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Há lugares na África onde o silêncio não é ausência de som. É presença que faz enxergar adiante.
Da janela do avião, o primeiro habitante dava as boas vindas ao Parque Nacional Hwangue… um elefante impossibilitou o pouso do Caravan Cesna que teve que dar mais uma volta no ar enquanto a guarda florestal pedia encarecidamente para ele deixar o espaço.

Hwange é o maior parque nacional do Zimabábue, com quase 15 mil km² e abriga uma das maiores populações remanescentes de elefantes de savana do planeta: mais de 45 mil animais entre leões, guepardos, leopardos, búfalos, gnus, girafas e uma infinidade de aves multicoloridas que enchem os olhos e a lente de 400mm na minha câmera.

No limite das Ngamo Plains, o Wilderness Linkwasha parece menos um lodge e mais um observatório silencioso da vida selvagem. O acampamento dá para os chamados waterholes onde a África inteira passa diante dos nossos olhos: búfalos cobertos de poeira branca, girafas atravessando o crepúsculo como sombras impossíveis, leões esperando o cair da noite e elefantes tomando água na piscina do camp enquanto jantávamos. Esse foi dos silêncios mais abismais que presenciei… eles estavam a pouco mais de 4 metros de distância da mesa.
 
Do que vi e vivi na África, poucos lugares oferecem encontros tão profundos.

@wearewilderness 
@revistaunquiet 
 
ENG on comments taken in Hwange National Park, Zimbabwe by @victorcollor
99
5 months ago
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Quebrei o jejum às 7h30 com sangue de vaca. Ainda quente, recém-tirado.

Os Maasai acreditam que beber sangue fortalece o corpo e a alma.
Não é todo dia. Mas naquela manhã, uma flecha de ponta curta encontrou o pescoço da vaca tensa, contida por tantos outros. Um pequeno corte veio com a flechada. A torneira de sangue desapareceu quando uma senhora encostou a cabaça na pele escura do animal.

Ali havia sangue para muita gente.
E muita gente se aproximou, interessada, enquanto ela mexia o líquido para que não coagulasse. Um, dois, três beberam. Logo me ofereceram.

Ali começava o meu batismo.

Nessas comunidades, quando deixamos de ser apenas observadores com o nosso estranhamento, e passamos a conviver com curiosidade no gesto e no olhar, é quando tudo começa a fluir.

Sim, eu sei que sempre serei um estranho ali.
Mas fui abraçado. E batizado com um nome Maasai: Olomunyak, “o homem de sorte”.

Sorte a minha de poder viver isso em tempos tão controversos.

Asholeng, Robin. taken in Maasai Mara by @victorcollor
128
10 days ago
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Durante o dia, ele percorre a cidade em busca da luz rara do verão europeu - aquela que alonga as sombras, aquece as fachadas e transforma o cotidiano em paisagem. Quando volta para casa, na frente da tela, revisita cada imagem. É na edição que a luz encontrada deixa de ser apenas registro e se torna narrativa.

@victorcollor fotografado por @goldiewilliamsvericain na @pittiuomo_official, em Firenze. 

PITTI IMMAGINE UOMO 110 
2026, June

LOUIE.COM.BR
#modamasculina #menstyle #sapatomasculino #mocassim #handmadeshoes by @victorcollor
36
3 months ago
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Colheita da Totora | Uros Titino . Lago Titicaca

Amanheceu nublado e logo veio a chuva.
Mesmo não sendo o primeiro contato com o Uros, ainda assim me fascina a forma como esse povo transformou a totora, uma espécie de junco, em território.
O céu esbranquiçado e as gotas que caiam na minha Sl2s que acabara de comprar não me intimidaram e o resultado vem mais dramático e úmido.

Para preservar a autonomia diante da expansão do Império Inca, os Uros passaram a viver sobre ilhas flutuantes construídas com essa planta aquática que, das mesmas fibras que brotam da água, nascem as ilhas para chamar de território, casas, barcos e até alimento.

Uma forma de vida que, toda vez que me deparo, me pergunto: até quando isso existirá?
E isso é o que mais me fascina… estar diante da história de um povo que resiste e vive como seus antepassados em pleno 2026.

Essa e outras histórias estão na nova @revistaunquiet taken in Lago Titicaca by @victorcollor
59
3 months ago
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Casas também contam histórias.
Algumas pelas peças que guardam, outras pela luz que atravessa as janelas. 
Logo quando entrei na casa de @xaxamaia para fotografar essa capa que aqui está da @bazaarinteriorsbrasil , me deparei com os “travesseiros” que os povos étnicos da África Central e Oriental utilizam para dormir ou para descansar as pernas. O meu sorriso logo veio ao lembrar da minha pequena coleção deles que trouxe do Vale do Omo na Etiópia.
A casa de Xaxa tem projeto de @lucasjdualde e a cara dela, e com a ousadia das cores e texturas que se misturam ao natural das plantas que habitam o que um dia já foi uma varanda em um desses edifícios de Higienópolis.

Obrigada por mais uma capa juntos @betagermano @klebermatheus @akanj @patriciacarta e grande elenco

#BAZAARInteriors 
Texto: @camirusso
Direção criativa: @klebermatheus
Fotos: @victorcollor
Assistente: @kaiquefonsecafelix 
Direção de arte: @ykleinmori
Beleza: @erikalivran, com produtos @chanel.beauty
Produção executiva: @zucahub
Produtores responsáveis: @claudianunesp1 e @dimitrinog
Contrarregra: Lei Carvalho taken in Higienópolis by @victorcollor
78
3 months ago
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Lugares contam histórias e algumas mesas conseguem traduzir em narrativa.
Com vista para as Cataratas, @luizfilipe felipetraduz o Brasil em pratos que permeiam por diferentes territórios, ingredientes e suas memórias afetivas que sempre estão nos seus menus, do o @y.cataratas ao @evvai_sp 
Impossível resumir o Brasil em um menu, mas se tratando de @belmondhoteldascataratas - talvez o mais internacional dos hotéis aqui no Brasil, no Y a ideia do Chef e suas 3 estrelas Michelin é homenagear cada cantinho desse país continental. E é de lá, de uma das pontas desse Brasil, na fronteira com Argentina e Paraguai que, aparentemente isolados da velocidade do mundo moderno maluco e em meio a natureza, que Luiz serve barreado, pirarucu, chipa, creme de mandioca, casquina de siri e até bolo de rolo e um inesperado caju amigo da @biancamirabili . Tudo com a delicadeza, sutileza e o carisma dessa dupla. taken in Hotel das Cataratas by @victorcollor
56
3 months ago
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“Facinho é um copo d’água para a pele dos lábios”
A @vic_beaute & @vicceridono me covindaram para contar sobre o que eu acredito ser poder da água e como ela reflete na minha vida... o vício em água me regula e mantem minha saúde de pé nessas jornadas em meio a natureza e se torna item essencial além dos equipamentos de fotografia.
“Fica sem água pra tu ver o que acontece” by @victorcollor
36
4 months ago
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O relógio marcava 6:12h da manhã.
Da janela do meu quarto, o silêncio deixou de existir quando abri a janela para ver sol que dava seus primeiro sinais vindo do leste.
As Cataratas ainda esperavam a sol sair de trás de um dos maiores trechos contínuo de Mata Atlântica no mundo.

Desde 1958, o Hotel das Cataratas observa e convive com uma das paisagens mais extraordinárias do planeta.
Ele é um desses hotéis que chamo carinhosamente “da vida toda”; clássico, atemporal e que se torna único por não pretender ser, apenas conviver com a orquestra cotidiana do maior conjunto de quedas de água do mundo. 

Único hotel localizado dentro do Parque Nacional do Iguaçu, é ele quem transforma a jornada em extraordinária enquanto o parque não abre as suas porteiras às 9h da manhã. É a oportunidade de viver as cataratas cara a cara, sem ninguém, em silêncio, deixando apenas o som ensurdecedor nos guiar em uma viagem interna de silêncio da alma.

@belmondhoteldascataratas
@agenciasibaris taken in Parque Nacional Cataratas Do Iguaçu by @victorcollor
65
4 months ago
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Há lugares que não precisam ser explicados.
As Cataratas do Iguaçú têm mais 275 quedas de água que formam o maior conjunto de quedas d’água do mundo, onde a água redesenha o horizonte a cada segundo, e a energia se movimenta na mesma velocidade do volume colossal de água na paisagem, no olho e na pele.
É diante delas que a escala humana desaparece e aquela boa sensação de se sentir pequeno no mundo… aqui por estar diante de um o dos maiores espetáculos naturais do planeta terra… e ela está aqui no Brasil. taken in Parque Nacional Cataratas Do Iguaçu by @victorcollor
103
4 months ago
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Se clássicos são clássicos por um motivo, a Polo Factory da @lacostebrasil une o desenho icônico da mais clássica das polos com o seu jeito… tudo feito à mão. taken in São Paulo, Brazil by @victorcollor
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5 months ago
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Zambia Wildlife Police
Os rinocerontes não sabem seus nomes.
Mas sabem do som distante que afasta o perigo.
Dia e noite Hendrick, Grandson e seu time
caminham pelo parque nacional Mosi-ao-Tunya apenas para proteger os 13 rinocerontes brancos que resistem ao tempo, a caçadores e à estúpida ideia do oriente que o chá do chifre do rinoceronte trás benefícios à saúde sem nenhuma comprovação científica.

@wearewilderness para @revistaunquiet 
@theglobalnomads.br 

Zambia Wildlife Police
The rhinos do not know their names.
But they know the distant sound that drives danger away.
Day and night, Hendrick, Grandson, and their team walk through Mosi-oa-Tunya National Park simply to protect the 13 white rhinos that withstand time, poachers and the foolish idea from the East that rhino horn tea
brings health benefits without any scientific proof. taken in Mosi-oa-Tunya National Park by @victorcollor
37
6 months ago
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O avião pousou em Linvingstone perto do meio dia.
As águas que nascem na Zâmbia, passam por Angola,
adentram a Namíbia, Botswana e então retornam à sua origem margeando a Zâmbia de um lado e o Zimbábue do outro até desaguar no mar em Moçambique, fazem o Zambeze o quarto maior rio do continente Africano. 
Da janela já dava pra ver o que eles chamam de “a fumaça que troveja”, o nome de origem Tonga que dá nome às cataratas e ao parque nacional do lado da Zâmbia: Mosi-oa-Tunya

Considerada uma das maravilhas naturais do mundo,
a imensa nuvem se mistura ao céu como um show planejado. O vapor que levanta da maior cortina de água contínua do mundo no meio da imensidão verde, parece mais uma queimada na Amazônia.
É colossal, é barulhento, é forte.
E como qualquer cidade fronteiriça, Livingstone e Victoria Falls no Zimbábue têm etnias comuns entre os Tonga, Leya e aquela energia inquieta que se mistura à força das águas do rio que vêm a galope.

Depois de uma longa seca, 2026 registra os maiores níveis de água nos últimos 20 anos e com isso a natureza entra em maior equilíbrio, os animais e os que ali margeiam aproveitam a fartura tão esperada.

Se a ideia é conhecer essas bandas, nós ficamos no Wilderness Toka Leya, um Camp de palafitas, com tendas armadas na margem do rio onde se sente
a força das águas pouco antes das cataratas, em meio a elefantes, hipopótamos e café da manhã com macacos imerso no parque nacional.

@wearewilderness 
@revistaunquiet 

#WildernessTokaLeya #Zambia

ENG on comment taken in Mosi-oa-Tunya National Park by @victorcollor
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6 months ago
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