as inquietações.

Com o tempo, isso virou estudo.
Virou pesquisa.
Virou dissertação.
Virou ida ao acervo, leitura de cadernos, encontro com a obra de perto.

Mas não parou aí.

Virou sala de aula.
Virou pré-vestibular social.
Virou território.
Virou escuta.
Virou prática.

Porque o pensamento de Milton Santos não foi feito pra ficar preso na universidade.

Ele foi feito pra circular.

E foi assim que ele chegou até mim.
E é assim que eu escolhi continuar esse caminho.

Fazendo esse pensamento circular.

100 anos depois e o mundo ainda precisa do que ele disse.

Viva o legado miltoniano! ✊🏾🔥

#MiltonSantos #100anosmiltonsantos #Geografia #EducaçãoPopular #outraglobalização by @tathivitorino
6
3 months ago
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Ontem foi um daqueles dias que ainda estou tentando processar.

Tive a oportunidade de participar de uma mesa na USP, no contexto das atividades do centenário de Milton Santos, falando sobre um tema que tem atravessado minha trajetória de pesquisa: a questão racial em sua obra e em sua trajetória.

Mas, para além da fala, fiquei pensando em tudo o que esse dia representou.

Encontrar pesquisadoras e pesquisadores que conviveram com Milton Santos, que trabalharam com ele, que preservam seu legado e seguem produzindo conhecimento a partir de suas contribuições foi uma experiência muito especial.

Também foi emocionante perceber como diferentes gerações seguem encontrando, em sua obra, ferramentas para compreender o mundo e imaginar outros futuros possíveis.

Entre conversas, reencontros, aprendizados e muitas fotos, saí de lá com a sensação de que pesquisar é também construir pontes: entre gerações, territórios, experiências e formas de produzir conhecimento.

Ainda organizando as ideias…

Por enquanto, deixo aqui alguns registros de um dia que certamente ficará guardado na memória.

📚🌎✨

“O mundo é formado não apenas pelo que já existe, mas pelo que pode efetivamente existir.” — Milton Santos taken in USP-Universidade de São Paulo by @tathivitorino
5
a month ago
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Postando essa sequência aleatória para deixar evidente que não vivo apenas de Milton Santos. 😘 taken in Rio de Janeiro, Rio de Janeiro by @tathivitorino
5
2 months ago
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Ainda em clima de comemoração ao Centenário do professor Milton Santos: 
Como pensar o vestibular, o território e a vida a partir de seu pensamento?

Nesse sábado, o projeto “Milton Santos em todos os lugares” chega ao Complexo do Caju em parceria com o Pré-Vestibular Comunitário Rede Esperançar para uma manhã de trocas, arte, educação popular e leitura crítica do mundo.

A proposta é aproximar o pensamento de Milton Santos das questões que atravessam o cotidiano das periferias e também dos vestibulares: 
🌎 globalização 
🏙 urbanização e desigualdade 
🌱 meio ambiente e território 
📡 mídia, técnica e comunicação 
✊🏾 periferia, cultura e resistência 
📚 ferramentas miltonianas para pensar o presente — e imaginar futuros.

Tudo isso através de roda de conversa, poesia, slam, experiências territoriais e construção coletiva de conhecimento.

Com participação de artistas, educadores, pesquisadores e articuladores culturais periféricos.

📍 Caju – RJ 
🗓 Sábado | 16/05 
⏰ 9h às 13h 
🎟 Evento gratuito

“O mundo é formado não apenas pelo que já existe, mas pelo que pode efetivamente existir.” 
— Milton Santos ✨

#100anosmiltonsantos #vestibulares #cienciashumanas #educaçãopopular #outraglobalização taken in Complexo do Caju -Rj by @tathivitorino
7
2 months ago
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O projeto “Encontro com Milton Santos e a Literatura Viva: o território como palavra e resistência a partir da voz da periferia”, realizado através do edital Viva Talento — Rio Capital Mundial do Livro, concedido pela UNESCO, foi uma experiência profundamente transformadora.

Ao longo dos encontros, construímos rodas de conversa, trocas, intervenções artísticas e reflexões coletivas sobre território, cultura, globalização, oralidade, educação popular e periferia a partir do pensamento de Milton Santos.

Mais do que apresentar um intelectual brasileiro fundamental, o projeto buscou aproximar teoria e vida cotidiana, mostrando que a periferia também produz leitura crítica do mundo.

A maioria dos participantes nunca tinha ouvido falar de Milton Santos — mas muitos se reconheceram em sua trajetória, em suas ideias e na possibilidade de pensar o território como espaço de existência, memória, disputa e futuro.

Agradecemos à Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, ao edital Viva Talento, aos coletivos, artistas, educadores, territórios parceiros e a todas as pessoas que caminharam conosco nesse processo.

E seguimos.

Porque “Milton Santos em todos os lugares” continua.

🌍✊🏾📚

. 📸: @1demarsso & @euraquelsoliver
. Gratidão aos coletivos: @kambacua @leaoetiopedomeier @perifario 
. Gratidão aos artistas: @oestejazzrj @jeffersonplacido_ @batikumafro @gabriellabarba_  @grupo_leke @raquelsouto.arquetipica @alisfreitax 
. Gratidão aos educadores: @elaine_bbrito @gardeniablueboy @ma.riagabrieli @fragaffc_ @luccasxaxara @flaviobmota @garciajuliana95
. Gratidão acessibilidade: @arvorebonite @maisumaandrea taken in Periferia by @tathivitorino
8
2 months ago
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Registros da nossa última edição na Lapa com Slam da Lapa 

Coletividade e poesia !🔥

PRÓXIMA EDIÇÃO: Dia 23 de Maio 18h, na Praça da Ladeira - Caju, com o feat: @slamdaseda e @batalhadoporto.ofc 

Anota na agenda e aguardamos vocês lá !! taken in Caju, Rio De Janeiro, Brazil by @tathivitorino
8
2 months ago
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TEMOS UM DEZZZ ❤️‍🔥❤️‍🔥❤️‍🔥❤️‍🔥

Um registro de quem faz a nossa cena girar cada vez mais. No último dia 23/04, a Liga Slam Caju se juntou a Lapa dentro do @ccsmovimento e transbordou energia com a presença de cada um de vocês.

Queremos agradecer aos jurados pela missão da escuta, @euularie , @jefferson_medeiros__
@o.andarilho.la @tathivitorino e @franccini._ vocês foram essenciais para nossa noite ! Gratidão 💖

Aos poetas que competiram ⚔️ @lucascorrea_sz
 @pekar._ @m4graooficial @marxpoeta @josirubim @camille_go.os @anxpapa e @capaversa Gratidão 💖

Agradecimento especial a todo o público que somou, bateu palmas, fez barulhos e fortaleceu a nossa rede nessa tarde histórica, e agradecemos aos @slamdalapa por nos receber em seu território, Liga Slam Caju volta pro bairro do Caju 💖🗣️

Até a próxima Edição dia 23 de Maio lá no Ladeira com o feat: @slamdaseda e @batalhadoporto.ofc

📸 @eusouafenix_ taken in CCS Movimento by @tathivitorino
16
2 months ago
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Nem sempre o território que transforma a nossa vida aparece no mapa. Às vezes, ele aparece num livro, numa sala de pesquisa, numa conversa, numa exposição, numa aula, num encontro.

Conheci o professor Milton Santos ainda muito jovem, na minha primeira graduação em Ciências Sociais, na @uerj.oficial . E apesar dessa leitura ter deixado marcas significativas na minha trajetória, algumas experiências depois disso, reorganizaram a forma como havia aprendido a enxergar o mundo desde então — e a Ocupação Milton Santos, no Galpão Bela Maré, foi uma delas.

10 de maio de 2025, na semana do seu aniversário de 99 anos, estávamos inaugurando a Ocupação Milton Santos no @galpaobelamare . Dando início às comemorações do seu centenário! 

Entre pesquisa, formação, encontros, entrevistas, aulas, trocas coletivas e afetos no @defavelas , fui entendendo que estudar Milton Santos nunca foi apenas sobre estudar Geografia. Era sobre aprender a ler o mundo a partir do território, da desigualdade, da cultura, da periferia e das possibilidades de existência que nascem do cotidiano.

Essas fotos guardam um pouco desse percurso:
da pesquisadora que integrou a equipe da Ocupação,
à professora que hoje compartilha sua obra em escolas, pré-vestibulares, rodas de conversa e projetos culturais.

No centenário de Milton Santos, olhar para essa trajetória também é lembrar que nenhuma construção intelectual acontece sozinha. Ela nasce do coletivo, da memória, da escuta e dos encontros que atravessam a nossa caminhada.

E talvez seja isso que mais me mova até hoje:
a possibilidade de continuar construindo leituras de mundo que partam do local, das margens e das vozes que historicamente tentaram silenciar.

“o mundo é formado não apenas pelo que já existe, mas pelo que pode efetivamente existir.”
— Milton Santos, 2000

#100anosMiltonSantos #Geografia #Território #OutraGlobalização #Pesquisa taken in Complexo da Maré by @tathivitorino
8
2 months ago
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Hoje celebramos um ano da inauguração da Ocupação Milton Santos no Galpão Bela Maré e neste mês, também celebramos o centenário de Milton Santos e a força de seu legado. ✨

A Ocupação foi a primeira edição dedicada a Milton Santos a reunir obras de arte contemporânea integrando o acervo do Itaú Cultural com estudos do Observatório de Favelas, conectando o pensamento do geógrafo às artes visuais e as vivências no território da Maré, com foco em negritude e periferia. 

Com curadoria de Ana V. Lopes, Gleyce Kelly Heitor e Osmar Paulino, a mostra foi pensada como uma ‘sala de aula’ viva, articulando a trajetória de Milton Santos como intelectual negro, geógrafo e pensador de futuros populares com a produção de artistas contemporâneos.

A expografia inesquecível, assinada por Gisele de Paula, convidava o público a habitar os conceitos de Milton Santos conectando documentos, fotografias e obras em uma experiência sensível, organizada em eixos que atravessam a filosofia do espaço, a relação entre arte e geografia e a crítica às desigualdades socioespaciais.

E tem mais: você sabia que o Observatório de Favelas se inspira em muitas das ideias de Milton Santos desde o início da sua trajetória? Celebrar sua vida e obra aqui, junto aos moradores e moradoras da Maré, foi uma honra imensa. 

Qual foi o seu momento favorito dessa ocupação? Conta aqui pra gente 👇🏾 

📸: Thaís Valencio, Mêrcez e Wellington taken in Galpão Bela Maré by @tathivitorino
5
2 months ago
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Enquanto o mundo discute inteligência artificial, colonialismo digital, soberania nacional, globalização, crise urbana e desigualdade, talvez esteja na hora do Brasil perceber a dimensão internacional de um dos maiores intelectuais que já produziu. Tendo em vista, que há décadas ele já refletia sobre esses temas. 

Milton Santos nasceu no interior da Bahia e se tornou uma das principais referências mundiais para pensar globalização, território, técnica, comunicação e vida cotidiana.

E talvez exista algo muito poderoso no ponto de vista da educação:
um homem negro retinto, brasileiro, neto de ex-escravizado, vindo de uma cidade pequena do interior da Bahia, conseguiu ultrapassar as fronteiras que o mundo e seu sistema tentaram impor ao seu território de origem através do conhecimento.

Porque talvez educação também seja sobre isso, né?:
a possibilidade de ampliar horizontes, produzir leitura de mundo e imaginar futuros que muitas vezes nos foram negados.

Neste exato momento, existem pessoas produzindo leituras sofisticadas da realidade nas periferias, favelas, quilombos, aldeias indígenas, slams, cursinhos populares, universidades públicas e movimentos culturais.

MCs, poetas, fotógrafos, videomakers, educadores populares, lideranças comunitárias, artistas plásticos, comunicadores populares, estudantes cotistas e demais atores periféricos seguem transformando experiência vivida em pensamento crítico.

Ler o professor Milton Santos hoje é também aprender a enxergar a potência intelectual que nasce desses territórios. Afinal, neste exato momento talvez existam por aí outros ‘Miltons’, ‘Miltonianas’ e ‘Miltonianes’ produzindo uma leitura sofisticada do mundo a partir da realidade vivida em seu território. 🌍✨

E aí, você acha que o Brasil reconhece o professor Milton Santos como deveria? taken in América Latina by @tathivitorino
22
3 months ago
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