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💛 Centro de desenvolvimento infantil: Algés @centro_salpicos
✨ Expressão Psicomotora
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Depois das primeiras semanas de adaptação, as rotinas começam a ganhar forma e tornam-se uma referência importante no dia a dia das crianças.

Saber o que vai acontecer a seguir, reconhecer os diferentes momentos do dia e antecipar pequenas transições ajuda a criança a sentir-se mais segura e disponível para explorar, brincar e aprender.

💛 A previsibilidade não significa que todos os dias tenham de ser iguais ou que tudo tenha de acontecer à mesma hora.

Significa criar referências que ajudem a criança a organizar-se e a compreender o que a rodeia.

E, muitas vezes, são os pequenos gestos que fazem a diferença:

🌱 Um ritual de despedida tranquilo e consistente.
🌱 Um momento de brincadeira depois da escola.
🌱 Uma sequência previsível para o banho, jantar e hora de dormir.
🌱 Antecipar as mudanças: “Daqui a pouco vamos arrumar e preparar o jantar.”
🌱 Reservar tempo para abrandar depois de um dia cheio de estímulos.

Estas pequenas sequências ajudam a criança a antecipar o que vem a seguir, facilitando as transições e diminuindo a incerteza.

E há algo importante: as rotinas também precisam de ser ajustadas às necessidades de cada criança e de cada família.

Há dias em que precisamos de mais tempo, mais proximidade ou maior flexibilidade. E isso não significa que a rotina tenha deixado de funcionar.

Porque o objetivo não é criar dias perfeitos, mas construir um quotidiano com referências suficientemente estáveis para que a criança se sinta segura.

💛 A previsibilidade dá segurança. E é a partir dessa segurança que a criança ganha confiança para explorar o mundo.

Às vezes, não precisamos de acrescentar mais atividades ao dia. Precisamos apenas de tornar os momentos que já existem mais tranquilos, consistentes e significativos.

💬 E desse lado, qual é aquela pequena rotina ou ritual que faz mesmo a diferença no vosso dia a dia?

#Salpicos #RotinasInfantis #SegurançaEmocional #DesenvolvimentoInfantil #ParentalidadeConsciente #RegulaçãoEmocional #AmorEmMovimento by @salpicos
1
19 hours ago
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Nem todas as crianças conseguem expressar aquilo que sentem. E nem todas o fazem da mesma forma.

Há crianças que choram, gritam ou procuram imediatamente o adulto. Outras ficam em silêncio, retraem-se ou parecem continuar o seu dia como se nada tivesse acontecido.

Mas isso não significa que não estejam a sentir.

Às vezes, aquilo que não conseguem colocar em palavras acaba por encontrar outras formas de expressão.

👉 Irritação perante pequenas contrariedades.
👉 Oposição ou resistência a determinados pedidos.
👉 Agitação e dificuldade em estar tranquilas.
👉 Retraimento ou menor vontade de participar.
👉 Maior necessidade de proximidade e segurança.

Nem sempre o comportamento que vemos corresponde à dimensão daquilo que a criança está a sentir.

Uma criança pode parecer tranquila e estar a fazer um enorme esforço para gerir o que acontece dentro de si.

Outra pode reagir intensamente a uma situação aparentemente simples, porque ainda não consegue identificar, compreender ou comunicar aquilo que sente.

E é aqui que o nosso olhar, enquanto adultos, faz a diferença. 🌱

Em vez de procurarmos apenas interromper o comportamento, podemos tentar compreender o que poderá estar por detrás dele.

Dar nome às emoções. Oferecer presença. Criar oportunidades para brincar, conversar, desenhar ou simplesmente estar.

Sem pressionar a criança a falar antes de estar preparada.

Porque a expressão emocional não acontece apenas através das palavras. O corpo, o movimento, o brincar e o comportamento também nos podem dar pistas importantes.

💛 Nem todas as emoções são visíveis. Mas todas merecem espaço para serem reconhecidas e acolhidas.

E talvez, antes de perguntarmos “Porque é que te estás a portar assim?”, possamos começar por pensar:

“O que poderá esta criança estar a sentir que ainda não consegue expressar?”

#Salpicos #EmoçõesInfantis #DesenvolvimentoEmocional #Psicomotricidade #RegulaçãoEmocional #InfânciaReal #AmorEmMovimento by @salpicos
5
4 days ago
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Na próxima formação da Growappy Education Lab, convidamo-lo a refletir sobre uma pergunta que pode mudar a forma como intervimos: a criança não quer… ou ainda não consegue?

Agitação, dificuldade em ouvir ou esperar, frustração, oposição, conflitos, transições… No dia a dia da creche, do jardim de infância e da escola, estes momentos desafiam cada vez mais as equipas educativas. Nesta sessão, vamos partir de situações reais do quotidiano para compreender o que pode estar por detrás destes comportamentos e o que podemos ajustar na comunicação, no ambiente e na intervenção do adulto.

🎯 Conteúdos da Formação:
🔹 Comportamentos desafiantes: o que pode estar por detrás deles
🔹 A diferença entre “não quer” e “ainda não consegue”
🔹 Ajustes na comunicação, no ambiente e na intervenção do adulto
🔹 O princípio 🔎 Observar → 🧠 Compreender → 🧰 Experimentar → 👀 Reavaliar
🔹 Exemplos concretos, pequenas dinâmicas e estratégias para aplicar no dia seguinte
🔹 Como manter limites e previsibilidade sem perder a relação

E, no final, teremos uma novidade muito especial da Salpicos para partilhar convosco! 🤍

👩‍🏫 Formadora: Lúcia Garcia
Fundadora da Salpicos, é licenciada em Reabilitação Psicomotora, instrutora internacional de massagem infantil e instrutora de meditação e relaxamento para crianças. Tem experiência em prevenção e intervenção psicomotora nas perturbações do desenvolvimento.

📌 Detalhes da Formação:
📅 22 de outubro
⏰ 19h30
💻 Online
🎓 Certificado de Participação
🤩 Gratuito para escolas parceiras

Antes de corrigir, compreender. Depois de compreender, saber como agir.

👉 Inscreva-se já na Growappy e reserve o seu lugar! by @salpicos
9
7 days ago
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“Ele antes não era assim…” 💭

É uma frase que ouvimos muitas vezes, sobretudo após o regresso à escola.

A criança que antes aceitava determinadas rotinas começa a resistir. Aquela que lidava bem com pequenas contrariedades passa a reagir de forma mais intensa.

👉 Mais irritabilidade.
👉 Menor tolerância à frustração.
👉 Maior resistência às rotinas.
👉 Mais necessidade de proximidade.
👉 Alterações no sono ou na separação dos pais.

E surge a dúvida: “Será que estamos a regredir?”

💛 Nem sempre!

Novos horários, pessoas, estímulos e exigências representam um enorme esforço de adaptação.

E, mesmo quando a criança parece estar bem durante o dia, esse esforço pode tornar-se visível noutros momentos.

Uma criança que já adormecia autonomamente pode voltar a procurar a presença dos pais. Outra que se separava tranquilamente pode começar a chorar à entrada da escola.

Não significa necessariamente que tenha perdido competências. Pode simplesmente precisar de mais apoio para as mobilizar perante novas exigências.

🌱 Mais presença.
🌱 Mais previsibilidade.
🌱 Mais oportunidades de descanso.
🌱 Expectativas ajustadas ao momento que está a viver.

Porque o desenvolvimento não é linear. Há momentos de maior autonomia e outros em que precisamos de voltar a oferecer mais apoio.

Claro que, quando estas alterações persistem, se intensificam ou interferem com o bem-estar da criança, merecem um olhar mais atento.

Antes de perguntarmos porque é que já não consegue fazer aquilo que fazia antes, talvez devamos perguntar o que mudou na sua vida.

Às vezes, aquilo que parece um passo atrás é apenas uma criança a precisar de mais apoio para continuar a avançar. 💛

💬 E desse lado, já observaram estas mudanças após o regresso às rotinas?

#Salpicos #DesenvolvimentoInfantil #AdaptaçãoEscolar #RegulaçãoEmocional #InfânciaReal #AmorEmMovimento by @salpicos
12
8 days ago
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Com o regresso às rotinas, o corpo também precisa de tempo para se adaptar.

Os dias tornam-se mais exigentes. Há horários para cumprir, novas aprendizagens, mais estímulos, interações constantes e menos oportunidades para parar.

E, muitas vezes, o cansaço não aparece apenas sob a forma de sono.

Aparece no comportamento.

⚡ Mais irritabilidade perante pequenas contrariedades.
😣 Menor tolerância à frustração.
👀 Maior dificuldade em manter a atenção e a concentração.
💥 Reações emocionais mais intensas.
🏃 Agitação e dificuldade em abrandar, mesmo quando a criança está visivelmente cansada.
💛 Maior necessidade de proximidade e disponibilidade do adulto.

E é aqui que, por vezes, interpretamos aquilo que vemos como falta de limites, oposição ou dificuldade em cumprir regras.

Uma criança pode ter conseguido esperar, partilhar, estar atenta, seguir instruções, gerir conflitos e adaptar-se a diferentes exigências durante várias horas.
E quando chega a casa, já não tem os mesmos recursos disponíveis.

Nem sempre é sobre aquilo que acabou de acontecer. Às vezes, é sobre tudo aquilo que se foi acumulando.

Significa que precisamos de ajustar as nossas expectativas e perceber o que poderá estar por detrás daquilo que estamos a observar.

🌱 Talvez precise de menos perguntas quando chega a casa.
🌱 De algum tempo de brincadeira livre.
🌱 De movimento, de proximidade ou de um momento tranquilo.
🌱 De uma rotina mais previsível e de menos exigências naquele momento.
🌱 De oportunidades de descanso e de sono adequadas às suas necessidades.

Porque nem todas as crianças precisam da mesma coisa para recuperar de um dia exigente.

Algumas precisam de se mexer. Outras precisam de silêncio. Outras procuram colo, contacto e presença. O importante é perceber o que aquele corpo nos está a comunicar.

💛 Antes de perguntarmos porque é que uma criança não está a conseguir regular-se, talvez devamos perguntar se teve oportunidades suficientes para descansar, recuperar e reorganizar-se.

#Salpicos #CansaçoInfantil #RegulaçãoEmocional #DesenvolvimentoInfantil #Psicomotricidade #ParentalidadeConsciente #EducaçãoDeInfância #AmorEmMovimento by @salpicos
12
11 days ago
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💛 Um dia para estarmos juntos. Simplesmente isso!
No meio das rotinas, das escolas, das sessões e de tudo o que acontece no dia a dia, nem sempre temos tempo para parar e conhecer melhor as pessoas com quem partilhamos tanto do nosso percurso.
Por isso, quisemos criar um dia diferente. Sem grandes planos, horários ou exigências. Um dia para conversar, rir, brincar, partilhar uma refeição e, acima de tudo, conviver. 🥰
E porque a nossa vida vai muito além do trabalho, quisemos também trazer as nossas famílias, para que pudessem fazer parte deste encontro e conhecer um bocadinho mais da família Salpicos.
Entre conversas, brincadeiras, gargalhadas e algumas gravações pelo meio, ficaram memórias de um dia que nos soube tão bem! 📸
Acreditamos que uma equipa se constrói também assim: nos momentos mais simples, nas relações que criamos e no tempo que dedicamos uns aos outros.
Obrigada a todos os que fizeram parte deste dia! Que venham muitos mais momentos destes, de partilha, proximidade e crescimento conjunto. 🌈
Porque antes de sermos uma equipa, somos pessoas. E é nas relações que tudo começa.
Salpicos – Amor em Movimento 💛
#Salpicos #AmorEmMovimento #EquipaSalpicos #TeamBuilding #JuntosCrescemos #DesenvolvimentoInfantil by @salpicos
15
13 days ago
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Já não é só adaptação… 👀

Nas primeiras semanas de escola, falamos muito de adaptação. E com razão!

É um período de grandes mudanças, novas rotinas, novas pessoas, novos espaços e muitas emoções para gerir.

Mas, com o passar do tempo, há comportamentos que podem continuar a fazer parte do dia a dia da criança.

👉 A dificuldade em separar-se dos pais, mesmo depois de várias semanas.
👉 A agitação constante ou a dificuldade em acompanhar os momentos da rotina.
👉 A frustração frequente perante pequenas contrariedades.
👉 O choro persistente, a resistência em participar ou a procura constante pelo adulto.
👉 As alterações no sono, na alimentação ou no comportamento em casa.

E é aqui que surge uma pergunta importante:

“Será que ainda faz parte da adaptação ou há algo mais que precisamos de compreender?”

Nem todas as crianças se adaptam ao mesmo ritmo. E não existe um prazo igual para todas.

Mas também não devemos justificar automaticamente todos os comportamentos com a adaptação, sobretudo quando se mantêm, se intensificam ou começam a interferir com o bem-estar e a participação da criança.

💛 Mais do que olhar para um comportamento isolado, importa perceber:

Quando acontece?

Em que contextos surge?

O que parece desencadeá-lo?

Como está a criança nos restantes momentos do dia?

O que nos dizem a família e a equipa educativa?

Às vezes, pequenos ajustes nas rotinas, na previsibilidade, nas exigências ou na forma como acompanhamos a criança podem fazer uma grande diferença.

Outras vezes, precisamos de observar mais, conversar em equipa e perceber se será importante procurar acompanhamento especializado.

Porque respeitar o tempo de cada criança não significa deixar de estar atento aos sinais que nos dá.

A adaptação é um processo. E observar a sua evolução ajuda-nos a compreender melhor aquilo de que cada criança precisa. 🌱

💬 E desse lado, famílias e equipas educativas, já sentiram dificuldade em perceber quando um comportamento ainda faz parte da adaptação ou quando merece um olhar mais atento?

#Salpicos #AdaptaçãoEscolar #DesenvolvimentoInfantil #Psicomotricidade #ParentalidadeConsciente #EducaçãoDeInfância #AmorEmMovimento by @salpicos
10
15 days ago
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Para nós, adultos, muitas mudanças ao longo do dia podem parecer pequenas.

Para uma criança, nem sempre são.

"Vamos sair agora."
"Já tens de desligar a televisão."
"Vamos embora do parque."
"Hoje quem te vai buscar é a avó."
"Está na hora do banho."

Quando aquilo que acontece é constantemente inesperado, o cérebro precisa de fazer um esforço maior para se reorganizar.

Porque o cérebro infantil procura referências.

Procura perceber:

"O que está a acontecer?"
"O que vem depois?"
"O que esperam de mim?"

Quando encontra algumas respostas, não precisa de estar constantemente em alerta perante aquilo que pode acontecer a seguir.

E é aqui que a previsibilidade pode fazer diferença.

Não significa que todos os dias tenham de ser iguais.

Nem que tenhamos de explicar à criança, ao minuto, tudo aquilo que vai acontecer.

Significa apenas oferecer-lhe algumas pistas que tornem o mundo mais compreensível.

Podemos dizer:

🌿 "Quando terminares esta brincadeira, vamos tomar banho."
💛 "Hoje vou trabalhar e é o avô que te vai buscar."
🌙 "Depois do jantar, temos a história e vamos dormir."
🤝 "Mais duas voltas no escorrega e depois vamos embora."

São frases simples.

Mas ajudam a criança a preparar-se para aquilo que vem a seguir e, sobretudo, para as transições — momentos em que muitas crianças têm maior dificuldade.

E há outra coisa importante:

previsibilidade não significa ausência de imprevistos.

A vida muda.
Os planos falham.
Há dias diferentes.

E a criança também precisa, gradualmente, de aprender a lidar com isso.

O objetivo não é construir um mundo onde nada muda.

É oferecer uma base suficientemente segura para que, quando alguma coisa mudar, a criança tenha recursos para se adaptar.

💛 Não conseguimos tornar o mundo totalmente previsível. Mas podemos torná-lo um pouco mais compreensível para uma criança que ainda está a aprender como ele funciona.

E, muitas vezes, isso começa simplesmente por avisar:

"Agora estamos aqui. Depois, vamos fazer isto."

#Salpicos #DesenvolvimentoInfantil #Previsibilidade #Infância #RegulaçãoEmocional #CrescerComAfeto by @salpicos
12
18 days ago
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Há uma parte de construir um projeto que quase ninguém vê. 💛
As horas ao computador, as decisões, as contas, os imprevistos… e os dias em que somos direção, recursos humanos, financeiro, marketing, logística e, se for preciso, também mudamos móveis de sítio. 😂
Empreender é também fazer tudo aquilo que é necessário para continuar a fazer aquilo que amamos.
Há muito trabalho invisível por detrás daquilo que depois parece simplesmente… acontecer.
Mas há algo muito especial em olhar para trás e perceber que aquilo que um dia existiu apenas na nossa cabeça, hoje tem pessoas, histórias, caminho e vida. 🌱
E continua a crescer. Não porque seja fácil, mas porque existe propósito.
💛 No fundo, empreender é fazer muitas coisas que ninguém vê para continuar a construir aquilo em que acreditamos.
E desse lado, quem também tem um projeto seu? Qual foi a “profissão” que nunca imaginou ter de aprender? 😂
#Salpicos #Empreendedorismo #Bastidores #MulheresEmpreendedoras #AmorEmMovimento by @salpicos
21
21 days ago
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No regresso às rotinas, é fácil entrarmos em modo “tem de correr bem”.

Temos de sair de casa a horas.
Tem de entrar na escola sem chorar.
Tem de voltar a dormir cedo.
Tem de colaborar.
Tem de se habituar.
Tem de voltar rapidamente ao ritmo.

E, sem darmos conta, podemos começar a pedir muito a uma criança que ainda está a tentar reorganizar-se.

Porque o regresso também exige dela.

Há novas rotinas para integrar.
Mais separações.
Mais estímulos.
Mais regras.
Mais exigências.
E muitas emoções para gerir ao mesmo tempo.

Quando acrescentamos pressão a tudo isto, nem sempre conseguimos mais colaboração.

Às vezes conseguimos exatamente o contrário.

⚡ Mais resistência.
😣 Mais irritabilidade.
💭 Mais dificuldade perante pequenas frustrações.
🤍 Mais necessidade de proximidade.

E talvez seja nesses momentos que precisamos de mudar a pergunta.

Em vez de:

"Como é que faço para ele colaborar?"

experimentar:

"O que é que esta criança precisa para se sentir suficientemente segura para conseguir colaborar?"

Porque antes da cooperação vem, muitas vezes, a conexão.

💛 Um abraço antes de sair de casa.
👀 Baixar à altura da criança antes de dar uma instrução.
🤝 Reconhecer que aquele momento está a ser difícil.
🌿 Dar alguns minutos para a transição.
🤍 Mostrar que estamos do mesmo lado, mesmo quando precisamos de manter um limite.

Isto não significa retirar regras.

Não significa que deixamos de dizer “não”.
Nem que todas as manhãs podem durar o tempo que a criança quiser.

Ligação e limites podem existir ao mesmo tempo.

Podemos dizer:

"Eu sei que não querias ir embora. É difícil parar quando estamos a gostar. Estou contigo. E agora precisamos mesmo de ir."

Acolhemos aquilo que a criança sente sem deixarmos de assumir o nosso lugar de adulto.

E é precisamente aí que a relação pode fazer diferença.

Quando a criança se sente vista, compreendida e segura, não significa que vá colaborar sempre.

Mas fica mais disponível para enfrentar aquilo que lhe estamos a pedir.

💛 Neste regresso, talvez não precisemos de exigir que tudo volte rapidamente ao lugar.

#Salpicos #RegressoÀsRotinas #ParentalidadeConsciente #Vínculo #Relação #RegulaçãoEmocional #CrescerComAfeto by @salpicos
18
22 days ago
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Dizer adeus nem sempre é fácil.

Às vezes há um abraço que não quer terminar.
Uma mão que não quer largar.
Um pedido de “fica só mais um bocadinho”.
Ou lágrimas quando chega o momento de nos afastarmos.

E não é difícil apenas para a criança.

Também há adultos que saem da escola com um aperto no peito, que ficam a pensar se deveriam ter ficado mais um pouco ou que sentem vontade de voltar atrás quando ouvem o filho chorar.

Porque quando existe vínculo, a separação também se sente. 🤍

Mas separar-se não significa quebrar a ligação.

É, aos poucos, ajudar a criança a construir uma certeza muito importante:

💛 “Mesmo quando não te vejo, continuamos ligados.”
🤝 “Posso ficar com outras pessoas e continuar seguro.”
🌿 “Tu vais… mas voltas.”

E esta confiança constrói-se através de muitas experiências repetidas de separação e reencontro.

Por isso, uma despedida não precisa de ser perfeita.

E uma criança não precisa de deixar de chorar para considerarmos que está a adaptar-se.

Pode sentir saudades.
Pode não querer que o adulto vá embora.
Pode precisar de mais tempo.
Pode chorar.

O mais importante é que encontre adultos disponíveis para acolher aquilo que está a sentir e que, pouco a pouco, vá percebendo que consegue atravessar aquele momento em segurança.

Nas despedidas, pequenos gestos podem ajudar:

🤍 dizer claramente que vamos embora, em vez de desaparecer sem a criança perceber;
💛 criar um pequeno ritual de despedida;
🌿 transmitir segurança e tranquilidade, mesmo quando também nos custa;
🤝 cumprir aquilo que dizemos — “vou buscar-te depois do lanche”, por exemplo — usando referências que a criança consiga compreender.

E depois há uma parte igualmente importante:

voltar.

Porque cada reencontro confirma aquilo que a criança está, pouco a pouco, a aprender:

“Fomos para lugares diferentes… e a nossa relação continuou aqui.”

💛 Um vínculo seguro não significa nunca sentir dificuldade em separar-se. Significa poder partir, sentir saudades, ser cuidado por outros e descobrir, repetidamente, que há uma relação segura à qual podemos regressar.

#Salpicos #VínculoSeguro #RegressoÀEscola #AdaptaçãoEscolar #Separação #CrescerComAfeto by @salpicos
18
25 days ago
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Porque é que o movimento das crianças parece incomodar-nos tanto?
“Está quieto.”
“Senta-te.”
“Não corras.”
“Pára de mexer nisso.”
“Consegues estar sossegado só um bocadinho?”
São frases que fazem parte do dia a dia de muitas crianças.
E, claro, há momentos em que precisamos que parem, esperem ou estejam sentadas. Há contextos, limites e questões de segurança que o exigem.
Mas talvez valha a pena perguntarmo-nos: quantas vezes estamos a pedir imobilidade porque ela é realmente necessária… e quantas vezes porque é mais confortável para o adulto?
Uma criança mexer-se não significa necessariamente que esteja desatenta.
Levantar-se não significa necessariamente que esteja a desafiar.
Precisar de correr não significa falta de limites.
O movimento pode ser uma forma de regular, organizar, explorar, comunicar e aprender.
E quando passamos grande parte do dia a pedir às crianças que controlem o corpo, talvez não devamos ficar surpreendidos quando esse corpo procura todas as oportunidades possíveis para se mexer.
Na escola. Em casa. Num restaurante. Numa sala de espera.
Talvez a pergunta não deva ser apenas:
“Como é que faço esta criança estar mais quieta?”
Mas também:
“Será que esta criança teve oportunidades suficientes para se mexer?”
Porque ensinar uma criança a parar quando é necessário também é importante.
Mas, para conseguirmos pedir momentos de pausa, precisamos de garantir que existem verdadeiros momentos de movimento. 💛
O movimento não é o contrário da aprendizagem.
Muitas vezes, é precisamente através dele que a aprendizagem acontece.

Também sentes que continuamos a exigir às crianças que estejam quietas durante demasiado tempo? by @salpicos
18
a month ago
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