Instagram story viewer> @b_moving> Tagged
POSTS STORIES REELS TAGGED
Omg.. I ieels like ages ago.. but this Eclipse really touched me, 

How small we are, in a planet, orbiting around a sun.. And yet I can feel so important at times.. And I am

Over some tears, seeing the sun hiding felt like a psyfi movie witnessing how many possibilities there are in this world, 
even what might feel like impossible, sometimes happens.

Was extremely special to get to witness @islandofspectrum, @marini21 & @elinaunterwegs 

Creating this gathering with so much care and ease.. Some feminine super heroines โ™ฅ๏ธ

Thank you @tanabesoichi @astrodongi @222_lifeinalignment @paolo @edricsubur @lucy__inthesky__ @clairety.marie @emilyfields @b_moving @monikabuka_ @sultan.fluff @wi.tati @caroisooo @cabanasancares @paulokizito_ @ouss.aber ๐Ÿชญ
10
โ€œPor que sua dancฬงa mudou tanto?โ€

Eu oucฬงo essa pergunta com frequeฬ‚ncia. Aฬ€s vezes como um elogio, aฬ€s vezes nem tanto. ๐Ÿ™‚

A resposta curta eฬ: minha dancฬงa mudou porque eu mudei. Todas as vezes.

Eu era uma criancฬงa super ativa: fiz ginaฬstica dos 7 aos 14 anos, circo, capoeira, natacฬงaฬƒo, artes plaฬsticas. Quando encontrei a dancฬงa social brasileira, eu jaฬ tinha um corpo que queria experimentar tudo: samba, forroฬ, salsa, zouk, bachata, bolero. Cheguei ateฬ a ganhar duas competicฬงoฬƒes de salaฬƒo, e em uma delas precisaฬvamos dancฬงar dez ritmos diferentes. Dez! ๐Ÿ˜‚

E entaฬƒo vieram as fases. A energia do hip-hop e as isolacฬงoฬƒes corporais com Dadinho. As coreografias e a fusaฬƒo com dancฬงas urbanas com Charles Espinoza. O contato improvisacฬงaฬƒo, a exploracฬงaฬƒo do espacฬงo e a elasticidade com Saulo Dias, depois que o movimento da dancฬงa social contemporaฬ‚nea, a conducฬงaฬƒo compartilhada e as influeฬ‚ncias da Cia. Dois Rumos, Carolina Polezi e Brigitte Wittmer jaฬ tinham aberto novas possibilidades dentro de mim.

E entaฬƒo veio a parte mais difiฬcil de compartilhar.

Conforme minha vida foi se voltando para dentro, as performances comecฬงaram a perder o sentido para mim, e percebi algo desconfortaฬvel sobre a minha forma de ensinar. Durante anos, eu explicava e demonstrava enquanto meus alunos ficavam principalmente assistindo. Eu era o centro das atencฬงoฬƒes na minha proฬpria sala de aula. Essa percepcฬงaฬƒo me deixou envergonhada ao ver o quanto de ego meu tinha ali. Eu era sempre o centro das atencฬงoฬƒes.

Com Rafa Soares, comecei a construir aulas, imersoฬƒes e retiros voltados para a proฬpria experieฬ‚ncia corporal dos alunos: mais exerciฬcios para eles, menos falatoฬrio da nossa parte.

Hoje eu valorizo uma dancฬงa com presencฬงa. Construir caminhos juntos, descobrir as coisas com calma, com muita brincadeira, respeitando o fluxo dos dois dancฬงarinos e da muฬsica que nos conduz.

E uma vida mais desacelerada naฬƒo significa, necessariamente, uma dancฬงa mais lenta, viu? Dancฬงas energeฬticas tambeฬm podem nascer desse mesmo lugar de conexaฬƒo, e eu amo essas tambeฬm.

24 anos de dancฬงa, e eu naฬƒo acho que cheguei a algum lugar. Acho que simplesmente parei de ter medo de mudar.

E voceฬ‚? O que mais valoriza na sua dancฬงa hoje?
80
back to up