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Dentro do @fslisbon , há um restaurante que trata cada ingrediente como se fosse uma obra de arte. 🖼️ 

Chama-se @curalisboa , tem 1⭐️ @michelinguide e foi das experiências gastronómicas mais surpreendentes que vivi nos últimos tempos 😋

O nome vem precisamente do conceito de curadoria, uma seleção meticulosa de ingredientes sazonais e locais. 😮‍💨
À frente da cozinha está o chef @rodolfolavrador , que assumiu a liderança executiva em fevereiro de 2025, com um respeito profundo pelos sabores tradicionais portugueses, mas apresentados através de técnicas contemporâneas e perspetivas inesperadas. 👨‍🍳

Experimentámos o menu de degustação “Percurso”, desenhado para contar histórias ligadas à identidade, cultura e território de Portugal 🇵🇹

🍽️ Abrimos com um trio deslumbrante: um snack de arroz, trigo sarraceno e azeitona de dar água na boca, seguido de tomate, figo e hibisco numa combinação surpreendente, e um atum rabilho com ostra fresquissimos 😮‍💨

🦐 Depois vieram pratos verdadeiramente irresistíveis: o carabineiro com açorda, cheio de sabor e textura; a couve lombarda com cogumelos e arroz tostado, reconfortante do início ao fim; e um salmonete com pimentos, ameixa e flor de capuchinhas que nos deixou rendidos ao primeiro garfo.

🦑 Houve ainda um momento chamado “Cura”, que foi pura surpresa: lula com feijão bago de arroz e sabugueiro, uma combinação genial. E o coscorão com boi galego e nori foi de tirar o fôlego.

🥩 Mas o prato que mais nos deixou emocionados foi o boi galego com amora e raiz de salsa, juro, a melhor carne que já provei 😮‍💨

🍒 Nas sobremesas, cereja do Fundão com lavanda e framboesa, uma trufa de café deliciosa, e para fechar, laranja com mel e gengibre, uma explosão de sabor! 

🤍 E há algo que faz toda a diferença: o serviço. Uma equipa de sala fantástica, amorosa e profissional ao mais alto nível, do tipo que nos faz sentir em casa, mesmo dentro de um hotel de luxo.

🍷 Tudo isto harmonizado com uma seleção vínica cuidada, com vinhos internacionais bastante interessantes.

⭐️ Uma experiência gastronómica que junta art
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Falamos tantas vezes de agradecimento e privilégio, mas nem sempre agradecemos o suficiente a quem está connosco todos os dias, lado a lado. Sentei-me por primeira vez no @curalisboa e palavras não chegam.

Sinto um orgulho gigante no que estamos a construir — mas ainda maior na equipa que o torna possível.
É esta equipa que faz a experiência acontecer.

Agora, duas semanas para descansar, repor energias e voltar ainda mais fortes, com a mesma ambição e ainda mais vontade de serviçar
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#michelinguide #50bestrestaurants #guiarepsol #thebestchef #finedining
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Quando a cozinha carrega história suficiente para dispensar apresentações, o risco maior é a reverência excessiva. No @curalisboa , essa armadilha foi ignorada. A casa respondeu aos seus convidados com atitude: escolhas claras e uma presença segura à mesa. 

O primeiro impacto veio da terra, com um prato vegetal que parecia falar de continuidade e maturação. Havia ali memória, sim, mas sobretudo coerência: um discurso que se reconhece e que não precisa de se explicar. A seguir, o fumo entrou em cena de forma mais livre, com a enguia a assumir um papel inesperado, desenhada com maior arrojo visual e um jogo de contrastes bem afinado.

Num tempo em que a proteína animal muitas vezes surge quase como nota de rodapé, a carne teve aqui direito a protagonismo ponderado. O porco ibérico apareceu preciso, suculento, acompanhado por elementos vegetais que não serviam de ornamento, mas de contraponto inteligente, revelando uma mão segura na articulação de sabores e texturas.

O fecho trouxe a estação para o prato. Marmelo, cacau e eucalipto desenharam um final sereno, com equilíbrio e contenção, mais preocupado com a harmonia do que com o efeito imediato. À mesa, os vinhos acompanharam com gravidade e tempo — algumas garrafas com idade e formato a sublinhar o carácter especial da noite, sem nunca se sobreporem ao que estava no prato.

Do lado da @casachaboanova , chegaram fragmentos de um universo bem reconhecível. Em formato reduzido e quase lúdico, os snacks concentraram complexidade em poucos centímetros.

Nos pratos de maior fôlego, a assinatura tornou-se inequívoca. A lula “channel” trabalhada até ao limite da obsessão técnica revelou-se mais uma vez como um exercício de rigor e identidade, transformando um ingrediente familiar num momento quase icónico. 

Seguiu-se um prato de leitura oposta: menos construção, mais silêncio. O carabineiro ocupou o centro, apoiado por um elemento vegetal discreto, num equilíbrio que dispensou ornamentos.

No final, ficou a sensação de um CURA seguro e bem afinado. @rodolfolavrador afirma a sua identidade com convicção e rigor.

2/2

@fslisbon @catarinacastrocorreia @chefruipaula @vistaalegreofficial
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🇵🇹 @rodolfolavrador já estava no @curalisboa aquando das festividades anteriores, mas então como subchef de Pedro Pena Bastos. Em 2025 foi o anfitrião principal (embora sem deixar de dar palco à agora sous @nanimarina), recebendo chefs com duas estrelas no @michelinguide – enfim, uma delas por oficializar, mas já o é materialmente. Perante um dos nomes mais consagrados do nosso panorama gastronómico – pela longevidade, pelos diferentes restaurantes, pelo número de anos com estrelas –, @chefruipaula, a equipa do Cura não se encolheu, assumindo quatro pratos, além do pão e da broa (continuam ótimos) e das mignardises.

Se o girassol batateiro, tomilho-limão, cebola e capuchinhas lembrou o meu primeiro menu exclusivamente assumido por Rodolfo (provado em julho), a enguia fumada, couve-roxa, maçã verde e aneto trouxe novidade, tanto no empratamento como na conjugação dos diversos sabores (fumados, amargos, ácidos e aromáticos). Excelente. A carne – hoje em dia atriz mais que secundária no nosso fine dining – saiu-se bem, com o porco ibérico num ótimo ponto, bem acolitado por endívias, pêra e lima-caviar. Também aqui, um talento interessante para conjugar diversas nuances. Para encerrar o jantar, marmelo, cacau e eucalipto, muito de acordo com a época, num bom balanço entre doçura e frescura. Nota ainda para os vinhos servidos, alguns em Magnum e com alguns anos (Vila Oliveira 2016 ou Sidónio de Sousa 2015, por exemplo), parceiros à altura da efeméride.

A Mesa Contemporânea do Cura está de boa saúde nesta fase de afinação de uma nova abordagem gastronómica. Rodolfo Lavrador não baixou a fasquia dos anos anteriores e bateu-se de igual para igual. Com muitos dos chefs biestrelados a terem já passado pelo Cura nestas celebrações, quase podemos jogar ao Quem é Quem para adivinhar quem se apresentará em 2026…

📝 2/2
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O @curalisboa fez 5 anos e à semelhança de anos anos anterior não deixou passar a data despercebida. 

Foram dois jantares de grande nível. O primeiro com o @chefruisilvestre (do @fiftyseconds.experience) e este com o @chefruipaula e a @catarinacastrocorreia (da @casachaboanova
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