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*selo político da @editoraurutau
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​A extrema-direita encontrou o modelo perfeito de maternidade: a mãe enlutada, silenciosa para os direitos e extremamente útil para o comício. Para o PL e para a bancada conservadora, a dor de quem perdeu um filho não é uma tragédia a ser reparada, mas uma mercadoria de palanque. Eles aplaudem a mulher quando ela chora diante das câmeras, mas usam a mão desse mesmo voto para assinar leis que vão moer a vida das mães que continuam tentando proteger os seus.

​A perversão dessa cena é cirúrgica. O político que dá o abraço cínico e promete uma "justiça" de fachada na televisão é o mesmo que, no bastidor do Congresso, vota para manter a aberração da Lei de Alienação Parental, facilita o calote de pensão, esvazia o ECA e protege genitores parasitas perversos. Ser cooptada por esse discurso é virar a mascote perfeita do próprio agressor: o partido ganha o escudo moral do luto enquanto afia as garras para criminalizar a mãe que ousa denunciar abuso no tribunal.

​O PL ama a mãe que chora a morte do filho e odeia a mãe que luta para mantê-lo vivo, alimentado e protegido.

​Essa aliança com os nossos carrascos não é ingenuidade, é a validação de um projeto de maternidade em cativeiro. Não há consolo nem justiça em dar o braço ao movimento político que trata a misoginia como plataforma eleitoral.

Quem serve de vitrine para a extrema-direita está, na prática, emprestando o seu próprio trauma para chancelar a violência institucional que vai desgraçar a vida de mil outras mulheres amanhã.
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​Maternemos!
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Existem momentos na vida em que mais importante do que decidir o que queremos, é decidir o que NÃO queremos. ✊️

Nesse 2 turno, não deixe de votar para que o passado nunca mais se repita!
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​Não se trata de preferência partidária, mas de um diagnóstico de sobrevivência: a agenda política que avança no Congresso transformou a proteção materna em crime. Quando bancadas conservadoras se mobilizam para blindar a Lei de Alienação Parental e aparelhar o Estado contra as mães, a mensagem enviada às mulheres é categórica. O sistema não quer apurar abusos, combater a sonegação de alimentos ou conter genitores parasitas perversos, quer construir o arcabouço jurídico perfeito para criminalizar quem ousa denunciar.

​A perversão dessa arquitetura legislativa reside na inversão da culpa. Sob a chancela de discursos moralistas e da pressão do lobby masculinista, ferramentas de salvaguarda da infância são esvaziadas para dar lugar a instrumentos de coerção contra a mulher. A mãe que protege o filho da violência doméstica, que aponta o calote deliberado ou que denuncia suspeitas graves de abuso passa a ser enquadrada como a "agressora" do processo. O Estado deixa de ser o garantidor de direitos para se tornar a tropa de choque do opressor.

​Votar no projeto que te silencia é assinar a autorização para a própria ruína.

​A vida de milhares de mães solos e violentadas atinge o seu limite quando a paranoia redpill e o ressentimento privado ganham o carimbo da maioria parlamentar. O resultado prático dessa aliança reacionária é o cativeiro processual: a ameaça constante de perda da guarda, a contaminação de laudos e a iminência da prisão para quem se recusa a entregar o filho à violência. Denunciar essa engrenagem e rejeitar os seus fiadores políticos é o único caminho para não permitir que o medo vire norma de Estado.

​Hoje, votar no PL é se preocupar mais com a palavra da mãe do que com o abuso do agressor. É validar as violências dos genitores (que já são inúmeras) e trazer mais pânico às mães e crianças.

​Fiquemos conscientes de nossas lutas por segurança, em relação ao feminicídio, às peças processuais abusivas e ao fato de que o judiciário já é bastante permissivo.
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​Tenhamos medo, mas não deixemos a luta. O PL não nos quer ativas. Tenham certeza.
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​Maternemos.
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Leitura do trecho do meu ensaio crítico Escrevernar em ruínas, uma plaquete que sai pela editora Urutau em parceria com a @editorahecatombe , para a coleção colo e ruína. Já entrou em pré venda pelo site da @editoraurutau
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Em pré-venda a primeira plaquete da Coleção "Colo e ruína", de Myriam Scotti, "Escrevernar entre ruínas", com desconto de 10% até 5 de novembro, direto em nosso site. Link na bio. 
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"O problema não é a maternidade, mas o modelo que a privatiza e a deposita quase inteiramente sobre uma mulher."
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Conheçam as coleções anteriores, Mãe leva outra e Mãe leva mais uma. 
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Maternemos!!!
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Chamada aberta para o recebimento de originais.

Publicação de livros e plaquetes sobre as maternidades.

​Depois de escavar a ruína, o cativeiro e a violência, abrimos o campo para que todas as dimensões da maternidade sejam traduzidas em literatura. Até o dia 30/09/2026, a Editora Urutau, por nosso selo político Hecatombe, recebe propostas de todos os gêneros literários e artísticos que pensem, tensione e atravessem a complexidade de gestar, criar, perder, resistir e existir.

​Buscamos textos que contemplem a ruína, mas também o colo. A solidão, mas também a invenção da comunidade.

Queremos originas que tratem das violências e da saúde mental, da exaustão e do desejo, do luto e do júbilo, da neurodivergência, das maternidades atípicas, periféricas, solo, adotivas, invisibilizadas e dissidentes. Não buscamos o mito nem a romantização: queremos a precisão do diagnóstico e a força da linguagem.
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​Esta não é uma antologia, mas uma convocatória para publicações individuais (ou de coletivos) para integrar a Coleção Colo e Ruína, que sucede as coleções "Mãe leva outra" e "Mãe leva mais uma".

​Como enviar:

​Enviar o manuscrito em formato Word para: hecatombe@editoraurutau.com.br

​Assunto: Coleção Colo e Ruína

​No corpo do e-mail incluir: nome, cidade onde reside, livros/autoras da casa que conhece, redes sociais e um breve relato sobre as motivações que te levam a escrever sobre maternidade.
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​Continuamos em busca de propostas, debates, mediações e encontros presenciais ou virtuais sobre o tema.
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​Maternemos.
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