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🖥 Somos um laboratório de pesquisa especializado em temas associados à violência e conflitos sociais. Confira o Mapa Histórico dos Grupos Armados👇🏾
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O Geni-UFF e o @fogocruzadobr acabam de lançar uma nova atualização do Mapa Histórico dos Grupos Armados do Rio de Janeiro, que reúne dados qualificados sobre o controle e a influência exercidos por facções e milícias em favelas, conjuntos habitacionais e sub-bairros da Região Metropolitana. 

A nova versão da pesquisa aprofunda a análise ao diferenciar controle e influência e ao identificar duas formas de expansão, colonização e conquista, permitindo entender com mais precisão como esses grupos se territorializam e disputam áreas. Com metodologia aprimorada, validação externa e base de dados extensa, o mapa se torna ainda mais rigoroso e detalhado.

👉🏼 Produzir e divulgar esses dados é essencial para compreender o avanço territorial armado e subsidiar políticas públicas capazes de enfrentar o problema com eficiência e foco na preservação de vidas. Acesse já o mapa, a versão completa está disponível no link da bio! by @geni.uff
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10 months ago
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Já parou para pensar qual o tamanho da área dominada por grupos armados na Região Metropolitana do Rio de Janeiro? E qual a parcela da população que vive com medo, sob o domínio desses grupos? Entre milícias, Comando Vermelho, Terceiro Comando Puro e Amigos dos Amigos, quem está dominando o Rio? Foi preciso criar um mapa para explicar a geografia da criminalidade.

A nova versão do Mapa dos Grupos Armados foi apresentada essa semana pelo Fogo Cruzado e o @geni.uff, a partir dos dados do @disquedenunciaRJ. Clique no link da bio para conhecer o mapa!

O Mapa foi produzido com apoio da @bollbrasil e da @opensocietyfoundations. O @newspista é parceiro do projeto. taken in Rio de Janeiro, Rio de Janeiro by @geni.uff
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4 years ago
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Um estudo inédito do GENI/UFF, lançado hoje (5), mostrou que a letalidade policial no Rio de Janeiro é tratada com impunidade! Apenas duas das 27 operações que resultaram em grande número de óbitos foram denunciadas pelo Ministério Público à Justiça, sem que nenhuma delas tenha passado da fase de instrução e julgamento. Outras duas foram arquivadas. O levantamento apresenta um novo termo para denominar a matança. Diante do número cada vez maior de óbitos nas operações, os pesquisadores estabelecem uma nova classificação: as mega chacinas, quando há oito ou mais mortos. Ocorrências com três ou mais mortes são denominadas genericamente como chacinas.

Elaborado pelo pesquisadores Daniel Hirata, Carolina Grillo, Renato Dirk e Diogo Lyra, o relatório “Chacinas Policiais: Estatização das Mortes, Mega Chacinas Policiais e Impunidade” mostrou que um terço dessas 27 mega chacinas se concentram no período de 2020-2022: a mais letal (Jacarezinho, com 27 mortos civis, em maio de 2021), a segunda mais letal (Penha, com 23 mortos, em maio de 2022) e a quarta mais letal (Alemão, com 16 mortos, em julho de 2022). 

Segundo o estudo, polícias foram responsáveis por 35,4% da letalidade na Região Metropolitana do Rio nos últimos três anos – ou seja, mais de um terço das mortes violentas ocorridas foram decorrentes de ações policiais. Em 2013, ano menos letal da série analisada, o percentual foi 9,5%.

Para os pesquisadores do Geni/UFF está em curso na Região Metropolitana do Rio de Janeiro um processo de estatização das mortes associado à produção de mega chacinas, uma vez que as forças policiais vêm impulsionando as mortes e atuando em operações altamente letais. Confira o relatório completo no link na nossa bio!

Apoio: @bollbrasil by @geni.uff
5
3 years ago
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O enfrentamento ao crime organizado não se limita às operações policiais. Também passa pela identificação e interrupção dos fluxos financeiros que sustentam suas atividades.

A lavagem de dinheiro permite que recursos de origem ilícita circulem pela economia formal, dificultando o rastreamento e favorecendo a continuidade das atividades criminosas.

No capítulo 6 da publicação Criminalidade Organizada: Diagnóstico e Políticas Públicas e Legislativas, Davi Tangerino, Vladimir Aras e Victor de Freitas analisam os avanços brasileiros na prevenção aos crimes financeiros e os desafios impostos pela expansão das fintechs, das apostas online e dos ativos virtuais.

O estudo destaca a necessidade de fortalecer a fiscalização, ampliar a transparência e integrar tecnologias e instituições para identificar e interromper os fluxos financeiros ilícitos.

A publicação integra o projeto Pensando o Direito, desenvolvido em parceria entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o GENI-UFF. Acesse já, o link tá na bio! by @geni.uff
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3 days ago
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O avanço do crime organizado na América Latina e os desafios impostos pela expansão do Tren de Aragua serão tema de debate nesta sexta-feira (16), das 14h às 17h, no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS/UFRJ), no Centro do Rio.

O encontro contará com a participação de José Luis Pérez Guadalupe, sociólogo, criminólogo e professor da Universidad del Pacífico, no Peru.

O evento é organizado pelos professores Luana Martins e Lucas Pedretti, do PPGS/UFRJ em parceria com Carolina Grillo, coordenadora do GENI/UFF.

Confira as informações:

Local: Sala 109 – Evaristo de Moraes (IFCS/UFRJ)
Endereço: Largo São Francisco de Paula, 1 – Centro, Rio de Janeiro
Data: 16 de outubro, sexta-feira, das 14h às 17h. by @geni.uff
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5 days ago
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Combater as milícias também passa por garantir direitos, fortalecer o controle democrático das forças de segurança e assegurar que nenhuma população viva sob o poder das armas! by @geni.uff
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10 days ago
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Segurança pública é um dos temas centrais do debate eleitoral. Mas problemas complexos não têm respostas simples.

Há anos, pesquisas do GENI-UFF ajudam a dimensionar alguns dos principais desafios da segurança pública no Rio de Janeiro: o controle territorial exercido por grupos armados, os impactos das operações policiais, a circulação de armas, os mercados ilegais e os efeitos da violência armada sobre direitos básicos.

Às vésperas das eleições, reunimos alguns desses dados para ajudar a qualificar uma pergunta fundamental: o que uma política de segurança pública precisa enfrentar? by @geni.uff
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15 days ago
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A operação da Polícia Militar realizada hoje (28) no Complexo da Maré deixou, até o momento, três mortos e 13 feridos. Entre os feridos estão uma criança de 12 anos, um adolescente de 15 anos e um policial militar. O adolescente foi baleado e a criança foi atingida por estilhaços de uma granada.

A operação começou durante a madrugada, em uma região onde ocorriam festas de Cosme e Damião e onde muitos moradores ainda retornavam para casa. Relatos apontam que a entrada dos veículos blindados foi seguida por intensas trocas de tiros e correria. Os efeitos da operação, porém, não se limitam aos números de mortos e feridos.

Quarenta e uma escolas municipais e duas estaduais não funcionaram. Quatro unidades de atenção primária suspenderam o atendimento. Moradores tiveram sua rotina interrompida e milhares de pessoas foram expostas aos riscos de um confronto armado.

Para os pesquisadores do Geni-UFF, operações policiais em áreas densamente povoadas têm produzido repetidamente um cenário de alta letalidade, interrupção de serviços públicos e riscos para moradores. O fato de crianças e adolescentes estarem entre os atingidos evidencia de forma concreta esse custo para a população.

O debate sobre segurança pública precisa ir além da contagem de armas apreendidas ou de mortos e feridos em uma operação. É preciso avaliar resultados sustentáveis: redução da violência, desarticulação das estruturas criminosas, preservação da vida e garantia do funcionamento de escolas, unidades de saúde e demais serviços essenciais.

Foto: Reprodução/Tania Regô/Agência Brasil by @geni.uff
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20 days ago
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Mudanças recentes no controle de armas no Brasil reconfiguraram o mercado ilícito e ampliaram a disponibilidade de armamentos de maior poder de fogo. É o que mostram Bruno Langeani e Carolina de Mattos Ricardo no capítulo A Nova Cadeia de Suprimentos do Crime: flexibilização, armas de maior poder de fogo e a “substituição de importações” no mercado ilícito brasileiro.

A análise combina dados nacionais de apreensões do Ministério da Justiça e Segurança Pública, entre 2021 e 2025, com informações do Instituto Sou da Paz. Os dados apontam mudanças no perfil das armas apreendidas, como o aumento relativo de pistolas e fuzis, a expansão de calibres antes restritos e a redução do intervalo entre a fabricação e a apreensão das armas, indicando maior circulação de armamentos novos no mercado ilegal.

Os autores também analisam mecanismos de desvio de armas do mercado legal, dinâmicas transnacionais e a emergência de formas de fabricação clandestina. Diante desse cenário, defendem o fortalecimento da rastreabilidade, a melhoria da qualidade dos dados, o controle dos mercados legais para evitar desvios e a integração entre os órgãos responsáveis pela fiscalização.

A proposta é deslocar o foco de apenas apreender armas para compreender e controlar os fluxos que abastecem o mercado ilícito.

O capítulo integra a publicação Criminalidade Organizada: Diagnóstico e Políticas Públicas e Legislativas, lançada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com o Geni-UFF, o Fórum Brasileiro de Segurança Pública e o Instituto Fogo Cruzado.

Leia o capítulo completo. Link na bio. by @geni.uff
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23 days ago
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No dia 29 de setembro, o evento Caminhos do Rio promove um debate sobre a atual agenda de segurança urbana na cidade, com discussões sobre a criação da Força Municipal, a modernização da Guarda, o uso de dados, o ordenamento urbano e a articulação entre diferentes áreas da administração pública.

A coordenadora do Geni-UFF, Carolina Grillo, participa do encontro, contribuindo para o debate sobre segurança pública e as transformações em curso na cidade.

29 de setembro, às 9h30
Hotel Hilton Rio de Janeiro
Av. Atlântica, 1020, Copacabana

O evento é aberto à participação do público. Inscreva-se em https://oglobo.globo.com/projetos/caminhosdorio/ by @geni.uff
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25 days ago
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Já falamos por aqui que o Rio de Janeiro foi um dos estados com maior letalidade policial no país na última década. Essa tendência foi interrompida apenas durante a vigência das medidas cautelares determinadas pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito da ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, que estabeleceu restrições e mecanismos de controle sobre as operações policiais. Após o julgamento final da ADPF 635, no ano passado, a letalidade voltou a crescer.
 
O estado passara antes por um processo de enfraquecimento dos mecanismos de controle sobre a atuação das forças de segurança, com o esvaziamento ou a extinção de órgãos importantes.

Para os pesquisadores do Geni-UFF, o que aconteceu no RJ evidencia um problema estrutural que ultrapassa as fronteiras do estado: a fragilidade dos mecanismos de controle interno e externo das polícias.

Quando não existem estruturas independentes capazes de investigar abusos e acolher denúncias, o controle sobre a atividade policial fica limitado. E denunciar agentes de segurança pode representar um risco e gerar temor justamente entre as pessoas mais afetadas pela violência policial.

Experiências internacionais mostram que existem outros caminhos. Na Jamaica, a criação da Comissão Independente de Investigações (Indecom), em 2010, foi seguida por uma redução de 50% nas mortes provocadas por policiais em seis anos. Em Nova York, um órgão civil independente recebe denúncias contra agentes de segurança desde a década de 1950.

Mais do que investigar casos individuais, mecanismos autônomos de controle podem contribuir para aumentar a transparência, fortalecer a responsabilização e criar condições para que a sociedade participe da fiscalização das instituições responsáveis pelo uso da força.

No debate sobre segurança pública, uma questão permanece central: quem fiscaliza quem exerce o poder de usar a força em nome do Estado? by @geni.uff
14
a month ago
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E se você pudesse saber qual grupo armado controla o seu bairro?

O Mapa Histórico dos Grupos Armados do Rio de Janeiro mostra onde facções e milícias controlam territórios, como esse domínio se expandiu e os impactos sobre a vida cotidiana.

Confira o mapa e o estudo completo do GENI/UFF e do Instituto Fogo Cruzado. by @geni.uff
4
a month ago
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