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Psicologia Clínica, Hospitalar e Organizacional | Psicanálise | CRP 08/29427
Psicanálise no cotidiano🌻
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Pra você que está chegando, me permita me apresentar 👩‍🦱

Sou psicóloga, formada desde 2018 e ao longo desses anos, minha trajetória passou por diferentes caminhos dentro da Psicologia. 
Me especializei em Psicologia Hospitalar, Clínica Psicanalítica e Psicologia Organizacional, áreas que, à primeira vista, podem parecer muito diferentes entre si, mas que têm algo em comum, todas falam sobre pessoas.

Atuo na clínica desde 2020, realizando atendimentos presenciais e online, inclusive para brasileiros que vivem fora do país. Também tive a oportunidade de atuar no contexto hospitalar, especialmente na Nefrologia, acompanhando pacientes renais crônicos em sua jornada de tratamento, oferecendo suporte psicológico para lidar com os desafios impostos pelo adoecimento e fortalecer sua autonomia e qualidade de vida.

Além da clínica, trabalho com Avaliação Psicológica e também com consultoria em Saúde Mental e Trabalho para organizações. Isso significa que, ao longo dos anos, escutei muitas histórias em consultórios, hospitais, empresas e em diferentes momentos da vida de muitas pessoas.

E talvez seja justamente essa diversidade de experiências que mais tenha me ensinado.

Porque, apesar dos contextos serem diferentes, algumas questões insistem em nos acompanhar.
O desejo de ser compreendido.
As dúvidas sobre quem somos.
Os desafios dos relacionamentos.
As angústias e perdas.
As mudanças.
E as tentativas.

Foi percorrendo esses caminhos que construí minha forma de olhar para o ser humano... com curiosidade, escuta e o entendimento de que nenhuma história pode ser reduzida a uma simples explicação.

Afinal, somos muito mais do que sintomas, diagnósticos ou papéis sociais. Somos feitos de encontros, desencontros, escolhas, desejos, contradições, expectativas e tudo aquilo que carregamos ao longo da vida.

Este espaço nasce desse percurso e do desejo de compartilhar reflexões sobre aquilo que nos constitui, nos atravessa e muitas vezes, nos transforma.

Então, se aconchegue. A conversa está apenas começando 🌻

#psicologaangelicamonteiro 
#quemsoueu
#psicologianocotidiano 
#psicologia
#psicanalise by @asmpsicologia
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4 months ago
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Travessia 🌻

Talvez não exista palavra melhor para descrever a vida universitária.

Entramos na faculdade carregando sonhos, expectativas e planos. Mas, ao longo do caminho, encontramos também dúvidas, medos, inseguranças, cobranças, cansaço e, muitas vezes, uma sensação de que precisamos dar conta de tudo sozinhos.

Eu me lembro da estudante que fui.

Das incertezas sobre o futuro. Das exigências da formação. Da tentativa constante de corresponder às expectativas dos outros enquanto tentava descobrir quem eu mesma estava me tornando.

A universidade nos ensina muito sobre a profissão que escolhemos.

Mas nem sempre nos ensina como lidar com a ansiedade, com as frustrações, com as mudanças e com tudo aquilo que atravessa nossa vida para além da sala de aula.

Foi desse encontro entre a minha trajetória acadêmica, minha experiência clínica e a escuta de tantos estudantes ao longo dos anos que nasceu o Projeto Travessia Acadêmica.

Um projeto pensado para quem está vivendo a experiência universitária e deseja construir um espaço de cuidado para si.

Aqui, não importa o curso, a instituição ou o período da graduação.

O que importa é reconhecer que você também merece um lugar para falar sobre aquilo que carrega.

Porque a formação profissional acontece na universidade.

Mas o cuidado com quem atravessa esse caminho também merece um lugar de acolhimento.

🔗 Para mais informações e inscrições o link está disponível na bio.

Psicóloga Angélica Monteiro 
CRP 08/29427

#psicologaangelicamonteiro 
#projetotravessiaacademica
#saudementaluniversitaria
#estudanteuniversitário 
#psicoterapiaonline by @asmpsicologia
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4 months ago
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Nem todo caminho é linear.
E talvez o problema nunca tenha sido o caminho…
mas a ideia de que ele deveria ser.

Esse post mostra uma trajetória profissional.
Mas, na prática, ele fala de algo muito maior.

Fala de pausas.
De recomeços.
De momentos em que a gente precisa parar…
mesmo sem querer.

Durante muito tempo, eu achei que precisava seguir uma linha reta.
Que tudo precisava acontecer no “tempo certo”.

Mas foi justamente nos desvios
que eu fui construindo o que hoje sustento.

A psicanálise nos ensina que o sujeito não se forma só pelos acertos,
mas também pelas rupturas, pelas faltas, pelos deslocamentos.

E talvez seja isso que ninguém conta:

não é sobre nunca parar.
é sobre não se abandonar no meio do caminho.

Porque, no fim,
não foi um trajeto perfeito.

Foi um trajeto possível.

E foi ele que me trouxe até aqui 🌻

#psicologaangelicamonteiro 
#psicologianocotidiano 
#psicologiaclinica
#recomeço 
#vidareal by @asmpsicologia
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7 months ago
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Tenho perdido seguidores desde que comecei a me posicionar politicamente. E nos últimos dias, essa situação também me trouxe algumas tristezas no campo profissional.

Eu não tenho partido e nem político de estimação. Mas, tenho princípios e valores que são inegociáveis. Defendo o SUS, os direitos humanos e do trabalhador, políticas públicas/sociais e principalmente a democracia. Diante do cenário político atual, fiz minhas escolhas considerando aquilo que acredito e para a proteção dos direitos que considero fundamentais.

Não me posiciono para atacar pessoas, pois as respeito. Posiciono-me porque acredito que precisamos refletir sobre as escolhas que fazemos, as propostas que apoiamos e as consequências delas para a sociedade como um todo.

Na clínica, meu compromisso é outro. Atendo pessoas com diferentes visões de mundo e posicionamentos políticos. Meu papel não é militar, convencer ninguém ou impor minhas convicções. É escutar, acolher e respeitar a singularidade de cada sujeito. Nunca utilizei o espaço clínico para impor minhas crenças.

E quer saber?! Psicólogos também são pessoas. Temos opiniões, valores, histórias e posicionamentos. A ética profissional não exige que deixemos de existir como sujeitos fora do consultório. Exige responsabilidade no exercício da profissão.

E é justamente por isso que fico pensando, em que momento passamos a ter tanta dificuldade de conviver com quem pensa diferente de nós?

Discordar faz parte da vida em sociedade. Ninguém é obrigado a concordar comigo, assim como não sou obrigada a abrir mão das minhas convicções para ser aceita.

O que me entristece é perceber como, a diferença deixou de ser um convite à reflexão e passou a ser motivo de cancelamento, hostilidade e ruptura.

Não quero convencer ninguém a pensar como eu. Mas, quero continuar tendo liberdade para pensar, questionar e me posicionar, assim como reconheço esse direito nas outras pessoas.

Porque respeitar o outro não significa concordar com tudo o que ele pensa. E conviver com a diversidade exige algo que parece cada vez mais difícil, reconhecer que o outro continua sendo um sujeito de direitos, mesmo quando discorda de nós.

PAZ 🌻 by @asmpsicologia
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9 days ago
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Como se primeiro precisássemos resolver todas as nossas inseguranças, curar todas as nossas feridas e aprender a nos amar para, só então, amar alguém.
Só que nós não nos constituímos sozinhos.
A forma como nos enxergamos também nasce das relações que construímos ao longo da vida. Do olhar que recebemos. Dos vínculos que nos marcaram. Dos encontros que nos transformaram.
Isso também não significa transformar o outro na solução para tudo aquilo que ainda nos falta.
Ao mesmo tempo, essa ideia de que precisamos estar completamente resolvidos antes de amar parece partir de uma fantasia: a de que um dia seremos sujeitos inteiros, sem faltas e sem contradições.
Mas, se esperamos alcançar esse lugar para só então viver um encontro, corremos o risco de transformar o amor em algo que está sempre por vir.
Afinal, não é a completude que nos coloca em movimento em direção ao outro, mas justamente aquilo que nos falta. O desejo de encontrar o outro não existe apesar da nossa falta, mas por causa dela.
Foi essa inquietação que permaneceu comigo depois da leitura. Não pela pergunta em si, mas porque ela colocou em movimento uma certeza que eu nunca tinha parado para questionar.
Porque, quando acreditamos que só poderemos amar alguém depois de nos tornarmos uma versão completamente resolvida de nós mesmos, corremos o risco de transformar a vida em uma espera interminável.
Sempre faltará alguma coisa.
Mais uma insegurança para resolver.
Mais uma ferida para curar.
Mais uma versão de nós mesmos para alcançar.
E fiquei pensando: será que a busca por nos tornarmos "suficientemente bons e completos" antes de viver um encontro não é justamente o que nos impede de nos encontrarmos com o outro?
Não fechei esse capítulo com uma resposta.
Fechei com uma pergunta que continua me acompanhando.
É isso que mais gosto nos livros.
Alguns terminam na última página.
Outros continuam nos atravessando muito depois que a leitura acaba.

📚 Leitura & Inspiração
Não são resenhas. São conversas que começam em um livro e continuam na vida.
Até a próxima leitura.

#psicologaangelicamonteiro
#psicanalisenocotidiano
#leituraeinspiracao
#eusóexistonoolhardooutro by @asmpsicologia
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3 months ago
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Por que algumas pessoas parecem repetir a mesma história de amor?

Costumamos acreditar que escolhemos alguém porque houve química, afinidade ou interesses em comum. E tudo isso pode, sim, fazer parte da escolha.

Mas a psicanálise nos convoca a ampliar esse olhar.

Ninguém chega a uma relação de mãos vazias. Todos carregamos uma história: as formas como fomos amados, cuidados, reconhecidos e também aquilo que nos faltou.

Essa história, muitas vezes de forma inconsciente, participa da maneira como nos vinculamos às outras pessoas.

Mas existe um ponto que considero ainda mais interessante.
Não escolhemos apenas uma pessoa. Nós construímos um vínculo com aquilo que já é conhecido por nós.

É por isso que uma relação nunca é apenas sobre o outro.
Ela também revela aspectos de nós mesmos que talvez ainda não conhecêssemos.

Isso não significa que estamos condenados a repetir as mesmas escolhas para sempre.

Pelo contrário.
Quando conseguimos compreender um pouco mais da nossa própria história, também ampliamos as possibilidades das nossas escolhas e claro de elaboração.

#psicologaangelicamonteiro 
#psicologianocotidiano 
#identificação 
#relacionamentoamoroso 
#psicanalise by @asmpsicologia
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3 months ago
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Você já percebeu o que fazemos quando sentimos que a autoestima está baixa?

Muita gente marca um horário no cabeleireiro.
Compra uma roupa nova.
Faz um procedimento estético.
Ou até uma cirurgia plástica.
Vai para a academia.

E não há absolutamente nada de errado com isso.

O problema é quando começamos a acreditar que a autoestima nasce no espelho.

Como se bastasse mudar aquilo que vemos por fora para nos sentirmos diferentes por dentro.

Mas a autoestima vai muito além da imagem que vemos refletida.
Ela começa a ser construída muito antes.

Nas primeiras experiências de cuidado.
Na forma como fomos olhados.
Acolhidos.
Desejados.

É isso que Freud chama de narcisismo primário.
É nessa experiência que começamos a construir um sentimento de valor sobre nós mesmos.

Ao longo da vida, porém, essa autoestima deixa de depender apenas dessa base inicial.

Ela passa a ser atravessada pela forma como nos relacionamos com os outros.
Pelo quanto nos sentimos reconhecidos.
Amados.

E também pela distância entre quem somos e quem acreditamos que deveríamos ser.

É justamente aí que tantas pessoas sofrem.
Porque passam a vida tentando alcançar uma versão ideal de si mesmas.

E, quando não conseguem, acreditam que o problema é falta de amor-próprio.
Quando, muitas vezes, existe um conflito muito mais profundo acontecendo.

Por isso, autoestima não é simplesmente gostar do que vê no espelho.
Ela também diz respeito à forma como você aprendeu a existir.

À maneira como aprendeu a olhar para si.
E à relação que construiu com o próprio desejo.

Algumas mudanças externas podem, sim, trazer uma sensação de bem-estar.

Mas observe como, muitas vezes, essa sensação desaparece depois de algum tempo.

Porque aquilo que vem de fora pode aliviar.
Mas dificilmente sustenta, sozinho, uma relação que precisa ser construída por dentro.

#psicologaangelicamonteiro 
#psicanalisenocotidiano 
#narcisismo 
#autoestima 
#freud by @asmpsicologia
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3 months ago
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Muito tem se falado sobre o narcisismo...
Nos últimos anos, o termo passou a fazer parte das conversas nas redes sociais, dos relacionamentos e até do nosso vocabulário cotidiano.

Em pouco tempo, o narcisismo deixou de ser um conceito para se tornar quase um rótulo.
E de certa forma, foi até banalizado.

Mas a psicanálise nos convida a fazer um caminho diferente, precisamos compreender o que Freud denominou como narcisismo.

Primeiro, que ele nos mostra que o narcisismo não é o vilão em si, ou  seja, ele não nasce como uma patologia.
Pelo contrário, o narcisismo primário é uma etapa fundamental da constituição psíquica. É por meio desse investimento inicial em si mesmo que começamos a construir nossa identidade, nossa autoestima e, mais tarde, nossa capacidade de amar e estabelecer vínculos.

A questão está na forma como ele se organiza ao longo da vida e na possibilidade ou não de reconhecer o outro como alguém separado de nós.

Nem tudo aquilo que hoje chamamos de "narcisismo" corresponde ao conceito desenvolvido por Freud.
Afinal, compreender o ser humano exige, antes de tudo, disposição para ir além das simplificações.

#psicologaangelicamonteiro 
#psicanálisenocotidiano 
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#narcisismo 
#freud by @asmpsicologia
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3 months ago
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Notas de Domingo 💭

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#reflexão by @asmpsicologia
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4 months ago
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A gente aprende muito cedo a responder ao que esperam de nós.

Mas, em algum momento da vida, uma outra pergunta aparece.

Não a pergunta sobre o que os outros querem.
Mas sobre o que nós queremos.

E nem sempre é fácil responder.

Porque passar anos correspondendo às expectativas dos outros pode nos afastar do nosso próprio desejo.

Foi isso que Agneta retratou no filme.

Não porque ela seja uma personagem extraordinária, mas porque ela é profundamente humana.

Quantas vezes deixamos algo de nós pelo caminho para caber em um papel, em uma relação, em uma imagem que construíram a nosso respeito?

A vida não nos pede perfeição.

Ela nos pede coragem.

Coragem para reconhecer nossos desejos.
Coragem para fazer escolhas.
Coragem para sustentar quem somos, mesmo quando isso decepciona expectativas.

Porque existe um preço em tentar ser tudo para todos.

E às vezes, esse preço é perder a si mesmo no meio do caminho.

#psicanálisenocotidiano 
#psicologaangelicamonteiro 
#psicanaliseecinema 
#agneta 
#travessia by @asmpsicologia
3
4 months ago
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Pra que serve a análise?

Muitas pessoas começam uma análise carregando várias expectativas. Uma delas é a ideia de que sairão dela como alguém diferente, uma versão melhor de si mesmas.
Mas esse não é o papel da análise.
Ela não serve para transformá-lo em alguém "melhor".
Nem para moldá-lo em alguém que corresponda a um ideal.
A análise serve para que você possa sustentar quem você é.
Não quem os outros esperam.
Mas quem você efetivamente é, com suas faltas, desejos, contradições, limites e possibilidades.
Se há algo que posso dizer sobre a análise, é que ela oferece um espaço raro: um lugar onde você pode ser verdadeiro consigo mesmo.
Um lugar onde pode se ouvir sem a obrigação de se julgar.
A análise é um espaço onde as máscaras podem descansar.
Onde é possível entrar em contato com aquilo que há de mais profundo, mais íntimo e, por vezes, mais obscuro em nós mesmos.
Ela não vem acompanhada de promessas.
Aliás, talvez uma das suas maiores potências seja justamente não prometer.
Ela acolhe.
Escuta.
Sustenta a travessia.
A análise ajuda a transformar em palavra aquilo que, até então, só conseguia aparecer como sintoma, angústia ou repetição.
Por isso, seu convite não é:
"Venha para a análise para deixar de sofrer."
Mas...
"Venha para a análise para compreender o lugar que você ocupa na sua própria história."
E pode ser que, a partir disso, o sofrimento diminua.
Que os sintomas mudem de forma.
Que certas repetições percam força.
Mas isso não acontece porque alguém disse o que fazer.
Acontece porque a pessoa aprende a lidar consigo mesma, a transformar sua relação com o próprio desejo, com sua história e com seus conflitos.
Uma análise permite que a vida volte a circular onde antes havia apenas repetição.
Onde antes havia apenas sofrimento.
O trabalho do analista não é ensinar como viver nem dizer o que fazer.
É favorecer um encontro.
Um encontro com aquilo que foi esquecido.
Com aquilo que foi perdido.
Com aquilo que permanece vivo, mas que, por algum motivo, deixou de ser reconhecido.
Talvez a análise não sirva para mudar quem você é.
Mas sim, para que você pare de fugir de si.

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2
4 months ago
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