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Less talking, more action. Take a look at my pictures if you don’t believe me #kibidi by #pemba
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Sou defensor da ideia de que o verdadeiro angolano é aquele que permanece no seu país e luta pelo seu crescimento. 

Também é importante reconhecer  que quem decide sair tem os seus motivos, e merece todo o respeito por isso. Cada um sabe das suas batalhas.

Porem é importante distinguir: há uma grande diferença entre sair para se formar, ganhar experiência e depois regressar para contribuir… e simplesmente abandonar o país, desligar-se dele, e passar o tempo a criticar e desencorajar quem ainda acredita e escolheu ficar, pois quem decide ficar também tem os seus motivos e precisa ser respeitado. 

O que não é aceitável é transformar essa escolha pessoal numa bandeira de incentivo ao abandono colectivo. Quem decidiu partir não deve ser voz activa a empurrar os outros para fora, especialmente aqueles que, com todas as dificuldades, ainda estão aqui a tentar fazer a diferença.

Construir Angola não é tarefa fácil, nunca foi e chega parecer impossível. Mas quem ficou, ficou por amor e compromisso. E isso merece respeito também.

#angola #patriotismo #Pemba by @pemba_domingos
6
a year ago
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A mudança na fase adulta da vida raramente é um processo simples. Depois dos 20+ anos, muitas pessoas já têm rotinas, crenças e costumes enraizados que funcionam como uma espécie de alicerce para o quotidiano. O cérebro humano, por natureza, procura sempre o caminho mais familiar, porque isso exige menos esforço e reduz a sensação de insegurança.

A cultura e os costumes do meio onde crescemos também têm um peso enorme. A forma como a família educa, o que a comunidade valoriza, as tradições passadas de geração em geração, tudo isto constrói uma identidade colectiva que, muitas vezes, torna mais difícil abrir espaço a novas formas de pensar e agir. Por vezes, mudar pode até soar a “traição” ao ambiente de onde viemos.

Mas mudar é possível. A chave está em começar pequeno, sem sobrecarga. É mais eficaz dar passos graduais do que tentar transformar tudo de uma só vez. Pequenas mudanças consistentes, como caminhar um pouco todos os dias, trocar um hábito menos saudável por outro mais benéfico, geram, com o tempo, grandes resultados. O segredo não é a pressa, mas sim a consistência.

No fim, a transformação pessoal depende sobretudo da vontade de cada um. As pessoas à nossa volta podem apoiar, incentivar ou criticar, mas a decisão de mudar só se sustenta quando nasce de dentro. É esse sentido interior que alimenta a disciplina e dá motivação para seguir em frente.

Mudar na vida adulta pode ser desafiante, mas é também um acto de coragem: escolher evoluir mesmo quando tudo à volta sugere permanecer igual.

Para quem procura aprofundar este tema, recomendo vivamente a leitura de “Hábitos Atómicos” de James Clear, um guia prático sobre como criar e manter bons hábitos, e “A Arte de Dizer que Se Fda”* de Mark Manson, um livro que ajuda a olhar para a vida com mais leveza e clareza sobre o que realmente importa.

#Pemba by @pemba_domingos
5
a year ago
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Sobre o dirigismo DESPORTIVO em Angola 🇦🇴 

Não é raro que muitos se iludam ao pensar que certos cargos carregam consigo mundos e fundos. Talvez existam mundos, sim, de sonhos, de planos, de vontades. Mas os fundos… esses, na maioria das vezes, são escassos ou inexistentes.

O que nos move, então? Para alguns, é o carisma que ainda abre caminhos. Para outros, é a filantropia que pulsa no sangue. E há também quem não consiga ignorar a voz da responsabilidade social, que fala mais alto do que qualquer conforto pessoal.

Vivemos sob constantes críticas, e é justo. Criticar é parte do processo de crescimento, o problema surge quando a crítica vem travestida de desrespeito, ou é alimentada por inverdades. 

Poucos compreendem o verdadeiro peso de se doar por causas que não geram lucro, mas que alimentam almas.
(Eu entendo, isto não é para qualquer um.)

Falo de quem investe tempo, energia e até saúde, muitas vezes abrindo mão do sono, da família, da própria paz. Falo de quem luta contra incertezas e limitações para realizar o que, à primeira vista, parecia impossível.

A esses, que ainda acreditam no desporto como instrumento de transformação, na sociedade como espaço de construção, e na pátria como um ideal maior, deixo aqui o meu mais profundo respeito e consideração.

Continuem. Mesmo que não vejam fundos, os vossos mundos já fazem a diferença.

#sports #socialresponsibility  #pemba taken in Clube Náutico da Ilha de Luanda by @pemba_domingos
4
a year ago
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O RECONHECIMENTO DE UM TRABALHO QUE RARAMENTE SE VÊ

No desporto, os olhares estão quase sempre virados para os atletas, os resultados e as medalhas. Mas, por detrás de cada delegação, existe um trabalho de organização, acompanhamento e resolução de problemas que começa muito antes da competição e nem sempre recebe o devido reconhecimento.

Quem já assumiu a função de Team Leader ou chefe de delegação sabe que a responsabilidade vai muito além de acompanhar a equipa. Implica gerir processos administrativos, tratar de questões logísticas, manter contactos institucionais e encontrar soluções para os imprevistos, muitas vezes longe dos olhares do público.

Neste Campeonato Africano, a Federação Argelina de Canoagem decidiu reconhecer o trabalho dos chefes de delegação, num gesto que me tocou pelo seu significado.

Mais do que uma homenagem, foi o reconhecimento de uma responsabilidade que, embora essencial para o sucesso de uma missão desportiva, raramente recebe a mesma atenção dedicada aos resultados dentro de água.

Deixo à Federação Argelina de Canoagem o meu sincero agradecimento pela iniciativa. Para quem conhece as exigências desta função, este gesto tem um valor especial.

Regressei deste campeonato com uma satisfação vai além dos resultados obtidos, o de ver reconhecido um trabalho que acontece longe dos holofotes.

Nem todas as contribuições aparecem no quadro de medalhas. Algumas estão nos bastidores, nas decisões difíceis e no trabalho invisível que torna os resultados possíveis.

O Team Leader ✍🏿 taken in Boumerdas, Boumerdes, Algeria by @pemba_domingos
11
a day ago
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CANOAGEM | ANGOLA TERMINA AFRICANO COM OITO MEDALHAS

A Selecção Angolana de Canoagem encerrou a sua participação no 13.º Campeonato Africano de Canoagem de Velocidade e Paracanoagem, na Argélia, com oito medalhas: três de ouro, três de prata e duas de bronze.

No último dia, Angola conquistou mais três medalhas:

🥇 Domingos Pacavira — Ouro | C1 200 m Sub-23 Masculino (43,93 s)

🥈 Avelino de Almeida — Prata | Paracanoagem, 200 m (56,08 s)

🥉 Manuel António — Bronze | C1 200 m Sénior Masculino (45,64 s)

🏆 QUADRO COMPLETO DE MEDALHAS

🥇 Ouro (3) • Manuel António e Domingos Pacavira — C2 500 m Sénior (1:49.08) • Sílvio Tchilanda e Domingos Pacavira — C2 500 m Sub-23 (1:54.98) • Domingos Pacavira — C1 200 m Sub-23 (43,93 s)

🥈 Prata (3) • Sílvio Tchilanda — C1 1000 m Sub-23 (4:35.55) • Manuel António — C1 1000 m Sénior (4:17.03) • Avelino de Almeida — Paracanoagem, 200 m (56,08 s)

🥉 Bronze (2) • Alexandra Capessa — K1 500 m Sénior Feminino (2:30.24) • Manuel António — C1 200 m Sénior (45,64 s)

A FADEN felicita todos os atletas medalhados e reconhece o empenho de toda a delegação, incluindo os atletas que, apesar de não terem alcançado o pódio, representaram Angola com dedicação.

A Federação agradece ao MINJUD, pelo apoio integral à participação angolana, bem como aos clubes, ao Comité Paralímpico Angolano, à CENEMED, à Federação Internacional de Canoagem (ICF), à equipa técnica e a todas as instituições e pessoas que contribuíram para esta participação.

Oito medalhas, três títulos africanos e uma equipa que honrou as cores nacionais. A competição termina, mas o compromisso com o crescimento da canoagem angolana continua.

Do Mar de Angola para o Mundo.

📍 Boumerdès, Argélia | 12 de Outubro de 2026

#FADEN #canoe #kayak #champioship taken in Boumerdas, Boumerdes, Algeria by @pemba_domingos
8
6 days ago
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CAIAMOS NA REAL.

Precisamos olhar para a vida como ela realmente é.

Em Angola, existe uma pressão enorme para aparentarmos sucesso: carro, casa, viagens, roupa, restaurantes, negócios e fotografias nas redes sociais.

Criou-se a ideia de que quem trabalha muito vai enriquecer, quem estuda vai vencer e quem descobriu uma fórmula na Internet encontrou o caminho para a independência financeira. Bela fantasia.

Nem todos seremos ricos. Nem todos teremos empresas milionárias. Nem todos viveremos de investimentos. Nem todos teremos as mesmas oportunidades ou os mesmos resultados. Temos de aceitar isso.

Duas pessoas podem estudar na mesma escola, ter o mesmo curso, trabalhar na mesma empresa e ter acesso às mesmas ferramentas. Uma pode prosperar mais do que a outra.

A vida envolve disciplina, contexto, contactos, oportunidades, riscos, timing e até sorte. Daí os resultados não distribuídos de forma justa. 

Em Angola, muita gente trabalha todos os dias e continua com dificuldades para pagar as contas. Há quem tenha formação superior e esteja desempregado. Há quem tenha dois empregos e não consiga construir património. E há quem encontre uma oportunidade que muda completamente a sua vida.

É a realidade. Não é bonita, mas continua a ser realidade.

Por isso, precisamos parar de vender a nós próprios a ideia de que basta mindset, disciplina e um livro para mudar de vida.

Ler “Como ficar rico” não nos torna ricos. Ver vídeos sobre empreendedorismo não nos torna empresários. Fazer um curso de investimentos não nos torna investidores. Publicar frases sobre disciplina não nos torna disciplinados.

Conhecimento é ferramenta. Não é resultado.

Querer mais é saudável. Ter ambição é importante. Lutar por uma vida melhor é necessário.

Mas acreditar que todos chegaremos ao mesmo lugar é ingenuidade.

Nem todos chegaremos ao topo. E isso não significa que quem ficou pelo caminho fracassou.

Às vezes, não nos falta motivação. Falta-nos lucidez. ( uma das maiores tragédias de um homem é perder a lucidez)

Trabalhemos para melhorar as nossas vidas, mas não confundamos esforço com garantia.

A vida não assinou nenhum contrato de garantia connosco. ✌🏿 

#Pemba by @pemba_domingos
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11 days ago
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Sou angolano. E enquanto correr, Angola correrá comigo! 🇦🇴

Bachmus Coastal Marathon 03/10/2026 taken in Walvis Bay by @pemba_domingos
9
14 days ago
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Stay true to yourself. Opinions change, people come and go, and some will always have something negative to say, regardless of what you do.

Never let the noise of others make you question who you are.

#Pemba by @pemba_domingos
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17 days ago
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Para quem falou que eu não teria nada em meu nome… taí 
Já com 3 mil kms mas foi zerinho, estou cuidado bem dele. 

A taxa de manutenção é alta by @pemba_domingos
7
20 days ago
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#workout #runner #pemba taken in Talatona, Luanda, Angola by @pemba_domingos
1
23 days ago
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The Finish Line | Comrades Marathon 2026

And then, there it was.

The finish line.

85.777 kilometres from Durban to Pietermaritzburg, and somehow, I was still smiling.

From the very first kilometre, I wanted to enjoy this race. I wanted to be present, to take it all in, and most importantly, I wanted to make it to the finish line knowing I had given the distance the respect it deserved.

And my body responded.

It kept moving, kept running, kept giving me more than I expected. Even when the kilometres were adding up, I never lost the joy of being out there.

8:58:20.

Sub-9 hours at the Comrades Marathon.

But the time is only part of the story.

The real victory was crossing that finish line with a smile, knowing that for 85.777 kilometres, I was exactly where I wanted to be.

I didn’t fight the race.
I enjoyed it.

I didn’t survive the distance.
I embraced it.

And when I finally crossed that line, there was only one feeling:

Happiness.

I came to fly to the finish line.
And what a flight it was.

#ComradesMarathon #UltraMarathon #Running #Pemba taken in Pietermaritzburg, KwaZulu-Natal by @pemba_domingos
6
24 days ago
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Adultos no corpo, crianças na responsabilidade.

Há uma espécie de epidemia de irresponsabilidade: ninguém erra, ninguém exagera, ninguém perde o controlo. As pessoas apenas reagem ao que os outros fazem. É uma explicação bastante conveniente. E, sobretudo, bastante confortável.

Paramos de evoluir no momento em que deixamos de olhar para as nossas próprias escolhas e passamos a procurar culpados para justificar cada uma delas.

A lógica é quase infantil: “Tratei mal porque me trataram mal. Fiz isto porque fizeram aquilo. Reagi assim porque me provocaram.”

Mas desde quando é que o comportamento dos outros passou a determinar o nosso carácter?

Se alguém é mal-educado, perdemos automaticamente o direito de ser educados? Se alguém pratica o mal, ficamos autorizados a fazer o mesmo? Se só fazemos o bem quando nos fazem o bem, então quem começa?

Ser provocado explica uma reacção. Não absolve a nossa escolha.Podemos ser injustiçados e ainda assim escolher não ser injustos. Podemos ser desrespeitados e ainda assim manter o respeito. Podemos receber o pior de alguém sem sentir a necessidade de devolver exactamente na mesma moeda.

Caso contrário, deixamos de ter princípios. Passamos apenas a ter reflexos.

E é precisamente isso que considero uma autêntica palhaçada na forma como nos comportamos actualmente: ninguém assume nada. Toda a falha tem um culpado externo, toda a atitude tem uma justificação e toda a responsabilidade acaba convenientemente estacionada à porta do outro.

Paremos  de usar o comportamento dos outros como muleta para justificar o nosso. Quem precisa sempre de um culpado para explicar os próprios actos  mostra o quão imaturos somos.

#Pemba by @pemba_domingos
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a month ago
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