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professora de yoga vivendo a maternidade
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“Honrando a impermanência e a transitoriedade, visitando cada parte do Ser com um olhar curioso e explorador…”

Trecho do conto da série Intu.

Mais momentos desse encontro potente de encerramento da turma de professores Intu Vinyasa.

📸 @marinadmx
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Logo eu, que vivo a traduzir a vida em palavras, me vi perdida nelas quando quis registrar um pouco do que foi essa formação em Yoga pela @intuvinyasayogaschool 

Percebi que a objetividade não me serveria. Era preciso recorrer a algo feminino, subjetivo, forte, ancestral, como uma história. 

Comecei essa formação do alto de uma montanha, sozinha, visualizando abaixo uma  grande cachoeira. Dali de cima, sabia que era necessário saltar, mas tinha medo. Medo porque sabia que a água translúcida cobria grandes pedras submersas que talvez me machucassem novamente. Medo porque a água certamente seria gelada, nova, me faria perder o ar. Medo de um salto que me era já comum, mas de um lugar que me era tão novo. 

Ao horizonte (quântico), vi, então, mulheres. Ouvi suas vozes, vi seus olhares, me senti chamada e encorajada pelos seus uivos. Era preciso pular. 

Num salto de coragem, mergulhei. Senti a água gelada, as pedras pontiagudas sob a pele e o ar me faltando. Mas naquelas águas, sobre o som de “Sirenes”, encontrei a pequena Larinha, que há tempos não via. Com sua voz doce, me lembrou de um tempo em que via e vivia sereias em águas doces. Com seu olhar puro e nostálgico, me senti convidada à entrega. Percebendo que eu era ela e ela era eu, confiei. E então Me fundi: a ela, as águas frias, as pedras afiadas, a profundidade, ao sutil. E também ao cântico de vozes femininas que se reuniam a margem, em volta do fogo. 

Sendo sereia, rio, água, Lara, Intu, TRANSBORDEI. 

Transbordei Em lágrimas, em suor, em choro, em emoções , em sentimento, em encontro, em intensidade, em espiritualidade. Em técnica, fáscia, biomecânica, somático, biotensegridade, purificações lunares e solares, ritos de passagem a cada série corporificada. 

No fim de semana passado, em Paraty, o transbordamento d’ água foi tanto que me fez sair pela margem. Adentrei a floresta. Me juntei a ciranda de lobas e deusas. Dançamos sob o mat as coreografias dos nossos corpos únicos e úmidos. Suamos e choramos em coro. E, Mais uma vez, nos fundimos. 

{continua no comentário fixado 🌊}
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