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Quero Dizer o Que Vejo @afsalvador
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Direção Criativa e Fotografia: @vtoriaph 
Stylist: @vtoriaph 
Modelo: @evoratedevora taken in Jequié, Bahia, Nordeste, Brasil by @vtoriaph
86
2 years ago
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Confluência

Bairro dos Pescadores, Maputo. taken in Maputo-Moçambique-Africa by @vtoriaph
5
a year ago
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A pesquisa de Vitória Carvalho mobiliza o cal para tensionar tempo, matéria e apagamento. Através da confecção ritualística de um giz moldado a partir das tonalidades que marcaram sua infância — azuis e verdes que resistem ao desgaste das fachadas e dos arquivos familiares, a artista risca a memória de volta ao território. Sua intervenção sobre fotografias propõe uma política de restituição afetiva: devolver aos espaços históricos a vibração das vidas e comunidades que deles foram expulsas, contrariando a monocromia imposta pelo esquecimento.

VITÓRIA CARVALHO é fotógrafa e artista visual, nascida em Jequié e residente em Salvador. Graduanda no Bacharelado Interdisciplinar em Artes pela UFBA. Sua pesquisa investiga territorialidade, memória, ancestralidade e políticas do corpo, utilizando a fotografia como ferramenta de fabulação e investigação. Atualmente, dedica-se às memórias da família materna por meio do acervo pessoal. Integrou o grupo de pesquisa Balaio Fantasma (2022-2024). Participou das exposições coletivas como “Raízes: começo, meio e começo” (MUNCAB), “Interdiáspora” (IGR), integrando o acervo afro-brasileiro de Moçambique e “Ponto de Não Retorno - 12o Salão da EBA” (EBA/UFBA). Realizou a residência artística “Práticas em aberto: arte e seus desdobramentos” - Terra Afefé (2026).

A residência F(r)icções: Arqueologia da Memória, com curadoria de Ines Linke, Laura Benevides e Lia Krucken é uma realização do Intervalo - fórum de arte. Esse projeto foi contemplado no edital de PROGRAMA DE RESIDÊNCIAS E OCUPAÇÕES ARTÍSTICAS NOS MUSEUS DO IPAC - 2024. taken in Solar do Ferrão by @vtoriaph
13
15 days ago
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Últimos dias para visitar Ponto de Não Retorno, que se encerra no dia 3 de setembro. No mesmo dia, estaremos abrindo caminhos em Quero Dizer o Que Vejo.

Olhar precioso de @victmota 🤲🏽⚱️ by @vtoriaph
12
a month ago
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Quero convidá-los para prestigiar a exposição Quero Dizer o Que Vejo, com curadoria de Helen Salomão e Renan Benedito. Fruto de uma jornada excepcional no Observatório Dois - Arte para Artistas.

Dia 03 de setembro, às 19hrs na Aliança Francesa Salvador. Imperdível! ✨ by @vtoriaph
7
a month ago
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 by @vtoriaph
23
a month ago
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Há mais ou menos cinco meses, venho me questionando e refletindo sobre cores muito específicas: azul, azul-esverdeado, “verde-menta”, entre outros tons que encontramos nas paredes de determinadas casas.

Esse questionamento nasce da minha relação com a casa que o meu avô João construiu, residiu e, durante muito tempo, teve as paredes pintadas de azul. Hoje, esse azul perdeu espaço para o branco, não somente nessa casa, mas também nas demais casas da rua. Me recordo desta casa azul cheia de vida, de gente e abundante. É evidente quando olhamos para as fotos e os gestos presentes nele.

Percebo que, para além do tom criado através do cal (muitas vezes considerado um material de baixa qualidade, seja por não se fixar bem na parede ou pelo seu baixo custo) utilizado como base e misturado a bisnagas de pigmento, essa cor também se tornou uma régua para estigmas de classe e raça.

Onde essas casas estão localizadas? Quem mora nelas?

Buscando mais informações, encontrei discussões em algumas redes sociais. Discursos que referem a cor à pobreza, sujeira, mal gosto, facil acesso, estética, etc. Também encontrei imagens e matérias das famosas “casas populares” que o governo entrega e depois deixa em situação de total abandono.

É impressionante como uma casa me levou para este diálogo, onde muitas pessoas se reconhecem na minha pesquisa ou nas vivências que tive. by @vtoriaph
3
a month ago
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No início do ano, tive a honra de estar imersa em uma microcidade durante 27 dias. Nesse período, conheci pessoas, famílias e uma comunidade inteira que faz esse lugar existir.

Lembrei diversas vezes de momentos preciosos da minha infância, lembranças que estão diretamente ligadas ao meu trabalho e eu precisei viver Afefé para compreender isso.

Nesta quinta-feira (20/08), às 17h, na exposição Ponto de Não Retorno, do 12º Salão da EBA, terei a honra de apresentar um pouco dessa vivência no Terra Afefé, misturada aos sentimentos da Vitória de 7 anos de idade.

Nada disso seria possível sem a minha mãe, Evany, que desde a sua juventude vem criando um riquíssimo acervo de fotografias da nossa família, onde tudo começou, e que me escutou e viu esse processo nascer em setembro de 2025.

Também não seria possível sem Osumaré e Osun em minha vida que, em sua forma mais pura, iluminam meus caminhos.

Agradeço imensamente ao @terraafefe (Rose e Rosie), e a todas as pessoas de Ibicoara que conheci e que fizeram este trabalho acontecer: Silvana e sua família, Seu Orlando, Bya e todas as crianças crias de Afefé. 

Aos meus colegas de residência (Marina, Pedro Jorge e Caio), que dividiram comigo essa experiência ímpar. Feliz que foi com vocês.

Ao querido @j_v_ictor, pelas provocações de sempre e pelo acompanhamento curatorial.

A família @atelie2art (Gil, Iuri, Natan) juntamente com @helesalomao, que, para além de somar nas impressões das obras, presenciaram, desde abril, esse trabalho amadurecer, entre inúmeras recepções, trocas e palavras.

E à todos os meus queridos amigos, colegas de trabalho e curadores que tiveram acesso a esse processo e, diariamente, me desafiam a pensar com novos olhos e ouvidos.

Por fim, dedico este trabalho aos meus avós, Edésia e João, que criaram uma casa com tamanho zelo, cheia de gente e alegria. Espero, um dia, dar continuidade a essa tradição, mantendo vocês vivos para sempre comigo.

Espero todos lá! 🌹 by @vtoriaph
15
2 months ago
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O grito mora no silêncio
Carrego comigo gritos que não são só meus
Eu habito o mistério
Ele também habita em mim taken in Jequié, Bahia, Nordeste, Brasil by @vtoriaph
3
2 months ago
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A memória que carrego é muito maior do que eu. Ela está comigo antes mesmo do meu nascimento. O maior privilégio que tive na vida foi ter sido criada e ensinada por mulheres que considero como mães, e que, diante dos desafios e das incertezas, sempre apostam no amor.

Todos os sentimentos que coloco em meus trabalhos nascem desse lugar. É por isso que também escolho, diariamente, o caminho do amor. Pois, só quem conhece, sabe a importância da existência delas. by @vtoriaph
7
5 months ago
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A Terra Afefé me abençoou com ventos serenos, água fresca sobre meu Orí e uma bela vista para a Serra do Sincorá. Vista essa que tantas vezes contemplei e confidenciei meus sentimentos. Pude acompanhar suas cores mudando conforme os dias passavam. De repente, aquele se tornou o meu lugar favorito.
Passei a reparar mais detalhes que compunham a vista, como as quaresmeiras, roxas e vibrantes, que estavam por todos os lados. Desabrocharam como forma de nos desejar boas-vindas.

Aprendi com o Tempo a ser paciente. Vi as frutas crescerem, amadurecerem e caírem dos pés. E estar em uma residência artística é um pouco disso. Me vi crescendo, amadurecendo, ora caindo, ora voando, ora fincando os pés no chão.

Recuperei um bocado de vida que eu nem sabia que tinha. Voltei a um Tempo em que eu nem sabia que já existia nele, antes mesmo de nascer. Foi o azul quem me contou.

O mesmo azul me levou até Afefé, e é bonito saber que a minha primeira residência artística aconteceu assim. taken in Afefé by @vtoriaph
10
6 months ago
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O olhar que abriga meus sonhos.

Concepção: Vitória Carvalho e Devid Okanjo
Direção de Fotografia: Vitória Carvalho
Caracterização: Okjaestudo
Modelos: Yasmin e Beatriz
Interprete: Devid Okanjo by @vtoriaph
105
9 months ago
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