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a vida é uma turnê
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Segurar essa porta em 2018 foi um dos maiores privilégios da minha vida.
Hoje, se me perguntarem por que eu saí da estrada para trabalhar com tecnologia, a resposta é simples: eu só mudei o jeito de segurar essa porta.

A chegada da minha filha, Ana, e da popularização da IA, me fezeram repensar tudo. 
Eu entendi que era possível usar Inteligência Aumentada (IAu) para expressar minha experiência de Turismólogo, produtor de estrada, fã do Sistema de Gestão da Qualidade e nóia dos cronogramas, para criar algo maior.

Hoje, eu posso dizer que tenho um plano.

Este é o post número zero de uma série que me comprometi a fazer, com textos mais completos no Linkedin ( 🔗 bora se conectar por lá!), para falar sobre o meu projeto de tecnologia, paternidade, Inteligência Aumentada (IAu) e a democratização das melhores e mais modernas práticas de turismo sustentável.

​Estou com frio na barriga aqui!
Espero que você me acompanhe nos próximos posts e nos desafios de cada etapa deste novo ciclo!

📷@fredsiewerdt by @eduardozebu
45
8 months ago
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Setembro chove? 😅
Esse mês parece que ta tendo 60 dias!

Fui nos dois dias do Coala, esse festival querido (na minha opinião um dos mais legais do país). Já trabalhei em vaaarias edições com diversos artistas mas dessa vez fui pra curtir e encontrar os amigos. 
Me lembro bem do primeiro festival Coala, eu e o Criolo marretamos as camisas estampadas da que a equipe de produção do evento estava usando, hehehe

Essa gig tem um lugar especial no meu coração. Durante alguns anos a gente trabalhou muito, sempre a mesma galera, todo mundo muito profissional e comprometido, mesmo nos maiores desafios de logística a entrega no palco era perfeita.

Se você tiver a oportunidade de ir nos shows dessa tour, vá! Eu pude ver o primeiro (estreia sempre é um desafio), embaixo de chuva e posso dizer que a pegada da banda é aquela, técnica e visceral. Criolo e Dandan na frente, sem comentários, é o caso típico de quem soube envelecer. Se passaram 15 anos. Pensa no que eles aprenderam nesse tempo e soma no conteúdo deste disco.
Foi isso que eu vi ao vivo 🔥
Abraços amigos, parabéns, sucesso e obrigado por tudo! by @eduardozebu
19
19 days ago
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🤖 A IA vai roubar o meu emprego na produção

Que faaaasse! Ninguém aguenta mais essa conversa. Mas até que ponto nós já entendemos que isso não vai rolar?

Hoje saiu um artigo da Global Rescue que confirma exatamente que, ao contrário de uma substituição, o que estamos vivendo é uma evolução clara para a Inteligência Aumentada.
Eles realizaram uma pesquisa que mostrou que mais da metade dos viajantes internacionais experientes já utilizam a Inteligência Artificial para planejar suas viagens. A tecnologia é excelente em assumir aquelas atividades repetitivas e que consomem muito tempo. Ela consegue organizar informações, comparar hotéis e resumir exigências de vistos em questão de segundos.
É a ferramenta perfeita para mitigar a nossa Carga Cognitiva e aliviar a Fadiga de Decisão.
Mas a IA não tem vivência. Quase 60% dos viajantes da pesquisa afirmaram que só confiam nas informações geradas pela IA após verificá-las em outras fontes, e mais de 25% relataram já ter encontrado informações desatualizadas ou incorretas geradas pela tecnologia.
Por que isso acontece? 
Porque não é pra brincar de IA assim.
A máquina não entende as nuances, os traquejos, não tem borogodó, não entende nada de coxinha de rodoviária e nunca vai saber se é pra falar biscoito ou bolacha. 
Este é um "Poder de Especialista" humano.

O futuro é a simbiose da expertise humana com a tecnologia. Nós usamos a capacidade de processamento da IA para acelerar decisões, nossas decisões. Com a mente livre das microdecisões e da sobrecarga de dados, nós trazemos o que nenhuma máquina tem: empatia, contexto, leitura de ambiente e adaptabilidade. 
É a nossa sensibilidade que garante o bem-estar, a Segurança Psicológica e a Homeostase Emocional necessárias para a melhor performance do artista, do atleta, do palestrante.

Estamos sendo cada vez mais ferramentados para que o nosso trabalho seja mais simples, seguro e fundamentado. Ao mesmo tempo, temos uma onda de “app com IA” chegando e nem todos realmente servem para alguma coisa de verdade.

* Fotos minhas, print da matéria do Global Rescue e charge genial do Simon Bailly✨️

Amplexos e boas viagens ✈️ by @eduardozebu
11
2 months ago
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Uma vez, fiz o receptivo do ex-Ministro Celso Amorim em um evento da UNE em BH. Como sou super fã dele, foi uma oportunidade incrível de conversar com uma das maiores figuras das relações internacionais. Perguntei tudo que eu queria sobre a vida dele na estrada e ele foi muito atencioso nas respostas.

Mas o grande aprendizado desse dia foi ver na prática como funciona a Teoria da Restauração da Atenção (ART).

Depois de mais de uma hora de trânsito do aeroporto até o hotel, eu percebi que seria estressante entrar no carro de novo dali alguns minutos, então fui ousado: “Embaixador, vamos a pé para o evento? São pouco mais de 600m… “. Pensando bem, hoje eu teria receio de sugerir isso para uma autoridade desse calibre.
Mas ele aceitou. E curtiu. Foi visível no semblante dele como aquela caminhada mudou a vibe dele.

O que aconteceu ali não foi só um momento agradável. Existe uma explicação científica para a mudança de humor dele:
A Teoria da Restauração da Atenção (ART), desenvolvida pelos psicólogos ambientais Rachel e Stephen Kaplan (1989), mostra que ambientes urbanos áridos e o estresse do trânsito esgotam nossa "atenção dirigida", aquele foco consciente que usamos para trabalhar e tomar decisões.

Quando mudamos o estímulo e caminhamos por trajetos com arborização e calçadas ativas, (o que o Caderno Técnico de Mobilidade Urbana de Baixo Carbono do Ministério das Cidades (2020), chama de “atributos de conforto e atratividade”), nós ativamos a "fascinação suave".
Essa atenção involuntária permite ao sistema neurológico descansar, devolvendo a clareza mental e a flexibilidade cognitiva que um palestrante de alto nível precisa.

Parece que ele curtiu tanto que quando terminou o evento, o próprio Embaixador convidou o político Aldo Arantes: "Você não quer voltar a pé para o hotel com a gente? É uma caminhada muito agradável."
😅 Por essa eu não esperava!
Lá fui eu e dois figurões a pé, à noite, no centro de BH. Fiquei aliviado quando chegamos no hotel em segurança.
Mas ainda bem que em 2018 isso aconteceu porque hoje em dia, definitivamente eu não faria isso. Acho que eles também não.

Amplexos e boas viagens ✈️ by @eduardozebu
7
2 months ago
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Feliz dia dos Pais 🤍 by @eduardozebu
9
2 months ago
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Work-Family Conflict

Vai passar o dia dos pais trabalhando?
Aniversário, natal… tem gente que é “premiado” e sempre trabalha (vai viajar) e passa aquela data especial longe da família.

Desde que a Ana nasceu, eu tô tão apegado à paternidade que nem sei como seria se estivesse na mesma rotina de viagens dos últimos 14 anos. 

O sol nascendo lá fora, a mochila nas costas e na hora de se despedir do filho, do parceiro ou do pet na porta, de repente, bate aquela depresinha. A gente tende a engolir esse sentimento a seco, achando que é fraqueza ou falta de profissionalismo, mas a ciência mostra que é algo bem mais profundo.

Esse sentimento que mistura saudade, culpa e ansiedade de querer entregar o melhor em casa e no trabalho, tem nome: Work-Family Conflict. Esse é um conceito clássico definido pelos pesquisadores Jeffrey Greenhaus e Nicholas Beutell em 1985. E os estudos sobre isso indicam que mais de 60% dos profissionais sofrem com esse conflito. 

Não dá! Esse sentimento pega em qualquer idade, em qualquer lugar do mundo. Pega no rico e no pobre. A gente passa anos treinando o desapego mas quando chega a hora, a depresinha bate.

A saudade é sinal de lar bom, mas a culpa dá pra mitigar:

* Cronograma claro e definido: Ter datas e horários exatos de ida e volta traz previsibilidade. Isso acalma a sua cabeça e a de quem fica em casa.

* Micro-rituais à distância: Uma chamada rápida no mesmo horário todo dia cria constância e segurança emocional. O segredo aqui é a constância, não a duração.

* Devolução da presença: Quando voltar, larga do celular, desligar as telas e entregar 100% de atenção no reencontro.

Bora manter a cabeça no lugar, e ser feliz na estrada porque tem muita gente que depende da gente, dentro e fora de casa!

Amplexos e abraços ✈️ by @eduardozebu
11
3 months ago
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Teoria do Locus de Controle

Aculpa é sempre do Produtor.

O voo atrasa, a van não aparece, o hotel não encontra a reserva... E a primeira reação de quase todo mundo é botar a culpa na liderança, né?

Na verdade isso não acontece por acaso.
A psicologia explica isso através de um conceito chamado Lócus de Controle, criado por Julian Rotter em 1966. Funciona assim: quando a gente sente que tem as informações e o poder de resolver os problemas, a gente assume a responsabilidade (controle interno). Mas quando ficamos no escuro, sem saber o que fazer, a sensação é de estarmos de mãos atadas. E aí, pulamos direto pro controle externo: procuramos alguém para responsabilizar.

O Banco Mundial tem estudos sobre viagens corporativas que apontam que a falta de suporte logístico transforma o deslocamento em uma verdadeira tortura mental. E outros pesquisadores (Sherman et al., 2012) já mostraram que perder a sensação de controle faz os níveis de estresse explodirem no corpo.
Com o cortisol lá em cima e sem comunicação clara, na primeira dificuldade o cérebro do viajante encontra a resposta mais rápida: A culpa é do produtor que não organizou direito!

Gente, TAVA CHOVENDO. 😃
Às vezes o Produtor não tem culpa.

Mas evitar esse gatilho automático é mais simples do que parece: 
Clareza de informações. Começa com um documento de itinerário claro e bem formatado, onde todo mundo já percebe que o Produtor sabe o que está fazendo. Além disso, na hora do perrengue, é optar pela transparência, avisar o que está acontecendo e dar autonomia para quem está na estrada tomar decisões. Devolver a sensação de controle para o colaborador vai transformar a reclamação em solução. Ou pelo menos a culpa vai encontrar o endereço certo ;)

Amplexos e boas viagens ✈️ by @eduardozebu
1
3 months ago
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Tired but Wired

Treta, cansaço, mau humor, reclamação, questionamento.
Ao longo dos anos na estrada como produtor, eu sempre procurei entender a mudança de astral da equipe e os padrões de comportamento que se repetiam durante as viagens.
Encontrei algumas respostas na Psicologia Organizacional e do Trabalho (POT) e vou compartilhar o glossário que eu montei, veja se você reconhece alguns dos conceitos técnicos que trouxeram clareza para a minha vida na estrada:

Para começar: Tired but Wired.

Você já foi deitar com o corpo totalmente exausto, mas a mente resolveu não desligar?
Esse é o clássico estado onde o físico pede cama desesperadamente, mas o cérebro continua acelerado. Não é um cansaço comum, é um sinal de alerta do seu sistema nervoso.
Viajando a trabalho isso é regra. Emendamos uma tarefa na outra, abusamos de café e açúcar, checamos telas até o último segundo e lidamos com a ansiedade da performance e os imprevistos da logística. O corpo fica inundado de cortisol e adrenalina. O cansaço bate pesado, mas o cérebro entende que você está em perigo e precisa continuar alerta. Você fica exausto, mas incapaz de relaxar.

Existem alguns passos simples, mas intencionais, que ajudam a desarmar esse estado:
* Luzes baixas: sinalize para o cérebro que a hora de dormir chegou
* Leia o cronograma de amanhã antes de deitar: Assim você fica livre da preocupação
* Zero telas 30 minutos antes de deitar.

Afinal, não existe solução de logística que se sustente se o nosso próprio sistema estiver prestes a pifar.

Me conta nos comentários se sua rotina de viagens te deixa wired!

Amplexos e boas viagens! ✈️ by @eduardozebu
6
3 months ago
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01/07, oficialmente no primeiro dia do segundo semestre me deu vontade de compartilhar alguns pontos pessoais  não-instagramaveis:

- Ter filho: o buraco é mais embaixo
- Construir um software ta sendo mais difícil do que parecia
- Fazer transição de carreira aos 46+ ta me deixando inseguro
- Ficar longe da estrada traz consequências que eu não previa
- A saudade da família neste inverno aumentou
- Esse pacote ta me dando vontade de fumar depois de 3 anos 

Máááaaaassss tuto passa 🚬 by @eduardozebu
48
4 months ago
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Parece que nunca mais eu vou dormir o suficiente. Preciso do dobro de atenção pra tudo. Tomo banho e como correndo. Tempo para lazer: zero. E tem outras questões mas assim como o Belchior, sinto que "amar e mudar as coisas me interessa mais". ☀️

Hoje completa 1 ano que eu ouço o mundo em sol maior.

Feliz aniversário, Ana!
Obrigado 🤍 by @eduardozebu
42
5 months ago
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Uma vez, em Chicago, uma turma se juntou pra reclamar da jornada  de trabalho. Aí a polícia veio e esculachou todo mundo. Morreu gente. Isso tem exatos 140 anos.

"Não é o trabalho, mas o saber trabalhar, que é o segredo do êxito no trabalho."

Essa citação que parece feita por um coach de internet deve ter uns 100 anos porque é atribuída ao poeta Fernando Pessoa. Já estava levantando a questão da "produtividade" e me parece que está desviando o foco do que foi discutido pela turma de Chicago.

Este ano, o filme Tempos Modernos, do Charles Chaplin completa 90 anos. Eu queria ver a versão revisitada: as trapalhadas do Vagabundo da geração Z interagindo com IA!  hahahah! (risada de nervoso)

No mês passado os futurólogos admitiram que ultimamente tá brabo fazer o trabalho deles. Ou seja, ninguém sabe pra onde esse barco tá indo.

Dentro dessa confusão toda onde a gente tem que ser meio trabalhador / meio empreendedor / meio artista, vamos em frente navegando sem certeza de nada. A não ser que não dá pra viver sem poesia.

Feliz 1° de Maio ⚒️ by @eduardozebu
3
6 months ago
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Nesse lindo domingo de outono fomos passear a pé pelo centro de São Paulo.

Fiz questão de ir tirar umas fotos na esquina da Ipiranga com a São João.
Durante um ano, trabalhei ali, fui Produtor Artístico nas noites do histórico Bar Brahma Centro.

Eu sempre quis tirar uma foto ali naquela esquina. Não tenho fotos dessa época, nem dos shows. Eu usava um nextel com câmera vga, rs… mas tenho muita história pra contar.

Eu coordenava de 6 a 7 shows por dia, em 4 palcos, 6 dias por semana. Sempre sold-out: Segunda feira: Caubi Peixoto, terça: Jair Rodrigues, quarta: Os Originas do Samba, quinta: Demônios da Garoa! Tive o privilégio imenso de conviver com estes e tantos outros artistas extraordinários.

Fiquei uns momentos ali na porta, parou um ônibus com um time do SESI, eram de jovens de uns 14 anos, desceram todos com celular na mão, tiraram foto da estátua do Adoniran e foram para o hotel. 

Nessa hora o contexto todo me deixou uns segundos no mundo da mente: smartphone + times esportivos viajando + grupos artísticos se apresentando + pequenas escapadas para vivências turísticas = preciso voltar pra casa e trabalhar mais para botar logo essa ferramenta no mundo!

— “Sabia que isso aqui tudo vai virar o Times Square brasileiro? Já vieram até medir e tudo!” - O segurança do Bar me trouxe de volta pro mundo real.

Sei lá, alguma coisa aconteceu no meu coração, ainda bem que tirei estas fotos 🤍 taken in Centro Histórico De São Paulo by @eduardozebu
3
6 months ago
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