A Associação Tingui vem fortalecendo o cultivo agroecológico do algodão junto aos agricultores e agricultoras do Vale do Jequitinhonha, com assistência técnica de Wellington José e Pedro Marques e formação da Embrapa e do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, por meio de
@marenilsonbatistadasilva e
@mariaamaliamarques .
O trabalho começa com a preparação da terra, com adubação orgânica e o plantio consorciado do algodão com gergelim, milho, feijão, mandioca e outras culturas.
Com a contribuição de
@oliver___blanco , foram realizadas formações para produção de bioinsumos. Houve, também, a realização de um mutirão de produção de purim microbiano, o escolhido para auxiliar no plantio desse ciclo do algodão.
Em 2026, Ramon, Suela e Santinho, Malcia e Davi, Ivanete e Aníbal, Donizete, Hamilton , Sebastião, Aílton e Ronivaldo, das comunidades de Ribeirão de Areia, São João Piteiras, Empoeira e Cipó, respectivamente, colheram aproximadamente 680 quilos de algodão em rama.
Após a colheita, o algodão foi identificado, pesado e entregue à usina de beneficiamento, localizada no galpão das tecelãs, na comunidade quilombola de Tocoiós de Minas.
Ali, a pluma é separada das sementes, pesada e prensada. As sementes também são selecionadas criteriosamente para garantir os próximos plantios como estratégia de melhoramento genético.
Somando essa produção aos demais algodões, reunimos 800 quilos de algodão em pluma, encaminhados à cardagem. Depois desse processo, as fibras retornam ao território e chegam às mãos das fiandeiras, tecelãs, crocheteiras e bordadeiras.
Mais do que produzir algodão, estamos fortalecendo uma cadeia produtiva que nasce da terra e se transforma pelas mãos de muitas pessoas, integrando agricultura familiar, saberes tradicionais, produção artesanal, autonomia das mulheres e geração de renda.
Cada fio carrega o trabalho de muitas mãos e a força de um território tão potente e especial: o nosso Vale do Jequitinhonha!
👉🏿 Fotos: Kika Antunes, Paula Comini, Érika Riani e equipe da Tingui
👉🏿 Trilha: Dener Pinheiro