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fotógrafa, professora e apreciadora de pokémon
@fogoemfilme
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15 anos te mantendo por perto, não importa onde for by @hereisgabrich
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3 days ago
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lula no rio | encerramento da campanha | domingo é 13 ⭐️ by @hereisgabrich
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7 days ago
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carnalula | 27.09 | último fim de semana antes das eleições taken in Copacabana, Rio de Janeiro by @hereisgabrich
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11 days ago
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botafogo em cor e em preto e branco, mas sempre em filme taken in Estádio Nilton Santos by @hereisgabrich
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20 days ago
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sobre sonhos que eu nem sabia que eram possíveis: apresentei meu projeto fotográfico no @festfotosaopaulo e isso só foi possível porque tenho pessoas incríveis junto comigo. taken in Paranapiacaba by @hereisgabrich
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a month ago
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ontem o instagram desabilitou minha conta de fotografia (fogoemfilme) permanentemente. criei ela no início de ano passado com o intuito de fotografar mais e acabei ganhando amigos e uma comunidade incrível de fotógrafos (de futebol ou não, de analógico ou não). lá eu lancei meu primeiro projeto de fotografia, idealizado por mim do início ao fim (e que acabou sendo deletado também) e graças a ela, estou indo falar sobre esse mesmo projeto no festival de fotografia de paranapiacaba esse fim de semana. por isso, estou deixando um pouco do que foi e é esse projeto, que vou deixar disponível em sua forma completa no link da minha bio para que todo mundo ainda possa ler as histórias lindas que essas pessoas confiaram a mim. by @hereisgabrich
29
a month ago
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O amor de Gabriella pelo futebol começou “do nada”. No jardim de infância, ela desenvolveu um fascínio pelo Vasco mas, por causa do receio dos pais, só foi em seu primeiro jogo na adolescência. Foi apenas adulta, com seus 20 anos, que Gabriella começou a se envolver mais com o time. “Entrei em uma organizada e foi onde eu comecei a viver o Vasco pra além do jogo.”

A escolha pela Guerreiros do Almirante foi, também, uma escolha política. “Quando eu ia ao estádio, eu ia completamente sozinha. Minha escolha pela GDA veio tanto por saber que eles tinham uma abertura política para você ser uma pessoa de esquerda dentro da torcida quanto pra você só ser mulher e ser gay.” Hoje, Gabriella é liderança dentro da GDA e ajuda a construir uma arquibancada mais inclusiva. “Se alguém puxa uma música homofóbica, nós da GDA, nossa banda, para de tocar. A gente deixa a música morrer na arquibancada como forma de constrangimento.” O envolvimento de Gabriella com o Vasco fez com que sua noiva, Caroline, também abraçasse o time cruzmaltino. “A partir do momento que eu comecei a viver o Vasco, é difícil ela não viver o Vasco comigo.”

Quando criança, Caroline ficava ansiosa ao tentar falar de futebol com os colegas e isto fez com que ela se afastasse do esporte. Sua reaproximação veio a partir do relacionamento com Gabriella. “O Vasco é um amor que eu ganhei pelo casamento.”

Hoje, Caroline frequenta São Januário junto com Gabriella e diz que a sexualidade delas não é uma questão. “Eu acho que é um contrassenso como eu me sinto confortável em ser gay no estádio. É um dos lugares onde a gente mais se sente confortável de estar junta como casal. E eu esperava que fosse ao contrário. Nunca houve um momento de constrangimento. Não é uma informação [a sexualidade] que é ignorada sobre você e você ta naquele espaço como se isso não existisse. Você faz parte, isso é reconhecido e isso não é um problema. Assim como a Gabi usa óculos, ela é gay e tem a esposa dela.” by @hereisgabrich
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3 months ago
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Minha conversa com a Beatriz foi embalada por gritos da torcida do Botafogo (e nossos, consequentemente) durante o jogo de ida contra a Chapecoense na Copa do Brasil. Assistindo ao segundo tempo, Beatriz falou sobre como sempre jogou futebol, mas seu interesse pelo esporte sempre foi repreendido como “coisa de sapatão”. “Quando eu era criança eu nunca entendia muito isso. Eu só gostava do esporte, eu só gostava de brincar, pra mim era só isso.”

Bia nunca se identificou com o time que sua família torcia e foi apenas na adolescência, ao pesquisar sobre a história do Botafogo, que ela começou a se enxergar na estrela solitária. “Eu acho que toda a história do Botafogo me fez ficar entusiasmada com o esporte em si. E foi uma forma que eu encontrei de me conectar com a minha madrinha”. Beatriz chegou a ganhar um sorteio para assistir ao filme de Heleno de Freitas, ídolo alvinegro, ocasião na qual levou a madrinha.

O futebol passou a ter um papel ainda maior em sua vida a partir do relacionamento com sua esposa, que foi expulsa de casa pelo pai ao assumir o relacionamento com Beatriz. O amor pelo futebol e pelo Botafogo possibilitou a reconstrução da relação com o sogro. “Hoje o Botafogo é muito importante na manutenção dessa relação que a gente tem. Hoje eu saio sozinha com o meu sogro pra ir em jogo do Botafogo e é incrível isso. Eu nunca imaginei que ele ia ser a pessoa que tem orgulho de dizer pros amigos que eu sou a nora dele. E tudo isso por causa do Botafogo.” taken in Estádio Nilton Santos by @hereisgabrich
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4 months ago
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Sofia vem de uma família que não tem uma grande relação com o futebol. Sua primeira lembrança de Copas do Mundo é de 2006, onde lembra de criar uma admiração pelo goleiro Rogério Ceni. Apesar disso, o Flamengo sempre permeou o seu imaginário. “O rubro-negro sempre me chamou muita atenção. E a minha tia, que sempre foi a minha pessoa favorita da família, é rubro-negra.”

Foi apenas ao sair de casa para ir morar com a agora ex-namorada que Sofia passou a acompanhar o Flamengo assiduamente. “Algo que era muito escamoteado na minha vida passou a vir como algo muito forte. Eu passei a acompanhar os jogos com ela e aquilo foi me tomando de um jeito que eu jamais imaginei que eu pudesse ter com qualquer esporte. [...] Acho que tem uma beleza de eu ter passado a ser a flamenguista que eu sou hoje a partir de uma relação que eu tive com uma outra mulher.”

Agora, todas as semanas Sofia se junta com a amiga com quem mora, tricolor, para assistir aos jogos de Flamengo e Fluminense. “O que eu acho muito bonito do futebol são as relações que eu construí a partir disso e como isso molda nossas relações sociais, sabe? Muitas vezes a rivalidade fica de lado nesse sentido né, você tá ali junto pela felicidade do outro mesmo que você odeie aquele outro time.” taken in Estádio Ronaldo Luis Nazário de Lima by @hereisgabrich
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4 months ago
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Numa manhã de sábado, eu e Thalita adentramos a visitação do Estádio Mário Filho enquanto sua mãe e sua irmã se juntavam aos corredores matinais ao redor do estádio. Era um Maracanã um pouco diferente ao que ela está acostumada, com as arquibancadas vazias e apenas a sua camisa do Fluminense à vista.

Sua história com o futebol começou em 2022, em um momento complicado da sua vida. O futebol acabou se tornando um refúgio mental, algo que a fazia desligar a cabeça. Sua escolha pelo Fluminense inicialmente se deu para contrariar o pai, flamenguista. “Meu pai não aceitava muito bem o fato de eu ser lésbica e a gente ficava numa guerra fria. Eu escolhi o Fluminense pra contrariar ele e acabou que eu me apaixonei. Hoje a gente assiste FlaxFlu juntos.” Seu primeiro jogo em estádio foi a despedida do Fred, ídolo tricolor, onde se emocionou e decretou “é isso!”. A partir daquele momento, passou a acompanhar o tricolor religiosamente.

Apesar de acreditar que frequentar o estádio com a família a protegeu do preconceito, Thalita relata que já presenciou homofobia nas arquibancadas. “Eu já vi um pedido de casamento de um casal sáfico e muita gente tava comemorando mas tinha uma parte da galera do meu lado falando mal, jogando coisa em cima delas. [...] Ainda é um espaço que ainda é hoje em dia muito preconceituoso, muito machista.” taken in Maracanã A Casa Do Fluminense by @hereisgabrich
10
4 months ago
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Eu e Amanda nos encontramos no intervalo de Botafogo x Chapecoense pela Copa do Brasil. Aos gritos de “dá-lhe, dá-lhe meu Fogão”, Amanda conta como herdou a paixão pelo Botafogo e pelo futebol de sua tia. “Minha tia me ensinou a amar o Botafogo, a amar o esporte no geral. Na minha adolescência eu passei a vir pro estádio sozinha, depois vinha com amigos. Entrei pra uma organizada na época, participei de eventos, de elaborações de músicas... E é muito gostoso.”

Apesar da paixão, ela reconhece que a relação dos clubes com a pauta LGBT+ ainda não é ideal. “Os clubes deixam muito a desejar em relação ao respeito a sexualidade do outro, principalmente em relação as torcidas. Eles não apoiam a causa, eles não se empenham a educar e a influenciar o restante da torcida a ter um respeito a sexualidade que difere da heterossexual. A gente ama como qualquer outro, então a gente deveria ter o respeito como qualquer outro.” 

A falta de apoio, somada ao medo da violência no Rio de Janeiro fizeram Amanda desistir de frequentar certos jogos. “A violência contra a mulher já é imensa, mas contra a mulher LGBT, ela é o triplo. Então a gente infelizmente deixa de se divertir e ir pro estádio porque a gente sabe que não vai ter esse apoio tanto do clube quanto do Estado.” taken in Estádio Nilton Santos by @hereisgabrich
21
4 months ago
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Encontrei Manfrini e Gabriel no Estádio do São Cristóvão em uma segunda-feira. Quem nos recebeu foi o historiador do clube, Paulo Jorge, que nos apresentou as dependências e a sala de troféus, contando um pouco da história do São Cristóvão.

Botafoguense, Manfrini sempre teve o futebol como parte de sua vida, a começar pelo nome, deixado como herança por seu avô. “Meu avô era torcedor do Atlético Mineiro e quando ele descobriu que seria avô, ele sonhou que ia ter um neto botafoguense e deixou esse nome pro meu pai.” Manfrini, então, foi batizado com o nome do meio-campista que atuou no alvinegro no final dos anos 1970. 

No entanto, por causa de seu jeito afeminado e preconceitos sofridos na infância, o futebol acabou sendo deixado de lado. “Na terapia, eu resgatei esse amor.” De aniversário, Manfrini se deu de presente uma ida ao Nilton Santos na caravana da torcida Fogoró, onde se sentiu acolhido. Dali em diante, passou a frequentar os jogos e fez seu cadastro na organizada. “Eu fui vendo que eu não estava sozinho, que tinham outras pessoas que também queriam viver isso. Eu comecei a trabalhar a questão de acolhimento de LGBT+ dentro do estádio.”

No dia anterior, Manfrini havia levado Gabriel em seu primeiro jogo do Flamengo no Maracanã. O relacionamento com Manfrini fez Gabriel redescobrir o amor pelo esporte. “Na minha cabeça, eu pensava que ser LGBT, ir em estádio, no jogo em si, não era o lugar que eu me sentia acolhido.” As experiências com a torcida organizada que Manfrini faz parte, no entanto, fizeram Gabriel mudar de ideia. “A torcida me acolheu de uma tal forma, mesmo eu não sendo botafoguense, que reativou uma emoção que eu não sentia há muito tempo, sabe? [...] Ter ido no jogo e perceber que desconhecidos me acolheram me fez perceber que, mesmo sendo LGBT, eu tenho um lugar ainda pra participar dos jogos.” taken in Estádio Ronaldo Luis Nazário de Lima by @hereisgabrich
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4 months ago
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