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•O rapaz que incorpora o estado de anarquia para a excelência interna•
•Fundão ZN/SP•
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Iggy ♥️

#iggy #iggypop #australia #entrevista #1979 by @thepunkfree
0
6 hours ago
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Lembro de estar assistindo a MTV, quando apareceu esse clipe do @devotosoficial
Porra, aquilo não era só música! Não mesmo!!
Era uma janela arrombada num mundo sufocante! Guitarras, fúria e atitude transformando em som tudo aquilo que eu ainda não sabia explicar.

O hardcore não me pedia pra ser normal, apenas me mostrou que existiam outros moleques tentando sobreviver num mundo que insistia em esmagar quem não se encaixava.

Aquele foi um momento único, onde um clipe estava abraçando um moleque que precisava desesperadamente descobrir que não estava sozinho.

Amo vocês!!

#hardcore #brasil #hardcorepunk #diy #devotos by @thepunkfree
3
5 days ago
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Diretamente de SP, essa desgraça sonora atende pelo nome de SEM CULTURA e faz do powerviolence uma espécie de terapia de choque para uma sociedade que já nasceu com o cérebro em estado terminal. 
Entre o sludge, o caos e a violência sonora, os caras chegam para transformar o silêncio dos conformados em matéria-prima para o próximo colapso.

E o nome? Aaaaah, o nome é uma piada pronta, dessas que merecem ser impressas em papel barato, copiadas até perder a tinta e distribuídas na porta de algum show clandestino.

SEM CULTURA? Com certeza sem a cultura de obedecer, de abaixar a cabeça e de engolir toda a merda servida diariamente como se fosse banquete. 
Sem a cultura da hipocrisia. 
Sem a cultura do sorriso amarelo diante da exploração. 
Sem a cultura de chamar de normal um mundo completamente disfuncional.

Porque, convenhamos, cultura mesmo é o caralho quando ela vira propriedade de uma elite que escolhe quem pode falar, quem merece ser ouvido e quem deve permanecer no esgoto. 
Aqui, a cultura não vem em embalagem de luxo, não tem patrocínio de banco e muito menos precisa da bênção de algum engravatado com complexo de Deus. 

É SEM CULTURA para quem confunde silêncio com paz, obediência com educação e ignorância com tradição. 

E se o mundo já está de cabeça para baixo, SEM CULTURA parece disposta a arrancar o último parafuso que ainda sustenta essa estrutura podre. 

Isso não é música para massagear ego de playboy alternativo. 
É som para fazer tremer o reboco, ranger os dentes e lembrar que nem toda expressão artística nasceu para decorar parede de apartamento.

E tem algo deliciosamente irônico nisso tudo: enquanto uma sociedade inteira se esforça para parecer civilizada, tem uma banda chamada SEM CULTURA provando que, às vezes, meia dúzia de acordes violentos diz muito mais sobre a realidade do que toneladas de discursos polidos.

No fim das contas, talvez o problema nunca tenha sido a falta de cultura.

Talvez seja o excesso de gente que se considera culta demais para perceber a própria barbárie.

#powerviolence #brasil #diy #sp #semcultura by @thepunkfree
8
6 days ago
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INFLAME

HARDCORE STRAIGHT EDGE / SÃO JOSÉ DOS CAMPOS (SP)

O sangue ferve e o asfalto continua engolindo sonhos. Mas tem gente que se recusa a virar estatística, a caminhar no piloto automático, a aceitar a vida no modo de sobrevivência. Gente que ainda acredita que o Hardcore pode ser uma arma contra a apatia e que a resistência começa quando a gente se recusa a abaixar a cabeça.

Enquanto a sociedade tenta separar gerações, domesticar pensamentos e transformar todo mundo em engrenagem de uma máquina que só sabe produzir cansaço, o INFLAME faz o caminho contrário. 
Aqui, diferentes idades compartilham o mesmo espaço, a mesma energia e a mesma urgência de fazer acontecer. 
Porque o hardcore nunca foi propriedade de uma geração específica. 
É uma chama que passa de mão em mão, atravessa décadas e continua queimando na pele de quem se recusa a aceitar o mundo como ele é.

INFLAME é consciência e escolha, é manter a mente desperta enquanto o mundo vende anestesia em garrafas, comprimidos e promessas de felicidade parcelada. 
INFLAME é um lembrete pra entender que estar vivo não significa apenas respirar, bater ponto e voltar pra casa com a alma amassada. 
É questionar os caminhos impostos, romper com as expectativas de uma sociedade que transforma excessos em liberdade e lucidez em rebeldia.

INFLAME é a atitude que se constrói no cotidiano, nas escolhas individuais e na maneira como cada pessoa decide enfrentar a própria existência. 
INFLAME nos lembra de não entregar nossa própria consciência de bandeja para uma indústria que lucra com nossas fraquezas.

O INFLAME é encontro de gerações, resistência sonora e combustão underground. É a prova de que o hardcore continua encontrando espaço onde muita gente só enxerga ruína. 
Entre amplificadores, palcos improvisados, paredes descascadas e a correria de quem precisa sobreviver fora do horário comercial, existe uma cena que insiste em permanecer de pé. Uma cena construída por quem faz acontecer sem esperar bênção de gravadora, aprovação de empresário ou autorização de qualquer autoridade cultural.

***CONTINUA NOS COMENTÁRIOS*** by @thepunkfree
12
7 days ago
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Por baixo do sol, do concreto, do cheiro de maresia e da porra toda que tentam vender como cartão-postal existe uma outra cidade, aquela dos becos, dos amplificadores no talo e das pessoas que ainda precisam gritar para não serem engolidas pelo silêncio.

É nesse lugar que a @causahardcore existe.

Radicada na Baixada Santista e formada em 2016, a banda carrega no sangue uma escola que entende o hardcore não apenas como música, mas como ferramenta de confronto. 
Pennywise, Nitrominds, Rise Against, Paura, Hatebreed e Madball aparecem entre as influências, mas o que realmente interessa está naquilo que a banda transforma em música: cotidiano, política, relações humanas, indignação, escolhas e sobrevivência.

A banda passou por mudanças, atravessou uma pausa e voltou em 2019. Em 2021 veio “Onde Quer Chegar”, seu primeiro EP, cinco músicas rápidas, pesadas e conscientes, falando diretamente sobre aquilo que incomoda, sufoca e precisa ser enfrentado.

Depois veio o registro ao vivo “Onde Quer Chegar/ Ao Vivo no Fullrise Art”, lançado em 2022, transformando o suor do palco em documento. 
E em 2025, “Quem Somos Nós?” ampliou essa caminhada.

E talvez esteja justamente aí a força do nome.

CAUSA.

Porque todo mundo precisa de alguma coisa que faça levantar da cama.
Alguma coisa que faça continuar.
Alguma coisa que faça olhar para o mundo e dizer:

EU NÃO ACEITO.

Não é sobre ter todas as respostas.
É sobre continuar fazendo perguntas.
É sobre não reproduzir automaticamente aquilo que ensinaram.
É sobre entender que ninguém é melhor do que ninguém.
É sobre escolher um caminho mesmo quando não existe placa indicando a direção.
É sobre cair, levantar e continuar andando.

No hardcore, uma guitarra pode ser uma arma.
Um microfone pode ser um megafone.
Uma música pode ser uma trincheira.
E uma banda pode ser simplesmente um grupo de pessoas tentando transformar aquilo que incomoda em alguma coisa que possa ser compartilhada.

A CAUSA HARDCORE vem fazendo exatamente isso no rolê.

CAUSA HARDCORE tá na pista para lembrar que ainda estamos vivos.
E talvez essa seja a maior causa de todas.

#hardcore #causa #diy #brasil #santos by @thepunkfree
6
13 days ago
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Algumas bandas não sobrevivem porque o mundo ficou mais fácil.
Sobrevivem justamente porque não ficou.

Enquanto a cidade cresce empilhando ódio e correria sobre o concreto, ainda existe gente fazendo barulho no meio do caos. Gente que escolheu a amizade como trincheira, a música como linguagem e o faça-você-mesmo como uma espécie de desobediência cotidiana.

@discursodepobreoficial carrega esse nome como quem carrega uma cicatriz.

Pobre de dinheiro, talvez.
Mas nunca de ideias.
Nunca de vontade.
Nunca de motivos para continuar.

De Chico Buarque a Xico Picadinho, do cotidiano ao absurdo, do riso ao soco no estômago.

São mais de duas décadas fazendo música, amizade, festa, encontro e barulho.
E talvez essa seja a parte mais foda:

continuar fazendo o que se ama depois que a novidade já morreu.

Porque punk, hardcore, música extrema, no fim das contas, talvez sejam apenas diferentes nomes para a mesma necessidade:

não deixar que a vida transforme a gente em silêncio.

Enquanto houver amplificador, amizade e alguém disposto a abrir a porta, a história continua.

E se o mundo insiste em nos empurrar para a margem,
a gente transforma a margem em palco.

A vida adulta chega na solada,
com suas contas, seus horários, seus cansaços e aquela tentativa permanente de convencer a gente de que já passou da idade de fazer o que se quer fazer.
Mas algumas pessoas simplesmente não aprendem a ficar quietas.
(Ainda bem!)
Porque existe alguma coisa profundamente humana em continuar encontrando os mesmos malucos embaixo de uma luz ruim, perto de uma caixa de som estourada, dividindo uma cerveja, um abraço, um instrumento, uma ideia ou simplesmente alguns minutos de existência longe da máquina.

Discurso de Pobre.
Desde 2002 fazendo barulho onde disseram que não havia lugar para ninguém. by @thepunkfree
23
14 days ago
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Tem banda que parece nascer porque alguma coisa dentro das pessoas estava apodrecendo em silêncio.

Apresento-lhes @lassopunk

Salvador, Bahia.
Sol demais, concreto demais, gente demais, promessas demais e, no meio dessa porra toda, instrumentos tentam descobrir até onde uma pessoa aguenta antes de começar a gritar.

É hardcore punk sem lentes de contato dental para esconder os dentes podres.

A música corre, mas não parece estar fugindo.
Parece estar perseguindo alguma coisa.
Talvez perseguindo a própria sensação de estar preso.

Preso no trabalho.
Preso no dinheiro.
Preso nas expectativas.
Preso em relações que já morreram, mas continuam respirando por obrigação.
Preso naquela rotina miserável em que a pessoa acorda, trabalha, paga conta, dorme e repete tudo no dia seguinte como se isso fosse uma vida e não apenas uma forma socialmente aceita de desaparecer.

Existe uma hora em que pensar demais também vira uma prisão.
Você começa a entender que o mundo não está quebrado por acidente.
Ele funciona assim.

Tem gente lucrando com a nossa exaustão.
Tem gente vendendo felicidade em doze parcelas.
Tem gente transformando revolta em camiseta.
Tem gente transformando rebeldia em estética.
Tem gente vendendo até a própria insatisfação de volta para você.

E aí entra uma banda como LASSO.

Para lembrar que ainda dá para cuspir.
Porque talvez resistência não seja necessariamente derrubar alguma coisa.

Às vezes é simplesmente não deixar que alguma coisa derrube você.

É continuar criando quando ninguém está olhando.
Continuar tocando quando não existe dinheiro.
Continuar viajando centenas de quilômetros para tocar diante de uma sala pequena.

Isso também é política.
Isso também é sobrevivência.
Isso é punk! by @thepunkfree
17
17 days ago
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A Burka Band surgiu em um Afeganistão onde ser mulher, tocar guitarra e subir num palco podia significar desafiar uma sociedade inteira. 
Escondidas atrás das burcas, suas integrantes transformaram o anonimato em escudo e a música em provocação.
Enquanto os donos da moral tentavam decidir quem podia falar, cantar ou existir, elas fizeram o que qualquer autoridade autoritária mais detesta: abriram a boca. by @thepunkfree
0
20 days ago
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@waterratsbrasil parece ter sido criado depois que alguém abriu a tampa de um bueiro e descobriu que, lá embaixo, ainda existiam amplificadores, cerveja choca, cabos remendados e ódio suficiente pra iluminar uma cidade inteira.

WATER RATS.

Sudaca garage punk.
Sem aquela preocupação de merda em parecer aceitável.

Porque o mundo já está lotado de propaganda dizendo que você precisa comprar alguma coisa para finalmente ser feliz.

Tem coach demais ensinando a acordar às cinco da manhã como se levantar antes do sol fosse resolver a existência.

Tem milionário de internet vendendo fórmula para enriquecer enquanto você olha para a conta bancária tentando descobrir se o dinheiro vai durar até o próximo salário de miserável cair.

E aí aparece o Water Rats.

Sem oferecer porra nenhuma dessas soluções mágicas.

E talvez seja exatamente disso que a gente precise.

Porque esse som combina perfeitamente com uma cidade onde o ônibus atrasa, o trânsito engole sua alma, o salário evapora antes do dia quinze e algum idiota  ainda olha pra sua cara e pergunta:

“E aí, tá tudo bem?”

Não, caraí!!
NÃO TÁ!!

Mas existe uma espécie de liberdade escondida no caos.
Uma liberdade feia.
Suja.

E talvez seja justamente aí que o Water Rats encontre seu rolê.

Não tentando deixar tudo redondo.
Não tentando transformar a precariedade em produto gourmet.
Não tentando parecer importante.

Mas abraçando a garagem.
O palco pequeno.
O equipamento remendado com fita isolante.
A madrugada que não acaba.
A ressaca.
A fumaça.

E aquela vontade inexplicável de continuar fazendo barulho mesmo quando absolutamente ninguém está pagando para ouvir.

O Water Rats parece carregar aquela velha tradição de transformar precariedade em estética, raiva em combustível e três acordes em uma pequena ameaça à paz pública.

WATER RATS.

Garage punk para quem prefere a sarjeta ao tapete vermelho.

Para quem entende que o underground não precisa de aprovação.
Não precisa de selo de qualidade.
Não precisa de uma reunião de marketing decidindo se a sua música é vendável.

Precisa de algumas pessoas dispostas a fazer barulho.
E uma quantidade razoável de inconformismo. by @thepunkfree
16
20 days ago
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De Washington, D.C. para o mundo, o Dag Nasty nasceu das cinzas do hardcore mais urgente da cena americana. Guitarras melódicas, velocidade, peso e aquela mistura certeira de raiva e sentimento que ajudou a abrir caminho para uma nova cara do hardcore.

#dagnasty #washington #dc #Hardcore #diy by @thepunkfree
4
20 days ago
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Formado pelo próprio Tim Commerford, o projeto transforma baixo, bateria e guitarra em uma espécie de acidente industrial em alta velocidade. 
É pesado, estranho, caótico e deliberadamente desconfortável.

#timcommerford #wakrat #punk #rageagainstthemachine by @thepunkfree
1
21 days ago
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@escumabanda chega como ferrugem entrando pela boca, como aquela notícia de que o mundo continua uma merda e aparentemente, ninguém cancelou a assinatura.

É música para quem já percebeu que o apocalipse não vai chegar com trombetas.

Vai chegar de crachá.
De segunda a sexta.
Das oito às dezoito.

E provavelmente vai pedir para você bater o ponto.

Tem sarcasmo.
Tem sujeira.
Tem raiva.
Tem aquele gosto metálico de quem mordeu a realidade e descobriu que ela era feita de arame farpado.

E talvez seja justamente disso que a gente precise:

menos música para esquecer o caos
e mais música para encarar o caos de frente.

Porque quando tentam transformar você em número, meta, consumidor, funcionário, estatística e peça substituível... talvez a coisa mais subversiva seja continuar sendo um maldito desgraçado difícil de domesticar.

ESCÜMA não parece ter sido feita para acompanhar um pôr do sol, tomar um café gourmet ou descobrir o seu “eu interior”. 
É música para quando você já descobriu que seu eu interior também está puto da vida e, provavelmente, quer quebrar alguma coisa.

ESCÜMA Não entrega certificado de evolução espiritual.
Entrega ruído, peso e aquele pequeno prazer de perceber que você não é o único inconformado.

Então faça um favor a si mesmo: vá conhecer ESCÜMA.
Dê uma chance para os seus ouvidos conhecerem o desconforto, para a sua cabeça descobrir novos motivos para reclamar e para os seus vizinhos descobrirem que paredes não são tão grossas quanto eles imaginavam.

#diy #escuma #brasil by @thepunkfree
5
21 days ago
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