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No dia a dia, monitorar o treinamento não serve para encher planilha e fingir ciência. Serve para enxergar o que realmente está acontecendo com o aluno.

Quando a mesma carga começa a sair mais rápida, isso mostra que ela já não representa o mesmo custo fisiológico de antes. 
- Houve adaptação. 
- Houve melhora. 
E isso aparece na prática.

Do outro lado, quando a velocidade despenca dentro da série, o treino também está falando. 
- A fadiga está subindo
- O esforço está mudando.
- O organismo está deixando pistas claras. 
O problema é que muita gente ainda prefere contar repetições e chamar isso de controle.

Monitorar é justamente sair do “pareceu bom” e entrar no “eu consigo ver o que aconteceu”. 
É sair do “vamos treinar potencia hoje, amanhã força...’ para entender o que é carga relativa, esforço, fadiga e respostas do treino que deixam de ser opinião e passam a ser algo observável.

No fim, quem monitora entende melhor o processo. 
Quem não monitora, normalmente depende da crença se vai dar certo.

Não seja um papagaio digital e vá ler o artigo referenciado. Desconfie inclusive de mim. 

GONZÁLEZ-BADILLO, J. J.; SÁNCHEZ-MEDINA, L.; RIBAS-SERNA, J.; RODRÍGUEZ-ROSELL, D. Toward a New Paradigm in Resistance Training by Means of Velocity Monitoring: A Critical and Challenging Narrative. Sports Medicine - Open, v. 8, n. 118, 2022. DOI: 10.1186/s40798-022-00513-z. by @viniciusmanzon
15
4 months ago
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As tabelas fixas de repetições por %1RM não refletem a realidade do treino. Elas ignoram a variabilidade entre indivíduos e exercícios.

📊 O verdadeiro marcador do esforço não é “quantas repetições você faz”, mas sim quanto a sua velocidade cai durante a série.

Na tese de doutorado de David Rodríguez-Rosell (2017), foram conduzidos vários estudos no Supino Reto e no Agachamento Dorsal completo com cargas entre 50–85% do 1RM. O objetivo foi analisar quantas repetições poderiam ser feitas até a falha e quais variáveis realmente explicavam o esforço.

📌 Principais achados:
O número de repetições máximas variou muito entre os indivíduos, mesmo com a mesma intensidade (%1RM). 

Ex:
50%: 19-40 repetições
60%: 15-26 reps
70%: 9-19 reps
80%: 5-10 reps

O que se manteve consistente foi a perda de velocidade (VL) dentro da série: quando atletas atingiam 20–40% de queda na velocidade, o grau de fadiga era equivalente, mesmo que cada um tivesse realizado um número diferente de repetições.
Ou seja, o estimulo era patronizado pela perda de velocidade.

Ao comparar exercícios, Rosell mostrou que a quantidade de repetições possíveis também muda conforme o movimento: por exemplo, no Agachamento se realizavam mais repetições que no supino, mesmo em cargas equivalentes.

👉 Conclusão de Rosell (2017):
“Em vez de prescrever um número fixo de repetições com uma carga determinada, o volume de treinamento deveria ser controlado usando a magnitude da perda de velocidade alcançada em cada série.”

Conhecimentos como esse estão presentes no meu curso. Na mentoria apresentarei detalhadamente cada ponto desses estudos.
Espero vocês lá. by @viniciusmanzon
15
a year ago
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A discussão sobre “treino de potência” precisa ser enfrentada com rigor conceitual. Não se trata apenas de semântica: o uso incorreto de termos técnicos gera confusão metodológica e, como aponta Badillo (2022), representa um obstáculo ao avanço da ciência do treinamento.

A ideia de “treinar potência” como algo separado da força não se sustenta.
Segundo Badillo (2022), esse tipo de terminologia representa um obstáculo ao avanço da área, pois gera confusão e dificulta entender o que realmente foi treinado.

Potência é o produto entre força e velocidade.
Ela não existe de forma isolada, e não há como melhorá-la sem aplicar mais força ou aumentar a velocidade do movimento, ou os dois.

No estudo de Badillo et al., atletas moveram cargas com mais velocidade sem mudar o 1RM.
Isso só foi possível porque passaram a aplicar mais força contra a mesma carga.
O que melhorou foi a força expressa, e não uma “capacidade de potência”.

Esse é o ponto central:
Quando você observa um salto mais rápido ou um arremesso mais potente, está vendo o resultado de mais força aplicada em menos tempo.

Agora, preste muita atenção!
NÃO EXISTE uma zona de potência. O que existe é força aplicada com velocidade em contextos específicos.

A confusão começa quando termos imprecisos se tornam regra.
“Potência”, “explosiva”, “rápida”, “elástica”… 
Tudo isso pode ser didático, mas sem base teórica sólida, se transforma em erro conceitual.

Se você quer evoluir como profissional, precisa entender o que realmente está sendo treinado.
E isso começa pela base.

Quer aprender a treinar com fundamento?
Clica no link da bio. by @viniciusmanzon
29
a year ago
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Hoje o Brasil está representado na Eslováquia. 🇧🇷

Quatro representantes brasileiros que acompanho no treinamento e desenvolvimento entram em ação no @outbreakeurope, um dos eventos mais tradicionais do Breaking mundial.

Cada um deles chega com uma história diferente. Meses de treinamento, planejamento e construção até este momento.

Agora é hora de colocar todo esse trabalho na pista.

🇧🇷 Zym (@bboyzym)
🇧🇷 Bebeia (@bgirl_bebeia)
🇧🇷 Nathana (@nathanabgirl)
🇧🇷 Perninha, como jurado (@bboyperninha94)

Além deles, outros brasileiros também representam nosso país nesta edição do evento. Ver o Brasil cada vez mais presente em competições internacionais me traz muita alegria. 

Infelizmente, neste ano não pude estar presente para acompanhar vocês de perto. Ainda assim, estarei na torcida por cada batalha, por cada decisão e por cada momento vivido nessa experiência.

Boa sorte a todos. Aproveitem a oportunidade, representem o Breaking brasileiro com orgulho e deem o melhor de vocês. 🇧🇷🔥 by @viniciusmanzon
29
2 days ago
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Quando o @joaonog_ começou a treinar comigo, eu não tinha como saber o quanto ele iria evoluir.
O que eu sabia era que não faria sentido tomar decisões no “achismo”.
Por isso, desde o início, monitoramos cada etapa do processo.

Depois de 84 dias, voltamos a avaliar.
A mesma carga passou a ser movimentada com maior velocidade no agachamento e no supino. O salto vertical também aumentou.

Esses resultados não apareceram porque existe um exercício mágico ou um protocolo secreto.
Eles apareceram porque o treinamento foi sendo ajustado conforme a resposta do próprio João.

É isso que mais gosto no treinamento baseado em dados.
Os números servem para que o aluno entenda que, mais na maioria das vezes, não é o melhor. 

Eles servem para responder uma pergunta muito simples:
O que estamos fazendo realmente está funcionando?

Quando a resposta é “sim”, seguimos.

Quando é “não”, ajustamos.

Treinar deveria ser exatamente isso: observar, medir e tomar decisões.

Parabéns pela evolução, meu querido. 
Agora seguimos construindo a próxima meta. by @viniciusmanzon
3
3 days ago
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Essa semana farei um agradecimento ao @pelotasemdanca 
Enquanto isso, fique com esses registros da @capobiancostudio by @viniciusmanzon
8
3 days ago
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Essa postagem não contém qualquer ataque ad hominem.

A crítica é direcionada exclusivamente a ideia apresentada, e não ao profissional que a expôs. Até porque, não o conheço. 

Para quem tiver interesse em aprofundar o tema, recomendo a leitura de duas referências fundamentais que utilizo na mentoria:
Maffiuletti NA, et al. (2016): Como realmente desenvolvemos RFD.

Komi PV. (2000): Como um movimento pode produzir mais força.

Poderia trazer dados dos atletas que acompanho:
Do Muay Thai, 
Cirque du Soleil, 
Judô, 
Seleção Brasileira de Breaking, 
Atletismo 
Futebol Sub-16

Poderia ilustrar como esses princípios são aplicados na prática. No entanto, este não é o objetivo desta publicação.

Se a evidência mostrar que estou equivocado, não terei qualquer problema em revisar meu posicionamento. 
Até lá, sigo aplicando a máxima intenção de velocidade em múltiplos intervalos de tempo em distintos períodos. by @viniciusmanzon
2
6 days ago
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Todos os marcadores coletados ao longo deste ciclo mostram que o @carlosd_aires está na melhor condição física, até o presente momento (16/07/26).

Isso garante a vitória no campeonato final de semana? Certamente não. 

Porém, com as análises de rendimento, a coleta de dados sendo transformada em informação, conhecimento e por consequência, rendimento, mostram quem o atleta tem fortes chances. 

Um trabalho bem realizado é isso, avaliar os efeitos do treinamento diariamente ou o mais frequente possível para afirmar que o processo, o ciclo, programação de treino está surgindo efeito, e não apenas fadigando o atleta. 

Boa prova final de semana meu querido. Estamos na torcida por ti. by @viniciusmanzon
7
9 days ago
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Hoje o @newtondevargas alcançou o 1º lugar no Ranking Nacional de Veteranos da CBJ na categoria.

Mais do que uma posição no ranking, esse resultado representa meses de comprometimento, disciplina e constância.
Tenho a felicidade de acompanhar de perto essa caminhada e ver que todo o trabalho realizado no treinamento está se refletindo também nas competições.

Parabéns, meu amigo. O mérito é teu. 
Obrigado pela confiança no meu trabalho e por encarar cada sessão com dedicação.

Seguimos trabalhando. by @viniciusmanzon
58
10 days ago
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O debate sobre a profundidade do agachamento frequentemente é baseado em preferência, tradição ou receio de lesão.
Mas quando analisamos a literatura científica, a discussão fica muito menos subjetiva.

Se o objetivo é melhorar o desempenho ou maximizar a hipertrofia, as evidências atuais favorecem o agachamento completo.
Em um estudo de 10 semanas, atletas treinaram exclusivamente com agachamento completo, agachamento paralelo ou meio agachamento, utilizando a mesma intensidade relativa, o mesmo volume e a mesma frequência de treinamento. A única diferença entre os grupos foi a profundidade do movimento (Pallarés et al., 2019).

O grupo que realizou agachamento completo foi o único que apresentou melhora significativa da força e da velocidade em todas as amplitudes avaliadas, demonstrando maior efeito positivo para diferentes padrões de movimento. Além disso, obteve os maiores ganhos no salto com contramovimento (CMJ), na aceleração de 20 metros e na capacidade anaeróbia. Já o grupo que treinou apenas meio agachamento apresentou as menores adaptações de desempenho (Pallarés et al., 2019).

Os benefícios também aparecem quando o objetivo é estética.
Kubo et al. (2019) compararam 10 semanas de agachamento completo com 10 semanas de meio agachamento. O grupo do agachamento completo aumentou a força máxima em aproximadamente 31,8%, enquanto o grupo do meio agachamento evoluiu apenas 11,3%.

Além disso, utilizando ressonância magnética, os autores observaram maior hipertrofia do glúteo máximo (+6,7% vs. +2,2%) e dos adutores (+6,2% vs. +2,7%) no grupo que treinou em amplitude completa.

Talvez o dado mais curioso seja outro.
O meio agachamento costuma ser defendido por muitas pessoas como uma alternativa “mais segura”. No entanto, no estudo de Pallarés et al. (2019), foi justamente esse grupo que apresentou os maiores aumentos nos índices de dor, rigidez e incapacidade funcional ao final das dez semanas de treinamento.

quando a pergunta é qual amplitude promove as adaptações mais completas para força, desempenho esportivo e hipertrofia, a literatura atual aponta para o agachamento completo. by @viniciusmanzon
16
15 days ago
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Quem fala que força deixa o corredor lento expressa uma limitação do que é força aplicada e a força útil. 
Entender que a economia de energia acontece quando o treinamento é bem direcionado é muito diferente de ir para a academia e fazer o que todo mundo faz. 

Erramos novamente né @maryvendruscolo by @viniciusmanzon
1
20 days ago
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Perder 13 kg foi consequência.
Ajustes, alinhamento de expectativas e, principalmente, comprometimento de quem decidiu mudar algo que já não fazia mais sentido manter.

Não existiu protocolo milagroso.
Não existiu desafio de 21 dias.
Não existiu sofrimento desnecessário.

Existiu acompanhamento, tomada de decisão baseada nos dados produzidos durante o processo e treinamento ajustado à realidade do aluno.

Assista ao vídeo e entenda melhor como esse resultado foi construído.

Se tiver dúvidas sobre o processo, estou à disposição para explicar como funciona um treinamento baseado em dados e acompanhamento individualizado. by @viniciusmanzon
25
24 days ago
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