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escrevo umas coisas, leia as legendas.
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@jess.terapias
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Pela Democracia 🇧🇷

#lulapresidente2026 #lula13 #lula by @jess.coura
56
a day ago
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#tbt da melhor época do ano.
fotografias lindas pela @n0sefia by @jess.coura
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17 days ago
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Quem é você quando se apaixona? Sabe aquelas paixões que tiram a gente do eixo, do prumo? Vi uma entrevista do Ney Matogrosso em que ele fala que, quando está apaixonado, se torna tudo aquilo que não gosta de ser. E eu acho isso interessante porque existe mesmo uma espécie de perda de identidade na versão apaixonada da gente. Afloram sentimentos que, em condições normais, a gente provavelmente chamaria de “ruins”: ciúme, possessividade, insegurança, uma certa loucura. Uma espécie de descontrole. Tem também a parte física, que é quase ridícula: frio na barriga sem fim misturado com uma leveza de quem está levitando ou andando sobre nuvens durante boa parte do dia. Pupilas dilatadas, LSD pra quê? E nem precisa falar da falta de senso crítico, porque quando a gente se apaixona o outro vira praticamente a Paola Oliveira. A pessoa pode fazer qualquer coisa e, de algum jeito, a gente encontra uma justificativa e, ainda, um encantamento. Idealiza 101% do tempo, fica ansioso, inseguro, disponível demais, pensando demais e, ainda assim, achando tudo ótimo. Diante de tudo isso que a gente já sabe, como é que ainda nos disponibilizamos para esse estado? Ou melhor: por que buscamos incessantemente esse estado, esse lugar, essa pessoa? Eu, em estado de paixonite, fico 100% disposta, 100% querosa. Querosíssima da vida. Um ser desejante em todas as esferas possíveis e impossíveis. Todo lugar é legal, qualquer distância é pequena, qualquer programa parece uma boa ideia, tudo vale a pena. Amanhã a gente vê. Lida com a consequência. Na verdade, esse amanhã provavelmente é quando a paixão acaba. E aí a gente volta para o eixo, recupera o prumo. Já li que isso dura, em média, dois anos. Tempo suficiente para fazer bastante merda com um sorriso no rosto. by @jess.coura
45
19 days ago
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Tem alguma coisa de exageradamente humana nas primeiras vezes. A gente espera, imagina, cria cenário, sente ansiedade, medo, tesão, expectativa, ensaia até o que vai dizer e, quando finalmente acontece, o que pode ser ótimo, uma merda ou só uma coisa que aconteceu. A primeira vez que eu amei, que me apaixonei, que não fui correspondida, que me frustrei, que me achei bonita, que passei batom vermelho e me senti perigosamente adulta, que gostei do meu cabelo cacheado, que usei salto alto e descobri que beleza também pode cobrar juros, a primeira vez que chorei muito, copiosamente, sem nenhuma dignidade, que tive uma melhor amiga, que briguei com ela e descobri que amizade também termina, que namorei, que terminei, que saí sozinha com minhas amigas para uma balada e percebi que ninguém estava prestando tanta atenção em mim quanto eu imaginava, a primeira vez que entendi que minha mãe, antes de ser minha mãe, era uma mulher, com vontades, desejos, medos, escolhas e uma vida que não começou comigo. A primeira vez que entendi que eu também sou uma mulher e que isso não tem nada a ver com saber exatamente quem eu sou, aliás, quase nunca tem. E o mais absurdo é que, depois de passar por tudo isso, a gente sente falta do frio na barriga. Daquele instante em que ainda não sabe se vai dar muito bom ou muito ruim. A primeira vez tira a gente do lugar. Mesmo assim, depois que passa, a gente começa a procurar outra situação nova que faça o corpo esquecer por alguns minutos tudo o que ele já sabe. Eu ainda quero muitas primeiras vezes, tendo a certeza de que vão ser lindas e tbm péssimas. Mas isso nunca impediu ninguém de querer descobrir. by @jess.coura
18
a month ago
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pack de conversa fiada by @jess.coura
23
a month ago
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“Feliz pelo que ainda não veio
E saudades do que nem foi
Esperando o melhor dos agoras
Nem temos o antes e já queremos o depois”

@nacaozumbioficial by @jess.coura
8
a month ago
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ENCOMENDAS NO LINK NA BIO - CIGARRAÇO DE GALA - dia 22 de agosto vai rolar o cigarraço de gala com 8 horas de funk de BH e teremos como atração principal @djvitindopc além dos DJs: @joao3m031 , @maria.deejay , @djlailaouai , @djzicaa , @bellamelinaaa , @dj.billbh e @djdhsheik . Já separa seu look! Te espero dia 22 de agosto as 14 horas. by @jess.coura
82
2 months ago
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Tentando fazer um clipe triste no metrô de Paris. by @jess.coura
14
2 months ago
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♥️

@umcertopontodevista by @jess.coura
18
2 months ago
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horizontais. by @jess.coura
10
4 months ago
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Eu passei boa parte da vida acreditando que, se me esforçasse o suficiente, conseguiria evitar certas dores. Havia uma lógica silenciosa sustentando meus dias: trabalhar mais, pensar mais, me antecipar mais. Como se a vida fosse uma equação e eu só precisasse encontrar a variável correta para finalmente descansar. Não funcionou.

Em algum momento, que não sei localizar exatamente no tempo, me vi sentada diante de algo que passei anos tentando contornar: o desamparo. Não a tristeza, não a frustração. O desamparo. A percepção desconfortável de que existem situações para as quais não há competência, planejamento ou maturidade que deem conta. Foi estranho perceber isso. Eu, que sempre me interessei tanto pelos afetos humanos, nunca tinha parado para olhar para esse em particular. Talvez porque ele seja indigesto. O desamparo nos lembra de algo que passamos a vida tentando esquecer: não estamos no controle.

A ansiedade, pelo menos a minha, sempre teve menos a ver com o futuro e mais a ver com uma tentativa desesperada de negociação com a realidade. Eu corria porque acreditava que, se fosse rápida o bastante, chegaria antes do problema. Em certos momentos, somos apenas isso: pequenos. Curiosamente, foi quando aceitei essa pequenez que algo em mim começou a se acalmar.

Penso que amadurecer tenha menos relação com se tornar forte e mais com aprender a sustentar o próprio desamparo sem precisar transformá-lo imediatamente em solução. by @jess.coura
7
4 months ago
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A menina que eu fui anda por aí. Aqui, em mim, ela não mora mais em tempo integral. Aparece de vez em quando, geralmente quando estou machucada. Surge nos dias em que alguma falta pesa, quando o medo faz mais barulho do que deveria ou quando a vida parece exigir de mim uma coragem que não encontro imediatamente esses momentos, procuro por ela. Procuro porque lembro da sua coragem e da sua ausência de medo - que, para mim, são coisas diferentes. Coragem é seguir apesar do medo. Ausência de medo é simplesmente não precisar enfrentá-lo. E aquela menina tinha os dois. Tinha também um olhar doce e firme, uma confiança quase desconcertante para alguém tão jovem.

Passo boa parte da vida tentando trazê-la de volta. Ou talvez tentando ser ela outra vez. Ser ela. Ser eu. Às vezes me pergunto em que momento aconteceu a ruptura entre nós duas. Ou se houve apenas uma. Talvez tenham sido várias, pequenas e silenciosas, espalhadas pelos anos.

Existe uma lembrança que sempre retorna. Talvez porque exista fotografias dela. Estou na borda de uma piscina, prestes a largar para uma prova de 100 metros medley em um campeonato estadual. O que mais me chama atenção hoje não é a competição, nem o resultado. É a expressão daquela menina. A serenidade. A confiança. Ela simplesmente ia. Não existiam cenários imaginários de fracasso. Não existiam planos de contingência. Não existia o desgaste dos “e se”. Ela apenas fazia o que precisava ser feito. E, na maior parte das vezes, dava certo.

[continua] by @jess.coura
11
4 months ago
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