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Herói, Marginal, Espiralar.
Professor, Baiano, abolicionista. 🐍🌿
Coord.Adjunto - @ibccrim.ba | @ccrimufba | @ufbapdrr
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Entrevista que eu forneci pra colaborar um pouco com a excelente matéria do BaTV.

Sempre muito bem acolhido e com profissionais queridos e atenciosos, que prestam atenção nos detalhes.

Espero ter auxiliado o máximo possível 💙 taken in Salvador, Bahia by @saulorenato
47
9 months ago
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Trouxe um vídeo com recortes da minha fala na California State University, Long Beach, durante o último dia 15 de Maio, no Congresso Internacional de Pesquisa em Segurança Pública, Justiça e Proteção Internacional de Direitos Humanos.

Fui convidado por conta do meu trabalho e da pequena contribuição que tenho desenvolvido nas áreas de Criminologia Crítica, Teoria Crítica da Raça e Diáspora, reconhecidas pela professora Alice Choi, do Departamento de Criminologia, Justiça Criminal e Gestão de Emergências da universidade.

Minha participação teve como foco a violência policial na América Latina, com ênfase no contexto baiano, e tive a honra de compor a mesa com Marjorie (Chile), Gastón (Colômbia) e Kehly (Argentina). Suas falas ampliaram minha compreensão das realidades distintas da região, cada uma trazendo uma contribuição valiosa sobre a violência estatal.

Fiquei imensamente feliz com o interesse do público, as perguntas e o debate que se formou. Espero ter contribuído da melhor forma possível para esse espaço tão potente de troca, especialmente tão bem acompanhado com as referências que cito. 

As legendas do vídeo foram feitas por mim, então peço a compreensão de todos com meu inglês,  estava nervoso, mas falei com o coração.

VIVA A EDUCAÇÃO PÚBLICA, A PESQUISA, A LUTA!

Tempo:
00-0:57 - Universidades públicas 
0:57-2:40 - Professores e base teórica
02:40-04:42 - Contexto  e mecanismos de controle Brasil "pós Abolição"
04:43-05:49 - dados comparativos EUAxBR
05:50-08:05 - Necropolítica Autofágica (conceito desenvolvido em minha pesquisa)
08:05-09:56 - Minha perspectiva para o futuro. by @saulorenato
113
a year ago
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Trago a escrevivência que dissertei no meu trabalho de conclusão da Faculdade de Direito (até o post 9) pra dizer que 25 é 13. by @saulorenato
7
38 minutes ago
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Estourando fotos de belém pois tivemos álcool, docas, menino bunito, Isabel Calado, cura gay, cuia, aparelhagem, beijo gostoso, dançar no salto 15 e tomar banho de água fresca no lindo lago do amor e ainda assim não tem o suficiente pra explicar essa viagem. by @saulorenato
13
2 months ago
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Atento taken in Belém, Pará by @saulorenato
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2 months ago
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O @epedbelem, no Pará, foi lindo. Daqueles encontros que a gente leva para casa não só pelas pesquisas, mas também pelos sabores, pelas noites e, principalmente, pelas pessoas e pela potência de uma universidade que insiste em existir.

Fui marcado pela maniçoba, pelo vatapá paraense, tão diferente do baiano e tão, tão gostoso que comi várias vezes, pela cachaça, pelo suco de taperebá pelo qual me apaixonei, pelo sorvete de uxi da Cairu, pelos melhores chopes nas Docas, e pela aparelhagem, que me fez voltar para casa às quatro da manhã por três dias seguidos.

Mas o que mais me marcou foi perceber, mais uma vez, a resistência da universidade pública. É difícil ser pesquisador no Brasil. Ainda assim, continuamos resistindo. Vi pesquisas fantásticas sobre gênero, sexualidade, relações raciais, lazer, povos originários e povos de terreiro, mulheres de axé, sociologia da violência, criminologia, historiografia, educação jurídica, feminicídio, violência doméstica, memória, técnicas de pesquisa, políticas antimanicomiais, conflitos fundiários e tantas outras.

Eu também tive a alegria de apresentar pesquisas sobre laudos médicos em casos de letalidade policial, direito ao lazer em duas cidades interioranas com o meu amor, violência vicária contra mulheres vítimas de violência doméstica e justiça negocial.

Vi alunos da graduação sendo elogiados como doutorandos, doutorandos recebendo de pesquisadores com décadas de profissão a confirmação de que estão no caminho certo. Vi a universidade pulsar.

Além de ver como o Norte e o Nordeste resistem. Resistimos mesmo com a falta de recursos, com pesquisas que tantas vezes são menos valorizadas por estarem fora dos grandes centros acadêmicos e com universidades públicas constantemente enfrentando o abandono e a desvalorização. Independentemente de quem esteja no poder, a educação pública segue sendo ameaçada, e a universidade continua viva e transformando o país.

E é maravilhoso ver a potência negra, trans e feminina ocupando cada vez mais esses espaços e mostrando que a universidade deve ser pública para todos.

Viva a universidade pública. 
Viva a pesquisa brasileira! 
Viva o EPed e o Norte Brasileiro, que resiste by @saulorenato
18
2 months ago
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25.

Demorei para acreditar em mim, para entender quem eu era e quais caminhos queria seguir. 

Demorei para querer viver e demorei ainda mais para gostar de mim. Ainda hoje duvido de mim, mas aprendi que, às vezes, fiz tudo o que podia. Se pude muito, pude muito. Se pude pouco, pude pouco. Eu também sofri muito até encontrar pessoas. Encontrar quem ficasse na faculdade, sentado no banco, acalmando o peito, conforto pro coração.
 
 Eu nunca soube sentir pouco. Eu não sei colocar uma mesa para uma pessoa. Não sei fazer comida só para uma pessoa quando posso fazer para vinte. Não sei preparar um almoço pequeno, uma festa para poucos, convidar duas pessoas para a minha mesa ou oferecer afeto em doses controladas. Eu não sei dar pouco cuidado, pouca presença ou pouco amor. Difícil sentir tanto em um mundo que ensina a reprimir... 
 
Quantas vezes chorando? Quantas vezes sorrindo? Quantas vezes continuando mesmo quando não havia muita vontade de continuar? Que bom encontrar pessoas que me lembram que eu mereço mais e não devo aceitar menos. 

Eu ainda duvido tanto de mim. Talvez continue duvidando por algum tempo. Mas eu e eu podemos tentar imaginar, por um pedaço dessa vida, que talvez eu possa, sim, ser esse amontoado de coisas boas que tantas pessoas dizem que eu sou. E, se quem diz isso são pessoas que eu admiro tanto, talvez seja possível acreditar um pouco. 
 
Hoje faço vinte e cinco anos numa segunda-feira, sob os caminhos de Exu, dono das encruzilhadas e das possibilidades. Oxumarê, meu pai de cabeça, me ensina a trocar de pele sem desaparecer, a mudar sem deixar de ser eu, a encontrar equilíbrio justamente no movimento. E Omolu continua me ensinando sobre cuidado, saúde e sobre os sinais que mostram aquilo que precisa ser deixado para trás. 

Talvez eu ainda não saiba exatamente o que vem depois. Pela primeira vez, talvez eu não precise saber. 

Só quero continuar. Sentir muito. Amar. Aprender. Escolher melhor. E, se a vida vier com sua boca banguela, sua mordida e suas gargalhadas, eu espero conseguir encará-la. 

Não porque deixei de ter medo, mas porque, depois de vinte e cinco anos, finalmente comecei a acreditar que talvez eu seja capaz de atravessá-la. taken in Salvador, Bahia by @saulorenato
35
3 months ago
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Dias de um Saulo barbudo na rua, na chuva, na fazenda taken in Santo Amaro, Bahia, Brazil by @saulorenato
7
3 months ago
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Imagina só poder dar beijo quando o Brasil faz gol? taken in Salvador, Bahia by @saulorenato
4
3 months ago
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Fim da linha. 

Um dos momentos mais difíceis da minha vida vai, enfim, ficando para trás.
Páginas e páginas lidas. Horas incontáveis de escrita.
Tantos desafios, angústias, noites mal dormidas, mas também um ano de recomeço. Ano em que percebi que algumas despedidas eram, na verdade, abertura de caminho. Ano de Exu, senhor das encruzilhadas, lembrando que nenhum destino se constrói sem movimento, coragem de atravessar.
Sem desassossego crescente. Tudo me interessa e nada me prende.

Lutar pelos meus, aprender e caminhar com os meus. Porque, se sozinho se chega mais rápido, é em grupo que se aprende a permanecer.
Apoiar-se em quem faz florescer. Acompanhar o próprio crescimento sem esquecer de olhar pra trás e agradecer quem estendeu a mão. Acreditar mais em si e nos olhos dos outros que enxergaram primeiro aquilo que não conseguíamos ver.

Agora, pela primeira vez em muito tempo, eu não quero fazer nada. Eu só quero descansar. Talvez repetir essa palavra seja a única forma de explicar o quanto ela se tornou necessária.
Os últimos meses foram vividos em função de tantas pessoas, trabalho, pesquisa, prazos e compromissos, que, em muitos momentos, eu esqueci de mim. Meu corpo sentiu antes deu admitir, e agora ele pede repouso.

Cada página escrita foi uma entrega muito maior do que parecia. Não era um texto acadêmico. Era uma sessão de análise transformada em palavras. Era uma negociação constante comigo mesmo sobre o que eu estava disposto a revelar, o que eu ainda precisava proteger e o que já podia, finalmente, ser compartilhado. Escrever foi também revisitar dores, reorganizar memórias e reconhecer versões de mim que precisaram existir para que a pessoa que defendeu aquele trabalho pudesse existir hoje.

E agora, antes de qualquer novo projeto ou nova corrida, eu escolho uma outra travessia: voltar para mim. Dormir sem culpa. Ler sem prazo. Cozinhar porque quero. Encontrar quem amo. Respirar sem a sensação de que há algo urgente me esperando. Descansar. De verdade. Descansar até que meu corpo volte a reconhecer a leveza, até que minha mente volte a fazer silêncio, até que eu consiga me lembrar de que viver também é parar.

E amar acima de todas as coisas. by @saulorenato
41
4 months ago
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Fogueira acesa, calor de junho, calor de gente, fogos riscando o céu, riso de criança correndo pela rua, quadrilha improvisada, dois corpos dançando agarrados ou apenas um corpo acompanhando o passo do outro. Milho assando, sanfona chamando, memória de infância cantando Balão Mágico, amigos que fazem a vida parecer maior do que a tristeza, o conforto de descobrir que os dias não seriam tão solitários quanto pareciam. Receber o carinho de quem a gente admira, ouvir um elogio do amor da vida, sair cedo para tomar café e caminhar pela cidade como turista, descobrindo beleza nas esquinas já conhecidas. E dendê. Sempre dendê. Na panela, na mesa, na memória, no afeto. Porque algumas terras não moram apenas nos pés. Moram na pele, no cheiro, no coração. E junho, quando chega, lembra que há fogueiras que aquecem o mundo e outras que aprendem, devagarinho, a morar dentro da gente. taken in Salvador, Bahia by @saulorenato
20
4 months ago
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Depois de muitos caminhos percorridos, noites em claro, dúvidas, recomeços, leituras intermináveis, idas e vindas na escrita e uma caminhada que nem sempre foi fácil, chegou o momento de defender meu Trabalho de Conclusão de Curso em Direito pela Universidade Federal da Bahia, presencialmente e de forma híbrida, na sala da Congregação. 

Embora esta seja a segunda monografia que defendo na vida, sinto como se fosse a primeira e a única. Cada pesquisa tem sua história, mas esta foi atravessada por inquietações profundas, por encontros acadêmicos e humanos que transformaram minha forma de compreender o Direito, a violência e o papel das instituições na produção das desigualdades. 

Meu trabalho, intitulado “Sangue derramado no papel assinado: acordos de vitrine, territórios de morte e a permanência do genocídio penal no Brasil”, investiga os Acordos de Não Persecução Penal na Bahia e busca compreender como raça, território e classe social continuam estruturando a atuação do sistema de justiça criminal, mesmo em mecanismos apresentados como alternativas ao encarceramento.

Será uma grande alegria compartilhar este momento com todas as pessoas que, de alguma forma, caminharam comigo até aqui. Professores, colegas, amigos, familiares e companheiros de jornada acadêmica, sintam-se convidados.

A presença de vocês tornará esse momento ainda mais especial. by @saulorenato
57
4 months ago
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