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Toca Ogan é membro fundador da Nação Zumbi e participou de todas alegrias e tristezas que uma grande família tem que enfrentar durante décadas de união. Ainda nos adiantou que vem novidade por aí! 💥🔥🥁

#tocaogan #nacaozumbi #mimo2026 by @radio.quente
8
12 days ago
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A banda Ferro Gaita botou o povo pernambucano pra rebolar em sua apresentação no Mimo, em Olinda. Irmãos de Cabo Verde, nos falaram sobre a colonização portuguesa, proibição de sua música, o Funaná e sobre seu mestre musical, o ícone Bitori.

#ferrogaita #caboverde #mimo #olinda taken in Praia,Cabo Verde by @radio.quente
5
10 days ago
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PT
Tiken Jah Fakoly encerrou o Festival MIMO com um show inesquecível — e uma verdadeira aula de geopolítica, mostrando como o colonialismo europeu vem saqueando sistematicamente as riquezas do continente africano.

EN
Tiken Jah Fakoly closed the MIMO Festival with an unforgettable show — and a powerful lesson in geopolitics, exposing how European colonialism has systematically plundered Africa’s wealth.

#tikenjahfakoly #reggae #africa #mimo by @radio.quente
19
7 days ago
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taken in Olinda, Pernambuco, Brasil by @radio.quente
8
14 hours ago
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Hoje, dez anos após a sua partida, lembrei que  conheci Waleska aqui em Brasília. Foi nos anos 90, um daqueles momentos em que o acaso decide ser generoso e nos entrega uma memória para a vida inteira. O cenário era o Piaf Bar, um reduto que ela comandava com a maestria de quem conhecia a noite como a palma da mão. Naquela , o grande arquiteto da Bossa Nova, Carlos Lyra, veio à capital para fazer um show intimista na casa.

O clima era de uma boemia que o tempo teima em não fabricar mais. Mas o verdadeiro privilégio aconteceu longe dos microfones: nos bastidores, foi o próprio Carlinhos quem me conduziu até ela, fazendo as honras de uma apresentação pessoal e afetuosa. Ali, se desarmava o mito da "Rainha da Fossa" para dar lugar a uma mulher de olhar atento, observador, sorriso acolhedor e uma dignidade que preenchia o espaço. Conhecer Waleska pelas mãos de Lyra foi como receber as chaves de um Brasil que eu "conhecia" intimamente, com uma melancolia em forma refinada de poesia.

Relembrar esse encontro uma década depois de silenciada sua voz ,em uma época em que as relações parecem formadas por telas e distâncias, a lembrança daquele aperto de mão, evoca um tempo em que as noites eram longas, os encontros eram reais e os corações se consolavam ao som de um piano bem tocado. O Piaf já não abre as portas, Carlinhos Lyra também nos deixou, e Waleska completou seu ciclo. No entanto, enquanto houver a memória viva daquele caloroso encontro, a rainha permanecerá em seu trono intocado, feito de afeto, fumaça, luz baixa e pura música.

Viva Waleska!!! taken in Brasilia-DF by @radio.quente
9
2 days ago
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Esse post é fruto do entusiasmo imediato após assistir ao Ed Motta no Flow Podcast. E o motivo é simples:

A conexão com o Loronix

Nos bastidores do blog, unimos forças para resgatar a memória fonográfica do país. Trocávamos listas de discos raros e fora de catálogo de Bossa Nova, Samba-Jazz e Soul. O Loronix usava a bagagem analítica do Ed para contextualizar essas obras esquecidas, e o público dele acessava o áudio dessas preciosidades. Uma trincheira comum: valorizar músicos de estúdio, resgatar arranjadores e exaltar o som analógico.

A ponte sonora

Na música, Ed é a ponte perfeita entre a harmonia brasileira e o universo do Funk, Soul, Jazz-Rock e AOR. É o ponto de encontro entre Donny Hathaway, Stevie Wonder e Steely Dan com João Donato, Moacir Santos e Marcos Valle.

O artesão do som

Defensor radical da alta-fidelidade, grava em fita com instrumentos clássicos (Rhodes, Wurlitzer, Clavinet) e naipes reais de cordas e sopros. Com a voz, inovou ao transformar a emissão vocal em instrumento rítmico — o "edmottês". O resultado desse rigor é o prestígio internacional, com álbuns como AOR, Criterion of the Senses e Behind the Tea Chronicles reverenciados no Japão e na Europa.

O carrossel traz uma amostra desse papo. Assistam à entrevista completa no Flow e não deixem de ouvir Toc Toc, o disco mais recente do Ed. by @radio.quente
19
2 days ago
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Em março de 1974, durante o aniversário de 10 anos do regime militar, o Brasil presenciou o seu primeiro grande show de rock internacional: a lendária e polêmica turnê de Alice Cooper.

Trazido pelo empresário Marcos Lázaro mediante um cachê adiantado de 100 mil dólares, o espetáculo reuniu mais de 100 mil pessoas no Pavilhão do Anhembi, em São Paulo. Antes de subir ao palco, o cantor fez uma apresentação privada para a censura brasileira, que acabou aprovando o show repleto de guilhotinas, cobras e performance teatral.

O evento foi um verdadeiro choque cultural e de gerações, marcado por momentos de puro caos: com a multidão pressionando a frente do palco, policiais militares precisaram se abrigar junto aos músicos e o show foi interrompido. Após 30 minutos de pausa, Alice Cooper retornou e mandou o recado em português: "Fiquem sentados ou o show não continua!".

Nos bastidores, ocorreu um dos episódios mais célebres do rock nacional. A cantora Rita Lee, que estava na primeira fila, conseguiu entrar no backstage e fugiu do local com a jiboia do show e o roadie inglês Andy Mills. O encontro virou romance e Andy acabou ficando no Brasil, onde produziu o histórico álbum Fruto Proibido (1975).

Mesmo com os tumultos em São Paulo e os shows no Rio de Janeiro, a passagem de Alice Cooper abriu as portas para o mercado de grandes turnês internacionais no país.

Apoie o Loronix em apoia.se/loronix ❤️ by @radio.quente
8
2 days ago
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John Coltrane completou 100 anos no dia 23 de setembro, e o Nagulha desta semana faz um especial com o curador e pesquisador Moacir dos Anjos.

Conversamos sobre a trajetória de Coltrane, passando por diferentes fases da sua obra, e sobre arte e política, jazz, experimentação e espiritualidade.

📻 Quinta, 15/10, às 20h
🔁 Reprise no sábado, 17/10, às 21h
Rádio Universitária/UFPE, 99.9 FM

Apresentação: George Henrique Pereira
Produção: Rodrigo Pires
Trabalhos técnicos: Marco da Lata

#ProgramaNagulha #JohnColtrane #Coltrane100 #Jazz #RádioUniversitária by @radio.quente
10
2 days ago
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Em 1978, ainda sob a ditadura militar, Aldir Blanc e Maurício Tapajós escreveram uma das maiores radiografias da nossa identidade. Na voz potente e visceral de Elis Regina, "Querelas do Brasil"  é um manifesto perene. A letra nos apresenta um diagnóstico doloroso, mas cirúrgico: "O Brazil não conhece o Brasil / O Brazil tá matando o Brasil".

Quase meio século depois, essa música é mais que um registro histórico; ela é o espelho do que vivemos hoje.

O "Brazil com Z", aquela elite que olha para o próprio povo com desprezo, que bate palma para interesses estrangeiros e que coloca o lucro acima da soberania, continua operando a todo vapor. Hoje, ele se veste com o discurso do entreguismo escancarado, tentando nos convencer de que abrir mão das nossas riquezas, privatizar o patrimônio público e destruir nossa soberania é o único caminho para a modernidade. É a mesma mentalidade colonizada de sempre: a que prefere ver o país como quintal do que como uma nação independente.

Mais do que isso, as ameaças constantes à democracia que testemunhamos nos últimos anos mostram que as estruturas autoritárias nunca foram totalmente superadas. A liberdade, a pluralidade e os direitos humanos fundamentais seguem sob a mira daqueles que lucram com o silenciamento das periferias, o apagamento da cultura e a exploração da nossa terra.

Mas o "Brasil com S" resiste. Ele pulsa em Madureira, em Acari, no trabalhador que acorda cedo, na floresta que luta para ficar de pé, nos povos indígenas e na juventude que se recusa a aceitar o cabresto. O Brasil real é o da solidariedade, da diversidade e da resistência.

Elis cantando "Querelas" hoje não é nostalgia. É um ato de protesto. É lembrar que defender a nossa democracia e a nossa soberania é, antes de tudo, um compromisso profundamente humano com quem veio antes de nós e com quem ainda vai nascer.

#vivaademocracia #aldirblanc
#elisregina #mauriciotapajos #soberania taken in Brasilia-DF by @radio.quente
98
3 days ago
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Belchior tinha um jeito curioso de colocar data no próprio desespero. Na versão original de A Palo Seco, um verso avisava que aquela angústia podia soar como moda de 73. Em 1976, ao regravar a música no disco Alucinação, ele trocou o número por 76. O ano acompanhava a gravação, como se a canção precisasse provar, a cada vez, que o mal-estar permanecia.
A música saiu primeiro num compacto de 1973. No ano seguinte, entrou no LP de estreia do cearense, hoje lembrado como Mote e Glosa, mas batizado apenas de Belchior, e que pouca gente ouviu na época.
O título vem de longe. A Palo Seco é uma expressão espanhola ligada ao flamenco e dá nome a um poema de João Cabral de Melo Neto, do livro Quaderna, de 1960. No poema, ela define o canto sem acompanhamento nenhum, só a voz, cortante feito lâmina. Belchior pegou a imagem e fez dela o grito de uma juventude sem horizonte num tempo sombrio. O curioso é que, nas gravações, a música passa longe da secura do título.
O autor via a música como divisor de águas. Anos mais tarde, em entrevista ao jornal Última Hora, disse que ela e Na Hora do Almoço eram dois cortes na poesia da MPB. A Palo Seco, explicou, marcava o primeiro olhar do jovem sobre uma acomodação geral, como se tudo já tivesse sido dito.
O empurrão veio com Alucinação. Na gravadora Polygram, teve gente que duvidou de um cantor de voz anasalada e fora do padrão de beleza. O produtor Marco Mazzola insistiu, o presidente da gravadora, André Midani, deu a palavra final, e o disco vendeu 30 mil cópias em um mês.
A canção ainda teria vida alternativa. Em 2002, os Los Hermanos a tocaram no Luau MTV, e a versão da banda abriu para muita gente jovem a porta da obra de Belchior. O desespero de 73, quem diria, envelheceu bem.
fonte: programa MPB Especial, da TV Tupi (1973)
#uqtbelchior by @radio.quente
3
3 days ago
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Cassiano - A Lua e Eu.
#cassianoaluaeeu #Cassiano #musicaaluaeeudocassiano 

Conheça a história e significado da música  A Lua e Eu do Cassiano:

A canção "A Lua e Eu" é um dos maiores clássicos da soul music brasileira, composta por Cassiano em parceria com Paulo Zdanowski. 

Histórico da Canção

Lançamento: A música foi consagrada no álbum Cuban Soul - 18 Kilates (1976), um dos maiores marcos do soul e R&B no Brasil. Também apareceu em contextos como o álbum Cedo Ou Tarde (1991). 

Autoria: Composta por Cassiano (Genival Cassiano) em conjunto com Paulo Zdanowski. 

Impacto e Novelas: Tornou-se trilha sonora de novelas da TV Globo, impulsionando o reconhecimento do artista, que também teve sua obra regravada por diversos nomes da MPB e do pop rock nacional (como Leo Jaime). 

Significado e Temas

Solidão e Saudade: A letra retrata a dor profunda de um homem abandonado ou distante de um amor, que vaga sozinho e encontra na lua sua única companhia silenciosa. 

A Passagem do Tempo: Versos como "Mais um ano se passou / E nem sequer ouvi falar seu nome" e "Quando olho no espelho / Estou ficando velho e acabado" traduzem o desgaste emocional e a melancolia do envelhecimento solitário. 

Conexão com a Natureza: Elementos como o vento, as folhas mortas ("As folhas caem mortas como eu") e a estrada vazia simbolizam o vazio interior e o ciclo implacável da ausência. 

Estilo Musical: Cantada com os melismas característicos da soul music, a faixa transforma a dor pessoal em uma poesia suave, íntima e universal. by @radio.quente
17
3 days ago
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Em 1969, quando a TV Globo decidiu que a novela Véu de Noiva precisava de uma identidade musical mais moderna para selar o romance de Regina Duarte e Cláudio Marzo, a encomenda caiu nas mãos de Antônio Adolfo e Tibério Gaspar. Eles compuseram "Teletema". Faltava a voz. Ela precisava soar contemporânea, urbana, mas com uma sofisticação que fugisse do melodrama óbvio. Foi então que chamaram uma jovem de 24 anos que vinha chamando atenção no burburinho da noite carioca.

ReginaAmáliaSerra de Souza, que o Brasil conheceu apenas como Regininha, não era uma cantora convencional de estúdio. Naquele momento, ela dividia o tempo entre os ensaios da Turma da Pilantragem ,o movimento musical liderado por Carlos Imperial que misturava samba, soul e uma dose saudável de deboche ,e os livros de psicologia da UERJ.

Quando ela entrou no estúdio para gravar "Teletema", definiu a estética do que seria a canção de amor na televisão brasileira dali em diante. A interpretação era limpa, quase uma conversa ao pé do ouvido, pontuada por um lirismo contido que contrastava com os excessos vocais da época. A música estourou. Virou o primeiro grande fenômeno de vendas de uma trilha de novela, transformando a jovem estudante em uma estrela nacional.

O que diferencia a trajetória de Regininha da cartilha tradicional do estrelato é o que ela escolheu fazer depois. Em vez de perseguir a engrenagem implacável da fama solo, ela preferiu a liberdade dos bastidores e do coletivo. Se formou psicóloga, casou e se transformou em uma das vozes de apoio mais requisitadas e respeitadas da MPB, sustentando os arranjos de discos históricos de Gilberto Gil, Chico Buarque, Roberto Carlos e Alceu Valença. Encontrou também na publicidade um terreno fértil, criando e gravando jingles que grudaram na mente dos brasileiros por décadas.

Regininha morreu nesta terça-feira, 13 de outubro de 2026, aos 81 anos, na calmaria litorânea de Arraial do Cabo. Ela partiu sem o ruído das grandes polêmicas, fiel à postura discreta que manteve por toda a vida. Não precisou de uma discografia gigantesca para se fazer notar e fez história!

#regininha #morreregininha #teletema #anton taken in Brasilia-DF by @radio.quente
40
3 days ago
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