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a) É um outro b) Jornalista c) Colunista da @gamarevista e da @quatrocincoum d) Filho do norte e) Cofundador da @minabemestar e da @revistatpm
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10 Coisas que Amo / Odeio: Fernando Luna (@fluna )

O jornalista e colunista adora o colesterol de um bom bife a milanesa e odeia bicicletas circulando nas calçadas.

Arraste para o lado para ver a lista completa.

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Edição: @thiago.ney 
Identidade Visual: @lindon.jonhson
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B O R A‼️
#redescuta #psicanálise #redescutapsicanálise 
#cidadania #democracia
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Olá, você que sonha com um CEO pra otimizar o Brasil.

O RH recebeu um currículo anonimizado pra essa vaga, assim sua avaliação não é afetada pela polarização geral da nação.

Só não esquece que o céu não cai do céu: precisa fazer a sua parte nas urnas no próximo domingo, pra ajudar Nossa Senhora Aparecida a proteger o país. Taí o LinkedIn dele. Agora é com você. Att.

• Sobre: Único candidato a presidente que pediu dinheiro pro Daniel Vorcaro. Profissional com mais de duas décadas de experiência, fazendo na vida pública o mesmo que faz na privada.

• Senador da República das Bananas | Advogado em causa própria | Empresário da Fantástica Fábrica de Chocolates | Investidor imobiliário em dinheiro vivo | Nepogolpista

• Rio das Pedras, Brasil | mais de 500 conexões perigosas.

• Atividades: Suspeitas.

• Experiência: Dois projetos aprovados em sete anos de Senado, onde barrou a PEC do fim da escala 6x1. Deputado estadual entre 2003 e 2018, com destaque pro uso intensivo dos caixas eletrônicos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

• Projetos: Anistiar golpistas | Decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo | Produção cinematográfica: apenas um filho procurando R$ 134 milhões para um filme sobre o pai.

• Pessoas também visualizaram:
Fabrício Queiroz - Chief Rachadinha Officer de gabinete na Alerj.

Adriano da Nóbrega - Head da milícia Escritório do Crime, homenageado na cadeia com a Medalha Tiradentes por serviços prestados.

Donald Trump - 47º presidente dos Estados Unidos da América do Norte, Sul, Leste e Oeste.

• Competências: Desconhecidas.

• Recomendações: “Meu irmãozão. Como ele mesmo escreveu, estamos e sempre estaremos juntos.” Daniel Vorcaro, Alcoviteiro-Geral da União

• Formação acadêmica: Bacharelado na Universidade da Muzema | MBA em Vozes da Cabeça de Olavo de Carvalho | Curso livre de Contabilidade Criativa na Kopenhagen.

• Interesses: Pessoais.

• Idiomas: Português - Nível básico a intermediário
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Toda segunda, o jornalista Fernando Luna (@fluna) apresenta sua “Antologia Profética”, com versos desgraçadamente atuais.
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Muito grato por todos que foram no lançamento do meu livro 𝗢 𝗠𝗼𝗻𝗴𝗲, 𝗼 𝗜𝗼𝗴𝘂𝗲 𝗲 𝗼 𝗙𝗮𝗾𝘂𝗶𝗿: 𝗖𝗼𝗿𝗽𝗼, 𝗖𝗼𝗿𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼 𝗲 𝗠𝗲𝗻𝘁𝗲 𝗻𝗼 𝗧𝗲𝗺𝗽𝗼 𝗱𝗮𝘀 𝗠𝗮́𝗾𝘂𝗶𝗻𝗮𝘀 em São Paulo. Fiquei muito feliz, obrigado.

Foi uma noite muito bonita na Livraria da Travessa no Shopping Iguatemi, em conversa com a maravilhosa amiga genial @aureavie . Em breve haverá lançamento no Rio e outras cidades, vou avisando.
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Fui fazer prova de vida com velhos amigos no fim de semana. 

O Parque Ibirapuera virou Parque dos Dinossauros, eu jurassicamente incluído, com shows de Legião Urbana, Titãs, Paralamas, Marina Lima, RPM, Blitz, Plebe Rude e Ira!, além de tributos a Cazuza e Rita Lee – que nem é dessa geração, mas quem se importa? 

A trilha sonora da minha adolescência.

*

Vantagem daquele Rio de Janeiro, fora tudo: vi essas bandas tocando nalgum canto da cidade, Praça da Apoteose ou Mamute, praia de Copacabana ou Circo Voador, Noites Cariocas ou Metrópolis.

Rever todas juntas convida a um balanço duplo. 

Por um lado, que país é esse, quatro décadas depois de escapar da ditadura e se lambuzar de liberdade? Por outro, há um acerto de contas pessoal acontecendo na cabeça de cada espectador: a quantas anda aquele garoto que ia mudar o mundo?

*

Meu primeiro show de adulto, digamos assim, foi da Blitz. 

Tia Têca me levou ao Canecão, em 1982. Não esqueço Evandro Mesquita, Fernanda Abreu e companhia vestindo capas com bordas coloridas, fosforescentes na luz negra do palco. New wave total.

Agora, fui eu quem levou uma criança pra plateia. Ela sabe cantar “Você não soube me amar” mesmo sem dancinha no TikTok e ainda puxa os “esses” da letra, como se fosse carioca: “Desssce doixxx, desssce maixxx”.

Será que vai lembrar dessa tarde daqui a 44 anos?

*

“Dois” deve ter sido o disco que mais escutei na vida. 

Tive que fingir costume quando entrevistei o Renato Russo. A conversa aconteceu na casa dele – a cinco quarteirões de onde eu morava dez anos antes, quando gastava a agulha da vitrola do meu avô com “Tempo Perdido”, “Eduardo e Mônica”, “Quase Sem Querer” e “Índios”.

Era um daqueles predinhos antigos de Ipanema: o cantor e compositor mais venerado do país aboletado num apartamento de 136 metros quadrados. 

*

Os recalcados que chiaram com a virilha da Xuxa devem ter estrebuchado com o figurino da Marina Lima – toda de barriguinha de fora, fullgás.
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Toda segunda, o jornalista Fernando Luna (@fluna) apresenta sua “Antologia Profética”, com versos desgraçadamente atuais.

#GamaRevista #Coluna #FernandoLuna #MúsicaBrasileira
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Na primeira vez que a li, a “Odisseia” estava mais pra “L’Odyssée”.

Dito assim, pareço um pós-doutor em Grécia Antiga. Antes que o mal-entendido se alastre, explico que sou um helenista da linha Manoel Carlos, assim como há os marxistas da facção Groucho.

Tive um arroubo classicista, admito, coisa de moleque embasbacado com os deuses e os homens de Homero, Ésquilo, Sófocles e Eurípides. Foi quando caiu em minhas mãos um exemplar da coleção portuguesa Livros de Bolso Europa-América com as aventuras de Ulisses.

Era uma tradução indireta, a partir do francês. Com suas feitiçarias linguísticas, o gajo responsável pela empreitada ainda transformou os 12.110 versos originais em porcos, digo, em prosa escorreita.

O que seria um defeito, porém, acabou me ajudando.

Àquela altura, entre a noite no Baixo Leblon e a praia em frente ao Coqueirão, seria impossível encarar um poema metrificado de quatrocentas páginas — não se pode ser sério aos dezessete anos, embora eu já tivesse dezenove ou vinte.

Muito tempo depois, no início dos anos 2000, a versão de Frederico Lourenço publicada pela editora lisboeta Cotovia provocou um certo buchicho. Se não chegou perto da odisseiamania deflagrada pelo filme do Christopher Nolan, foi o suficiente para me levar de volta ao texto.

Com versos livres, leves e soltos traduzidos diretamente do grego, o épico recupera a combinação de ritmo poético com fluência narrativa que faz sua fama há 27 séculos.

As primeiras linhas dão logo o tom: “Fala-me, Musa, do homem astuto que tanto vagueou,/ depois que de Troia destruiu a cidadela sagrada”.

Para comparar, o “homem astuto” de Lourenço pode virar de uma “Odisseia” para outra “herói multifacetado”, “industrioso”, “fértil em expedientes”, “multívio”, “ardiloso varão”, “multimodal” ou até “poliengenhoso” — esse, adivinha, é do Haroldo de Campos.

Só me arrependo de ter deixado num sebo minha velha edição afrancesada, vítima da disputa por espaço nas estantes aqui de casa. Manter dois exemplares de um mesmo título parecia uma extravagância. Hoje queria de volta a companheira da minha primeira viagem a Ítaca.
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