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diálogos, investigações e práticas artísticas no encontro entre natureza e cultura.
por @pedpaula , @daniela.fmoura e @dandanlessa
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Desde as últimas postagens (2023), pode parecer que a Ecótono parou, mas na verdade, estávamos (e estamos) fazendo coisas fora daqui. 

Uma delas é a Ecótono micro-editora. 
Nós gostamos de livros. Livros são uma maneira de materializar ideias e projetos. Livros fluem, chegam em lugares distantes com pouco esforço. Muitas vezes traçam seu próprio destino.

Pensando em formas de colocar no mundo nossas pesquisas, de maneira autônoma e independente de grandes instituições, decidimos fazer publicações de baixa tiragem, com a tecnologia que temos em mãos.

Em 2025, participamos da feira de fotolivros do Festival Zum, através da Banca GE, e da Feira Miolos, em parceria com a Impressora Hidrográfica.
Desde então, estamos colocando nossa produção no papel, um pouco por vez, detalhe a detalhe.

A próxima publicação será resultado do grupo de pesquisa Investigação Crítica da Paisagem, que acontece dos dias 22 a 25 de setembro de 2026.
Visite nosso site para mais informações, lá você encontra nosso catálogo e também pode se inscrever no laboratório (link na bio). by @_ecotono_
7
11 days ago
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Atividade Ecótono_laboratório: Investigação Crítica da Paisagem

Grupo de pesquisa teórico-prático que investiga a complexidade de paisagens pós-naturais através de navegação em plataformas de mapeamento virtuais com objetivo de examinar imagens relacionadas às ecologias contemporâneas e padrões de ocupação do território.

As imagens nunca são neutras, passivas ou sem consequência. A cartografia e, consequentemente, os mapas são ferramentas para conhecer, representar e controlar um território. 
As plataformas de navegação, que como artefatos intermediários, se afastam da noção de mapas como objetos estáticos para uma outra variedade de processos políticos capazes de definir o espaço físico.

Através deste grupo, vamos percorrer remotamente a superfície do globo, a partir de temas definidos durante os encontros, com o objetivo de gerar um arquivo coletivo indicativo da escala da agência humana na Terra. 

Inscrições pelo formulário (link na bio e no destaque)

4 encontros consecutivos 
22 a 25 de setembro 
19h às 20:30h
presencial e/ou virtual
380 reais by @_ecotono_
27
a month ago
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Uma análise sobre como a produção artística agenciou historicamente a transformação de um elemento natural – a cor da pele – em um marcador racial.

A recomendação do Ecótono é a obra de Anne Lafont, pesquisadora e historiadora da arte, que promove uma crítica afiada das relações entre arte, natureza e cultura ancorada na Europa do século XVIII, momento histórico de nascimento da antropologia e da estética.

Lafont aponta para como essas duas disciplinas – duas formas de observação da natureza, de descrição visual e textual caminham juntas para consolidar o paradigma da raça na época do Iluminismo.

Ao analisar discursos textuais e pinturas da tradição pictórica europeia, demonstra como o projeto artístico da época produziu artificios de hierarquização e supremacia da branquitude.

As citações foram recortadas do primeiro capítulo do livro “A arte dos mundos negros”, uma compilação de quatro textos da autora em torno das imagens e da cultura material do chamado Atlântico Negro, publicado pela Bazar do Tempo (2023).

Tive a preciosa oportunidade de ser aluna da professora Lafont como aluna especial numa disciplina do @mac_usp e espero que sua obra siga sendo traduzida no Brasil, contribuindo para a formação de uma história crítica da arte.

Por Daniela Moura

#ecotono #annelafont #naturezaecultura #historiadaarte #decolonial by @_ecotono_
4
3 years ago
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No último dia 11, Ecótono completou um ano de comunicação com o mundo. 

Durante este período testemunhamos o ano mais quente já registrado. No momento que escrevo, está quase 40 graus e atravessamos um evento climático nomeado “domo de calor”. Eu penso nos animais, nas matas, nos rios, nas montanhas, nas pessoas. Fazer parte da extinção em massa em andamento gera angústia e um sentimento de impotência perante sua escala e proporção. Tudo parece insuficiente. Então penso em Ailton Krenak, Donna Haraway, Ursula LeGuin e outras tantas pessoas, que conheço e que não, capazes de gerar esperança, um sentimento importante para se apegar neste século.
Ecótono também quer ser um pouco disso, um dispersor das maneiras mais subjetivas de habitar a crise e continuar acreditando que haverá um depois mais honesto. Queremos fazer parte da sua rede de esperança.

Temos muitas ideias para colocar em prática. Damos vazão a elas como podemos, sempre abertas as surpresas que surgem no caminho. 
Obrigada a quem nos acompanha.

#1ano #ecotono #naturezaecultura #antropoceno by @_ecotono_
6
3 years ago
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Fatores aleatórios fizeram com que eu estivesse em Bologna, na Itália, dentro do período de uma exposição de Andreas Gursky na cidade. Que sorte!
A Fondazione MAST (Fundação MAST) que hospeda a exposição Visual Spaces of Today (Espaços Visuais de Hoje) é uma instituição privada com arquitetura projetada para eventos culturais, que possibilitou a exibição de quase 40 obras de Gursky, de 1990 até hoje, com dimensões que iam praticamente do teto ao chão. As imagens, montadas em molduras discretas e com vidro anti-reflexo, podiam ser apreciadas de perto e de longe, ação que as obras merecem. Ao olhar de longe nos espantamos com a escala do assunto na imagem, e ao chegar perto observamos os detalhes repletos de ironia, e nos identificamos neles.

A extensão de uma pesquisa visual como a de Gursky causa impacto. Há décadas o artista vem fotografando com método e precisão a escala das intervenções humanas em lugares e situações distintas ao redor do mundo. A indústria e a tecnologia são temas recorrentes em suas fotografias, assim como a amplitude das paisagens, internas ou externas, que conduzem quem observa por um caminho de reconhecimento do quão pequena e enorme é a natureza humana.

Ao incluir na exposição uma imagem do prédio da Kodak ou de seus filmes 4x5 o autor reconhece que a dicotomia entre o Eu e o Outro é falha, que todas as pessoas inseridas no modo de vida ocidentalizado estão implicadas na ocupação radicalmente humana do mundo e sua consequente desumanização. É difícil reconhecer quem é o criador e quem é a criatura na obra de Gursky, a humanidade se perde na escala das suas próprias criações, revelando uma face sublime como uma força da natureza. A exposição nos leva à uma hipnose, misto de choque e maravilhamento que só o Antropoceno é capaz de criar.

Por Paula Pedrosa

#ecotono #mast #andreasgursky #naturezaecultura #antropoceno taken in Fondazione MAST by @_ecotono_
5
3 years ago
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Nossa primeira atividade presencial como Ecótono! 

Queremos agradecer a presença de todas as pessoas que compareceram na conversa “Para além do papel: histórias sobre natureza nos fotolivros”, que fez parte da programação do Festival Imaginária, no Ed. Vera, em São Paulo.

Neste encontro, apresentamos algumas das nossas reflexões sobre as relações entre arte e natureza a partir de fotolivros das nossas estantes e também de percurso no trabalho de Paula.
Trouxemos como referência especialmente projetos que investigam um tema e território de forma aprofundada e propõe aspectos complexos da nossa relação com o mundo natural, para além da contemplação apenas.

Como, por meio das imagens, construímos a ideia de natureza? É possível delinear uma fronteira entre natural e artificial? Qual o papel da arte diante da crise ambiental?
Essas são algumas questões que pautaram nosso encontro.

Não pode estar presente? Em breve a gravação da conversa estará disponível no canal do youtube do festival.

@ecotono_ + @festivalimaginaria

#ecotono #festivalimaginaria #naturezaecultura #fotolivro #imaginariafestadofotolivro taken in Edifício Vera by @_ecotono_
7
3 years ago
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Sete municípios do noroeste do Estado de Minas Gerais foram parcialmente inundados para formar o lago da Usina Hidrelétrica de Irapé, construída no leito do rio Jequitinhonha, entre as cidades de Berilo e Grão Mogol. Como consequência, 42 comunidades ribeirinhas tiveram suas terras atingidas e mudaram-se para outras regiões.

Este é o ponto de partida do projeto Paisagem Submersa, realizado pelos fotógrafos mineiros João Castilho, Pedro David e Pedro Motta. Embora a temática tenha um caráter social urgente, a escolha dos artistas é pela produção de um projeto documental extenso, que refuta a abordagem de denúncia direta do fotojornalismo diário.

Ainda que algumas das imagens tornem evidente o impacto material da construção da barragem nas vidas das comunidades retratadas, são as relações mais subjetivas entre as pessoas e o território onde habitavam que dão o tom do trabalho. 

É neste encontro entre comunicação e arte, que Paisagem Submersa expressa sentimentos, angústias e desejos, por vezes rompidos, dos retratados e dos artistas, e ensaia estratégias de sobrevivência simbólica, como o escafandro diante da opulência da água. 

Indiretamente, esta história tensiona a roupagem ecológica das hidrelétricas e o projeto desenvolvimentista nacional que demanda grandes empreendimentos de remanejamento de corpos d’água.

Paisagem Submersa foi publicado em 2008 pela Cosac Naify.

Por Daniela Moura

#ecotono #festivalimaginaria #naturezaecultura #paisagemsubmersa #fotolivro by @_ecotono_
0
3 years ago
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Yan Wan Preston é uma artista visual que migrou da medicina para a fotografia, e da China para a Inglaterra. Seus projetos são subjetivamente atravessados por questões migratórias, porém não diretamente. Ela projeta esse sentimento na paisagem, investigando a alteração da mesma através da agência humana e suas intervenções impostas. 

Ao percorrer o rio-mãe da China, o Yangtze; investigar o transplante de árvores para reflorestamento de cidades “ecológicas” chinesas; ou registrar espécies invasoras na Inglaterra, Yan Preston nos coloca em contato com deslocamentos contemporâneos tão instituídos que poderiam ser inquestionáveis, porém um dos caráteres da arte é justamente esse.

O livro Forest reune três séries fotográficas que tangenciam o mesmo tema: a criação de cidades ecológicas na China e o deslocamento forçado de árvores adultas para estes projetos desenvolvimentistas. Foram 7 anos fotografando esse projeto, de 2010 a 2017. Neste tempo, um dos personagens principais, Frank, uma árvore de 300 anos, foi retirada de um vilarejo prestes a ser inundado por uma barragem, vendido para um hotel 5 estrelas por aproximadamente 40.000 dólares e acabou por morrer 2 anos depois.

As histórias contadas em Forest enfrentam as hipocrisias do discurso sobre sustentabilidade de maneira objetiva e também subjetiva, levando o observador a se deparar, ao mesmo tempo, com o deslumbramento e o repúdio em relação às ações humanas e sua magnitude. 

Por Paula Pedrosa

#ecotono #festivalimaginaria #naturezaecultura #yanwanpreston #fotolivro by @_ecotono_
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3 years ago
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Marta Bogdanska é uma artista visual, cineasta e articuladora cultural polonesa. Ela tem recebido amplo reconhecimento pelo seu trabalho, em especial sua pesquisa publicada em Shifters. Neste livro, Marta Bogdanska faz uma extensa investigação de arquivos fotográficos históricos, achados na internet, os quais documentam o uso de animais como agentes militares.

A compilação destas imagens gera várias camadas de discussão. Desde questionamentos mais objetivos sobre a relação entre homens e animais até, como propõe a autora, reflexões sobre o uso do termo agente, que pode ser interpretado como espião, informante ou o sujeito da ação. Ao ponderar sobre a autonomia dos seres, as relações dessa história multifacetada mudam e podemos amarrá-la às discussões atuais sobre a agência do Outro, seja este animal, vegetal, mineral ou mesmo agentes imateriais.

Apesar de também conter ironia, é difícil rir das imagens em Shifters. A natureza humana se manifesta crua. A hierarquia escancarada entre dominadores e dominados nos leva a questionar quem somos, tanto na escala individual e social, e até como espécie; assim como extrapolar a mensagem direta do livro e analisar as relações históricas que nos moldaram, culminando nos paradoxos de habitarmos essa sociedade em crise.

O livro possui mais de 800 páginas, aspecto bastante relevante. Não é possível caracterizar as ações exibidas ali como exemplos isolados, há um padrão nítido de exploração e objetificação que não deixa espaço para negacionismos. O peso do livro é tanto literal quanto metafórico.

Shifters foi publicado em 2021 pela Fundacja Sztuk Wizualnych / Landskrona Foto. 

Marta Bogdanska também criou um vídeo para este trabalho que pode ser acessado pelo link em nosso perfil.

Por Paula Pedrosa

#ecotono #festivalimaginaria #naturezaecultura #martabogdanska #fotolivro by @_ecotono_
2
3 years ago
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✷ Mais um encontro do Ciclo de Conversas da IMAGINÁRIA_'03!

✷ [Para além do papel: histórias sobre natureza nos fotolivros] será um bate-papo com as fundadoras da plataforma Ecótono [@_ecotono_].

✷ Ecótono surge do diálogo entre a artista e bióloga Paula Pedrosa [@pedpaula] e a pesquisadora Daniela Moura [@daniela.fmoura] sobre natureza e cultura por meio da arte. Neste encontro, a dupla partilha com o público do festival algumas de suas reflexões sobre as relações entre arte e natureza, com ênfase no trabalho de Pedrosa e em uma seleção de fotolivros de suas estantes que tangenciam de maneiras diversas as questões ambientais do nosso tempo.

Que histórias acerca do mundo natural temos contado nos fotolivros? Que modos de ver e existir estamos articulando em meio a crise socioambiental?

💬 Para além do papel: histórias sobre natureza nos fotolivros com Paula Pedrosa e Daniela Moura

📆 sex 18.08 – 16h
📍 @edificiovera
👥 vagas preenchidas por ordem de chegada

📸 de Keiny Andrade e Mayra Azzi

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#vemimaginaria #saladeleitura #ciclodeconversas #imaginariafestadofotolivro #festivaldefotografia #culturasp #eventodefotografia #artphotography #fotolivros #fotolivro #photobook #photobookfestival by @_ecotono_
9
3 years ago
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Ecótono na IMAGINÁRIA, festa do fotolivro. 

Na terceira edição do festival, que acontecerá entre 16 e 20 de agosto no Ed. Vera no centro de São Paulo, realizaremos uma conversa acerca dos modos de ver questões socioambientais contemporâneas, a partir de fotolivros que temos como referência e em nossas estantes.

Que histórias acerca do mundo natural temos contado nos fotolivros? Que modos de ver e existir estamos articulando em meio a crise socioambiental?

Como desdobramento desse encontro, selecionamos 4 fotolivros que se relacionam com o tema, que serão publicados aqui ao longo dos próximos dias. 

@_ecotono_ + @festivalimaginaria

#ecotono #festivalimaginaria #naturezaecultura #fotolivro #festadofotolivro by @_ecotono_
3
3 years ago
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Conheci a Rita @ritadomonte aqui nesta rede social, por causa da exposição “Contos de Curiosidades Naturais e Artificiais” - tema que prontamente chamou minha atenção. Desde então mantemos contato e acompanhamos mutuamente nossa trajetória que se conecta em tantos pontos. A Rita aceitou meu convite para essa entrevista e aqui está o resultado.
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Rita de Cássia do Monte Lima é curadora e historiadora da arte. É bacharela em Artes Visuais pela Universidade Federal da Paraíba e atualmente pesquisa representações da natureza com foco em: gabinetes de curiosidades, artistas viajantes, paisagem, animais na arte, interseções entre história da arte e história da ciência. 
Foi curadora da exposição “Perspectivas atmosféricas: paisagens e mudanças climáticas na Paraíba em três tempos” (FUNESC/PB, 2022). Foi professora na Pinacoteca UFPB com o curso "Construindo a Paisagem" em 2021. É membro da associação Historians of Netherlandish Art (Historiadores da arte flamenga e holandesa). Atuou como curadora da exposição "Contos de Curiosidades Naturais e Artificiais" no Casarão 34 (2019). Fez parte da comissão de seleção do Edital de Ocupação dos Espaços Expositivos da FUNESC/2023 e do júri da ExpoSesc Paraíba/2021.

A entrevista completa pode ser acessada através do link em nosso perfil. Muito obrigada, Rita!

por Paula Pedrosa

#ecotono #naturezaecultura #historiadaarte #curadoria #ritadomonte by @_ecotono_
7
3 years ago
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