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Organização sem fins lucrativos. Atua no fortalecimento das populações de comunidades rurais e quilombolas do Vale do Jequitinhonha-MG.
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No dia 25 de setembro, o Campus Quilombo, o Hospital Badaró Júnior e as Secretarias de Desenvolvimento Social e de Saúde de Minas Novas receberam o Projeto Rebuçá, realizado pela Tingui em parceria com a Fiocruz Minas, o Hospital Sofia Feldman, a UFMG, a Secretaria Municipal de Saúde de BH e o Sentidos do Nascer .

O Rebuçá seguiu seu caminho pelo Jequitinhonha, reunindo quem cuida do nascer em suas muitas formas.

Chegaram as parteiras e um parteiro, com suas histórias guardadas nas mãos, trazendo remédios, orações e simpatias aprendidas com mães, pais e sogras. Entre eles, Marina, parteira tradicional de Belo Horizonte e gestante, representando uma nova geração que mantém vivo esse saber. Também esteve presente a primeira-dama de Minas Novas, que está gestante.

Dona Geni iniciou com uma benção. Dona Cota convidou as gestantes para rezarem a oração de Nossa Senhora do Bom Parto, e a roda inteira se fez acolhimento.

Teve música com o grupo Ribeirão de Areia, poesia e cantoria com a doula Giselda Capivara e alegria espalhada por todo canto.

Parteiras, doulas, trabalhadoras do SUS, instituições parceiras sentaram-se lado a lado para compartilhar experiências, desafios e práticas de cuidado. 
O Hospital Sofia Feldman trouxe sua trajetória de conquistas e práticas inovadoras no SUS.

Cuidar do nascer é cuidar da vida desde o primeiro instante. É reconhecer que o bem-estar da mulher merece tanta atenção quanto seu corpo e que os saberes das parteiras têm muito a oferecer a esse cuidado.

Foi uma manhã de escuta, afeto e muitas vozes. Um primeiro encontro que plantou sementes para novas ações e para uma trama de cuidado tecida a muitas mãos.

Nossa gratidão ao Campus Quilombo, às Secretarias de Desenvolvimento Social e de Saúde de Minas Novas, o Hospital Badaró Júnior e a todas as pessoas e instituições que tornaram esse encontro possível.

📸 @antuneskika

🎶 @ribeiraodeareia by @tingui_org
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5 days ago
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Aí vai nossa barquinha 
Carregada de alegria
Leva flores e sementes
Cultivadas dia a dia

13 sonhos bem sonhados
O melhor pro meu Jequi
A esperança está no 13
São os votos da Tingui

Dia 25, aposte na Democracia.

Nessas eleições, a Tingui apoia Lula para presidente! ⭐️

Foto: @antuneskika by @tingui_org
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6 days ago
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A Associação Tingui vem fortalecendo o cultivo agroecológico do algodão junto aos agricultores e agricultoras do Vale do Jequitinhonha, com assistência técnica de Wellington José e Pedro Marques e formação da Embrapa e do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, por meio de @marenilsonbatistadasilva e @mariaamaliamarques .

O trabalho começa com a preparação da terra, com adubação orgânica e o plantio consorciado do algodão com gergelim, milho, feijão, mandioca e outras culturas. 

Com a contribuição de @oliver___blanco , foram realizadas formações para produção de bioinsumos. Houve, também, a realização de um mutirão de produção de purim microbiano, o escolhido para auxiliar no plantio desse ciclo do algodão. 

Em 2026, Ramon, Suela e Santinho, Malcia e Davi, Ivanete e Aníbal, Donizete, Hamilton , Sebastião, Aílton e Ronivaldo, das comunidades de Ribeirão de Areia, São João Piteiras, Empoeira e Cipó, respectivamente, colheram aproximadamente 680 quilos de algodão em rama.

Após a colheita, o algodão foi identificado, pesado e entregue à usina de beneficiamento, localizada no galpão das tecelãs, na comunidade quilombola de Tocoiós de Minas. 

Ali, a pluma é separada das sementes, pesada e prensada. As sementes também são selecionadas criteriosamente para garantir os próximos plantios como estratégia de melhoramento genético.

Somando essa produção aos demais algodões, reunimos 800 quilos de algodão em pluma, encaminhados à cardagem. Depois desse processo, as fibras retornam ao território e chegam às mãos das fiandeiras, tecelãs, crocheteiras e bordadeiras.

Mais do que produzir algodão, estamos fortalecendo uma cadeia produtiva que nasce da terra e se transforma pelas mãos de muitas pessoas, integrando agricultura familiar, saberes tradicionais, produção artesanal, autonomia das mulheres e geração de renda.

Cada fio carrega o trabalho de muitas mãos e a força de um território tão potente e especial: o nosso Vale do Jequitinhonha!

👉🏿 Fotos: Kika Antunes, Paula Comini, Érika Riani e equipe da Tingui 

👉🏿 Trilha: Dener Pinheiro by @tingui_org
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6 days ago
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A Associação Tingui vem desenvolvendo um trabalho de pesquisa, reconhecimento e registro dos saberes e das trajetórias das Mulheres do Algodão, buscando compreender e valorizar os conhecimentos, as práticas e as experiências construídas ao longo de gerações. Abaixo, segue o depoimento de Rita Sebastiana, @ritalirasol mulher do vale do Jequitinhonha e museóloga que está contribuindo para a pesquisa:

“Para mim, poder participar do processo de registro do ofício de tecelã nunca foi só sobre uma tradição, um "saber" bonito ou uma apresentação para os outros verem. É o resgate de uma memória familiar que fez e faz parte da vida dos meus pais e da minha. Saber que a arte de fiar, tecer e tingir, praticada por minha avó, mãe e tias, não se perderá no tempo, ao meu ver, é uma forma de proteger a memória viva, não deixando que ela se perca.
É muito gratificante poder contribuir e vivenciar esse processo de proteção de um saber que entrelaça a vida desde a sua criação. Vivenciar uma prática ancestral que carrega a sabedoria de mulheres e homens que protegem seus territórios e sua memória com muita luta e determinação: as mulheres que usam o algodão para receber a vida, guardam as curas e fazem os remédios; e os homens que também plantam, regam e consertam as rodas.

O processo é um instrumento que reconhece, além do saber, a técnica, a arte, a relação da comunidade com a terra e os laços coletivos, dando para a comunidade o poder de falar mais alto. O registro, é um compromisso com a história e a salvaguarda de um modo de fazer que deve continuar existindo, sendo protegido e respeitado pelas gerações que ainda virão.
O ato de registrar não vem para congelar o passado, mas para garantir que, no futuro, os saberes continuem fazendo parte das relações humanas.” 

👉🏿 Ação realizada com recursos do Projeto Reconhecimento do Ofício de Fiação, Tecelagem e Tingimento Vegetal das mulheres do Vale do Jequitinhonha, aprovado no Edital PNAB - 05/24 - ID/Termo de Execução Cultural: 18631/2024. 

#pracegover: imagem em carrossel do algodão em suas diferentes fases e mãos de mulheres negras segurando o capucho e o algodão em fibra. 

📸 @antuneskika @paulinhacomini by @tingui_org
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7 days ago
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Na tarde de 24 de setembro, como parte das ações do Projeto Rebuçá, a equipe da Tingui e profissionais de saúde de Belo Horizonte se reuniram com profissionais de saúde de Chapada do Norte, dando continuidade aos diálogos e às trocas de experiências sobre o parir e o nascer no Vale do Jequitinhonha.

O encontro proporcionou um espaço de escuta e reflexão sobre os desafios e as práticas de cuidado com gestantes, mães e crianças, buscando fortalecer o diálogo entre os saberes e as diferentes realidades do território.

Na sequência, o grupo visitou o Hospital de Minas Novas para conhecer a realidade da assistência ao parto e ao nascimento e as práticas de acolhimento e cuidado com mulheres e bebês.

Essas ações reforçam o compromisso do Rebuçá com a continuidade dos diálogos e o fortalecimento das redes de cuidado materno-infantil.

“Encontros como esse têm que vir com mais frequência. A mulher precisa ser lembrada de que é capaz e de que o parto é dela.

Essa iniciativa da Tingui com os profissionais de Belo Horizonte, a Fiocruz Minas, o Hospital Sofia Feldman, a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, a UFMG e o Sentidos do Nascer encheu o coração de esperança pelo renascer do parto em nossa região.

Cada pessoa precisa compreender que o nascimento tem um sentido, que nascer é único e que esse momento precisa ser vivido com respeito à natureza humana e à cultura.

Esses encontros precisam crescer e ganhar força para resgatar o sentido do nascer, associando saúde, tecnologia e cultura, sem invasão, com respeito.

Permissão é o que a gente precisa para vivenciar uma experiência positiva do nascer.”

Depoimento: Júnia Marise de Miranda – @marisejunia8, enfermeira obstetra vinculada à atenção primária em Chapada do Norte por meio do projeto de capacitação Amor Além da Dor. by @tingui_org
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16 days ago
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No dia 24 de setembro, o galpão das fiandeiras e tecelãs de Tocoiós, no Vale do Jequitinhonha, recebeu um encontro muito especial entre as Mulheres do Algodão e representantes do Hospital Sofia Feldman, da Sentidos do Nascer/UFMG, da Secretaria Municipal de Saúde de BH e da Fiocruz Minas, por meio do projeto Rebuçá, realizado pela Associação Tingui.

O encontro trouxe o algodão como planta-mãe, planta medicinal e fonte de vida, trabalho e saberes das mulheres do Jequitinhonha.

Foi uma oportunidade de conhecer e vivenciar as diferentes etapas do trabalho com o algodão: do plantio à colheita, do beneficiamento à carda e à batida, da fiação na roda e no fuso ao tingimento vegetal e à tecelagem. Cada etapa revelou a riqueza dos conhecimentos preservados e transmitidos pelas mulheres ao longo de gerações.

O encontro também abriu espaço para a partilha dos saberes sobre o algodão e outras plantas medicinais, os chazinhos, suas utilidades e as práticas tradicionais que trazem alento, saúde e cuidado aos corpos das mulheres do Vale.

Foi um dia de escuta, aprendizado, afeto e troca de experiências entre as mulheres do Jequitinhonha e as profissionais de saúde de Belo Horizonte. 
Um encontro que valorizou a sabedoria das mulheres que cuidam da vida e reafirmou a importância da sabedoria popular para a saúde.

“Esse encontro foi muito bom, foi uma troca de experiência sobre nós, mulheres rurais, e os profissionais de saúde.
A gente expôs as plantas medicinais que a gente usa para curar várias coisas, para curar, benzer, banhar. Aqui no meu quintal eu tenho várias plantas, como o algodão arbóreo, pardo e o branco, que eu ainda uso para fazer banhos, para fazer chás. Tem o saião, a pimenta, o hortelã, a cidreira-de-folha, a melissa, o mastruz, a arruda e várias outras plantinhas.
E o pessoal, quando a gente fala que usa essas plantas, fica encantado, né? Como que a gente sabe que é bom, como que a gente aprendeu.“

Depoimento da Dinha, conhecedora das plantas e tecelã de Tocoios. 

📷 @antuneskika by @tingui_org
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17 days ago
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Na manhã de sexta-feira, 25 de setembro, no Auditório da Secretaria de Desenvolvimento Social, em Minas Novas, o Projeto Rebuçá, realizado pela Tingui em parceria com a Fiocruz Minas, o Hospital Sofia Feldman, o Sentidos do Nascer – UFMG, a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte e o Campus Quilombo, reuniu quem cuida do nascer no Vale do Jequitinhonha.
A roda juntou parteiras e parteiros tradicionais - Dona Gera, Dona Cota, Dona Geni, Dona Maria Soares, Dona Maria das Dores, Dona Maria de Lourdes, Dona Ana, Dona Aurita, Senhor Jovino e outras - com seus remédios, orações e simpatias, além de Marina, parteira de BH e gestante, representando a nova geração.

Ao lado de profissionais de saúde de BH, Minas Novas e Chapada do Norte, trocaram saberes sobre parto e cuidado com as mulheres.

Cuidar do nascer é cuidar da vida desde o início. Quando o bem-estar da mulher importa tanto quanto o corpo, o parto vira dignidade - e o saber das parteiras tem muito a ensinar.

“Quando fazia parto e dava com uma criança no braço e eu vendo a mãe dando mama, aquilo para mim era somente Deus que tava na minha frente. Era como se Jesus Cristo tivesse chegando para mim.
Uma pessoa que pega uma criança com a confiança de Deus, ela tem que ficar muito agradecida a Deus. A gente fica pensando: o que aconteceu é somente um milagre… É muito bom… É uma coisa muito maravilhosa. A gente fica toda contente com quem pegou e com a mãe que ganhou.”

Dona Gera, parteira, Jenipapo de Minas

Vídeos: @amandamonteirs

👉🏿 Ação realizada com recursos do Projeto: Fomento a Projetos continuados de Pontos e Pontões de Cultura - Termo de Compromisso Cultural ID: 40713, aprovado no Edital PNAB 003/2026 da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento a Cultura - PNAB.

#pracegover mulheres idosas estão com um microfone falando sobre o parto, ervas e rezas, elas estão felizes em tratar sobre esse assunto com as pessoas que estão ao redor. by @tingui_org
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18 days ago
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E a Mostra Cultural da Tingui continua.

Ainda em noite de lua cheia da primavera, brincamos para celebrar e para sentir no corpo a maravilha que é cantar e dançar as cantigas do Vale: o nove, o vilão, o escambado, o caboclo, os batuques, as rodas de verso e tantas outras expressões que fazem parte da nossa cultura.

Neste ano, mais uma vez, nos reunimos com os grupos Caboclo Surubim e Kalunga, de Chapada do Norte, e Batuqueiros de Cansanção – Minas Novas. Também participaram companheiras de comunidades dos municípios de Francisco Badaró e Jenipapo de Minas, além de pessoas de Belo Horizonte que estavam no Vale em um intercâmbio com as mulheres do projeto Rebuçá.

Foi uma noite linda de muita cantoria e alegria.

👉🏿 Ação realizada com recursos do Projeto: Fomento a Projetos continuados de Pontos e Pontões de Cultura - Termo de Compromisso Cultural ID: 40713, aprovado no Edital PNAB 003/2026 da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento a Cultura - PNAB.

#pracegover pessoas estão cantando cantigas de roda, dançando, e estão felizes, estão dentro de um espaço juntas, as mulheres estão com saias longas, alguns homens com chapéus, sanfonas e pandeiros.

📸 @amandamonteirs by @tingui_org
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19 days ago
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Primeira lua cheia da primavera!

Todos os anos, durante a Mostra Cultural da Tingui, gostamos de reunir pessoas e grupos com os quais caminhamos ao longo do ano para agradecer pelos encontros, pelos caminhos percorridos e por tudo aquilo que vivemos e construímos juntos. 

Fazemos isso a partir de uma tradição muito especial do Vale do Jequitinhonha: o terço cantado. Um momento de muita fé e devoção, em que as pessoas se reúnem para rezar cantando, mantendo vivo um saber que atravessa gerações.

Foi uma noite para agradecer, renovar nossas forças e fortalecer o nosso corpo, a nossa memória e os nossos vínculos com esse chão sagrado que é o Vale do Jequitinhonha!

👉🏿 Ação realizada com recursos do Projeto: Fomento a Projetos continuados de Pontos e Pontões de Cultura - Termo de Compromisso Cultural ID: 40713, aprovado no Edital PNAB 003/2026 da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento a Cultura - PNAB.

📸 @mariana.berutto @luizaluz @vivianefortes26 

#pracegover pessoas estão em cortejo indo em direção à igreja, cantando, tocando instrumentos, e estão felizes, entram na igreja e rezam um terço cantado demonstrando muita fé e devoção. by @tingui_org
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19 days ago
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Há alguns anos, a Tingui, junto com mulheres do Jequitinhonha, vem construindo um caminho de escuta e valorização dos saberes que nascem a partir da semente do algodão.

Desse movimento nasceu uma pesquisa conduzida por mulheres artesãs das comunidades quilombolas do Curtume e de Tocoiós de Minas, que passaram a ouvir as mulheres mais velhas e a registrar os fazeres, as histórias, as memórias e os costumes ligados ao algodão.

“Estou fazendo uma pesquisa sobre as mulheres do algodão.

Está sendo muito gratificante entrevistar as pessoas mais velhas que fundaram o grupo de mulheres da fiação. Foi muito prazeroso a gente ter ido à casa das senhoras, elas contando as histórias da fundação do grupo de fiandeiras, da alegria, do compartilhar e da vivência com o algodão. Isso me trouxe muita alegria e vontade de continuar com o ofício do algodão. Essa pesquisa está sendo muito prazerosa.”

👉🏿 Depoimento de Maria Geralda, conhecida carinhosamente por Dinha, agricultora e tecelã da comunidade quilombola de Tocoiós.

“Pra mim, estar podendo fazer essa pesquisa, trabalhar no resgate da fiação, das cantorias, da forma mais antiga do tingimento, me dá muita alegria, tem me renovado, me dado mais animação ainda para seguir em frente. 

Isso me faz refletir sobre quanto o algodão é uma planta importante na nossa vida, e falar disso é trazer à tona para as pessoas que ainda não conhecem e não sabem o valor que tem o algodão, o valor que ele teve e continua tendo, como uma semente abençoada e uma planta acolhedora, do cuidado, da união, da alegria, da liberdade.”

👉🏿 Depoimento de Marli de Jesus, agricultora, fiandeira, tingideira.

👉🏿 Ação realizada com recursos do Projeto Reconhecimento do Ofício de Fiação, Tecelagem e Tingimento Vegetal das mulheres do Vale do Jequitinhonha, aprovado no Edital PNAB - 05/24 - ID/Termo de Execução Cultural: 18631/2024.

#pracegover: imagem de mulheres fiando, tecendo, descaroçando, batendo o algodão, algumas fotos com as mulheres em grupo, outras as mulheres e suas rodas de fiar. 

📸 @antuneskika
@paulinhacomini
@nalvaaline.martins by @tingui_org
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a month ago
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No sábado, dia 23 de agosto, o encontro do Rebuçá foi na Sentidos do Nascer, no Parque das Mangabeiras, em Belo Horizonte.

Estavam juntas parteiras tradicionais, urbanas e rurais, doulas, gestantes, profissionais de saúde, raizeiras, conhecedoras de plantas, tecelãs, mulheres do Jequitinhonha, Meninas de Sinhá, o grupo Ribeirão de Areia, representantes da Fiocruz, UFMG, Hospital Sofia Feldman, profissionais do SUS e da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, além de pessoas que se interessam pelo cuidado com o nascer.

Foi um encontro especial que compartilhamos histórias, memórias e experiências. Falamos de corpos, de direitos, de escolhas, de cuidado e da importância de um parto sensível, respeitoso e humanizado. Cantamos com o Ribeirão de Areia, com as mulheres do Jequitinhonha e com as Meninas de Sinhá. 

Também caminhamos pela exposição Sentidos do Nascer, que traz uma experiência profunda e sensorial, com muita informação a todos que por ali circulam, sobre esse momento tão sublime da existência: o nascer. 

Foi bonito ver tanta sensibilidade, força e saberes compartilhados em roda. O conhecimento das parteiras urbanas e das mulheres rurais encontrando o conhecimento das profissionais de saúde. A tradição encontrando a ciência. O Vale do Jequitinhonha encontrando Belo Horizonte.

Ficam as trocas, tão profundas e especiais, em um sábado ensolarado em Belo Horizonte, para firmar a importância de repensarmos a cultura do nascimento no Brasil, unindo todos esses saberes.

Esta ação é fruto do Projeto Rebuçá, da Tingui, em parceria com a Fiocruz Minas, Sentidos do Nascer - parceria da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte e UFMG, e Hospital Sofia Feldman. E é também uma semente plantada para que redes de cuidado continuem se tecendo - com respeito, com escuta, com afeto.

👉🏿 Fotos: Paula Comini @paulinhacomini by @tingui_org
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a month ago
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O Rebuçá chegou ao Hospital Sofia Feldman, em dois dias ensolarados de agosto. Dois dias de muita luz. Foi muito emocionante ver todo aquele preparo de meses ganhar corpo dentro do hospital, no encontro com as mães e com os bebês, deixando quentinho o coração de todos que participaram.

As manhãs começaram com o Ribeirão de Areia caminhando pelos Caminhos do Cuidar, passando pelo Centro de Parto Normal, pelo Centro Obstétrico, pela Unidade de Cuidados Intermediários e pela Unidade de Internação, cantando as cantigas que atravessaram gerações no Jequitinhonha. Enquanto o grupo cantava, dava para ouvir, ao mesmo tempo, o choro dos bebês que chegavam e a força das mães parindo, sons de vida acontecendo juntos, quase se confundindo no mesmo instante.

Nesse mesmo momento, na Casa da Gestante, as mulheres ofereciam um escalda-pés às puérperas, outro acalanto, mais silencioso, igualmente cheio de cuidado. E também às gestantes que aguardavam a hora de parir.

Às tardes, vieram as rodas de saberes, com o algodão e as ervas trazidos do Vale do Jequitinhonha para dentro do hospital e uma demonstração de como se faz o Corin. Mulheres sábias, profissionais de saúde do Sofia Feldman e representantes do Conselho de Saúde trocaram experiências sobre o cuidado tradicional e a assistência humanizada, e as falas de todos, de um lado e de outro, vieram carregadas de verdade sobre o nascimento e sobre o apoio que toda mulher merece receber.

Ali também aconteceu o momento de benzeção, uma bênção coletiva que se estendeu a todos que quiseram receber, mulheres e profissionais juntos, unindo por um instante a sabedoria popular e a ciência com sentido num só gesto de cuidado.

Ao fim das tardes, duzentas e cinquenta mantinhas foram entregues nos leitos, uma a uma. Cada Corin carregando anos de trabalho dessas mãos. A entrega trouxe reações de todo tipo, pais e mães emocionados recebendo o canto do Ribeirão de Areia junto da mantinha. Assim se encerrou os dois dias do Rebuçá no Hospital Sofia Feldman, em Belo Horizonte, tecendo, bem devagar, esse mesmo fio entre o Jequitinhonha e a cidade.

👉🏿 Reportagem realizada pela TV Globo e exibida no Jornal Hoje, no dia 21/08/2026. by @tingui_org
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a month ago
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