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@zecacamargomundo avisou que nem era muito de sobremesa. Pouco depois, já estava na quarta porção.

Claro que fui conferir, com @ju_barzan entrando na conversa e aumentando ainda mais a curiosidade.

No meio das brasas do Chefs on Fire, em Cascais, quem acabou roubando a cena foi a sobremesa da chef Verónica Dias, da Brites: croissant, iogurte e nectarinas assadas.

Crocante, fresca, gulosa na medida. Daquelas combinações aparentemente simples que fazem a gente voltar para “só mais uma colherada”.

Zeca ainda lançou a tese de que croissant deveria ser ingrediente oficial de sobremesa. Está valendo! Depois dessa, não dá prá discordar.

E você: pararia na primeira ou iria até a quarta?

#PrazeresDaMesa24anos #DiretoDaMesa #ChefsOnFire #Cascais #Gastronomia
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Albert Adrià não é apenas um Chef que admiramos profissionalmente. É um amigo que a gastronomia colocou em nosso caminho, e que a vida tratou de manter por perto.

Ele já veio duas vezes ao Brasil a nosso convite. Em viagens distintas, percorremos o Rio de Janeiro e a Bahia, dividindo mesas, cozinhas, produtores, estrada, descobertas e risadas. Desta vez, os papéis se inverteram: Albert tomou Mariella, a mim e nossa família pelas mãos e nos entregou a sua Barcelona.

Poucos cozinheiros tiveram tamanho impacto sobre a gastronomia contemporânea. Desde 1985, no elBulli, Albert fez da confeitaria um território de invenção e depois dirigiu o elBullitaller, no núcleo criativo que ajudou a mudar a gramática da cozinha mundial. Vieram Inopia, Tickets, Pakta, Hoja Santa, Bodega 1900 e outros projetos. Hoje, toda essa inquietação está concentrada no @enigma_albertadria.

Mas currículo algum explica o que vivemos naquela noite.

Albert caminhou conosco sem pressa. Entramos na cozinha aberta do Estimar, passamos por Shunka e Koy Shunka e ouvimos suas histórias sobre os bares que formam o “panteão” da cidade. No @el_xampanyet, bodega familiar de 1929, Juan Carlos nos recebeu entre azulejos, garrafas, conservas e memórias. Comparamos três ventrescas, suas partes e texturas, e vimos uma lata deixar de ser apenas uma lata para se tornar anatomia, maturação e cultura.

Quando a noite parecia completa, seguimos para a Bodega del Vermut. Fernando saiu à porta para abraçar Albert como se recebe um velho amigo. Vieram o vermute, as azeitonas e extraordinárias anchovas do Cantábrico, dessalgadas e limpas quase na hora. No final, ainda disputamos afetuosamente a conta.

Ali entendi, mais uma vez, algo sobre Albert. Um homem que ajudou a inventar o futuro da gastronomia continua profundamente ligado às origens: ao balcão, à cerveja bem tirada, à conserva bem cuidada e às pessoas que guardam a memória de uma cidade.

Essa noite não foi importante por termos um Chef célebre como guia. Foi especial porque tivemos um amigo generoso, disponível e carinhoso ao nosso lado.

Obrigado, Albert. Depois de mostrarmos um pouco do Brasil a você, foi emociona
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: Published by @feastbybonvivant 

Pía León of Kjolle in Lima cooks at Ocean in the Algarve for the first time when Residência created by João Rodrigues and Vânia Rodrigues opens its third season on September 8th.

Two Michelin-starred Ocean led by Hans Neuner sits on the cliff edge at Vila Vita Parc in Porches, with one side of the room opened along its whole length to the Atlantic. On 8 September he hands part of that dining room to Pía León, in a dinner that opens the third season of Residência, an itinerant project run by João Rodrigues and Vânia Rodrigues.

Pia León started at Central at twenty-one and rose to executive chef. She still co-directs Central and MIL Centro, and in 2018 she opened her own restaurant, Kjolle, named after an Andean tree with yellow flowers and set in the same Barranco building as Central.

It has an open kitchen, a dining room fitted out by local craftspeople and a nine-course tasting menu built on Peruvian ingredients. She also co-directs Mater Iniciativa with Malena Martínez and Virgilio Martínez, researching ingredients, ecosystems and knowledge at different Peruvian altitudes.

The recognition has followed. Best Female Chef in Latin America in 2018, World’s Best Female Chef in 2021, Best New Entry at Latin America’s 50 Best, one of Forbes’s fifty most powerful women in Peru, a seat on the international council of the Basque Culinary Center. Kjolle currently sits at No. 2 in Latin America and No. 9 in the world, the first restaurant led by a woman to reach that level on The World’s 50 Best list.

Before service, León travels the region with João Rodrigues as her guide, meeting producers, fishermen and artisans across the Algarve. Rodrigues, one of the most recognised chefs in Portugal and the co-founder of Residência, has spent a decade mapping the country’s small producers, which makes him the best possible company for a first crossing of the region.

Read much more about the overall project in this recent article published by FEAST👇

www.feastjournal.com/pia-leon-ocean-residencia-algarve

@pialeonkjolle
@hansneuner 
@jmgrodrigues 
@residencia_joaorodrigues
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Cheguei ao EVVAI naquela tarde com uma manchete já escrita na cabeça: seis estrelas Michelin. Três de Dominique Crenn, três de Luiz Filipe Souza. A conta fechava bonito. Fui embora sabendo que a conta não explicava nada.

Estrelas não cozinham. Elas reconhecem, e chegam sempre depois. Depois do pescador, da fermentação que ninguém vê, do fornecedor que atende o telefone às seis da manhã, das perdas de família, das viagens, dos fracassos, das milhares de horas repetindo o mesmo gesto até ele parar de ser técnica e virar linguagem. Inspetor nenhum assiste a essa parte.

O que eu vi não foi um almoço. Foi uma conversa. E conversa de verdade depende de uma coisa que quase nunca aparece nesses encontros: igualdade. Não de currículo, não de fama. Igualdade de linguagem.

Você sabe como esse roteiro costumava funcionar. O chef europeu desembarcava, o brasileiro cedia a casa, adaptava a cozinha, homenageava o visitante e aceitava, sem que ninguém dissesse nada, o segundo lugar. Ritual de validação. O centro visitando a periferia. O Velho Mundo autorizando o Novo.

Ali não teve nada disso. Dominique não veio ensinar. Luiz Filipe não teve que provar que aprendeu. Ninguém traduziu a própria cozinha para agradar o outro, sem folclore, sem exotismo, sem aquele meio-termo simpático que não convence ninguém. Cada um falou a sua língua e os dois se entenderam.

Ela cozinha memória. É a menina andando com o pai pelas marés da Bretanha, descobrindo que ostra tem paisagem dentro e que manteiga conta história. Ele cozinha permanência. É o que sobra quando a Itália mora um século dentro do Brasil, deixa de ser Itália e vira outra coisa. Oriundi.

Duas poéticas. A da memória e a da permanência. Conversaram sem intérprete.

Escrevi este ensaio para poder concluir que cozinhar não é entregar menu extraordinário, é decidir quais memórias merecem ficar.

Está aqui, inteiro, nas 18 telas. Leia com calma. E complete com suas impressões e considerações. 

Você pode ler também no link dos extras da edição 269 da Prazeres da MESA

@evvai_sp , @dominiquecrenn, @luizfilipe , @atelier.crenn, @biancamirabili 

#EVVAI #DominiqueCrenn #Oriundi #PrazeresDaMesa24Anos ensaiogastronomiabrasileira
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#TBT NYC to the trip that reminded me who I am.
music in the air, art on every corner, new friends , great food 
and moments that were never meant to be explained. only felt. 🗽
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