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Historiador/UESC
Mestre em Memória/UESB
Doutorando em História/UFBA
Fundador do @rainhastragicas_ofc
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Há 60 anos, em 30 de setembro de 1966, era inaugurado em Iaçu, na Bahia, o Colégio Estadual Lauro Farani Pedreira de Freitas. A história da escola se confundiria com a de Iva Queiroz, nascida em 19 de outubro de 1947, na comunidade de Empoeira. Órfã de mãe aos dois anos, cresceu com o pai e sua nova família, assumindo responsabilidades ainda menina. Interrompeu os estudos, casou-se em 1963 com Manoel César de Oliveira e teve sete filhos, cinco dos quais chegaram à idade adulta.

Inquieta com uma vida restrita ao lar, Iva trabalhou como costureira e escriturária. Depois do nascimento do último filho, retomou os estudos com o apoio do marido e, em 1978, concluiu o Ensino Médio com habilitação em Magistério. Começava então sua trajetória na educação pública. Professora primária em Iaçu, foi aprovada em 1981 entre as primeiras colocadas no concurso para professores efetivos do Estado. No Lauro Farani, alfabetizou gerações de alunos e fez da escola uma extensão de sua própria vida.

Em 1991, ingressou em Pedagogia na UNEB, integrando a primeira turma do Campus XIII. No ano seguinte, assumiu a direção do Lauro Farani, função que exerceria por 12 anos. Durante sua gestão, a escola, antes limitada a três salas, ganhou novo pavilhão, biblioteca, laboratórios, sala de informática, sala de vídeo, refeitório e quadra esportiva. Firme, mas afetuosa, Iva acompanhava de perto alunos e professores, chamava os estudantes de “filhinhos” e guardava na agenda uma máxima que resumia sua conduta: “Quem faz tudo o que pode, faz tudo o que deve”.

Em 2006, depois de 35 anos dedicados à escola pública, a Professora Iva se aposentou, deixando sua marca em gerações de estudantes e na própria história do Lauro Farani. Hoje, aos 79 anos, minha avó convive com o Alzheimer e enfrenta dificuldades de locomoção e circulação sanguínea, mas ainda guarda com saudade os anos que considera os melhores de sua vida. Iva não foi princesa nem usou uma coroa. Foi uma mulher comum que reinventou o próprio destino pela educação e fez da escola sua grande missão, deixando como legado o desejo de aprender, ensinar e transmitir ao próximo aquilo que a vida lhe ensinou.

Texto: @renatotapioca

#rainhastragicas taken in Iaçu, Chapada Diamantina, Bahia - Brasil by @renatotapioca
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17 days ago
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Hoje acordei com uma notícia maravilhosa: a página Rainhas Trágicas no Facebook, criada por mim em 2 de outubro de 2012, alcançou a marca de 500 mil seguidores. Meio milhão de pessoas, além de mais de 200 mil no Instagram, acompanhando minhas publicações, aprendendo com elas e também me ensinando como posso melhorar. É um privilégio e também uma enorme responsabilidade para uma única pessoa!

Mas confesso que a alegria dessa conquista se apagou diante da realidade com a qual lido hoje — e que atinge tantos professores deste país: a falta de valorização dentro do próprio espaço de trabalho. Ela vem tanto do público com o qual lido quanto de pessoas que estão acima de mim na hierarquia escolar. Aos poucos, o descaso e o desgaste vão tirando de nós a energia para fazer aquilo que amamos.

Estudar História costumava ser um prazer para mim. Hoje, muitas vezes, é algo que faço apenas por obrigação. Todos os dias me obrigo a levantar da cama depois de uma noite mal dormida, imaginando o estresse e os aborrecimentos que vou encontrar no chão da escola. O que antes me dava imensa alegria hoje também é razão da minha frustração. Dói admitir isso, porque sei o quanto me dediquei para estar onde estou e o quanto ainda desejo ensinar.

Felizmente, consegui construir junto com vocês este espaço, onde me sinto acolhido e, acima de tudo, reconhecido por aquilo que produzo. Cada texto exige pesquisa, cuidado e horas de trabalho, mas é nas mensagens e nos comentários que encontro ânimo para continuar. Vocês me lembram que meu amor pela História ainda está aqui, mesmo nos dias em que o cansaço fala mais alto.

Essa talvez seja uma das maiores ironias da minha vida profissional: mais de 700 mil pessoas valorizam aquilo que produzo, enquanto, no convívio diário, tantas vezes recebo descaso. Seria desonesto celebrar sem contar como me sinto. Por trás das publicações há um professor tentando não perder o entusiasmo.

Mas não quero me delongar demasiado neste desabafo. O ponto em que queria chegar era o da gratidão. Obrigado a cada um de vocês por acompanhar meu trabalho, por reconhecer o esforço que existe nele e, principalmente, por não me fazer desistir!

Com afeto,
@renatotapioca taken in Iaçu, Chapada Diamantina, Bahia - Brasil by @renatotapioca
31
22 days ago
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It's not what I say, it's not what I do
It's how my body language talks to you
I just want to lose myself in the groove
Get over here by @renatotapioca
6
2 months ago
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Resolvi criar essa conta pública para trocar figurinhas com outros colecionadores, compulsivos assim como eu, que amam escutar música em mídia física (vinil, CD ou K7), filmes, animes, livros, entre outras paixões que carrego comigo desde a infância e que ajudaram a moldar o adulto que sou hoje. by @renatotapioca
7
3 months ago
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Coisa mais linda que chegou aqui em casa hoje: a miniatura de Angewomon, a evolução Perfeita de Tailmon, parceira Digimon da Kari.

Como a base azul era grande o suficiente, coloquei a Tailmon e a Kari do lado dela também. Porque, pra mim, as três são um pacote só.

Gente, Digimon Adventure, de 1999, marcou a minha infância de um jeito absurdo. Oito Crianças Escolhidas, jogadas no Mundo Digital, tendo que salvar dois mundos com a ajuda dos seus Digimons e dos Brasões. Cada episódio falava sobre amizade, medo, coragem, perdas... e sobre crescer.
E o episódio da digievolução da Tailmon para Angewomon... meu Deus.

O Myotismon havia mergulhado Tóquio na escuridão, e a única esperança era encontrar o Oitavo Brasão.
Então acontece uma das cenas mais dolorosas do anime.

O Wizardmon, amigo e protetor da Tailmon, se sacrifica. Ele recebe o ataque do Myotismon para salvar a Kari e a Tailmon. É naquele instante, impulsionada pela Luz do Brasão da Kari e pela dor da perda, que Tailmon finalmente digievolui para Angewomon.

As asas angelicais se abrem, surge a armadura branca e ela lança sua Flecha Celestial (Heaven's Charm) contra Myotismon. O golpe o enfraquece de forma decisiva e abre caminho para que os Digimons das Crianças Escolhidas consigam derrotá-lo.
Luz contra a escuridão.

Eu tinha oito anos e chorei horrores naquela cena. Até hoje, quando revejo, me dá um nó na garganta. Um amigo que entrega a própria vida para proteger quem ama... e uma Digimon que desperta seu verdadeiro poder para honrar esse sacrifício.

Mais um item precioso para a minha coleção — e, sem dúvida, um dos mais significativos. ❤️

#digimon #coleção #coleccionismo #angewomon #digimonadventure by @renatotapioca
1
3 months ago
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Fagulhas, pontas de agulhas. Brilham estrelas de São João Babados, xotes e xaxados. Segura as pontas, meu coração. by @renatotapioca
17
4 months ago
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Ler,.para desanuviar a cabeça e não ficar com o juízo fervendo por conta de gente! by @renatotapioca
15
5 months ago
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Meu #tbt de hoje é pra essa pequena que resolveu pular numa cama de nuvens ontem, lá no alto. E me deixou arrasado aqui embaixo.
 
Tá estranho demais chegar em casa sem ela correndo pra me receber, sem eu poder encher o prato de ração ou ganhar aquele carinho que vinha na hora exata.

Saudade não tem cura. by @renatotapioca
7
5 months ago
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Hoje o céu dos gatinhos recebeu minha Cristal, que agora brilha intensamente no meio de outra constelação felina. Meu coração, que ficou aqui embaixo, se partiu feito vidro em mil cacos, que não se remendam mais 🖤 by @renatotapioca
29
5 months ago
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200 mil seguidores! Para o algoritmo, é só mais um número. Para mim, são 200 mil pessoas que escolheram parar, ler e refletir sobre rainhas, tragédia, poder e gênero. Hoje, o Rainhas Trágicas no Instagram chega a essa marca. E eu só consigo pensar na responsabilidade que vem com ela.

Tudo começou em 2 de outubro de 2012. Eu estava no sexto semestre de História na UESC, com uma ideia ousada: criar o primeiro site brasileiro sobre rainhas na História, sob a ótica dos estudos de gênero e sexualidade. Lá fora já existiam portais assim. Aqui, não. Nasceu o “Rainhas Trágicas”, nome emprestado do romance de Juliette Benzoni.

O plano era simples: dividir minhas pesquisas sobre Ana Bolena, os Tudor, cinema, literatura. No caminho, cruzei com Maria Antonieta, Mary Stuart, Dona Leopoldina. Elas viraram bússola. O site virou diálogo. E o diálogo virou comunidade.

De lá para cá foram mais de 13 anos de leitura, cruzamento de fontes e texto escrito. Sem dancinha, sem atalho. E deu certo. Hoje o Rainhas Trágicas tem mais de 600 mil seguidores somando todas as redes, 20 milhões de visualizações por mês. Virou livro em 2016, com segunda edição em 2022.

Numa era de vídeos de 15 segundos, saber que 200 mil pessoas apostam no texto, no detalhe, no comentário atento, é o maior prêmio. O trabalho é árduo. Mas os frutos são duradouros.

A vocês que leem, compartilham, corrigem e debatem: meu mais sincero obrigado. Seguimos juntas e juntos, página por página, rainha por rainha.

Abraços, 
Renato Drummond Neto 
@renatotapioca

#rainhastragicas #200k #obrigado #historia #historiadasmulheres by @renatotapioca
18
5 months ago
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Passei o dia escrevendo sobre três princesas que nasceram em 22 de abril: Isabel de Castela, Marie Valerie da Áustria e Margarethe da Prússia. Deixei para o final a quarta e mais importante: minha irmã, @vanessatapioca. 

Embora eu seja um ano e quatro meses mais velho, não me lembro de época alguma da minha vida em que ela não estivesse presente, seja fisicamente ou em pensamento. Entre brincadeiras na rua, jogos de tabuleiro em casa e o aconchego da cama da nossa mãe, crescemos juntos, aprendendo a superar todo tipo de adversidade. 

Nem sempre foi uma convivência pacífica — e até hoje não é. Afinal, só os melhores irmãos brigam. Porque é em cada reconciliação que a fraternidade fica ainda mais forte. A parte mais difícil foi quando tivemos que nos separar pelas escolhas profissionais. Vanessa sempre foi ótima em tudo, principalmente em ciências e matemática. Eu só me destacava em humanas. Não me admira que ela tenha se tornado uma médica tão competente.

Nesse dia tão especial, resgatei essa foto de dezembro de 2003. Éramos duas crianças cheias de sonhos. Eu queria escalar as pirâmides do Egito e ela, obstáculos ainda mais altos. Ela, firme e decidida. Eu, cândido e tímido. Éramos o complemento perfeito um do outro. De algum jeito, ainda somos aquelas duas crianças, em busca dos sonhos que não vivemos na mais tenra idade.

Nesse dia especial, Binha, quero te desejar mais do que o reino de Isabel de Castela, mais do que a beleza da arquiduquesa Marie Valerie e mais inteligência do que Margarethe da Prússia. Pra mim, você é a verdadeira princesa do 22 de abril, minha eterna musa inspiradora. Que esse novo ciclo lhe traga o brilho de múltiplas coroas, a elegância dos salões e a plenitude de uma vida repleta de realizações. Isabel, Marie e Margarethe abriram caminhos para que mulheres como você se destacassem. És a mais perfeita personificação do que essas princesas representavam. Feliz Aniversário!!! 🎊 by @renatotapioca
15
6 months ago
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Olá, pessoal!

Esse post é um misto de desabafo e de agradecimento, pois hoje finalmente alcancei a marca de 400 mil seguidores na página do Rainhas Trágicas no Facebook. Como alguns de vocês devem saber, o portal surgiu no ano de 2012, como um blog hospedado no WordPress. Em seguida, criei um perfil no Facebook para compartilhar os links das matérias que eu escrevia e, ao mesmo tempo, ter um espaço para interagir com meu público de seguidores. De lá pra cá, já se passaram 14 anos como criador de conteúdo.

Passei os últimos meses dedicado principalmente à página no Facebook, que estava praticamente abandonada. Entre dezembro de 2025 e abril de 2026, cerca de 60 mil seguidores de vários países se juntaram à nossa comunidade e esses números não poderiam me deixar mais feliz. Depois de tanto tempo, finalmente o Facebook começou a remunerar  minhas publicações, o que me deu novo fôlego para continuar pesquisando e publicando mais conteúdos por lá. Talvez por isso os seguidores do Instagram tenham notado minha ausência ultimamente.

Até então, vinha tocando o barco aos trancos e barracos, sem qualquer ajuda, exceto de alguns poucos seguidores que participavam das campanhas online para poder renovar os planos do WordPress, Microsoft e aplicativos de edição de imagens. Agora, posso finalmente dizer que o Rainhas Trágicas se tornou um segundo emprego, além de uma zona de conforto. Um universo paralelo no qual eu posso me refugiar da difícil realidade de um professor de escola pública no Brasil, dando 26 aulas por semana e sendo cotidianamente desvalorizado no exercício de minha profissão.

Pode parecer drama da minha parte, mas ser professor hoje é uma das profissões mais desafiadoras que existem, ainda mais de História. Houve momentos em que pensei em jogar tudo para cima e até cancelar o Rainhas Trágicas, devido ao esgotamento mental e emocional da sala de aula. Mas, graças a Deus, sempre encontrei nos seguidores dessa página o suporte e a valorização que não encontro no meu ambiente de trabalho. Vocês me salvaram em inúmeras ocasiões e não há palavras suficientes que possam expressar minha eterna gratidão. A vocês, todo meu amor e carinho.

Abraços,
Renato by @renatotapioca
78
6 months ago
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