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Sua gastronomia defende o quê, e quem?

Antes de chegar ao prato, a comida atravessa a terra, a água, o trabalho e o poder. Carrega a mão de quem planta, o corpo de quem colhe, o saber de quem transforma. E as decisões de quem pode escolher o que os outros terão para comer.

Toda cozinha serve uma ideia de mundo.

O café especial perde parte do encanto quando o pequeno produtor recebe pouco. A beleza do prato não justifica a exaustão de quem o prepara. O discurso sobre afeto fica vazio quando o cuidado termina na porta do salão.

Não cabe celebrar o terroir e esquecer o trabalhador. Exaltar a tradição e abandonar quem guarda a semente. Vender hospitalidade e negar descanso à própria equipe.

Queremos pão crescendo, não gente diminuída. Queremos água limpa no copo, no rio e no futuro. Queremos a diversidade do milho, a dignidade da cachaça, a memória das quitandas e comida boa ao alcance de todos.

Isso exige escolhas na compra, no contrato, no cardápio, no voto e nas políticas públicas que defendemos.

Quem trabalha com alimentação tem responsabilidade sobre o mundo que ajuda a pôr à mesa. Nossa técnica pode alimentar a indiferença ou transformar relações. Nosso prestígio pode esconder injustiças ou dar força a quem quase nunca aparece na fotografia.

A fome não pode ser a paisagem do lado de fora do restaurante. O esgotamento não pode ser o ingrediente escondido da experiência. E a terra não pode pagar, sozinha, a conta do nosso prazer.

Sou da gastronomia demais para fingir que comida não é política.

E você: o que se recusa a servir?

Marque quem divide essa responsabilidade com você. Que essa conversa atravesse o balcão, chegue ao passe e ocupe a mesa.

#ComidaÉPolítica #Gastronomia #ComidaDeVerdade #ValorizaçãoDoTrabalho #AgriculturaFamiliar
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Só hoje percebi que ainda não tinha postado sobre este que é o Festival mais gostoso do Brasil! São dias de corre, cansaço, mas também de muitas risadas, muitos encontros felizes, muitos reencontros, novos amigos e, principalmente, muita, muita, muita comida boa. Eu só posso dizer que foi uma delícia e que valeu demais!
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@farturabrasil
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Faz 3 anos que essa porquinha levantou voo e não pousou mais 🎈

Sábado tem festa, meu melzinho! Do meio-dia até a noite, aniversário bom não se comemora com pressa. Cê vem? Não vai fazer desfeita com a aniversariante...
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Três anos de Porca, meus méis 🎈

Nesse sábado a festa é nossa, mas é de vocês também. De quem sentou nessa mesa, ocupou a calçada, pediu mais uma, trouxe amigo, voltou e ajudou essa porquinha a chegar até aqui.

A gente abre ao meio-dia e vai até fechar, com um dia inteiro pra comemorar. No meio da tarde, a calçada ganha samba e a rua do ouro fica ainda mais com a nossa cara.

Dentro da casa, o cardápio segue completão pra vocês pedirem sem moderação :)

E ainda tem um motivo a mais pra vir com fome: novembro vem com cardápio novo, então esse também é um dos últimos momentos pra provar alguns dos ícones que nos acompanharam até aqui. 

É dia de brindar os três anos, esse último ano que foi tão generoso com a gente, comer bem, ouvir samba e ocupar a rua.

Se você gosta dessa porquinha, da nossa cozinha e da nossa turma, aparece pra festejar junto.

Três anos, gente. Que coisa boa ❤️
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O bar onde a irreverência é protagonista | CASA VOGUE

O que acontece quando a alma de um lugar se recusa, terminantemente, a ser domesticada mesmo após uma reforma? Na Porca Voadora, Bruna e Ivan jamais buscaram sofisticação: buscaram, com a obstinação de quem já não tem nada a provar, a verdade. E encontraram, nos primeiros e mais humildes anos da casa, o verdadeiro ponto de partida de um projeto que hoje se revela em cada detalhe.

Foi Ivan quem, tomado pela convicção silenciosa dos visionários, decidiu que um revestimento originalmente concebido para abraçar uma piscina deveria, em vez disso, vestir estas paredes. Convicto, à época, de que “ninguém notaria”. Ironia das ironias: hoje ele é notado por todos, e resiste, com dignidade quase estoica, a copos virados por clientes embriagados e bandejas que encontram o chão com pontualidade impressionante, numa comunhão improvável entre elegância e o caos cotidiano de um bar.

A identidade da casa não foi desenhada: foi escavada. Escavada de anos de escolhas feitas no impulso, de objetos guardados por teimosia sentimental, de decisões que ninguém documentou porque ninguém imaginou que um dia contariam uma história. É essa arqueologia doméstica, e não um projeto no papel, que hoje sustenta cada espaço da casa.

No novo episódio, Casa Vogue testemunha aquilo que, sem receio de exagero retórico, só se pode chamar de metamorfose: a Porca Voadora, nascida à sombra da simplicidade, ergue-se hoje como prova cabal de que crescer é, também, aprender a se embelezar sem trair a própria origem. Que se registre, com a devida reverência, o mérito da arquitetura conduzida por Mariana, cuja mão precisa soube transformar impulso em projeto e projeto em beleza. 

E é assim, entre tijolo antigo e reforma nova, que a Porca Voadora prova que o esplendor, quando genuíno, não se compra: se conquista.
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apenas a parte deliciosa de agosto, em cinco estados diferentes 💕
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O almoço de quinta já tá no jeito, meu mel.

Você só precisa chegar com fome e decidir o que vai no prato. O resto a gente cuida por aqui :)

PF da Porquinha por R$35, das 12h às 16h.

Marca quem vai vir almoçar com você 🎈
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Aquele apanhado do mês que me ajuda a lembrar que estar vivo é o que a gente tem de mais bonito. 

E estar em movimento, fazendo o que a gente gosta é um presente, um privilégio que agradeço todos dias. Obrigada aos amigos que estão nessa gira comigo. 

📸 2 @lilianepelegrini @benditaconteudo para @veredasproducoes, obrigada 🫶🏽

#dumpagosto #dumpagosto2026
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