Instagram story viewer> @vanessamendesfernandes> Posts
POSTS STORIES REELS TAGGED
Download All
Somente a água poderia me dizer que tudo isso é uma travessia.

⛵🩵🌊 by @vanessamendesfernandes
15
6 months ago
Download
Dizer é sempre uma tentativa. 🩵 by @vanessamendesfernandes
33
10 months ago
Download
Junho e alguns de seus azuis.

Nós, desatados ou não.
As tentativas, com ou sem rachaduras (É possível estar firme e quebrada).
A quentura de um fogo invisível.
Algumas saudades não cabem em um corpo só. De alguma forma, a montanha complementa a âncora.
Tempo para celebrar vidas e presenças, espaço para ritualizar mortes e ausências.
Os aprendizados da inauguração, as lições da persistência.

A solidão é um recomeço feito à mão.
Em junho, ela teve a cor azul. 🩵✨ by @vanessamendesfernandes
24
a year ago
Download
Pedro,

Eu vou te guardar em mim pra sempre.
Passei todo o meu dia pensando em você, na gente. Sentindo no meu corpo como era te transformar a partir de então em alguém onipresente. Eu te senti no vento da tarde, eu te percebi na calça que eu escolhi vestir, distraidamente, e que lembrei que você comprou comigo, entrando e saindo de sei lá quantas lojas da Rua São Pedro, rindo demais porque eu só queria se fosse assimétrica. "Vês, como é isso de calça assimétrica?". Eu sabia que tinha você no sabor de pistache do bombom que eu mastiguei logo depois de contar a minha analista sobre o que aconteceu.

Tem você em tanta coisa que já tinha e vai ter você em mim e no mundo pra sempre.

Eu quero seguir contando as nossas histórias. Das quadrilhas que a gente dançou juntos, mesmo se odiando. Do dia que você abaixou meu biquíni no passeio da escola.

De todos os miojos que você fez pra gente jantar e outras tantas comidinhas, muito mais nutritivas. Você me nutriu. Você me nutre.

Ano passado eu consegui estar no seu aniversário e viajamos pra sua nova casa, com gosto de sonho. Aquele foi um presente. Foi a nossa despedida, do jeito mais bonito que poderia ser.
Você fez café pra mim. A gente andou juntos por Fortaleza, como já fez tanto em Juazeiro. Assistiu besteira até tarde, comeu horrores.
Entrei no mar com você e sei que ele será sempre um lugar pra te reencontrar. E não posso deixar de citar a longa palestra sobre luzes amarelas, as únicas dignas, segundo você, para uma decoração realmente incrível. Te prometo, vou seguir esse conselho. E aquela luminária que você me pediu, eu vou fazer. Vou usar na minha casa e toda vez que eu ligá-la, vou saber que você estará lá comigo, uma companhia luminosa e calorosa, me fazendo ver melhor.

Eu te peço. Caminha um pouco mais comigo. Ao meu lado e nas batidas do meu coração.

Esse amor que eu conheço, você me deu. Essa vontade de partilhar a vida com quem se ama, você me deu. Não só você, mas também as pessoas preciosas que eu amo, que você ama. O amor é continuidade e também imensidão.

Por isso, Pedro, eu vou te guardar em mim, pra sempre. Com ainda mais saudade, mas nunca distante. Te amo. 🩵 by @vanessamendesfernandes
62
a year ago
Download
Só eu sei o que me abril.

Eu fui uma festa bem frequentada. O tema, que não contei a ninguém, foi: sete fitas de sete cores. Meu bolo teve gosto de sonho e todas as músicas que cantei no karaokê eram sobre coragem, mesmo que a letra não dissesse sobre isso uma palavra. Água doce no início, água salgada no final. Amor do início ao fim, o amor junto a pessoas reais, que erram e acertam, como eu.

Nessa chegada aos meus 31 anos, tenho achado a vida intraduzível e, ainda que me interesse inventar formas para falar do mistério, estou comprometida a não mais tentar traduzir, apenas dizer.

🩵✨ by @vanessamendesfernandes
23
a year ago
Download
Eu me chamo Vanessa, sou criadora da Nas Mãos de Irê.

Tudo que pretendo compartilhar nesse espaço não terá como pretensão a neutralidade. Não há arte que se faça sem um fundo político e histórico, nem tampouco qualquer existência. Partindo disso, escrevo aqui afirmações que localizam meu corpo: sou uma mulher cis, branca, lésbica, paraibana crescida no kariri cearense.

Em 2022, dei início à minha trajetória como mulher de terreiro na minha cidade natal, João Pessoa, cultuando minha espiritualidade através do Candomblé e da Jurema Sagrada.

Foi na minha casa de axé, @omiorire , que surgiu minha vontade de mexer com a terra desse jeito, enquanto a terra mexia comigo.
Me iniciei pra Omolu em 2023 e atribuo a ele, senhor da terra, essa vontade íntima de me mover por essas criações.

Afirmo que Irê também sou eu, pois essa preciosa palavra, de significados profundos no Candomblé, faz parte do meu Orunkó, o nome sagrado que recebi ao renascer pro meu orixá.

Na minha história, a boa sorte me enlaça pelo afeto construído com pessoas que amo e por quem sou amada, entre antigos e novos nomes. 

As criações poéticas surgiram a partir da primeira encomenda fora da realidade de terreiro. Foi ali que minha ficha caiu: é isso! Também quero modelar histórias, amores, intenções. Inventar poesia a partir da escuta sobre a vida.

Irê também sou eu, quem eu já fui e quem eu nasci pra ser. 🌞 by @vanessamendesfernandes
66
a year ago
Download
Para um corpo sedento são necessárias muitas fontes.

Acredito completamente que toda mudança corporal é também subjetiva.

Hoje, ao receber cuidados em meu corpo, entrei em contato com camadas e mais camadas de mim. Fluxos de pensamentos e sensações.

Minha cervical tem estado dolorida. A parte da minha coluna que me permite abaixar e erguer a minha cabeça.
Eu vou dizer novamente.
Minha cervical tem estado dolorida. A parte da minha coluna que me permite abaixar e erguer a minha cabeça.

Eu quero honrar o meu Orí.

O toque parecia estar mapeando meu corpo como dedos que mostram o mapa do mundo a uma criança que olha e diz: "sim, é imenso".

Para um corpo sedento são necessárias muitas fontes.
Copo de água. Pedras quentes. Colo morno. Matar a fome até senti-la de novo. Amores, oxigênio, poesia, movimento. Espaços seguros para sentir.

"Esparrame o peito", eu escutei, deitada de barriga para baixo. Respirei pensando "meu peito já não vive esparramado?". Descobri que não. A vida pode trazer armadilhas e, naquelas que eu caí, encolhi o peito, encurvei o corpo, sem perceber.

Saí do lugar em que fui cuidada diretamente para comprar alimento. Saí sendo um corpo nutrido e sedento. Cheguei em casa achando injusta e revoltante a falta de água para as plantas (que eu não reguei). Achando ainda mais absurda toda e qualquer escassez.

Enquanto escrevo sobre o que vivi, renovo desejos que já estavam comigo, em algum lugar intocado, sob a pele:

Desejo que eu não me permita morrer de nenhuma sede, que eu reconheça onde existem as fontes e que eu seja a primeira a me dar água para beber.

✨ Obrigada por seus cuidados/feitiços, Mari @geranio.flordegente ✨ by @vanessamendesfernandes
17
2 years ago
Download
Eu vejo você (voando), Aíla. 🩵

A segunda foto é uma poesia de Ezter Liu, do seu livro Balaclava. by @vanessamendesfernandes
7
2 years ago
Download
Filha de Omolu.

Não tenho encontrado palavras para descrever esse primeiro ano. Elas me dizem muito pouco e meu corpo está repleto de tudo que vivi desde que pisei no terreiro pela primeira vez. Na verdade, desde muito antes. Deixo aqui lembranças e retalhos do meu coração, pois o que sei é que vale a pena celebrar o caminho.

Te amo, pai @juanpreto_ 
É uma honra ser sua filha. Desejo que Omolu retribua a sua generosidade e o seu amor.
Celebro sempre, também nos outros espaços que você ocupa na minha vida, a imensa sorte de te ter ao meu lado. by @vanessamendesfernandes
16
2 years ago
Download
Um ano do nosso renascimento.
Que bom ter a sua companhia nessas águas.
Te amo, barquita. ✨⛵🩵 by @vanessamendesfernandes
37
2 years ago
Download
Ainda é junho em algum lugar. 🔥

Coube um calendário inteiro. Frio e calor. A quentura me queimou a ponta dos dedos e as fagulhas ocuparam os meus olhos. Eu fui uma fogueira, tenho certeza. A terra me deu a possibilidade de ver o amor sendo aquecido até que ficasse cozido. Não perfeito, mas no ponto de nutrir, como o amor e o alimento têm que estar. Chorei e ri até a barriga doer, feito criança. Desconfio que Xangô menino tenha brincado em minha cabeça e que todo o meu suor, cada vez que dancei, tenha me deixado um pouco mais viva, graças a ele.

Junho foi um ano inteiro e um abraço infinito de Ayrá. Junho foi toda uma vida, com seus erros e acertos incontáveis. Talvez tão incontáveis quanto as vezes que cantei "Olha pro céu" e "Yá Yá Massemba".

Se junho bater em sua porta, diga que mandei um recado, um profundo agradecimento pelo que vivi. Julho chegou e eu ainda não sei como vivê-lo, mas vou descobrir. by @vanessamendesfernandes
34
2 years ago
Download
É dezembro e eu também sou. 

Ainda estou em estado de pracinha. Criança, poema e poeira. Dança e capoeira. Um passeio e algumas viagens no tempo, também pelos minutos do agora. "Quem vai, quem vem" de Cátia de França tocando no meu celular. Eu e Ava dançando à espera do seu crepe de chocolate. Ela me mostrando toda a "mudação" da praça. Sarah e Ágatha rindo sem parar, mudando seus rostos com filtros engraçados. Meu irmão sendo pai e tendo os melhores argumentos de defesa de seja quem for. Ainda mais se for a gente. Minha cunhada sendo minha irmã, me vendo sempre de um jeito tão bonito. Tudo isso junto, tudo isso dentro, me nutrindo. Prato feito, cabeça feita.

É dezembro e eu também sou. 🍃 by @vanessamendesfernandes
67
3 years ago
Download
×

Download all media on this page

Photos Videos
back to up