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Luto - Sentimos muito a partida do artista visual Caio Borges [1974-2026], que nos deixou essa semana. Tivemos o prazer de assessorá-lo na mostra solo "Hospital de bonecas" (29/07-26/08/2023), curada por Marcelo Amorim, que aconteceu no FONTE, em Pinheiros, em São Paulo. Ele vai fazer muita falta! Nossas condolências a família e amigos
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Mourning – We are deeply saddened by the passing of visual artist Caio Borges [1974–2026], who left us this week. We had the pleasure of providing press and communications support for his solo exhibition, "Hospital de Bonecas" ("Doll Hospital") (July 29 – August 26, 2023)—curated by Marcelo Amorim and held at FONTE, in São Paulo/BR. He will be greatly missed! Our condolences go out to his family and friends
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#caioborges #luto
#marmirolipr #artesvisuais
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É Lula, é 13. É dizer não, de novo, para o autoritarismo, para a homofobia, para a transfobia, para o machismo, para o racismo, para o pensamento estreito, simplista, falso, hipócrita, medíocre que se coloca como o bem, a salvação, a moralização, o correto, sendo justamente seu contrário. Estamos diante do espanto de constatar que desvelar isso não adianta, não funciona, não opera. Perdemos a palavra. O poder de designar as coisas por seus nomes. Primeiro atacam a arte, seu processo mais importante que é mostrar as ambiguidades, insuficiências e desvios da linguagem. Num esforço de fazer ver o que ainda não foi nomeado, a arte pede uma ampliação da linguagem, inventa signos, constroi novos modos de expressão. Eles fazem o contrário. Convertem tudo a um regime binário, de sim ou não, de literalidade extrema que achata o mundo numa rigidez emulada e postiça. Depois atacam a própria capacidade de comunicação da linguagem. A ligação do termo com a coisa, a possibilidade de nos entendermos, de estarmos juntos, através da linguagem, construir acordos, dissensos, tensões e pensamentos. As fake news, a ¨militância¨ programática do robô, a incapacidade ou recusa de articulação de ideias complexas, mostra um mundo novo e assustador. O uso da linguagem já não corresponde a essa tentativa mínima, tão antiga quanto transformadora, de nos comunicarmos. Assim, a palavra perde seu poder, perde sua função primeira, sua capacidade de criar um comum por meio do qual possamos estar juntos, ainda que seja para discordar uns dos outros. Se há pouco falávamos, entre nós, da insuficiência da linguagem, de sua tendência à normatividade extrema, da sua incapacidade de enunciar tantas coisas… Agora é preciso recuperar seu chão, seu sentido mais básico. Querem igualar todos os discursos, tornar tudo num blá blá blá sem sentido, um lorem ipsum infinito, esvaziando a possibilidade transformação pela escuta, anulando nossa capacidade de elaboração, de relação com o outro e com o mundo. Não aceitamos, continuaremos pensando, escrevendo, articulando, conversando, ouvindo com muita atenção, mudando de idéia e reagindo de acordo com o que pensamos e experimentamos. É Lula, é 13. Vamo.
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ESTANDARTE
Abertura: sáb 03/10, 11h–17h
Rua Simão Álvares, 1021, Pinheiros

Um desdobramento do projeto apresentado pelo Hermes Artes Visuais no início do ano, em Santiago, no Chile. A exposição reúne estandartes criados pelos artistas, a partir de um processo de criação compartilhada: cada artista condensou sua poética em uma obra pensada para circular, ser levada adiante e encontrar outras vozes.

Curadoria: Carla Chaim e Marcelo Amorim.
Texto: Tálisson Melo. 

Realização: Hermes Artes Visuais.
Apoio: Garoa Espaço Cultural

Visitação: até 31/10, qui e sex, 14h–19h; sáb, 11h–17h
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