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Acadêmica 📚
Falo sobre mulheres na sociedade, livros, ciência e qualquer outra coisa que eu estiver a fim.
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💌 Lembrete by @luagrazim
34
a day ago
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@useturmalina__ ✨🧚‍♀️
Cupom: LUAGRAZIM by @luagrazim
18
5 days ago
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Bem-educadas, malcomportadas.

Essa é a primeira publicação da Mal Comportadas, uma comunidade para mulheres curiosas, questionadoras e levemente inconvenientes.

Começamos com uma linha do tempo que surgiu nos comentários do meu vídeo “Necessário × Desejado”. Vocês foram lembrando direitos que pareciam antigos, e eu fui checar cada data.

Até 2023, uma mulher casada precisava da assinatura do marido para fazer laqueadura. Até 2002, o casamento podia ser anulado se o marido descobrisse que a esposa não era virgem. E o plenário do Senado só ganhou banheiro feminino em 2016.

Comparar com outros países deixa a distância mais nítida. A Nova Zelândia garantiu o voto às mulheres 39 anos antes do Brasil. O Uruguai aprovou o divórcio 70 anos antes de nós. E as trabalhadoras domésticas, em sua maioria mulheres negras, esperaram 70 anos pelos direitos que os outros trabalhadores tinham desde 1943.

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Fontes
 Código Eleitoral de 1932 (TSE) · Decreto-Lei 3.199/1941 · Lei 4.121/1962 · Lei 6.515/1977 · Constituição Federal de 1988, arts. 5º e 226 · Código Civil de 2002 · Lei 11.106/2005 · Lei 11.340/2006 · CLT de 1943 e EC 72/2013 · Lei 13.104/2015 · Senado Verifica · Lei 14.443/2022 · STF, ADPF 779 (2023) · Governo da Nova Zelândia (NZHistory) · Leis do divórcio do Uruguai (1907)
Links completos da fontes no primeiro comentário. by @luagrazim
25
3 days ago
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Adendo importante: mulheres negras e pobres sempre trabalharam no Brasil, muito antes de qualquer lei. Quando falo de 1962, não falo de quem podia trabalhar. Falo de direitos garantidos por lei. Foi o Estatuto da Mulher Casada que deixou de tratar a mulher casada como “relativamente incapaz”, e ela passou a poder trabalhar, abrir conta e viajar sem autorização do marido. E trabalhar nunca foi o mesmo que ter direitos: as trabalhadoras domésticas, em sua maioria mulheres negras, só conquistaram a carteira assinada em 1972 e a maior parte dos direitos trabalhistas em 2013.

No último vídeo, a maior discussão foi sobre dinheiro: “na prática, mulher ainda quer homem com grana” × “tem homem que só tem dinheiro a oferecer”.

Os dois lados erram no mesmo ponto: tratam necessidade e preferência como se fossem a mesma coisa. Durante muito tempo, escolher um homem foi uma questão de sobrevivência. Hoje é preferência, e preferência não é dependência.

Sobre o estudo: pesquisadores publicaram este ano na PNAS, revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, um experimento com 602 pessoas. Os participantes foram colocados numa sociedade virtual e sorteados para 45 cenários econômicos diferentes. Em cada um, mudava a renda da própria pessoa e quem ganhava mais, homens ou mulheres. Depois, eles avaliaram o que queriam num parceiro.

O resultado: quando as mulheres tinham mais recursos que os homens, a diferença entre os sexos na preferência por parceiros ricos desapareceu. E quem tinha menos renda, homem ou mulher, dava mais peso ao dinheiro do parceiro. Ou seja, o peso do dinheiro na escolha acompanha a necessidade, não uma “natureza interesseira”. O estudo mede preferências declaradas num cenário simulado, não relacionamentos reais, mas é uma pista forte do que muda quando a dependência acaba.

Fonte: Murphy, M., Harmon-Jones, S. K., Harrington, A. G., Brooks, R. C. & Blake, K. R. (2026). Partner preferences for resources adapt to income and gender economic inequality. PNAS, 123(12), e2527295123. by @luagrazim
351
22 days ago
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🌟 taken in Ilha da Magia - Floripa by @luagrazim
19
11 days ago
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Tem gente na internet dizendo que o voto feminino acompanha o do marido, que pode ser perigoso, que mulher não sabe votar. Fui atrás e encontrei uma coisa que quase ninguém comenta. Nada disso pode ser provado, porque o voto é secreto.

E essa desconfiança sobre a escolha da mulher é antiga. Em 1932, quando o voto chegou pra gente, ele era obrigatório pros homens e opcional pras mulheres. Na prática, a decisão de votar muitas vezes nem era nossa. O voto só ficou igual pra todo mundo em 1965. Faz pouco mais de 60 anos.

É interessante pensar que o mesmo segredo que deixa esses comentários sem prova é o que protege a nossa escolha. 

Na cabine não entra marido, não entra mãe, não entra comentário. A decisão é sua.

Esse final de semana, das 8h às 17h. Leva documento oficial com foto e confere seu local de votação no site do TSE antes de sair. Se quiser, vai junto com quem você ama. Votar não precisa ser sozinha.

Fontes: 
 RODRIGUES, Aline Rocha. Comportamento eleitoral feminino: mulheres votam em mulheres? Revista Justiça Eleitoral em Debate, TRE-RJ, v. 10, n. 1, 2020.
 Sufrágio universal, mas... só para homens. O voto feminino no Brasil. Revista de Sociologia e Política (SciELO).
 Decreto nº 21.076, de 24 de fevereiro de 1932 (Código Eleitoral). Art. 2º e art. 121.
 Lei nº 4.737, de 15 de julho de 1965 (Código Eleitoral).
 Constituição Federal, art. 1º, parágrafo único. Todo o poder emana do povo.
 Constituição Federal, art. 14. O voto é direto e secreto.
 TSE, Por Dentro das Eleições: documentos aceitos para votar.
 Votação em 4 de outubro, das 8h às 17h, horário de Brasília. Consulte seu local no Autoatendimento Eleitoral do TSE.

#VotaMulher #MeuVotoDefine #ElasQueDecidem #ElasQueVotam @elasquedecidem by @luagrazim
26
17 days ago
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💌 Lembrete para as deusas do meu perfil 
Ib: @izzyutterson by @luagrazim
18
2 months ago
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Meus acessórios são da @useturmalina__ 
cupom: LUAGRAZIM

Fonte: d’Errico, F.; Henshilwood, C.; Vanhaeren, M.; Van Niekerk, K. (2005). “Nassarius kraussianus shell beads from Blombos Cave: Evidence for symbolic behaviour in the Middle Stone Age.” Journal of Human Evolution, 48(1), 3–24.
DOI: https://doi.org/10.1016/j.jhevol.2004.09.002

#publi by @luagrazim
34
a month ago
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Repostando essa sessão de fotos que fiz com a @brunasoldi.photos a um tempo atrás, porque é facilmente minha sessão de fotos favorita da vida. ❤️😭 by @luagrazim
55
a month ago
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No Mídias Consumidas desta semana quis trazer uma dissertação sobre um texto que a Olivia Barbulescu escreveu pro Substack dela, e que viralizou por um motivo muito simples: ela nomeou algo que muita gente sente mas poucos conseguem articular.

O argumento central dela é esse: historicamente, as mulheres precisavam dos homens para sobreviver. Não é figura de linguagem. No Brasil, até 1962, uma mulher casada precisava de autorização formal do marido para trabalhar. Autonomia financeira própria só veio na década de 1970. O casamento não era uma escolha, era uma estrutura de sobrevivência.

Dentro desse sistema, os homens aprenderam que o valor deles vinha de ser indispensáveis. Provedor, protetor, executor. E esse condicionamento nunca foi questionado, porque nunca precisou ser. Ele funcionava.

O que mudou é que as mulheres saíram desse sistema. E quando você deixa de precisar de alguém, você começa a escolher. 

Ser necessário é mais seguro do que ser desejado, necessidade é garantida, desejo pode ser retirado a qualquer momento. As mulheres passaram séculos aprendendo a ser desejáveis para sobreviver. Os homens nunca precisaram desenvolver isso. E agora as coisas mudaram.

Mas a Olivia, e eu concordo, não vê isso como uma perda. É uma expansão. A utilidade real hoje é, na maioria das vezes, emocional. Você pode não precisar que ele mova um móvel, mas pode precisar que ele se sente nesse móvel e te escute. As responsabilidades estão mudando, não desaparecendo. E isso deveria ser visto como uma evolução, não como uma ameaça.

Texto original: Olivia Barbulescu no Substack (feral woman) @oliviabarbulescu by @luagrazim
3k
4 months ago
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Recomendação da semana: “Raízes do Sagrado Feminino”, documentário novo da Carla Camurati.

O filme investiga como os textos das cinco maiores religiões do mundo, escritos e interpretados por homens, ajudaram a moldar o lugar da mulher na sociedade até hoje. Reúne pesquisadores, teólogos, rabinos, historiadores e lideranças religiosas discutindo isso com muita profundidade.

A Camurati constrói tudo isso sem tom de ataque, o convite dela é pra questionar interpretação, não fé. E é exatamente esse cuidado que torna o filme tão potente.

Pra assistir, tá disponível pela Aquarius, que no momento tem 7 dias grátis de assinatura pelo Prime Video.

@raizesdosagradofemininoo 
@vivaemaquarius by @luagrazim
109
2 months ago
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❄️ by @luagrazim
11
a month ago
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