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👣 38 anos
🏠 Curitiba/PR
🧠 TDAH
🔙 Assessora de juiz no TJPR por 12 anos
🔛 Atualmente concurseira
🔜 Futura juíza estadual
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​Acabei de atualizar a bio: agora tenho 38 anos. É que fiz aniversário ontem e, sabe, sou da geração Y — ou millennial, tanto faz. Tive que pesquisar isso no Google, já que não tinha certeza, e lá consta que me classificaram assim porque nasci em 1988. É, faz tempo, mas não faz tanto assim. Passou voando, se quer saber.
​O fato é que, queramos ou não, a vida passa. Quando me cansei da pressão das redes sociais e de acompanhar a vida alheia, em 2019, deletei meu perfil pessoal e criei esta conta. Eu já estudava para a magistratura e queria me incentivar, ver que realmente existia gente como eu, que escolheu algo difícil e não cogita desistir. E deu certo! Com o tempo, fiz amizades e conheci gente legal pra caramba, que me apoiou sem nem saber qual é a minha cara.
​Também tive a oportunidade de ver pessoas conquistando seus lugares ao sol, outras mudando de rumo, outras desistindo e algumas até adoecendo com a pressão e a toxicidade do mundo dos concursos (sim, isso existe). E eu? Continuo aqui, tentando todos os dias. Às vezes atingindo meus objetivos, às vezes falhando. Por vezes, passo mais tempo falhando do que batendo minhas metas (sou bastante rigorosa comigo, vocês sabem).
​Mas a vida é feita disso, afinal, não é? Tentativas, enquanto o tempo passa. Tentar ter saúde, tentar ter uma família, tentar trabalhar, tentar estudar, tentar ter vida social, tentar dar conta de tudo: tentar, tentar e tentar.
​A gente só não pode esquecer, nesse meio-tempo, de tentar ser feliz. Seguir tentando, sim, mas sem esquecer de verdadeiramente viver o caminho, o momento, o presente. O tempo vai passar de qualquer jeito e, pelo que venho notando, as horas estão escorrendo pelo vão dos dedos. Passa rápido demais — e vai passar independentemente de a gente passar (ou não) no concurso. Por isso, não se desperdicem! A vida não é feita só de trabalho e concurso público. É muito, muito, muito mais do que isso.
​A meta por aqui é continuar estudando, sem perder de vista o farol que brilha no fundo da paisagem da minha vida, mas também viver a trajetória. Afinal, a vida é feita de caminhos, não só de destinos finais.
​Bem-vindo, ano novo de vida! Temos 364 oportunidades pela frente✨ by @caroldetoga
34
3 days ago
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"Presentemente eu posso me considerar um sujeito de sorte..."
Essa foto é da minha geladeira. Esses potes todos são da minha mãe, e eles estão todos cheios de comida. Ela cozinhou tudo isso para eu me alimentar bem nos próximos dias, enquanto tento devorar todas as revisões que consigo. É que tem Enam no próximo domingo e, sabe, é a 5a vez que eu vou tentar. Se você me acompanha, sabe que eu reprovei nas 4 provas anteriores, mas, resiliente que sou (ou tento), aqui estou novamente. 
A caminhada para um concurso dessa magnitude é exaustiva, solitária e, por vezes, parece que perde o sentido, afinal a vida está passando e o tempo é cruel. Nesse momento, francamente, estou cansada e desanimada, embora siga estudando na base da disciplina, da fé, do propósito e do sonho que escolhi sonhar, dia após dia. 
Acontece que apesar de tudo isso, hoje, em plena quinta-feira de feriado, sem planejamento algum, no meio da tarde meus pais chegaram aqui em casa cheios de "marmitas", com todo esse alimento. Parece que sentiram que eu precisava. Vieram pra me nutrir, no corpo e na alma, me trazer paz, uma dose a mais de fé, palavras de acalento e um pouco de colo. Até chorei! Eles foram embora e eu fiquei abastecida (e não estou falando só da comida).
Resolvi deixar esse registro para o futuro que, apesar de incerto, com certeza será lindo, pois com tanto apoio e amor, não há a menor possibilidade de dar errado, seja como for.
Obrigada. Amo vocês.

E vamos adiante! Domingo é dia de arrebentar! 🙏

✨️"Entrega o teu caminho ao Senhor; confia nele, e ele tudo fará."✨️ taken in Curitiba, Paraná by @caroldetoga
52
4 months ago
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Vai chegar o domingo que será o último. 
Vai chegar a última vez que vou pintar 100 bolinhas, com cuidado pra não borrar ou pintar no lugar errado. É difícil explicar pra quem está fora desse jogo, mas uma bolinha errada pode custar uma vaga, uma posse, um cargo, uma carreira.
É difícil explicar que cada gabarito entregue me faz respirar fundo, agradecer a Deus por mais uma oportunidade, e pensar com um fio de esperança que dessa vez pode dar certo.
Sabe... depois da criação do ENAM, a Magistratura está resistindo a mim. 
Há 4 provas insistem em dizer que eu não sou vocacionada. 
Nas 4 vezes fiz mais de 60 pontos, e eles insistem que ainda não é suficiente. Tudo bem.
É claro que fico triste, me sinto fraca, penso em largar tudo e ir vender côco na praia, afinal eu sou a pessoa de sentir felicidade com pouco. 
Mas passados alguns (às vezes vários) dias, "ela" continua lá: a vontade de vestir uma toga, ter uma comarca pra chamar de minha, fazer a diferença e tornar a sociedade brasileira um pouquinho melhor. 
É difícil, parece "coisa de doido", mas simplesmente não consigo desistir.
Essa tal vontade deve ser coisa grande de verdade, pra me sustentar por tanto tempo.
Parece algo maior do que eu - e olha que tenho 1,76m. 
Isso me faz acreditar que vai dar certo. Na hora que tiver de ser, vai ser. 

Me aguardem.
Vai ter juíza nesse instagram.
Ô, se vai. 
😠😠😠😠😠😠😠

#magistratura
#magistraturaestadual 
#magistradaemformacao 
#juizaestadual taken in Curitiba, Paraná by @caroldetoga
16
a year ago
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Confesso que estava um pouco encabulada para fazer esse registro. É difícil compartilhar as barreiras que a vida impõe, principalmente em um contexto de sucesso/beleza/realização como a rede social. Mas eu, como boa combatente da perfeição pregada nesse universo irreal, tomei coragem e vim expor minha vulnerabilidade, mais uma vez, apenas pra dar um tempero de vida real nessa sopa de inteligência artificial.
Pela terceira vez consecutiva, reprovei no ENAM. Se estivesse no Fantástico, o prêmio de consolação seria escolher uma música. Eu, que passo o dia com fone de ouvido, teria uma centena de opções pipocando na cabeça em apenas um minuto. Porém, especificamente para este momento, nada melhor do que “Don’t let it go”, de Rooftime, que vem sendo ouvida repetida e incansavelmente há alguns dias.
Mais do que oferecer um ritmo agradável (e um estalar de dedos ao fundo que, só Deus sabe o motivo, me agrada os ouvidos), ela canta “não ouse esconder isso, não abra mão disso agora”. Não sei se era essa a intenção de quem a escreveu, mas para o que meu cérebro optou por ouvir, ela diz que quando a música que está dentro de você sussurrar o que sua alma está tentando, e sair pra ver toda a verdade, vai te mostrar o caminho a percorrer. E repete: não deixe isso ir embora agora.
Eu não sou nada motivacional. Se fosse coach por obrigação, morreria de fome. Sou um misto de melancolia com humor de 5ª série. Mas vez ou outra algo assim me toca e eu consigo ver uma luz bem lá no finalzinho do túnel.
Aconteceu a mesma coisa no último sábado, quando encontrei um grande amigo que não via há anos. Ele perguntou como estavam as provas; eu respondi que estava difícil e ele disse: “eu te conheço, vai dar certo”. Talvez ele não tenha noção da dimensão desse comentário, mas eu me apego muito aos detalhes. Guardei esse momento em um potinho e, com muito carinho, arquivei na minha pequena coleção de memórias motivacionais para usar em momento oportuno.
Assim, com essa soma de reprovações, pescando motivação em fontes diversas e com um pouquinho da loucura inerente ao concurseiro, sigo adiante.

Vem logo, magistratura. Estou te esperando e prometo te amar pra sempre. taken in Curitiba, Paraná by @caroldetoga
69
a year ago
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Vez ou outra eu me proponho um desafio diferente; às vezes pra sair da rotina, às vezes pra ficar algumas horas curtindo o silêncio da natureza enquanto resolvo a barulheira do lado de dentro.
Dessa vez, fui fazer uma trilha que disseram ser fácil. Não sei quem classificou e qual é o parâmetro de dificuldade, mas pra mim uma coisa "fácil" é bem diferente disso. A cada escorregada e enfiada de pé na lama, eu pensava "fácil pra quem?". Teve subida íngreme, pedra lisa, travessia de rio e muita caminhada com o pé molhado.   
Após 3 horas de trilha, chegamos ao destino: duas cachoeiras, uma vista incrível e, no despenhadeiro, uma placa que dizia "atenção, não ultrapasse". 
No mesmo minuto que senti o frio da altitude lembrando que meus pés estavam encharcados, senti um misto de sentimentos que me fez marejar os olhos. Parece loucura, mas em meio à imensidão da natureza, o que falou comigo foi uma antiga placa dizendo para eu não ultrapassar o seu limite. 
Parei pra perceber o que aquilo realmente queria me dizer, e não era sobre o penhasco logo após a placa. 
Precisei de 3 horas de trilha e muito esforço pra refletir a importância de deixar claros os limites da vida.
Se não pusermos placas para os outros e pra nós mesmos, a gente vai chegando cada vez mais perto da beirada e, sem perceber, pode ser tarde demais.
Estabeleça limites, seja com sua família, amigos, cônjuge, e até mesmo com você, na sua exaustiva rotina e eterna autocobrança. Tudo tem limite. 
É preciso localizar nossos penhascos e colocar a placa de "não ultrapasse" antes que alguém possa escorregar e cair. 
É preciso autoconhecimento e humildade pra reconhecer a dificuldade de alguns caminhos, mesmo que alguém tenha dito que é fácil. 
É preciso tentar superar as barreiras sim, mas sem esquecer que somos humanos, imperfeitos e reais. 
E eu, definitivamente, não estou falando sobre trilhas. 

Viva a terapia! taken in Salto Dos Macacos by @caroldetoga
1
a year ago
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Despedidas nunca foram o meu forte. Eu sou a pessoa que chora quando parte alguém que vou demorar para ver. É como se um pedaço de mim tivesse ido embora.
Com um sentimento parecido, nas viradas de ano costumo ficar nostálgica e igualmente chorona, quase sempre com o sentimento de que estou me despedindo de um ano de vida que se foi e não voltará jamais. E é verdade, se você parar pra pensar. A cada final de ano não se sabe se haverá um próximo réveillon a comemorar, e isso me gera um sentimento de "esse pode ser o último" (sim, eu costumo pensar em coisas aleatórias como essa. A vida do TDAH é assim, paciência). 
Mas hoje (ou melhor, ontem), surpreendentemente, me despedi de 2024 com muita gratidão e alegria. Vivi um ano extremamente incrível, indescritível, e que me fez crescer de um jeito que jamais imaginei.
Em 2024 eu pedi exoneração do meu amado cargo de assistente de juiz em busca do sonho de ser juíza.
Em 2024 eu ajudei a fazer um parto em casa, e vi uma força e coragem que eu não sabia que tinha. Foi uma experiência que jamais vou conseguir explicar, e que me permitiu ver e sentir de perto a perfeição de Deus.
Em 2024 eu me tornei dinda. Batizei minha afilhada linda, um toquinho de gente que foi um presente da vida, e que pode me chamar pra sempre, que eu não vou cansar de ouvir "didaaaaa".
Em 2024 eu celebrei um casamento. Aceitei um inesperado e irrecusável convite para ser "Padra" do casamento mais lindo que eu vi. Reuni minha ousadia e coragem e, sim, celebrei um casamento (logo eu, que nunca tinha ouvido minha própria voz em um microfone).
Em 2024 eu fiz novos amigos. Gente que apareceu pra somar de verdade, e sou grata a isso. Também tive a prova de que amigos de verdade são poucos, e é preciso cultivar e valorizar sempre. 
Em 2024 eu aprendi que estudar é difícil, e é preciso ter humildade pra dar conta de um sonho grande como o meu.
Por isso e muito mais, digo com toda certeza que eu, na verdade, tenho que agradecer muito. Gratidão, na etimologia da palavra, é o reconhecimento das coisas boas que existem na vida, e esse é exatamente o estado de espírito.

Obrigada, 2024, foi incrível!
E que venha o próximo 🙏🏻✨🍀

#felizanonovo #2025 #gratidão taken in Curitiba, Paraná by @caroldetoga
12
2 years ago
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Mais um domingo na vida de concurseira.

Dia de dormir picado com medo de perder o horário. De acordar com pressa mesmo tendo tempo de sobra. De pensar se vai ter trânsito e consultar o trajeto no Google maps três vezes antes de sair de casa.

Dia de não esquecer o documento, o plástico pra colocar o chocolate, a garrafa de água sem rótulo e duas (ou três, às vezes quatro, pra garantir) canetas pretas, mas sempre levando uma azul pra ajudar o cérebro a enxergar as informações que grifo como importantes, questão por questão, naquele mar de informações encolhidas em não tão poucas páginas. Hoje foi dia de manter a prática de fazer prova, só pra acostumar o cérebro.

Foi dia de pensar "obrigada Deus, tô aqui de novo!", e também "poxa, Deus, olha eu aqui de novo..."

Foi dia de fazer uma prova totalmente diferente, pra um cargo de nível médio e que não é - nem de longe - meu foco. Já diria o Eduardo da Monica, festa estranha com gente esquisita. Mas a prova era na minha metereologicamente indecisa cidade, fui.

Não adianta. Esse negócio de raciocínio lógico, informática, socidivaplu, não rola. É só pra manter o cérebro acostumado com a sensação de fazer prova, literalmente.

Queria mesmo era ter ido pra SP, fazer a prova da magistratura do TJSP, reclamar da Vunesp, comparar com a FGV e reclamar das duas, já que nenhuma delas me aprovou até agora.

Fato é que eu ainda não faço parte do seleto grupo de vocacionados do Ministro Barroso, e se ele acha que vai medir minha vocação desse jeito, eu discordo. Continuo "me achando" vocacionada e com vontade de fazer o que for possível pra melhorar uma sociedade que sequer conheço. É uma vontade muito doida, mas ela está aqui dentro e pelo jeito não pretende se mudar. 

O processo é difícil, é cansativo, é exaustivo, e mais do que isso, só está começando. Vai chegar um dia em que virei falar das discursivas, depois das sentenças e, por fim, da prova oral. Vai chegar. Não sou otimista, geralmente é o contrário. Mas está chovendo e eu já estou bastante encharcada, vou dizer o que?

Sigo aguardando o momento em que vai fazer sol no meu mundo de concurseira e vou me secar de todas as reprovações. 

(Continua) taken in Curitiba, Paraná by @caroldetoga
17
2 years ago
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Uma foto bonita pra dizer que estou oficialmente reprovada no TJSC.

Mesmo diante das mensagens de força e motivação vindas dos colegas, 3 dias após a prova ainda não encontrei força interior suficiente para reerguer meus 176cm de altura. Sinto como se estivesse corcunda - por carregar nas costas o peso de mais uma reprovação-, e cabisbaixa - por não ter reunido coragem para encarar no espelho o olhar de decepção comigo.

A vida nos permite fazer escolhas, e quando a gente escolhe o caminho mais longo, ou mais difícil, estamos sujeitos às intempéries do trajeto. Pode ter chuva, sol, neve, tempestade, pedra, tudo que você imaginar. Mas ninguém te conta que além do que vem de fora, você também vai precisar lidar com o que vem de dentro.

Aqui dentro, hoje, chove. Está noite e chove forte. Tem vento uivando, pedra caindo e raios no céu. Cenário de filme, daqueles tensos que não te deixam pensar que em algum momento vai ter sol. A minha realidade por enquanto é essa, e não teve chocolate ou seriado que fizesse mudar. Por sorte, hoje tenho terapia. Bastante trabalho para a @psigiovanafabbris

Por fim, contando com TJPR e TJGO (para os quais não encontrei ânimo e tempo pra vir me queixar publicamente), atingi 17 reprovações em provas de primeira fase. Tá na hora de fazer um bolo e cantar parabéns, já sou quase imputável.

E a foto? Ah, foi tirada um dia antes da prova de SC pelo meu super parceiro nessa caminhada. Aquele que me incentiva, me leva, me busca, torce por mim, e é meu sol nos dias de chuva. Obrigada, marido, te amo.

#magistraturaestadual #vouserjuiza #juizdedireito #magistratura #juizadedireito by @caroldetoga
26
3 years ago
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Na minha projeção de vida dos sonhos, no mesmo dia em que pedisse exoneração do cargo de assessora, eu tomaria posse como juíza estadual. Não bastasse, seria em casa, no “meu” TJPR, cercada de rostos conhecidos.
Porém, a vida fez o que ela faz de melhor, e traçou um caminho diferente.

Em 2012, ainda recém formada, me tornei assessora de juiz. Desde então, por exatos 12 anos e 3 dias, trabalhei com e para o mesmo magistrado. Hoje, mesmo receosa, me despedi. "Você só está saindo porque pediu", ele disse.

Entreguei o crachá e a chave do gabinete, e num mix de emoção, reflexão e frio na barriga, ecoou na minha cabeça a voz do Capitão Nascimento: "pede pra sair".

De fato, pedi pra sair. Mas o motivo, sem falsa modéstia, é lindo.

Nesses 12 anos vivenciei o dia-a-dia do Magistrado: li e reli incontáveis processos; assisti audiências; minutei despachos, decisões e sentenças de todo gênero, e até de inspeções e correições pude participar. Trabalhei muito, sem dúvida: fora do expediente, no final de semana, feriados, no recesso e até em véspera de natal. Foram mais de 24 mil minutas, sem contar a parte administrativa (gestão de gabinete, metas do CNJ, contratação de estagiários, ....). 

Pasmem vocês, mas tudo isso só me fez apaixonar ainda mais pela carreira. Deixou de ser um objetivo e se tornou um propósito de vida.

Por isso, pedi sim para sair: vou me preparar para o concurso na mesma proporção em que me sinto preparada para o exercício da função.

Não vejo a hora de voltar a trabalhar, e ao final poder assinar com o meu nome. 

Que venham o ENAM, as reprovações, bancas diversas, o que for. 

Missão dada é missão cumprida, e eu vou ser juíza.

#magistraturaestadual #magis #magistratura #vouserjuiza taken in Curitiba, Paraná by @caroldetoga
75
3 years ago
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Mais duas reprovações. Ao todo, 14. Já dá para chamar de coleção.

14 vezes reprovada na primeira fase do concurso da magistratura estadual. Número de tentativas e despendio de tempo suficientes para desistir, mudar o foco, mudar de carreira, de sonho.

Foram 3 TJPR, 3 TJSC, 2 TJRS, 3 TJSP, 1 TJMG, 1 TJMS, 1 TJES.
Do 1° concurso para o 14° houve evolução, com certeza. Houve melhora de pontos, mas houve piora também. Houve mais maturidade, crescimento, e também a nominação da dificuldade para além daquela relatada pelos colegas, o TDAH. 
Em paralelo, uma vida real foi vivida. Perdi pessoas e momentos importantes (dois são inesquecíveis: o chá de panelas de uma amiga especial para fazer o último TJSP, e uma cirurgia da minha mãe para fazer o TJMS). Tive problemas pessoais, vi a idade avançando além do planejado, os projetos sendo adiados e, como mulher que sou, fui obrigada a lidar com as incessantes e (des)pretensiosas cobranças - "Não está na hora de ter filhos? Vai ficar muito velha".

Eu queria ser o tipo de pessoa que vem contar que na primeira prova da vida, "só pra testar", acertou 70 pontos, mas tudo bem porque ainda não tem 3 anos de prática. Parece piada, mas juro que queria. 
Queria poder contar quantas experiências já tive em fases discursivas e de sentença, falar sobre a inscrição definitiva. Mas, por enquanto, nada disso. 

Por enquanto, só tenho experiência mesmo em reprovar, chorar depois de conferir o gabarito, desanimar, achar que não vai dar... Mas também tenho experiência em juntar os pedaços de uma mulher que não vai desistir tão fácil assim. 
Tenho experiência em procurar colo, apoio, pedir para as pessoas repetirem pra mim mesma que eu sou capaz, que o que é meu está guardado, e que é preciso ter paciência. Tenho experiência em me reerguer (isso ainda dá bastante trabalho), e seguir adiante. Se alguém quiser conselho sobre isso, pode contar comigo.

Enfim. Já desabafei o suficiente.

Segue o baile! Tem TJPR em 67 dias, TJGO em 81 dias, e edital do TJSC no forno.

Por aqui, meus caros, sigo tentando. Como disse Clóvis de Barros (sou fã): se é pra dois ou três, então é pra mim.

Eu vou conseguir! AVANTE! 

#vouserjuiza #magistraturaestadual by @caroldetoga
80
3 years ago
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#tjsp

Em meio a tantos colegas postando fotos de seus gabaritos com 80+ acertos, não consegui me manifestar antes. Com o recente carimbo do TDAH na testa e ciente das minhas limitações, me recolhi, chateada, tentando mentalizar racionalmente que a comparação não é saudável, porém, emocionalmente abalada e automaticamente pensando "será que algum dia eu também vou conseguir?" 

Eu nunca fui uma pessoa muito otimista. Na verdade, sou "predominantemente catastrófica", disse a psiquiatra. Assim, honestamente, hoje é quase impossível olhar para o meu resultado do TJSP e enxergar que é possível, algum dia, ser aprovada no concurso da magistratura estadual. A tal da resiliência, sabe?

Por outro lado, eu já estudei tanto, já li e reli tanta coisa, já assisti tantas aulas, li tantos livros/resumos/PDFs, tenho tanta experiência como assessora, já minutei tanto nesses 11 anos de assessoria, que uma leve retrospectiva mental basta para contrariar a desesperança do resultado negativo. Algo próximo de "já tá meio caminho andado, se parar é prejuízo".

Enfim, juntei meus caquinhos, coloquei no bolso e humildemente retornei aos estudos, com uma bela xícara de café, temperada com gotas de desânimo e uma colherada de disciplina. Em breve tem TJMS e TJES.

Quero ser juíza de direito e ponto. Avante.

#magistraturaestadual #juizaestadual #concursopublico #magistrada #magistratura #juizadedireito by @caroldetoga
23
4 years ago
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Apenas uma recordação sobre o momento em que pedi ao céu um sinal, e ele veio mais visível do que nunca. 🙏

Seguimos com fé! Deus no comando!

#fé #força #foco #sonhos #objetivos #realizações taken in Curitiba, Paraná by @caroldetoga
1
4 years ago
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