Instagram story viewer> @luisandrade.la> Tagged
POSTS STORIES REELS TAGGED
@luisandrade.la chegou à cozinha sem formação e hoje está à frente do @chevaldorparis d’Or, um dos restaurantes mais disputados de Paris.

Entre cidades, comida, rotina e escolhas pessoais, fizemos algumas perguntas rápidas ao chef para o conhecer para lá da cozinha.

Entrevista completa em BANTUMEN.com.
14
Jini in Pawee: Certainly A Thing
17
Luís Andrade chegou à cozinha sem escola, sem um plano para ser chef e depois de uma passagem pela construção civil em França. 

Antes disso, havia o Bairro do Zambujal, o hip-hop, o graffiti e uma vontade muito concreta de construir o próprio caminho.
Hoje, está à frente do @chevaldorparis , um dos restaurantes mais cobiçados de Paris, é coproprietário de outros projetos como o restaurante taxiphoneparis , prepara novos negócios em França e em Cabo Verde e assumiu recentemente a direção criativa da marca portuguesa @isto.pt , com uma coleção inspirada precisamente no bairro onde cresceu.
Pelo caminho, construiu uma cozinha onde Cabo Verde está presente sem precisar de ser transformado em rótulo. 

À mesa com a BANTUMEN, falou de identidade, imigração, gastronomia africana, liderança, vinho natural, jiu-jitsu e da passagem de cozinheiro a empresário.

Entrevista completa em BANTUMEN.com
185
Há pouco tempo, uma menina da Geração Z viu o meu perfil e disse-me que a falta de fotografias minhas podia ser sinal de falta de confiança ou insegurança.

No mesmo dia, apareceu-me um vídeo do @rafaelzulu a dizer que, quando era mais novo, nunca se achou propriamente bonito.

Naturalmente, juntei as duas coisas e comecei a refletir. Porque aparentemente agora até a quantidade de selfies que temos no Instagram já serve para fazer avaliações psicológicas.

A verdade é que fotografias até tiro. O problema é outro.

Na internet só se pode publicar felicidade, motivação, conquistas, viagens, corpo em evolução, brunches bonitos e, de preferência, uma legenda sobre gratidão.

E eu tenho tido alguma dificuldade em encontrar fotografias compatíveis com esse regulamento.

Sobre aquilo que o Zulu disse, também fiquei a pensar: quando éramos mais novos, pelo menos no meu grupo, ninguém perdia muito tempo a discutir se era bonito ou não. O importante era estar minimamente apresentável e, quando surgisse uma oportunidade, ter uma boa performance.

E seguir a vida.

Talvez seja por isso que hoje me seja tão difícil estar na internet. Além de ter de escolher fotografias, ainda tenho de escrever coisas que pareçam importantes para pessoas que provavelmente estão apenas a passar o dedo no ecrã enquanto esperam pelo autocarro.

Pensamentos intrusivos e fotografias pessoais deviam estar separados por lei.

Paz para toda a gente.

E espero sinceramente que a maioria tenha conseguido pagar a renda, a prestação da casa e ainda tenha sobrado dinheiro para fingir que está tudo bem no Instagram. ✌🏾
13
back to up