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A ideia do projeto surge a partir da conversa com a querida Iana Chan, sobre a urgência em nos organizar politicamente para fazermos uso dos recursos que temos em mãos, incluindo a disposição afetiva para o encontro e à coletividade, algo que tem se apresentado com muita força entre nós nestes últimos tempos e que seria abrir mão da nossa responsabilidade histórica não nos atentarmos ao quão precioso e potente é este momento.
Desta conversa, esboçamos o I Encontro Amarelitude e, logo no início da organização deste evento, Mika Yamada e Maíra Nakamello vieram compôr o grupo e, em seguida, Koji FreeMind e Daniel Nishida.

Em poucos dias, esse grupo estruturou as bases e construiu o I Encontro Amarelitude, realizado no dia 23 de julho, onde anunciamos a abertura do processo de criação do Coletivo Amarelitude e do Projeto Camélia, em 3 frentes:

[1] Coletivo Amarelitude, em apoio à construção do Memorial dos Aflitos, pela retomada da memória indígena e negra do Bairro da Liberdade.

[2] Grupo de Estudos Livres Anticoloniais (sobretudo referenciais negros e indígenas)

[3] Ações e construções pontuais (suporte para Conversas públicas/petições/ organizar encontros etc.)

Alguns dias depois, houve a reunião inaugural do Coletivo Amarelitude, com Alexandre Kishimoto, Marta Kanashiro, Tamy Higa, Simon, Tati Takiyama, Sarah Yoshida, Henry Mähler-Nakashima, Renato Igarashi e eu, Poroiwak, onde fizemos os primeiros encaminhamentos, dentre estes a criação do perfil @projeto.camelia, a proposição do "Manifesto Amarelitude" e a afirmação do nosso objetivo político. Somaram-se a nós na segunda reunião, Tati Akamine e Henrique Y. Takahashi. Estão presentes também Ana Kinukawa, Ivy Mari, Livia Akemi, Maíra Nakamello e KojiFreemind.

É a partir deste conjunto de pessoas amarelas, dos esforços e afetos políticos somados, do entendimento comum da urgência em rompermos com o não-lugar que a branquitude nos impôs, priorizando o enfrentamento ao racismo antinegritude e anti-indígena, que o Projeto Camélia está se desenhando.
E é com muita alegria que venho convidar você, pessoa amarela, presencial ou online, a se juntar a nós!

*acesse o link na bio @projeto.camelia
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✨Fragmentos do cine-debate no 18/06, #115AnosDaImigraçãoJaponesaNoBrasil , no @museudaimigracao , em São Paulo ✨
🌊@_henriquetrindade : “O filme traz algo que é muito importante: todo mundo é sujeito histórico, todo mundo age sobre a história. E a história do Brasil foi construída com muito sangue e suor. Os protagonistas são como a sua ‘ba’, os camponeses, os operários…”
🌊 @vivian.makia : “O filme conta a história do ponto de vista das mulheres e é possível refletir no quanto as histórias dolorosas da imigração foram sustentadas e represadas por elas que, historicamente, não acessaram o espaço público como os homens - que contribuíram para a narrativa oficial da imigração japonesa. Através da afetividade, podemos quebrar os silêncios, dar passagem e encontrar lugar para as memórias que não cabem na história oficial. A avó, as tias, as primas contam uma história que não é fechada na chave da superação, mas é uma história ativa, fluida, numa contínua elaboração dos sentidos, assim como é o processo da identidade - não é algo fechado, é algo que flui. E ser nipo-brasileiro é uma das diversas formas de ser brasileiro.”
🌊@inarachayamiti : “Nada é fixo e permanente, está tudo sempre em construção. Nossa identidade está sempre quebrando e colando. Quebra, cola, quebra, cola… Como a nossa própria história, nossa própria vida.”
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📷: Kiyoshi Chayamiti

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