Instagram story viewer> @afapsico> Posts
4.3K
followers
193
following
💭 Psicóloga para quem pensa e sente demais
🌎 Atendimentos online e presenciais com leveza
❤️ Conversas que curam e transformam vidas.
POSTS STORIES REELS TAGGED
Download All
Você já percebeu como algumas pessoas se sentem mais atraídas pelo que precisam conquistar do que pelo que simplesmente está disponível?

A ansiedade pode parecer paixão.
A instabilidade pode parecer química.
A espera pode parecer desejo.

E, quando alguém chega oferecendo presença, reciprocidade e tranquilidade, pode surgir uma sensação estranha:
“Está tudo bem… mas por que não sinto aquela intensidade?”

É importante olhar para isso com cuidado.

Porque amor saudável não precisa provocar sofrimento para ser profundo.

Algumas vezes, precisamos aprender a diferenciar frio na barriga de insegurança, intensidade de conexão e desafio de reciprocidade.

O que é tranquilo não é necessariamente sem graça.
Pode ser apenas algo que o seu emocional ainda está aprendendo a reconhecer como seguro.

Relacionamentos também revelam aquilo que precisamos ressignificar em nós.

Alessandra Alves
Psicóloga | CRP 08/19382 💎 taken in Ciudad del Este by @afapsico
2
2 days ago
Download
Descobrir uma traição já é doloroso. 
Descobrir que ela aconteceu com alguém que você considerava sua melhor amiga pode tornar tudo ainda mais difícil.

Porque não existe apenas a dor de perder ou questionar um relacionamento.

Existe a quebra da confiança.
A sensação de humilhação.
A raiva.
A tristeza.
As perguntas que não param: “Como eu não percebi?” “Há quanto tempo?” “Por quê?”

E, quando essas pessoas ainda fazem parte do mesmo ambiente de trabalho, pode parecer que não existe um lugar para simplesmente respirar e se afastar de tudo.

Mas existe algo importante para lembrar:

Você não precisa tomar todas as decisões enquanto ainda está sangrando por dentro.

Antes de decidir se fica, se termina, se confronta, se perdoa ou se recomeça, cuide de você.

Não transforme a atitude deles em uma medida do seu valor.

Você não ficou menos bonita.
Não ficou menos interessante.
Não ficou menos digna de amor porque alguém escolheu quebrar um compromisso com você.

Neste momento, talvez a pergunta mais importante não seja:

“Como eu faço para superar isso?”

Mas:

“O que eu preciso fazer para não me abandonar enquanto atravesso isso?”

Permita-se sentir. Procure apoio. Coloque limites. Evite decisões tomadas apenas pela explosão da dor.

E, principalmente, lembre-se:

a traição pode mudar a sua história, mas não precisa definir quem você será depois dela.

Há vida depois da decepção.
Há reconstrução depois da quebra.
E existe, sobretudo, a possibilidade de voltar a confiar — começando pela pessoa que você precisa ter ao seu lado pelo resto da vida:

você.

Alessandra Alves
Psicóloga | CRP 08/19382 🤍 by @afapsico
0
7 days ago
Download
Existe uma diferença entre ser forte e se obrigar a suportar tudo.

Você pode ser independente e ainda precisar de colo.
Pode saber resolver problemas e, mesmo assim, estar cansada.
Pode cuidar de tantas pessoas e perceber que, em algum momento, também precisa ser cuidada.

A maturidade emocional não está em nunca desabar.

Está em reconhecer os próprios limites antes que o corpo, a mente ou as relações precisem gritar aquilo que você vinha tentando silenciar.

Nem toda pausa é fraqueza.
Nem todo pedido de ajuda é incapacidade.
Nem toda vulnerabilidade diminui a sua força.

Às vezes, cuidar de si começa justamente quando você para de exigir de si a obrigação de dar conta de tudo.

Você não precisa provar força o tempo inteiro.
Precisa aprender a se escutar. 

Alessandra Alves
Psicóloga | CRP 08/19382 💎 by @afapsico
0
8 days ago
Download
Existe uma diferença enorme entre construir uma relação e tentar, o tempo todo, convencer alguém a permanecer.

Com a maturidade, algumas coisas começam a perder o sentido.

Você percebe que amar alguém não deveria exigir que você se diminua, silencie suas necessidades ou aceite menos do que aquilo que também está disposta a oferecer.

Relacionamentos saudáveis não são aqueles em que nunca existem conflitos. São aqueles em que existe reciprocidade, respeito, diálogo e espaço para que os dois continuem sendo quem são.

E talvez uma das formas mais bonitas de amor-próprio seja esta:

não precisar se abandonar para não ser abandonada.

Porque, quando você aprende a se escolher, algumas relações mudam.

E outras simplesmente deixam de fazer sentido. taken in Foz do Iguaçu Destino do Mundo by @afapsico
5
9 days ago
Download
Você pode se empenhar sem viver em estado de preocupação.

Existe uma diferença importante entre ocupar-se e preocupar-se.

Ocupar-se é agir.
É fazer o que está ao seu alcance, organizar, planejar, decidir e seguir.

Preocupar-se excessivamente é outra coisa.
É tentar viver hoje aquilo que ainda nem aconteceu.

“E se não der certo?”
“E se acontecer alguma coisa?”
“E se eu perder?”
“E se tudo sair diferente do que planejei?”

A mente cria cenários, antecipa dores e, muitas vezes, nos faz sofrer por acontecimentos que talvez nunca aconteçam.

Isso não significa viver no “tanto faz”.
Significa compreender que nem tudo está sob o nosso controle.

Você pode planejar e, ainda assim, precisar mudar a rota.
Pode fazer tudo certo e encontrar um imprevisto.
Pode desejar muito alguma coisa e descobrir que a vida tinha outro caminho.

E maturidade emocional também é conseguir dizer:

“Se der certo, eu vou viver.
Se não der, eu vou encontrar outro caminho.”

Não precisamos controlar o amanhã para viver bem o hoje.

Precisamos aprender a confiar mais na nossa capacidade de lidar com aquilo que a vida trouxer.

Porque talvez a verdadeira tranquilidade não esteja em ter certeza de que tudo dará certo.

Mas em saber que, se não der de um jeito, você encontrará outro.

Alessandra Alves
Psicóloga | CRP 08/19382 💎 by @afapsico
0
14 days ago
Download
Há ausências que não terminam quando alguém vai embora.

Algumas pessoas partem sem despedidas, sem explicações e, ainda assim, deixam uma presença silenciosa nos lugares que antes ocupavam.

A falta aparece nas pequenas coisas: numa música, num hábito, numa lembrança inesperada, naquele café tomado em silêncio ou naquele momento em que, por alguns segundos, você ainda espera encontrar aquela pessoa ali.

O luto por alguém que partiu ,seja pela morte, por uma separação ou simplesmente pelo fim de um vínculo , também é aprender a reorganizar a vida sem aquela presença.

E não existe prazo para isso.

Com o tempo, a ausência deixa de ocupar todos os espaços. A lembrança permanece, mas já não precisa doer da mesma maneira.

Porque amar de verdade não significa permanecer preso ao que foi.
Significa também poder guardar o que foi vivido com carinho e continuar vivendo.

Algumas pessoas deixam saudade.
Outras deixam marcas.

E algumas deixam em nós uma parte da história que nunca precisou ser esquecida para que pudéssemos seguir em frente. 

Alessandra Alves
Psicóloga | CRP 08/19382 💎 taken in Paris, France by @afapsico
3
14 days ago
Download
Nem todo mundo que está ao seu lado está, de fato, ao seu lado.

Existem relações que parecem profundas enquanto existe troca, presença, disponibilidade, ajuda, cuidado.

Você está ali.
Escuta.
Acolhe.
Resolve.
Apoia.

E, durante muito tempo, talvez nem perceba que algumas pessoas se acostumaram mais com aquilo que você oferece do que com quem você é.

Até que um dia você muda.

Começa a dizer não.
Deixa de estar sempre disponível.
Para de resolver tudo.
Coloca limites.
Começa a cuidar mais de si.

E algumas relações mudam junto.

Isso pode doer. Mas também pode ensinar.

Porque maturidade emocional não é acreditar que todo mundo ficará quando você deixar de ser útil.

É compreender que reciprocidade também se revela quando você não tem nada para oferecer além da sua presença.

Não se torne uma pessoa fria porque alguém não soube valorizar sua entrega.

Continue sendo quem você é.

Apenas aprenda a perceber onde existe afeto, respeito e reciprocidade — e onde existia apenas conveniência.

Você não precisa deixar de ser generosa.

Precisa apenas parar de se abandonar para ser necessária na vida de alguém. 

Alessandra Alves
Psicóloga | CRP 08/19382 💎 by @afapsico
2
15 days ago
Download
A voz que uma criança aprende a ouvir dentro de casa pode se tornar a voz que ela levará para a vida.

Uma criança precisa se sentir amada, mas também precisa se sentir vista, ouvida e respeitada.

É assim que começa a construir referências sobre quem é e sobre o que merece.

Um dia ela vai crescer, sair de casa e encontrar um mundo que nem sempre será gentil.

Vai ser rejeitada, criticada, vai errar, se decepcionar e também encontrará pessoas que a amarão.

Mas quando uma criança cresce ouvindo:

“Eu acredito em você.”
“Você é importante para mim.”
“Você merece respeito.”

essas palavras podem se transformar em uma voz interna que a acompanha pela vida.

Por isso, não subestime o poder daquilo que você diz ao seu filho.

Dentro de casa também construímos a maneira como uma pessoa aprende a se enxergar. by @afapsico
6
16 days ago
Download
O desejo também precisa de espaço para respirar.

Com o tempo, muitos relacionamentos não terminam por falta de amor.
Eles vão perdendo intensidade porque a relação entra no automático.

Os mesmos lugares.
As mesmas conversas.
A mesma rotina.
Os mesmos papéis.

E, aos poucos, aquilo que um dia despertava curiosidade passa a ser apenas familiar.

A novidade, por outro lado, pode ativar algo diferente em nós: atenção, expectativa, excitação, presença. É por isso que experiências novas podem ser tão marcantes para um casal.

Não precisa ser algo extravagante.

Pode ser uma viagem inesperada.
Um jantar em um lugar novo.
Uma noite sem celular.
Uma conversa que vocês nunca tiveram.
Uma experiência que tire os dois, por algumas horas, do lugar conhecido.

Até a intimidade pode se beneficiar disso.

Porque desejo não vive apenas de atração.
Ele também se alimenta de curiosidade, liberdade, conexão e novidade.

E talvez uma das perguntas mais importantes para um casal não seja apenas:

“Você ainda me ama?”

Mas também:

“O que nós ainda podemos descobrir juntos?”

Relacionamentos maduros não precisam viver eternamente da adrenalina do começo.
Mas precisam continuar encontrando maneiras de não deixar a vida a dois virar apenas uma rotina compartilhada.

Às vezes, não é preciso procurar uma nova pessoa para sentir algo novo.

É preciso permitir que duas pessoas que já se conhecem continuem tendo novas experiências uma com a outra.

Alessandra Alves
Psicóloga | CRP 08/19382 🤍 by @afapsico
1
20 days ago
Download
Compaixão não é sentir pena.
É reconhecer a dignidade do outro.

Existe uma diferença profunda entre olhar para alguém com pena e olhar para alguém com compaixão.

A pena, muitas vezes, coloca o outro em um lugar de inferioridade.
É como se dissesse, ainda que silenciosamente: 
“eu estou acima e você está abaixo.”

A compaixão é diferente.

Ela não diminui.
Não infantiliza.
Não transforma o sofrimento de alguém em identidade.

Ela consegue olhar para uma pessoa em dificuldade e enxergar, antes de tudo, uma pessoa.

Alguém que pode estar atravessando uma doença, uma perda, uma dificuldade financeira, uma crise emocional, uma fase de extrema vulnerabilidade — mas que continua sendo muito mais do que aquilo que está vivendo naquele momento.

Nem todo sofrimento precisa ser explicado.
Nem toda dor precisa receber uma justificativa espiritual.
E ninguém precisa ser culpabilizado pela própria vulnerabilidade.

Às vezes, o que uma pessoa mais precisa não é que alguém tenha dó dela.

É que alguém consiga permanecer ao seu lado sem julgá-la, sem diminuí-la e sem tratá-la como incapaz.

Compaixão é reconhecer a dor sem retirar do outro sua dignidade.

É poder dizer, com o olhar:

“Eu vejo que está difícil. Eu não preciso diminuir você para reconhecer a sua dor. E também não preciso acreditar que você é apenas aquilo que está vivendo.”

Talvez seja essa uma das formas mais bonitas de ajudar alguém:
oferecer presença sem retirar autonomia, acolhimento sem piedade e humanidade sem julgamento. by @afapsico
0
21 days ago
Download
E se algumas das marcas que você tenta apagar também contassem uma parte da sua história emocional?

A gente costuma olhar para as linhas de expressão como algo que precisa ser eliminado.

Mas elas também são resultado de uma vida que aconteceu.

O sorriso que se repetiu tantas vezes.
A testa que se franziu diante das preocupações.
Os olhos que se apertaram de tanto rir.
As expressões que, ao longo dos anos, ajudaram a comunicar aquilo que nem sempre conseguimos colocar em palavras.

Existe uma hipótese estudada pela psicologia chamada hipótese do feedback facial: nossa expressão não apenas revela o que sentimos , os movimentos do rosto também podem participar da experiência e do processamento das emoções.

E isso ajuda a entender por que o chamado sorriso de Duchenne, aquele sorriso genuíno que envolve também a região ao redor dos olhos, é percebido como mais espontâneo, intenso e feliz. 

Algumas pesquisas também investigam se a redução dos movimentos faciais provocada pela toxina botulínica pode interferir, em determinados contextos, na percepção de emoções e na capacidade de reconhecer expressões sutis.

Mas existe uma coisa importante aqui:

isso não significa que fazer Botox faça alguém perder sentimentos, empatia ou capacidade de amar.

A questão é muito mais interessante do que isso.

Nosso corpo participa da nossa vida emocional.

A forma como respiramos.
A postura que assumimos.
A maneira como olhamos.
O tom da nossa voz.
E até a maneira como nosso rosto se movimenta.

Por isso, talvez a pergunta não precise ser “Botox é bom ou ruim?”

Talvez seja:

“O que eu estou tentando mudar em mim e por quê?”

Cuidar da aparência não é errado. 

Querer envelhecer de uma determinada maneira também não.

Mas existe uma diferença entre cuidar de si e começar a acreditar que toda marca da passagem do tempo precisa desaparecer.

Algumas marcas não diminuem a nossa beleza.

Elas revelam que sentimos, sorrimos, choramos, vivemos.

E talvez envelhecer bem também seja aprender a não ter vergonha de tudo aquilo que o nosso rosto já teve a liberdade de expressar. 🤍 by @afapsico
5
22 days ago
Download
Aprender a se amar é, talvez, uma das formas mais profundas de amadurecer.

Porque amar a si mesma não significa achar que você é perfeita.

Significa conseguir olhar para a própria história com honestidade, reconhecer suas dores, respeitar seus limites e parar de se tratar como alguém que sempre pode ficar por último.

Muitas vezes, passamos anos procurando no outro aquilo que ainda não conseguimos oferecer a nós mesmas: validação, segurança, reconhecimento, cuidado.

E então aceitamos pouco.
Explicamos demais.
Perdoamos o que nos machuca repetidamente.
Nos diminuímos para caber em relações, lugares e expectativas que já não combinam conosco.

Até que chega um momento em que alguma coisa muda por dentro.

Você entende que amor-próprio não é se colocar acima de ninguém.
É simplesmente não se colocar abaixo de ninguém.

É saber que você merece reciprocidade.
Que seus sentimentos importam.
Que seus limites não precisam ser justificados o tempo inteiro.
E que escolher a si mesma não é egoísmo — é responsabilidade emocional.

Porque quando você começa a construir esse amor por dentro, suas escolhas também mudam.

Você já não procura alguém para preencher um vazio.
Procura alguém que possa caminhar ao seu lado.

Já não aceita qualquer presença para não sentir solidão.
Prefere a própria companhia a uma relação que rouba sua paz.

E talvez seja isso que amadurecer emocionalmente significa:

não esperar que alguém venha ensinar você a se amar.
Começar, todos os dias, a construir esse amor dentro de si.

Alessandra Alves
Psicóloga | CRP 08/19382 by @afapsico
0
24 days ago
Download
×

Download all media on this page

Photos Videos
back to up