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Esta série de pôsteres, desenvolvida pelo @otimokarater acompanha o lançamento do registro audiovisual do transporte e da instalação do trabalho Mãe (2025). O filme acompanha o deslocamento de um rotor de uma turbina Pelton de 3,60 metros de diâmetro e aproximadamente 25 toneladas, utilizado por quase um século na Usina Hidrelétrica Henry Borden, em Cubatão, até sua instalação às margens do rio Pinheiros, em São Paulo. A documentação foi realizada no contexto da exposição Águas subterrâneas: narrativas de confluências, apresentada no @institutotomieohtake em colaboração com o @fracpoitoucharentes no âmbito da @francabrasil2025 

Enquanto o registro audiovisual acompanha o rotor de turbina ao longo das operações de transporte e instalação, os pôsteres interrompem esse percurso em imagens fixas, em preto e branco, construídas a partir de aproximações extremas de conchas, arestas, inscrições e superfícies do objeto.

Nesses detalhes, a escala e a identidade funcional da turbina deixam de ser imediatamente reconhecíveis, e a proximidade torna o objeto mais concreto e tátil em sua materialidade e, ao mesmo tempo, mais abstrato em sua identidade e propósito técnico.

Na ficha técnica do trabalho Mãe, “objeto” designa o objeto infraestrutural singular e “totalidade” a rede de relações sociais, econômicas, políticas, técnicas e ambientais que o constitui. Os pôsteres operam no intervalo entre essas duas categorias, ao aproximar o objeto até o limite de sua reconhecibilidade, tornam mais presentes suas marcas de uso e, ao mesmo tempo, suspendem a compreensão imediata das relações que as produziram. Cada detalhe funciona, assim, como ponto de entrada para uma totalidade que o excede e o constitui, mas também como uma opacidade que dificulta sua apreensão, tornando-a parcialmente legível sem pretender contê-la por inteiro.

Registro audiovisual completo no Vimeo — link na bio

Curadoria: 
@anac.roman @ireneari @catalina.bergues 

Registro audiovisual: 
Gabryel Matos @laertefpv @otimokarater 

Trilha sonora original e edição: 
@otimokarater 

objeto (o fragmento singular em sua materialidade concreta, portador das marcas do processo histórico que o produziu):

rotor de turb by @charaktermaske
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a month ago
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LINK NA BIO — Em 2026, completam-se cem anos da implantação do Sistema da Serra do Mar e da entrada em operação do primeiro grupo gerador da Usina Hidrelétrica Henry Borden I. Implantado em 1926 pela Light, o sistema esteve associado à reversão do rio Pinheiros e à formação do reservatório Billings. Sua força hidráulica, canalizada pela usina, sustentou a industrialização e a urbanização de São Paulo, ao custo de desapropriações, supressão de várzeas, transformação dos cursos d’água e degradação dos rios metropolitanos. O centenário oferece uma ocasião para reconsiderar criticamente a história material condensada por essa infraestrutura no território.

Nesse contexto, torno público o registro audiovisual do transporte e da instalação de Mãe (2025), realizado no âmbito da exposição Águas subterrâneas: narrativas de confluências, no Instituto Tomie Ohtake, em colaboração com o Frac Poitou-Charentes durante a Temporada França-Brasil 2025.

Mãe parte de um rotor de turbina Pelton de 3,60 metros de diâmetro e aproximadamente 25 toneladas, utilizado por quase um século na Usina Hidrelétrica Henry Borden, em Cubatão. Interceptado antes de sua reciclagem e fundição, o fragmento foi deslocado para as margens do rio Pinheiros, junto a um corpo d’água pertencente ao mesmo sistema que um dia o moveu.

Este Reel apresenta o trailer do filme.
Registro audiovisual completo no Vimeo — link na bio.

Dedicatória:
Às mães, pelo trabalho e pela “insurreição do uso do tempo e do espaço prescrito”, por onde a vida insistiu em continuar.

Curadoria:
@anac.roman @ireneari @catalina.bergues 

Registro audiovisual:
Gabryel Matos, @laertefpv @otimokarater 

Trilha sonora original e edição:
@otimokarater 

Realização:
@institutotomieohtake @fracpoitoucharentes no âmbito da @francabrasil2025 

Apoio:
@brasilsustentabilidade_ @palmaresmetais @parquebrunocovas @farah.service e Yehudi Hollander-Pappi Galeria @myehudi @_spappi @monicahollander 

Acervos consultados:
@amemoriaoficial @museudaenergia by @charaktermaske
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2 months ago
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registros de @caio.meirelles.aguiar do percurso realizado em 28 de fevereiro de 2026, em conjunto com @nadiayazbek até a obra Mãe, instalada na margem do rio Pinheiros, como parte da programação pública da exposição Águas Subterrâneas: Narrativas de Confluências, com curadoria de @anac.roman @catalina.bergues e @ireneari no @institutotomieohtake taken in Parque Bruno Covas Novo Rio Pinheiros by @charaktermaske
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4 months ago
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Neste sábado, 28 de fevereiro, acontece uma atividade que propõe um percurso e visita à obra ‘Mãe’, de Daniel de Paula, no Rio Pinheiros. 

O trajeto tem início na estação Pinheiros da CPTM, e segue de trem, acompanhado pela geógrafa Nádia Bitar (@nadiayazbek), que ao longo do trajeto abordará a história do rio, sua relação com a formação da cidade de São Paulo, os processos de canalização e retificação, bem como as infraestruturas que o atravessam.

A atividade é gratuita e sem inscrição prévia.
📍 O ponto de encontro inicial do percurso são as catracas da estação Pinheiros da CPTM. 

A obra ‘Mãe’ é apresentada no contexto da exposição ‘Águas subterrâneas: narrativas de confluência’, uma parceria com o Frac Poitou-Charentes, na França. taken in Marginal Rio Pinheiros Sao Paulo by @charaktermaske
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8 months ago
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“A construção da Usina Hidrelétrica Henry Borden (Usina de Cubatão até 1964) pode ser lida como um capítulo subterrâneo da modernização e da cronologia da energia elétrica do Brasil. Escavada na encosta íngreme da serra, abriu-se um salão com mais de 120 metros de profundidade, 21 de largura e 39 de altura, destinado a abrigar as unidades geradoras. As obras começaram nos anos 1920 e se arrastaram até o início dos anos 1960, quando a última unidade entrou em operação. Vale lembrar que as turbinas escolhidas são justamente as mais adequadas para cenários de grandes desníveis e vazões relativamente modestas. A engenharia disciplinava aquele território.

Asa White Kenney Billings, que concebeu o Projeto da Serra, introduziu também outros modos de habitar: não só o regime do trabalhador assalariado, mas o próprio cotidiano, com a construção de uma company town – a Vila Operária, conhecida como Vila da Light. Já nos morros de Piratininga, obras em dois pontos revertiam o curso natural do rio Pinheiros, que antes corria em direção ao Tietê. Para isso, o rio passou a contar com bombas e estações elevatórias, incluindo a Usina de Traição, ainda visível na Marginal Pinheiros. Por ter sido a embocadura do córrego Traição e por trair o curso original do Pinheiros, o nome vingou. Mas a estrutura foi rebatizada como Usina São Paulo SPE S/A, apagando tanto a história natural dos rios da cidade quanto aquela do monopólio da empresa.”

Trecho do texto: 𝘍𝘰𝘳𝘤̧𝘢 𝘢𝘵𝘦𝘳𝘳𝘢𝘥𝘰𝘳𝘢, 𝘰𝘶 𝘥𝘰𝘮𝘪𝘯𝘢𝘳 𝘦 𝘴𝘦𝘳 𝘥𝘰𝘮𝘪𝘯𝘢𝘥𝘰 da geógrafa Nádia Bittar.

📷 Marcelo Mudou taken in Instituto Tomie Ohtake by @charaktermaske
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8 months ago
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No âmbito da exposição 𝘈́𝘨𝘶𝘢𝘴 𝘚𝘶𝘣𝘵𝘦𝘳𝘳𝘢̂𝘯𝘦𝘢𝘴: 𝘕𝘢𝘳𝘳𝘢𝘵𝘪𝘷𝘢𝘴 𝘥𝘦 𝘊𝘰𝘯𝘧𝘭𝘶𝘦̂𝘯𝘤𝘪𝘢𝘴, realizada pelo @institutotomieohtake em colaboração com o @fracpoitoucharentes com curadoria de Ana Roman, Catalina Bergues & Irene Aristizábal, a geógrafa Nádia Bittar escreveu 𝘍𝘰𝘳𝘤̧𝘢 𝘢𝘵𝘦𝘳𝘳𝘢𝘥𝘰𝘳𝘢, 𝘰𝘶 𝘥𝘰𝘮𝘪𝘯𝘢𝘳 𝘦 𝘴𝘦𝘳 𝘥𝘰𝘮𝘪𝘯𝘢𝘥𝘰, onde examina as articulações entre técnica, natureza e infraestrutura na formação territorial de São Paulo, tendo como eixo a implementação do Sistema da Serra e a produção de energia.

“Uma turbina hidráulica com mais de três metros de diâmetro e cerca de 25 toneladas desloca-se no movimento contrário ao de sua instalação original: ela sobe a Serra do Mar. Depositada nas margens artificializadas do póstumo meandrante rio Pinheiros, documenta e dá sentido a uma intrincada relação entre a cidade de São Paulo, suas águas e a eletricidade. Essa razão hídrica começa pelo mar. O primeiro governador da Província de São Paulo em 1766 assim a expressa: ‘Há entre esta cidade (São Paulo) e o Porto de Santos hum freqüentíssimo comércio, e tão grande, que por meyo deles se provê de fazendas e mercadorias as Capitanias de Goyaz e Cuiabá, e muita parte das Minas Gerais: sendo tanta a freqüência e tão necessário um caminho público que desse vazão aos transportes tem sido tão negligenciado e descuidado o povo nesta província que deixaria a ley da natureza exede a toda humana explicação’. Morgado de Mateus estava preocupado em melhorar o caminho de Cubatão, que ligava o mar às serras e ao planalto da antiga vila de Piratininga. Vê-se que o progresso técnico para vencer a serra tropical – motivado pelo espraiamento e o avanço da mineração do ouro e do diamante – anunciava-se de fato imperioso, ainda que em uma vila pouco expressiva.”

Participo da mostra com o trabalho 𝘔𝘢̃𝘦, que se articula a partir do deslocamento de um rotor de turbina da Usina Hidrelétrica Henry Borden até a margem do rio Pinheiros.

Neste sábado, às 11h, realizaremos uma atividade ligada à exposição: encontro na Estação Pinheiros da CPTM, deslocamento ao longo do rio até a turbina e fala crítica de Nádia Bittar. 

📷  Marcelo Mudou taken in Instituto Tomie Ohtake by @charaktermaske
3
8 months ago
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👀 Uma turbina na Marginal Pinheiros? #DanielDePaula apresenta fora do Instituto Tomie Ohtake a obra ‘Mãe’, que consiste no deslocamento de uma turbina da antiga Usina Henry Borden para a margem do rio Pinheiros, expondo elos entre industrialização e degradação ambiental. 

Na próxima semana, duas atividades acontecerão em torno dessa obra. Confira as informações e participe:

📍 27.FEV – Conversa: A natureza da cidade de São Paulo - como é, como era e como pode ser
A programação se inicia com a palestra do botânico e paisagista Ricardo Cardim, na qual recupera a paisagem natural anterior à urbanização e propõe caminhos para que a ocupação humana possa conviver com a biodiversidade, que segue também para de uma mesa de conversa com Angela Marsiaj, Claudia Visoni, José Bueno, Pedro Algodoal, que discutem diferentes perspectivas sobre natureza, memória e requalificação dos cursos d’água em São Paulo.

📍 28.FEV – Percurso: Visita à obra ‘Mãe’ de Daniel de Paula no Rio Pinheiros
O percurso tem início na estação Pinheiros da CPTM e segue de trem, acompanhado pela geógrafa Nádia Bitar, que ao longo do trajeto abordará a história do rio, sua relação com a formação da cidade de São Paulo, os processos de canalização e retificação, bem como as infraestruturas que o atravessam.

‘Mãe’ é apresentada no contexto da exposição ‘Águas subterrâneas: narrativas de confluência’, uma parceria com o Frac Poitou-Charentes, na França.

#institutotomieohtake taken in Parque Bruno Covas by @charaktermaske
23
8 months ago
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📍 Você sabia que uma obra da mostra ‘Águas subterrâneas: narrativas de confluências’ está exposta nas margens do Rio Pinheiros?

Neste mapa, veja como visitar a obra ‘Mãe’ (2025), do artista Daniel de Paula, próxima à ponte e à estação João Dias, na zona sul de São Paulo.

A exposição coletiva foi dividida em duas etapas, exibida primeiro na França e agora em São Paulo, e reúne múltiplos olhares de artistas contemporâneos sobre os cursos de água doce e os relatos culturais, históricos e ambientais que os atravessam. 
⮕ A mostra fica em cartaz até 8 de março no Instituto Tomie Ohtake. 

#riopinheiros #aguasubterraneas #institutotomieohtake taken in Marginal Do Rio Pinheiros by @charaktermaske
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9 months ago
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A geógrafa Odette Seabra analisa a industrialização de São Paulo a partir da transformação dos rios em força produtiva, articulando eletrificação, urbanização e apropriação da natureza (Seabra, O sistema Light e a representação social dos rios e várzeas de São Paulo):

“Em São Paulo a industrialização progredia aceleradamente, nas primeiras décadas do Século XX e o suprimento de energia elétrica pelo sistema Light, foi um dos suportes desse processo. A Light era entendida socialmente como a própria modernidade. A produção de energia em escala implicou ao longo de oitenta anos, na estruturação de um sistema de aproveitamento dos recursos hídricos como força produtiva na indústria, nos transportes, na iluminação pública e residencial. O consumo produtivo desses recursos foi determinante para a perda de qualidade do ambiente fluvial da cidade. A drenagem superficial foi sendo completamente alterada, transformada em função das necessidades da indústria cujo correlato imediato é a urbanização. Em poucas décadas a cidade de São Paulo se transformava em uma enorme unidade produtiva, processando quantidades crescentes de trabalho, energia, de espaço e de recursos naturais. Não se trata de industrialização antes e deterioração de rios e das águas depois. Sempre se tratou de um único processo. Portanto, o ideário do progresso material não é mais do que suporte ideológico da modernização. A tarefa é relativizar a positividade e a negatividade desse mesmo processo, na tentativa de compreendê-lo pelo menos em parte, através dos seus impasses e contradições.”

A obra Mãe integra a exposição Águas Subterrâneas: Narrativas de Confluências, realizada pelo @institutotomieohtake em colaboração com o @fracpoitoucharentes no âmbito da Temporada @francabrasil2025 

Curadoria de Ana Roman @anac.roman Catalina Bergues @catalina.bergues & Irene Aristizábal @ireneari 

Documentação fotográfica: Everton Ballardin @everball taken in Parque Bruno Covas Novo Rio Pinheiros by @charaktermaske
3
9 months ago
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“A prática artística de Daniel de Paula investiga criticamente as estruturas materiais e simbólicas que sustentam a vida contemporânea. Suas obras partem de processos complexos de negociação com indivíduos, instituições e corporações, em que as condições de obtenção, transporte e instalação dos materiais tornam-se parte constitutiva do trabalho – revelando vínculos entre infraestrutura, política e economia. 

𝙈𝙖̃𝙚 (2025) tem origem no encontro do artista com uma turbina desativada da Usina Hidrelétrica Henry Borden, em Cubatão (SP). Após longas negociações com um ferro-velho local, o rotor – uma peça de mais de 25 toneladas – será deslocado e instalado às margens do rio Pinheiros, em São Paulo. O gesto de mover o fragmento de seu contexto original para um corpo d’água do mesmo sistema que um dia o moveu expõe uma cadeia histórica de extração, transformação e circulação que atravessa séculos de urbanização e exploração ambiental. Ao reintroduzir a turbina em um curso de rio hoje exaurido e canalizado, o artista cria um curto-circuito entre as forças que moveram a industrialização paulista e o colapso ecológico que dela resulta. 

O título 𝙈𝙖̃𝙚 propõe um deslocamento simbólico: da máquina como emblema de progresso técnico à imagem ambígua daquilo que gera, sustenta e também consome. O trabalho faz da gravidade e da água – elementos físicos que originaram a usina – uma metáfora para o ciclo contínuo de energia e exaustão que estrutura a vida urbana. Instalada no Pinheiros, a turbina deixa de ser um resíduo industrial para tornar-se testemunho e oferenda: memória mineral de uma modernidade que secou os próprios rios que a alimentaram.”


Curadoria e texto de Ana Roman @anac.roman Catalina Bergues @catalina.bergues e Irene Aristzábal @ireneari

Documentação fotográfica por Everton Ballardin @everball

A realização da obra conta com o apoio de: Galeria Yehudi Hollander-Pappi @myehudi @monicahollander @_spappi Brasil Sucatas Ltda. @brasilsustentabilidade_ Metais Palmares @palmaresmetais Consórcio Parque Novo
Rio Pinheiros @parquebrunocovas & Farah Service @farah.service taken in Parque Bruno Covas Novo Rio Pinheiros by @charaktermaske
7
9 months ago
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𝙈𝙖̃𝙚, 2025 

𝗻𝗲𝗴𝗼𝗰𝗶𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼: 

𝗼𝗯𝗷𝗲𝘁𝗼 (o fragmento singular em sua materialidade concreta, portador das marcas do processo histórico que o produziu): 

rotor de turbina Pelton composto de aço austenítico e ferro fundido derivados de cadeias de mineração e siderurgia, com 3,60 metros de diâmetro e peso de 25 toneladas, fabricado pela empresa alemã Voith e utilizado por quase um século na Usina Hidrelétrica Henry Borden, em Cubatão, onde a queda das águas da Serra do Mar sobre suas conchas transformava gravidade em movimento e movimento em eletricidade, até ser alienado pela Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A. (EMAE) como sucata industrial e arrematado em leilão público em 2023 

𝘁𝗼𝘁𝗮𝗹𝗶𝗱𝗮𝗱𝗲 (a rede de relações sociais, econômicas, políticas, técnicas e ambientais que constitui o sentido e a existência do objeto): 

o Sistema da Serra do Mar – infraestrutura implantada em 1926 pela São Paulo Tramway, Light and Power Company Ltd. (Light), empresa privada de capital canadense e britânico responsável pela reversão do rio Pinheiros e pela formação do reservatório Billings, cuja força hidráulica, canalizada pela Usina Hidrelétrica Henry Borden, sustentou a industrialização e a urbanização de São Paulo ao longo do século 20 e início do 21, ao custo da desapropriação de terras, da supressão das várzeas e da degradação irreversível dos rios metropolitanos, convertendo a paisagem em instrumento de acumulação – e sua posterior incorporação à Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A. (EMAE), estatal criada em 1998 e privatizada em 2024, posteriormente adquirida pela Sabesp em 2025, consolidando o retorno da infraestrutura hídrica e energética da metrópole ao controle privado, agora reconfigurada como ativo financeiro 

𝗻𝗼𝘁𝗮: o objeto nomeado não coincide inteiramente consigo mesmo, e a totalidade descrita não abarca todos os seus rastros; a ficha técnica carrega sempre a marca de sua própria insuficiência


Mãe integra 𝘼́𝙜𝙪𝙖𝙨 𝙎𝙪𝙗𝙩𝙚𝙧𝙧𝙖̂𝙣𝙚𝙖𝙨: 𝙉𝙖𝙧𝙧𝙖𝙩𝙞𝙫𝙖𝙨 𝙙𝙚 𝘾𝙤𝙣𝙛𝙡𝙪𝙚̂𝙣𝙘𝙞𝙖𝙨, exposição do @institutotomieohtake & @fracpoitoucharentes na temporada @francabrasil2025 taken in Parque Bruno Covas Novo Rio Pinheiros by @charaktermaske
14
9 months ago
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 by @charaktermaske
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8 years ago
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