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Ciência e conservação do mar brasileiro.
Pesquisas, expedições e descobertas.
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🐳🐬🐋 MEGAFAUNA MARINHA PERDIDA | O que cartas, pinturas e relatos antigos podem revelar sobre a vida marinha? Há cinco séculos, baleias, golfinhos, peixes-boi, tubarões e outros grandes peixes eram encontrados aos milhares na costa brasileira. Após séculos de exploração predatória, porém, as populações desses grandes animais diminuíram drasticamente, deixando ecossistemas menos complexos, cadeias alimentares alteradas e uma biodiversidade reduzida. 

Para reconstruir esse passado, pesquisadoras vasculharam acervos de museus e bibliotecas e consultaram centenas de documentos históricos. Produzidos para descrever as riquezas da colônia, informar a coroa portuguesa e orientar futuros ocupantes, esses registros hoje também oferecem pistas valiosas para biólogos, historiadores e pesquisadores da conservação. 

Livros, cartas, pinturas e gravuras mostram, por exemplo, que a antiga abundância das baleias tornou-se oportunidade econômica, dada a escala e intensidade de sua exploração nesse período. Carne, óleo e barbatanas delas eram aproveitados para diferentes finalidades, além de outros grandes vertebrados e animais marinhos. 

Interpretadas e contextualizadas, essas peças ajudam a montar o quebra-cabeça da transformação dos oceanos mostrando o que perdemos, e reforçam a necessidade de proteger o que restou. Conheça essa história lendo o artigo das pesquisadoras Carine de Oliveira Fogliarini e Mariana Bender, do Laboratório de Macroecologia Marinha e Conservação do Departamento de Ecologia e Evolução da Universidade Federal de Santa Maria (RS), e da Rede Programa de Pesquisa em Biodiversidade IntegraMAR.

Leia mais no link na Bio e nos Stories. 

https://cienciahoje.org.br/artigo/declinio-da-megafauna-marinha-no-brasil/ 

#megafaunamarinha #Ciência #baleias #golfinhos #Conservação
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Segurança alimentar também se constrói olhando para os oceanos. 
 
Um novo estudo publicado na Nature Food e liderado por pesquisadores do IntegraMar mostra que espécies comerciais brasileiras, como tainha, sardinha-verdadeira e caranguejo-uçá, podem oferecer nutrientes importantes que faltam na dieta da população, como cálcio, zinco e ômega-3. 
 
Mas aproveitar esse potencial depende de uma pesca bem gerida, capaz de conciliar alimentação, geração de renda e conservação dos recursos marinhos. 
 
É por isso que a ciência é tão importante: ela ajuda a orientar caminhos para que os oceanos permaneçam saudáveis, produtivos e capazes de alimentar as próximas gerações. 
 
Conheça e apoie nossas campanhas em brasil.oceana.org. Link na bio!

#Oceana #Pesca #PescaSustentável #Ciência #Oceanos
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Substratos artificiais, como píeres e quebra-mares, costumam virar "casa fácil" para espécies marinhas invasoras, a exemplo do coral-mole e do coral-sol. Por não encontrarem barreiras naturais, esses organismos exóticos se multiplicam rápido e ameaçam a biodiversidade local.

Para conter esse avanço, cientistas testaram uma estratégia preventiva: usar esponjas marinhas nativas como escudos biológicos. Como crescem rapidamente, essas esponjas locais ocupam o espaço nas placas antes das invasoras, impedindo a sua fixação.

Itaparica, na Bahia, foi um dos lugares onde placas com diferentes combinações de esponjas nativas permaneceram submersas durante seis meses, entre fevereiro e agosto de 2026. Outros estados também foram locais de experimentação: Rio de Janeiro, Paraná, São Paulo e Alagoas.

O projeto é realizado pela Rede IntegraMar (financiada pelo CNPq), com liderança da UESC e UFABC, em parceria na Bahia com a UFBA e o Projeto Mares/ONG PRÓ-MAR.

📸 Foto: Acervo IntegraMar

✍️ Repórter: Andréia Vitório.

🔗 Acesse o link na bio para entender como essa estratégia pode proteger nossos recifes de coral e evitar prejuízos ao ecossistema marinho. Foto em plano fechado de uma placa metálica marinha com textura áspera e porosa. O painel está coberto por esponjas marotas nativas em tons bege e arroxeados, intercaladas por incrustações vibrantes de cor vermelha. No canto superior esquerdo, um círculo amarelo destaca o ponto de contato entre a esponja nativa e a espécie invasora. No topo, uma tarja laranja traz o texto "OCEANO". Abaixo, uma faixa verde destaca o título: "Bahia testa esponjas nativas para conter espécies invasoras", seguido pelo logotipo da Eco Nordeste.
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📖🐋🐬 NOVA EDIÇÃO | Já saiu a edição 435 da revista Ciência Hoje! Neste mês, a matéria de capa mostra que uma análise dos relatos de cronistas e naturalistas revela o declínio dos grandes animais marinhos ao longo de cinco séculos de exploração da costa brasileira. Descubra também outros destaques da edição de setembro:

🐳 CAPA | Avistar uma baleia ou um peixe-boi na costa brasileira surpreende. Mas, no passado, isso era algo corriqueiro. O que aconteceu? A pesca predatória, ao longo de séculos, quase dizimou nossa megafauna marinha. Hoje, nosso dever é conservar o que restou.

💉 ENTREVISTA | Líder científica de plataforma pioneira da Fiocruz, a imunologista Patrícia Neves explica como a tecnologia, em desenvolvimento no Brasil, tem potencial para, no futuro, enfrentar diferentes patógenos e doenças, inclusive o câncer

🔋 HIDROGÊNIO VERDE | O hidrogênio é um dos candidatos mais promissores para substituir os combustíveis fósseis, causadores das mudanças climáticas. Novas tecnologias já são capazes de produzir esse gás com o rótulo verdadeiramente verde, a partir de luz, calor e até microrganismos

🦫 ROEDORES ADAPTADOS | Mesmo ameaçado pelo alto grau de destruição dos biomas brasileiros, esse grupo compõe a ordem mais diversa entre os mamíferos do país, com 270 espécies silvestres já catalogadas

🐦 RESULTADOS IMEDIATOS | Análise de registros e observações de campo realizadas por mais de uma década mostram que o arquipélago detém a maior diversidade de aves marinhas do Brasil. Os dados reforçam sua importância estratégica para a conservação no Atlântico Sul

🏞 MULHERES NA CIÊNCIA | Oceanógrafa e pesquisadora da UFBA, Carine Santana busca compreender como os ecossistemas costeiros do litoral baiano reagem à contaminação por petróleo

Leia estes e também outros artigos e colunas na edição deste mês em nosso site, também disponível na Bio e nos Stories! 👇

Capa: Ampersand com IA Gemini/Foto de Klaussegon/AdobeStock

https://cienciahoje.org.br/edicao/435/

#CiênciaHoje #divulgaçãocientífica #ciênciabrasileira #NovaEdição
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