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Psicólogo ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Crescer é realmente uma prova de fogo
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Do alemão Geborgenheit ao coreano Jeong,
há um vasto dicionário de palavras
que descrevem onde o afeto se encontra:
na rua, na praça ou no CEP.

Afeto no cuidado,
no abraço,
no ouvir
ou simplesmente em estar ali,
sentado, admirando.

Há sabedoria na vida,
há sentimento no olhar,
há fogo no toque,
há vida pela manhã.

Que sorte a minha
ter cruzado meu caminho com o seu.

Feliz nosso dia! 🩵 by @fabianoselo
17
18 hours ago
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Talvez cuidar da sua criança interior não seja voltar a ser quem você era.

Talvez seja olhar para aquela versão de você e perceber o que ela precisou, o que não recebeu e o que, ainda hoje, você tenta encontrar nas relações, nas escolhas e na forma como se trata.

Na psicologia, falar sobre isso é também falar sobre necessidades emocionais que continuam existindo mesmo depois que a gente cresce.

E, às vezes, amadurecer é justamente aprender a oferecer a si mesmo aquilo que um dia você esperou que viesse de alguém.

Porque você cresceu.
Mas algumas partes suas ainda estão aprendendo que, agora, podem contar com você. 🤍 by @fabianoselo
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a month ago
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3.4 ✨ by @fabianoselo
1
a month ago
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Cuidar da mente é também um ato de coragem. 💙

Feliz Dia do Psicólogo! 🧠✨ by @fabianoselo
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2 months ago
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Como já disse o pequeno príncipe: Foi o tempo que dedicastes a tua rosa que a fez tão importante! Um dump de junho ✨ by @fabianoselo
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3 months ago
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A Bia passou a série inteira buscando o amor. No final, encontrou a si mesma. 🏳️‍🌈

E se o amor da sua vida sempre foi você?

👇 Te identificou? Me conta nos comentários.

📸 @duo.creativelab by @fabianoselo
4
4 months ago
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A solidão tem dois rostos muito distintos na literatura clínica, e confundi-los é um dos erros mais comuns tanto no senso comum quanto em alguns discursos de autoajuda.

O primeiro é a solidão por escolha e autonomia: associada a altos índices de bem-estar subjetivo, autoconhecimento e capacidade de regulação emocional. Pesquisas de Cacioppo e Patrick mostram que pessoas com boa tolerância à solitude têm redes de apoio mais saudáveis justamente porque não buscam relações por desespero, mas por desejo genuíno.

O segundo é a solidão como dor de exclusão: ativa os mesmos circuitos cerebrais que a dor física, eleva cortisol e, quando crônica, aumenta risco de depressão e ansiedade. Para pessoas LGBTQIAP+, essa solidão muitas vezes tem uma dimensão coletiva: não é só não ter um parceiro. É sentir que o próprio modelo de amor que você busca não é reconhecido ou celebrado pela cultura ao redor.

A Terapia de Aceitação e Compromisso trabalha com um conceito fundamental aqui: o eu como contexto, a capacidade de observar os próprios estados emocionais sem se fundir com eles. Estar sozinho e sentir dor não significa que você está errado. Significa que você está presente para o que sente.
O que a data revela não é o seu estado civil. É a qualidade da relação que você tem consigo mesmo.
O que o dia 12 costuma trazer à tona em você? 👇

📚 Cacioppo, J. & Patrick, W. (2008). Loneliness: Human Nature and the Need for Social Connection.
Hayes, S. et al. (2012). Acceptance and Commitment Therapy. Guilford Press.
Meyer, I. H. (2003). Minority Stress Theory. Psychological Bulletin. by @fabianoselo
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4 months ago
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Já reparou como a galera LGBT tá cada vez mais presente nos jogos, nos barzinhos, nos stories com a camisa da seleção? ⚽🏳️‍🌈

Isso não é coincidência. É pertencimento. É ocupação de espaço. É saúde mental em movimento.

👇 Você já foi assistir um jogo com a galera?

📚 Referências
•	Tajfel & Turner (1979) — Teoria da Identidade Social
•	INCT do Futebol — Futebol e pessoas LGBTQIAPN+: algo mudou entre as duas copas? (2026)
•	Iris Publishers — Psychological Benefits of Participation in LGBTQ Sport (2024)

📸 @duo.creativelab by @fabianoselo
5
4 months ago
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Caio, de Quinze Dias, não está no armário porque não se conhece. Está porque conhece muito bem o ambiente em que vive, e sabe o que esse ambiente é capaz de fazer com o que ele tem de mais verdadeiro.

A psicologia clínica há muito tempo deixou de tratar o armário como problema individual de coragem. A pesquisa de Ilan Meyer sobre Minority Stress mostra que a decisão de revelar ou ocultar a identidade sexual é uma avaliação cognitiva de risco consciente ou não. O sistema nervoso calcula, a partir de experiências reais e concretas, se o ambiente é seguro o suficiente para a revelação. Quando não é, guardar não é patologia. É proteção.

Winnicott descreveu o Falso Self como uma estrutura que se forma quando o ambiente original, quase sempre a família, não oferece condições para que o self verdadeiro apareça sem ameaça. O falso self não é mentira. É adaptação. É o que sobra quando existir autenticamente tem custo demais.
O que torna o caso de Caio clinicamente sofisticado, e humanamente devastador, é que sua mãe não é uma vilã. Ela ama o filho. Mas o amor que oferece tem uma condição implícita que nunca foi dita em voz alta: desde que você caiba no que eu consigo aceitar. E Caio, como toda criança que precisa do amor de quem tem, aprendeu a caber.

Continua nos comentários… by @fabianoselo
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4 months ago
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Aleatoriedades & memórias by @fabianoselo
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4 months ago
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Há uma frase em Quinze Dias, de Vitor Martins, que parece simples e carrega um dos diagnósticos mais precisos que a ficção já fez sobre saúde mental: “Acho que eu sempre me mantive tão ocupado tentando não ficar mal que acabei esquecendo de tentar ficar bem.”

Na psicologia, isso tem nome técnico. Martin Seligman, fundador da Psicologia Positiva, passou décadas questionando por que a ciência psicológica estava quase inteiramente focada em reduzir sofrimento, e quase nada em construir florescimento. Ele chamou isso de viés para o negativo: tratamos a ausência de doença como se fosse sinônimo de saúde. Não é.

A Terapia de Aceitação e Compromisso distingue dois modos de vida que se parecem mas são opostos: o modo de controle experiencial, onde a pessoa organiza a existência inteira para evitar o que dói, e o modo orientado por valores, onde a pessoa age em direção ao que importa mesmo na presença do desconforto. Felipe estava preso no primeiro. Sabia desviar. Não sabia ainda em direção a quê ir.

Para pessoas que cresceram em ambientes de rejeição, seja por corpo, por sexualidade, por qualquer marcador que o mundo decide punir, o modo de sobrevivência se instala tão cedo que se torna invisível. A terapia de Felipe não estava errada. Estava incompleta. Porque curar não é só reduzir o que machuca. É descobrir o que nutre.

A pergunta que o livro deixa, e que a clínica também faz, não é “o que você está evitando?” É: “Em direção a quê você quer se mover?”
Você tem vivido para não afundar ou para de fato nadar? 👇

📚 Seligman, M. E. P. (2011). Flourish. Free Press.
Hayes, S. et al. (2012). Acceptance and Commitment Therapy. Guilford Press.
Fredrickson, B. (2009). Positivity. Crown Publishers.
Martins, V. (2017). Quinze Dias. Globo Alt. by @fabianoselo
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4 months ago
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Maio passou como passam as coisas boas: sem pressa, mas deixando marcas.

Entre encontros, movimentos, risos e caminhos compartilhados, ficou aquilo que realmente importa: a vida acontecendo. by @fabianoselo
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4 months ago
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