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Hoje acordei com uma notícia maravilhosa: a página Rainhas Trágicas no Facebook, criada por mim em 2 de outubro de 2012, alcançou a marca de 500 mil seguidores. Meio milhão de pessoas, além de mais de 200 mil no Instagram, acompanhando minhas publicações, aprendendo com elas e também me ensinando como posso melhorar. É um privilégio e também uma enorme responsabilidade para uma única pessoa!

Mas confesso que a alegria dessa conquista se apagou diante da realidade com a qual lido hoje — e que atinge tantos professores deste país: a falta de valorização dentro do próprio espaço de trabalho. Ela vem tanto do público com o qual lido quanto de pessoas que estão acima de mim na hierarquia escolar. Aos poucos, o descaso e o desgaste vão tirando de nós a energia para fazer aquilo que amamos.

Estudar História costumava ser um prazer para mim. Hoje, muitas vezes, é algo que faço apenas por obrigação. Todos os dias me obrigo a levantar da cama depois de uma noite mal dormida, imaginando o estresse e os aborrecimentos que vou encontrar no chão da escola. O que antes me dava imensa alegria hoje também é razão da minha frustração. Dói admitir isso, porque sei o quanto me dediquei para estar onde estou e o quanto ainda desejo ensinar.

Felizmente, consegui construir junto com vocês este espaço, onde me sinto acolhido e, acima de tudo, reconhecido por aquilo que produzo. Cada texto exige pesquisa, cuidado e horas de trabalho, mas é nas mensagens e nos comentários que encontro ânimo para continuar. Vocês me lembram que meu amor pela História ainda está aqui, mesmo nos dias em que o cansaço fala mais alto.

Essa talvez seja uma das maiores ironias da minha vida profissional: mais de 700 mil pessoas valorizam aquilo que produzo, enquanto, no convívio diário, tantas vezes recebo descaso. Seria desonesto celebrar sem contar como me sinto. Por trás das publicações há um professor tentando não perder o entusiasmo.

Mas não quero me delongar demasiado neste desabafo. O ponto em que queria chegar era o da gratidão. Obrigado a cada um de vocês por acompanhar meu trabalho, por reconhecer o esforço que existe nele e, principalmente, por não me fazer desistir!

Com afeto,
@renatotapioca
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