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jornalista pitaqueiro apaixonado por cinema e televisão.
criado por @luizbarbara
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Esses dias uma jovem da cidade onde nasci postou um vídeo nas redes sociais com “opiniões”preconceituosas e criminosas. Com muitas curtidas, mensagens de apoio - e felizmente - pessoas se opondo. 

A moça então resolveu rebater em seu total direito de defesa. Em seu argumento ela diz que é “liberdade de expressão”. 

Acontece que existe muita confusão sobre liberdade de expressão. A liberdade existe quando não há qualquer crime contra o outro indivíduo. “Opinar” sobre a raça de uma pessoa é crime. “Opinar” sobre o gênero sexual de uma pessoa é crime. 

Enfim, essa introdução é só pra falar de um filme muito interessante: “O aniversário. A produção está disponível no PrimeVideo. 

A história que aparentemente começa com ares de um drama familiar ganha uma carga de suspense e horror através da chegada da namorada do filho da protagonista.

A jovem é uma intelectual que cria na universidade uma tese antidemocrática que envolve inclusive a troca da bandeira do país. 

Consequentemente ela lança um livro que vira um best-seller. O resto é o que temos visto na vida real quando a “liberdade de expressão” vira proteção para atos anticonstitucionais. 

Vale lembrar também que intolerância religiosa também é crime, viu?! by @obarbaraviu
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15 days ago
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Foi nessa manhã chuvosa de São Paulo - que mais parecia Macondo em seu dilúvio de quatro anos, onze meses e dois dias, que terminei a versão filmada de “Cem anos de solidão”.

Na verdade, o Brasil todo está parecendo - ou sempre foi - um pouco Macondo. Uma enxurrada de desesperança que toma conta de uma terra que tinha tudo pra ser frutífera de sonhos e realizações. 

Li em algum lugar que se “Cem anos de solidão” fosse uma produção norte-americana certamente estaria indicada e venceria vários Emmys.

Concordo. A série colombiana da Netflix é um acontecimento. Não encontro entre os indicados ao Emmy deste ano algo com tão primoroso em narrativa e estética. 

“Cem anos de solidão” me encanta ainda mais porque vai na contramão do que normalmente gosto e procuro assistir. Não gosto de adaptações, não sou fã de tramas de época e muito menos ainda de episódios que ultrapassem 40 minutos. Prefiro as tramas originais, atuais, urbanas, com conflitos pessoais e algum suspense. 

E quem disse que “Cem anos de solidão” não têm tudo isso? 

Conforme o tempo passa em Macondo- as proximidades do universo de Gabo com a atual realidade da América Latina chega a assustar. 

A primeira temporada já havia sido deslumbrante. A segunda então é um espetáculo a cada capítulo. Destaco os episódios: 2 “Rainha de Madagascar” e o 6 “Eram mais de três mil” como aulas de dramaturgia. É um encontro perfeito entre técnica e criação. Cor e dor. Som e silêncio. Abundância e decadência. Euforia e melancolia. Vida e morte. Ópera e poesia. Suor e sangue. Calmaria e ventania. Lucidez e loucura. Beleza e horror. 

“Cem anos de solidão” que já era uma obra-prima eterna da literatura, da arte latina, se torna também do audiovisual.

É daquelas obras únicas, de estirpes condenadas a cem anos de solidão. 

#888 taken in Macondo by @obarbaraviu
7
a month ago
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Dessa vez não temos o frisson de um “Ainda Estou Aqui” ou de um “O Agente Secreto”. Foram 15 filmes selecionados pela Academia Brasileira de Cinema para tentar entrar disputa do Oscar, mas vejo 6 produções com potencial de quem sabe chegar lá:

1- “100 dias”
A obra de Carlos Saldanha tem vários trunfos. A primeira é ter Saldanha que já concorreu ao prêmio. Também por ser uma superprodução e contar a história de Amyr Klink, que possui os elementos que a Academia norte-americana ama: um herói em uma grande saga de esforço e superação. 

2- “A Natureza das Coisas Invisíveis”
Vencedor de três Kikitos no Festival de Cinema de Gramado de 2025, o filme narra a amizade que nasce entre 2 meninas em um hospital. Com muita sensibilidade, a história surpreende e encanta.

3- “Nosso Segredo”
O vencedor de melhor filme no Festival de Gramado deste ano tem uma família enlutada tentando superar uma perda. Filmes com protagonismo infantil sempre chamam atenção nessa categoria (“Central do Brasil”, por exemplo).

4- “Feito Pipa”
Assim como “Nosso Segredo”, tem o protagonismo infantil como destaque e esteve em Gramado. “Feito Pipa” venceu os kikitos de melhor atriz, melhor ator coadjuvante, melhor filme do júri popular e menção honrosa para o menino Yuri Gomes. Também ganhou o Urso de Cristal em Berlim. Estreia em novembro e tem potencial para uma carreira internacional promissora.

5- “Cinco Tipos de Medo”
O vencedor do Festival de Cinema de Gramado 2025 é um dos melhores filmes brasileiros dos últimos anos. É um mosaico surpreendente das consequências do destino, violência urbana, luto e solidão. Uma trama diferente do que estamos acostumados a ver entre nossas produções. A produtora da atriz Viola Davis se associou ao filme, o que pode aumentar as chances em uma carreira lá fora.

6- “Vicentina pede Desculpas”
O novo filme de Gabriel Martins (do maravilhoso “Marte Um”) está selecionado para o Festival de Toronto. O que já abre uma perspectiva internacional. A trama aborda luto, suicídio e o pedido de desculpas de uma mãe.

#cinemabrasileiro by @obarbaraviu
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2 months ago
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“Lembre-se da jornada”

É uma das frases ditas para Odisseu durante sua saga para voltar pra casa.

“A Odisseia” coroa a trajetória do diretor Christopher Nolan como o melhor filme do ano e possivelmente o grande épico da década. Vou além. Talvez seja o maior do gênero desde “Gladiador”, de 2001.

Não é a toa que desde 2004 nenhuma produção deste estilo tenha vencido o Oscar de Melhor Filme. O último foi “Senhor dos Anéis”. A “Odisseia” de Nolan pode retomar essa conquista. Merecidamente.

“A Odisseia” como o próprio título já sugere é grandioso. Um filme que não tem medo de ser gigante (até na sua duração de quase 3 horas). Assume o risco de sua imponência - sem em nenhum momento exagerar. 

São de tirar o fôlego as sequências de batalha, de duelos, de navegação. Não há respiro, é uma cena atrás da outra de pura adrenalina ou emoção. 

Nolan conta com um exército pronto pra ganhar. O elenco é estrelar, a trilha dita o ritmo da produção, a fotografia cumpre o tamanho colossal da trama, e o roteiro estrategicamente não linear como o diretor normalmente conta suas histórias são armas poderosas para o sucesso do filme. 

O cineasta que ganhou o Oscar com “Oppenheimer” há dois anos parece ter encontrado na obra de Homero uma síntese da sua carreira.

Se com “Batman” ele enfrentou implacáveis vilões de Gotham City, “Interstellar” a luta pela sobrevivência na Terra, o tempo e espaço, “Dunkirk” as trincheiras sangrentas da Normandia na Segunda Guerra, “Oppenheimer” a bomba atômica. em “Odisseia”, Nolan apresenta monstros, feitiços, traidores, tempestades e batalhões.

Mas nenhum inimigo dos seus protagonistas são maiores que a consciência e a memória. As lutas internas são as mais difíceis de superar.

E assim Nolan vence mais uma jornada cinematográfica. 

Pra ser lembrada pra sempre.

#theodyssey by @obarbaraviu
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3 months ago
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Ter um filme de Spielberg em cartaz é a Copa do Mundo do cinema.
O cineasta colocou em campo suas conhecidas táticas e técnicas em um jogo que ele domina desde a década de 70: mexer com a curiosidade e sentimentos do público através dos questionamentos sobre a vida extraterrestre.

Destaque também para o time de talentos escalado - com destaque para Emily Blunt, desde já forte possível candidata ao próximo Oscar e para veterano e antigo parceiro de Spielberg nas trilha sonoras, o compositor John Williams. 

É entretenimento puro. Porém, com um roteiro um pouco confuso, resoluções simplistas e alguns efeitos visuais questionáveis ainda mais se tratando de um filme do diretor. 

Mas o estratégico Spielberg acerta ao usar seus clichês clássicos envolvendo os mistérios além da terra pra falar daqui mesmo. “Dia D” é um filme sobre nós.

Em um certo momento, um diálogo entre uma freira e uma ex-noviça sintetiza o que a história mostra em suas 2h30 de tela.

“Não acho que você tenha perdido a fé em Deus. Acho que você perdeu a fé nas pessoas”.

É isso. A produção estreia num momento em que jogadores e membros de delegações são recebidos como alienígenas nos Estados Unidos. E onde o próprio EUA (um dos anfitriões da Copa) está em guerra com outro país que participa da competição. 

Parece até ficção. 

Ou um jogo já perdido. 

Realmente, crer na humanidade se tornou uma missão maior que a mente criativa de Steve Spielberg poderia imaginar. by @obarbaraviu
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4 months ago
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“A dor é uma experiência necessária”, disse o cineasta Pedro Almodóvar em uma entrevista de lançamento de “Natal Amargo”.

O filme é sobre dor. Como praticamente toda cinematografia do espanhol, a dor é protagonista.

Nos seus últimos filmes principalmente “Dor e Glória”, “Madres Paralelas” e “O Quarto ao Lado” - a dor da finitude, perdas, luto, traumas do passado dão o ritmo para as histórias de personagens complexos, cheios de camadas e questões existenciais. 

O Almodóvar mais experiente encontrou leveza e sensibilidade pra tratar de temas tão pesados. Em “Natal Amargo”, o diretor escolheu sobriedade e contenção. O seu exagero característico fica nas cores vivas e quentes dos cenários e figurinos, e na trilha dramática de Alberto Iglesias. 

“Natal Amargo” é um filme que prende do início ao fim - até porque se tratando de uma obra almodovariana tudo pode acontecer. A trama é contada em duas linhas narrativas 2004 e 2026, através de dois roteiristas em crise criativa. Almodóvar dessa vez não surpreende, mas traz sua estética impecável, texto rico de metalinguagem, ironia e até mesmo humor. Emociona em momentos musicais como com “Las Simples Cosas”, encanta com a bela fotografia especialmente das cenas nas Ilhas Canárias e presenteia seus fãs com a participação de Rossy de Palma. 

Não é o melhor filme do cineasta. Mas é um ótimo filme. Uma produção do espanhol sempre será uma grande experiência sensorial e emocional - mesmo que dolorida, ácida e amarga. 

#almodóvar by @obarbaraviu
6
4 months ago
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POR QUE A NOVELA DAS 9 CAIU NAS GRAÇAS DO PÚBLICO?

Uma vilã ensandecida. Dirigindo uma caminhonete com o nome de “Nazaré”. Em alta velocidade. Do bagageiro aberto voa dinheiro. Muito dinheiro pelos ares. Os moradores da comunidade correm atrás. O vilão esbaforido tenta pegar algumas notas. Uma outra personagem malvada corre em direção do dinheiro. O carro passa por cima dela. Uma cena tragicômica puramente brasileira.

Li alguns comentários que a situação era um “absurdo”, “inverossímil”, “surreal”.

Mas cá entre nós: num país desigual onde se rouba poupança de aposentado e se pede mais de 130 milhões de reais pra “fazer um filme” - a Arminda coringando pela Chacrinha é quase que cena de documentário. 

Citei esse momento antológico do penúltimo capítulo de “Três Graças”, mas poderia ser outros tantos escritos por Aguinaldo Silva e sua turma genial de roteiristas.

Poucos dramaturgos conhecem o Brasil e o público brasileiro como Aguinaldo. Autor de clássicos como “Roque Santeiro”, “Vale Tudo”, “Tieta”, “Pedra Sobre Pedra”, “Fera Ferida”, “A Indomada”, “Senhora do Destino”, entre outros - o jornalista e escritor usa do imaginário popular mais criativo possível pra falar da realidade. 

“Três Graças” ainda que mais comedida do que as histórias em Greenville, Resplendor e Tubiacanga -  trouxe de volta para a Chacrinha o talento que Aguinaldo tem em trazer a verdade com toques de fantasia, loucura e delírio. Uma trama orgânica, com enredo simples e poucos núcleos. Tudo isso acompanhado de romance, emoção e representatividade. Um feijão com arroz bem feito - e com farofa. 

Aguinaldo contou também com uma equipe em estado de Graças. Da direção inspirada ao elenco brilhante - com grande destaque para a protagonista Sophie Charlotte e a antagonista Grazi Massafera.

A novela reforçou que o gênero ainda dita as conversas, provoca debates, encanta e renova gerações de telespectadores. O remake de “Vale Tudo”, embora muito criticado, já tinha mostrado isso. “Três Graças” confirmou. 

Agora é esperar que Walcyr Carrasco e sua trupe cuidem com muito amor do principal horário da televisão brasileira. 

#tresgraças taken in Chacrinha by @obarbaraviu
10
5 months ago
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DICA DE 5 FILMES BRASILEIROS SEM FINANCIAMENTO DE R$ 61 MILHÕES DO BANCO MASTER

CINCO TIPOS DE MEDO
O vencedor do último Festival de Cinema de Gramado é o grande filme brasileiro até agora neste ano. É um mosaico surpreendente das consequências do destino, violência urbana, luto e solidão através de 5 personagens. Um filme diferente do que estamos acostumados a ver entre nossas produções - com roteiro criativo e uma montagem arrebatadora. 

PAPAGAIOS
Outro filme que foi destaque em Gramado e merece atenção. É um retrato sombrio da busca pela fama e oportunidades. Uma trama instigante e perturbadora.

BABY
Um jovem excluido da sociedade e da família mostra suas cicatrizes externas, enquanto através da tela nós sentimos as suas marcas e dores internas. O maior mérito de “Baby” é a naturalidade como os sentimentos são expostos - quase que num tom documental em uma São Paulo nua e crua, sombria e colorida, solitária, mas também solidária. 

KASABRANCA
O subúrbio do Rio de Janeiro mostrado através da amizade e afeto. Um filme onde a simplicidade é a sua principal grandeza. Difícil não se comover com a interpretação de Teca Pereira e com a naturalidade do roteiro em mostrar o paralelo dos desafios, alegrias e tristezas do começo e fim da vida. 

VELHOS BANDIDOS
Ao contrário dos outros filmes citados, a produção protagonizada por Fernanda Montenegro é um filme comercial e com um bom número de salas nos cinemas. Parece um especial de fim de ano, bem produzido e com grande elenco. Um entretenimento legal. E como é uma história sobre golpe, ladrões e  banco, achei pertinente entrar nessa lista.

#cinemabrasileiro by @obarbaraviu
6
5 months ago
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POR QUE FILMES COMO “MICHAEL” E “O DIABO VESTE PRADA 2” FAZEM SUCESSO?

Entre os 10 filmes mais assistidos no ano até agora, a cinebiografia de Michael Jackson e a sequência do filme de 2006 figuram nas oito primeiras colocações.

Não chega ser surpresa.

São duas produções com forte apelo comercial. E emocional também. 

A demanda crescente por novidades artificiais e as relações superficiais fazem o público querer o que já se conhece, reconhece e conforta. 

A indústria do entretenimento percebeu isso. Não é à toa que cada vez mais veremos biografias, remakes, adaptações, continuações e derivados de elementos que nos deixam nostálgicos e confortáveis. 

“Michael” só pelo seu protagonista já seria cercado de expectativas. Somado a isso, o sobrinho do astro pop assume o seu papel. E os questionamentos se a história abordaria ou não os temas mais polêmicos da vida do artista também chamam atenção. 

Mas a produção escolheu o caminho mais leve e cômodo. Seguiu a cartilha clássica da cinebiografia. Apostou em um roteiro linear e sem criatividade (diferente de “Rocketman” sobre Elton John, por exemplo - que investiu no lúdico).

“Michael” está longe de ser um filme ruim. Porém não chega perto de ser um grande filme. É um ótimo entretenimento. E ponto.

Carregado de nostalgia, cenas que reproduzem shows e clipes bem produzidas - e óbvio, trilha que não precisa comentar. 

Ótimo entretenimento. É isso. 

E é isso que “O Diabo veste Prada 2” também faz.

A produção voltou com referências e saudosismo, mas avançou. 

O filme se atualizou e trouxe pertinentes debates. Ácido, elegante e inteligente. 

Para uma sociedade cada vez mais adoecida e descartada, o cinema ainda nos traz um alívio trazendo memórias, música boa, lindos figurinos e exuberantes cenários. 

Pelo menos por 2 horas queremos só um ótimo entretenimento - e isso é resposta para o sucesso. 

#michael  #odiabovesteprada2 by @obarbaraviu
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5 months ago
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Pense duas vezes antes de aceitar esse convite de casamento. Ou melhor, assistir ao filme do momento protagonizado por Zendaya e Robert Pattinson.

O belo e talentoso casal já seria um atrativo, mas é a união de gêneros que o cineasta Kristoffer Borgli propõe que transforma a produção em uma obra interessante e desconfortante: da aparente comédia romântica, o filme transita entre a comédia ácida, do absurdo, um pouco de romance, thriller psicológico e claro, como o título sugere, uma dose de drama. 

Disse pra pensar sobre o convite porque não é um filme fácil de digerir. É até indigesto em alguns momentos. 

Cheguei a pensar que se encaminharia pra algo no estilo “Relatos Selvagens”. A história flerta por esse caminho de caos. Mas chega. Contar o que acontece nessa trama é como ver o vestido da noiva antes do casamento. E não cometa o erro que fiz de ler antes o que iam servir na festa - pode estragar a experiência ou você desistir de vez de ir.

A grande ponto dessa relação entre o espectador e “O Drama” é a surpresa. Ela é tão forte que depois fica a sensação de que está faltando algo pra esse relacionamento/filme engrenar ou acabar de vez. 

Kristoffer Borgli traz de volta elementos já usados no ótimo “O Homem dos Sonhos”, edição rápida com flashbacks e pensamentos, realidade ou delírio. E o sarcasmo pra tratar de temas um tanto polêmicos.

Na dúvida, diga sim. by @obarbaraviu
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6 months ago
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DICA PARA ASSISTIR NO DIA DO JORNALISTA:

Existem muitos filmes sobre jornalismo. 

Ótimos, por sinal. Que vão desde o clássico “Todos os Homens do Presidente”, ao vencedor do Oscar “Spotlight” e o recente “Guerra Civil”, com Wagner Moura. 

Dramas, thrillers, de guerra e até mesmo comédias.

Mas sempre me incomodou um pouco a figura jornalística como um personagem heroico ou então vilanizado.

Embora, a profissão muitas vezes ocupe um espaço abandonado pelo Estado, o dia a dia da maioria dos jornalistas está longe de grandes furos que mudaram a História e a glamourização que algumas produções abordam. E sim, tem gente ruim também - e esses costumam se dar muito bem fora das telas. 

Por isso gosto de um filme pouco falado chamado “Conspiração e Poder” (2016). Ele mostra o avesso do sucesso.  

A trama é protagonizada por dois gigantes do cinema: Cate Blanchett e Robert Redeford, E conta a história real de Mary Mapes, produtora do programa “60 minutes”. 

Mary recebeu documentos que comprovariam que o presidente George Bush teria fugido da Guerra do Vietnã. A revelação poderia abalar a reeleição de Bush, mas a jornalista acaba descredibilizada, demitida e abandonada pela empresa e colegas.

Um fato bem recorrente no Brasil, que acaba atingindo principalmente quem não tem poder, nem conspiração. Não vira filme, mas muita fofoca e desvalorização da classe. 

Cate Blanchett - sem surpresas - arrasa e emociona. Uma das grandes cenas é quando a sua personagem diz:

“Não podem nos maltratar por fazer a pergunta!”

É possível assistir na Apple TV, Prime Vídeo e MUBI. by @obarbaraviu
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6 months ago
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DICA DE FILME PARA O FERIADO 🛸✨🎬 

“O que é estar em paz?”

O inusitado diálogo no espaço de um humano e um alien, o ser de outro planeta surpreende com uma pergunta que nos parece tão comum e com uma resposta um tanto longe de conseguirmos de forma efetiva.

O maior mérito de “Devoradores de Estrelas” é conseguir que o espectador embarque nessa viagem - muito mais existencial, do que sideral.

E que considere a amizade daquele homem perdido, solitário e desmemoriado com uma criatura estranha de pedra - mas que parece sentir mais que muita gente. 

O filme, muito bem protagonizado por Ryan Gosling segue a cartilha de outros sucessos do gênero como “Interestelar”, “A Chegada” e “Gravidade” - onde a ficção científica serve como uma metáfora para abordar a vida, o tempo, a finitude. 

E aí entra um outro acerto: o roteiro não cai em nenhum momento na pieguice e dosa os questionamentos sentimentais com bons momentos de humor.

“Devoradores” é uma experiência sensorial incrível (indico assistir no cinema e se possível em uma sala IMAX). Com uma montagem e fotografia que encantam e impactam. Gosling brilha e se credencia desde já a concorrer aos principais prêmios da próxima temporada.

A história cresce também com a participação da maravilhosa Sandra Hüller (de “Anatomia de de uma queda”) que faz uma das melhores e emocionantes cenas da produção cantando “Sing of the times”, de Harry Styles.

 Aliás, a trilha é um destaque à parte: vai de The Beatles a Mercedes Sosa com o hino “Gracias a La Vida”. 

Essa jornada só não se torna melhor por causa da excessiva duração de mais 2h30 de tela. 

À frente do tempo, “Devoradores de Estrelas” já é dos um potenciais candidatos ao Oscar 2027.

“A vida é o motivo pelas estrelas não morrerem”. 

#devoradoresdeestrelas by @obarbaraviu
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6 months ago
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